
Glossário
2527 verbetes
Termos, siglas e o tema onde cada um é explicado.
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- 121,5 MHzEmergency frequencyFrequência de emergência em VHF, que pode ser usada para a mensagem de socorro ou de urgência, como alternativa à frequência ar-terra em uso.
- 1º Grupo de Aviação de Caça1º GAvCa1st Brazilian Fighter GroupUnidade da FAB que combateu na Itália entre 1944 e 1945 com o P-47 Thunderbolt, integrada a um grupo de caça americano.
- 5P5PFive PsRevisão do plano, do avião, do piloto, dos passageiros e da programação da aviônica em momentos marcados do voo.
A
- ADCADCAir data computerComputador de dados do ar: recebe a pressão total e a estática e calcula velocidade, altitude e velocidade vertical.
- ADFADFAutomatic direction finderRadiogoniômetro automático. Receptor de bordo que aponta um ponteiro na direção do NDB sintonizado.
- ADS-BADS-BAutomatic dependent surveillance, broadcastVigilância em que a aeronave calcula a própria posição pela navegação por satélite e a transmite, com outros dados, sem ser interrogada.
- ADS-CADS-CAutomatic dependent surveillance, contractVigilância dependente automática por contrato: a aeronave envia ao órgão ATS informes de posição gerados automaticamente, nas condições combinadas com esse órgão. Com ela, a maior parte da mensagem de posição por voz pode ser omitida.
- AFHAFHAirplane Flying HandbookAirplane Flying Handbook, FAA-H-8083-3C. Manual da FAA de técnica de pilotagem e manobras.
- AFILAFILAir-filed flight planPlano de voo apresentado em voo, por radiotelefonia, a um órgão ATS.
- AFISAFISAerodrome flight information serviceSigla em inglês do serviço de informação de voo de aeródromo. Presta informação de voo e alerta ao tráfego de um aeródromo sem torre. Não emite autorização de controle nem separa.
- AGMCAGMCAerodrome Ground Movement ChartCarta de movimento no solo do aeródromo. Onde existe, complementa a ADC no detalhe do táxi.
- AHRSAHRSAttitude and heading reference systemSistema de referência de atitude e proa, que fornece a atitude ao PFD.
- AICAICAeronautical Information CircularCircular de Informação Aeronáutica. Aviso com informação explicativa ou de alerta, como mudanças previstas em legislação ou procedimento, que não cabe na AIP nem em NOTAM.
- AIPAIPAeronautical Information PublicationPublicação de Informação Aeronáutica. Reúne a informação aeronáutica de caráter duradouro essencial para a navegação aérea. No Brasil, editada pelo DECEA.
- AIRACAIRACAeronautical Information Regulation and ControlSistema de datas fixas, a cada 28 dias, em que entram em vigor as mudanças importantes para as operações publicadas no AIP e nos suplementos.
- AIREPAIREPAir reportRelato de aeronave em formato internacional, que pode informar a turbulência encontrada.
- AIRMETAIRMETAirmen's meteorological informationAviso de fenômeno em rota que afeta voos abaixo do FL100 (FL150 em áreas montanhosas), como turbulência moderada.
- AISAISAeronautical Information ServiceServiço de Informação Aeronáutica. No Brasil, prestado pelo DECEA, recebe, verifica, valida e divulga os dados aeronáuticos do país.
- AISWEBAISWEBAeronautical information service portalPortal de informação aeronáutica do DECEA, com a página de cada aeródromo, NOTAM, boletins meteorológicos e a AIP Brasil.
- AMDTAMDTAIP AmendmentEmenda permanente do AIP. A AMDT AIP vale na publicação; a AMDT AIRAC AIP vale na data AIRAC indicada.
- ANACANACNational Civil Aviation AgencyAgência Nacional de Aviação Civil. Autoridade de aviação civil do Brasil, criada pela Lei 11.182/2005. Regula e fiscaliza pessoas, aeronaves, empresas e aeródromos.
- ANP (EPU, EPE)ANP, EPU, EPEActual navigation performance / Estimated position uncertainty / Estimated position errorEstimativa que o sistema de navegação faz da sua performance naquele momento. Comparada com o valor de RNP exigido, decide se o sistema alerta o piloto.
- APAPIAPAPIAbbreviated precision approach path indicatorVersão do PAPI com duas unidades. Na rampa, a de fora branca e a junto à pista vermelha; duas brancas acima, duas vermelhas abaixo. Prevista para pistas de número de código 1 ou 2.
- ARCARCArea ChartCarta de área. Detalha áreas terminais com estrutura de rotas complexa, na transição entre rota e aproximação.
- ASDASDAccelerate-stop distanceDistância de aceleração e parada: a maior entre interromper a decolagem com falha do motor crítico na VEF e interromper com todos os motores, em ambos os casos com a primeira ação na V1 e mais 2 segundos na V1.
- ASDAASDAAccelerate-stop distance availableA TORA mais o comprimento da zona de parada, quando existe. É o limite da distância de aceleração e parada exigida.
- ASHTAMASHTAMASHTAMSérie especial de NOTAM sobre atividade vulcânica e nuvem de cinzas. No Brasil, série V, em inglês, com validade de 24 horas.
- ASRSASRSAviation Safety Reporting SystemSistema americano de relatos voluntários de erros e situações de risco, mantido pela NASA. Os relatos não podem ser usados pela FAA para punir quem relatou.
- ATCSMACATCSMACATC Surveillance Minimum Altitude ChartCarta de altitude mínima de vigilância ATC. Mostra as altitudes mínimas usadas na vetoração, para o piloto conferir a altitude atribuída pelo controle.
- ATISATISAutomatic terminal information serviceServiço Automático de Informação Terminal: difusão automática das informações correntes do aeródromo, identificada por uma letra do alfabeto fonético, que o piloto informa no primeiro contato.
- ATOATOActual time overHora real de passagem sobre um ponto, anotada em voo e comparada com a ETO.
- ATTCSATTCSAutomatic takeoff thrust control systemSistema que percebe a falha de um motor na decolagem e aumenta automaticamente a tração dos motores que funcionam até um valor programado.
- AUTOAUTOAutomated reportAbreviatura que indica observação feita inteira por estação automática, sem observador. Vem antes do grupo de vento; o que o sistema não mede vira barras.
- AVASISAVASISAbbreviated visual approach slope indicator systemVASIS de duas barras com número reduzido de unidades de luz. A leitura é a do VASIS de duas barras.
- AVGASAVGASAviation gasolineGasolina de aviação dos motores a pistão. Peso padrão do PHAK: 6 libras por galão americano, 0,72 kg por litro.
- Abandonando, passando, atingindo, niveladoLeaving, passing, reaching, levelledMomentos de reporte numa mudança de nível: ao sair do nível anterior, ao cruzar um nível no caminho, ao chegar ao nível autorizado e já mantendo esse nível.
- Acidente aeronáuticoAccidentOcorrência ligada à operação, entre o embarque com intenção de voo e o desembarque, com morte ou lesão grave, dano estrutural relevante ou aeronave desaparecida ou inacessível.
- AclimataçãoAcclimatizationPelo RBAC 117, estado em que o ritmo circadiano do tripulante está sincronizado com o fuso da região onde ele está. Também chamada ajuste biológico.
- AcomodaçãoAccommodationAjuste de foco do olho entre objetos a distâncias diferentes. Leva de 1 a 2 segundos.
- Acoplamento de impulsoImpulse couplingMecanismo de mola que, na partida, faz o ímã do magneto girar rápido por um instante para produzir boa centelha e atrasa o momento da faísca.
- AcumuladorAccumulatorRecipiente com gás comprimido de um lado e fluido do outro, que guarda fluido sob pressão para uso sem a bomba. O AFH o cita como fonte de pressão para forçar a extensão do trem.
- Acumulador de desembandeiramentoUnfeathering accumulatorReservatório com óleo do motor sob pressão de ar comprimido ou nitrogênio, que tira as pás da bandeira em voo sem o motor de partida.
- Adaptação ao escuroDark adaptationAjuste do olho à pouca luz. A completa leva pelo menos 30 minutos e se perde com uma luz forte.
- AdiabáticoAdiabatic processProcesso em que a temperatura muda sem troca de calor com o ambiente, como no ar que esfria ao se expandir na subida.
- AdvecçãoAdvectionTransporte das células de tempestade pelo vento. Junto com a propagação, compõe o movimento da tempestade.
- Advecção (da trovoada)AdvectionTransporte de cada célula pelo vento médio da camada ocupada pela nuvem, bem aproximado pelo vento no FL180.
- AeronaveAircraftQualquer aparelho feito para voar na atmosfera levando pessoas ou carga. Inclui aviões, planadores, helicópteros, girocópteros, balões e dirigíveis.
- Aeronave críticaCritical aircraft, design aircraftO avião mais exigente previsto para operar numa pista, usado para definir a largura mínima da RESA.
- Aeronave em emergênciaAircraft in emergencyAeronave em perigo latente ou iminente. A situação se divide em socorro e urgência.
- Aeronave extraviadaStrayed aircraftPara os serviços de tráfego aéreo, aeronave que se perdeu. O órgão ATS usa todos os meios para achar a posição dela e informá-la ao piloto, com as medidas corretivas.
- Aeronave militarMilitary aircraftAeronave que pertence às Forças Armadas ou que foi requisitada para missão militar. Segue legislação especial.
- AeronotificaçãoAIREPAir-reportNotificação feita pela aeronave em voo com informação de posição e, conforme o caso, informação operacional e meteorológica. Pode ser de rotina ou especial.
- Aeronotificação especialSpecial air-reportReporte que toda aeronave deve fazer ao encontrar as condições listadas na ICA 100-37, entre elas a ação de frenagem pior que a reportada.
- AeroportoAPAirportAeródromo público com instalações e facilidades para apoiar a operação das aeronaves e o embarque e o desembarque de pessoas e cargas. Todo aeroporto é aeródromo.
- AeroviaAWYAirwayÁrea de controle, ou parte dela, em forma de corredor.
- Aerovia bidirecionalTwo way routeAerovia com tráfego nos dois sentidos; cada sentido usa a família de níveis do seu rumo magnético.
- Aerovia de sentido únicoOne way routeAerovia ou trecho com tráfego num só sentido, onde todos os níveis da tabela podem ser usados.
- Aerovia inferiorLower airwayAerovia de 500 ft abaixo do nível mínimo do trecho até o FL245, inclusive. Largura cheia de 16 NM.
- Aerovia superiorUpper airwayAerovia acima do FL245, exclusive, sem limite vertical superior pela ICA 100-37; a tabela da AIP pode publicar um limite no trecho. Largura cheia de 43 NM.
- AeródinoHeavier-than-air aircraftAeronave mais pesada que o ar, que se mantém em voo pela sustentação de uma asa fixa ou rotativa movendo-se através do ar.
- AeródromoAerodromeÁrea em terra ou na água, com edifícios, instalações e equipamentos, destinada à chegada, à partida e à movimentação de aeronaves.
- Aeródromo controladoControlled aerodromeAeródromo em que uma torre controla o tráfego do próprio aeródromo.
- Aeródromo de alternativaAlternate aerodromeAeródromo escolhido no planejamento para onde o voo segue se o pouso no destino ficar impraticável.
- Aeródromo isoladoIsolated aerodromeDestino para o qual não há alternativa de destino. O voo é planejado com combustível adicional e um ponto de não retorno.
- Aeródromo principalPrincipal aerodromeNa legenda da WAC, aeródromo com pista pavimentada de 1.000 m ou mais.
- AeróstatoLighter-than-air aircraftAeronave mais leve que o ar, sustentada pelo empuxo de um envelope cheio de gás leve ou de ar aquecido.
- AfilamentoTaperRedução da corda da raiz para a ponta, expressa pela razão entre a corda na ponta e a corda na raiz.
- Afirmo (affirm)AffirmSim; concordo. Substitui "afirmativo", que o MCA 100-16 dá como exemplo de palavra que se confunde com "negativo".
- Aguarde, espere (standby)StandbyEspere que eu chamo. Quem disse "aguarde" volta a chamar.
- AileronAileronSuperfície móvel na parte de fora do bordo de fuga de cada asa. Os dois se movem em sentidos opostos e controlam a rolagem.
- Ajuste de velocidadeSpeed adjustmentInstrução do controle para a aeronave voar numa velocidade específica, dada em múltiplos de 10 kt IAS ou de 0,01 Mach, para estabelecer ou manter separação ou espaçamento. Tolerância de 10 kt ou 0,02 Mach.
- Ajuste do altímetroAltimeter settingValor de pressão colocado no altímetro para que ele indique a altitude em relação ao nível do mar no lugar e no momento do voo.
- Alarme de altitude de cabineCabin altitude warningAviso à tripulação de que a altitude de cabine passou do limite. Pelo 14 CFR 25.841, cumpre a regra se disparar acima de 10.000 ft.
- Alarme de configuração de decolagemTOWSTakeoff configuration warningAviso sonoro exigido nos aviões de categoria transporte que dispara no começo da corrida quando flapes, slats, spoilers, freios aerodinâmicos ou compensador estão numa posição que não permite decolar com segurança.
- Alarme de tremLanding gear warning hornAviso sonoro que toca quando o avião está configurado para o pouso, pela manete, pelo flape ou pela velocidade, e o trem não está baixado e travado.
- Alavanca de emergênciaEmergency gear extension handleComando da cabine, existente em alguns aviões, ligado mecanicamente às travas de cima, que as solta para o trem baixar por gravidade.
- AlbedoAlbedoFração da luz do Sol que uma superfície reflete, em porcentagem. É a unidade da legenda da imagem no canal visível.
- AlcanceRangeDistância que o avião percorre com o combustível utilizável: autonomia multiplicada pela velocidade no solo. Diminui com vento de proa.
- Alcance específicoSpecific rangeDistância feita com cada unidade de combustível, em NM por litro, por galão ou por libra: a velocidade no solo dividida pelo consumo.
- Alcance visual da pistaRVRRunway visual rangeVisibilidade ao longo da pista indicada por equipamento instalado ao lado dela, usada nos mínimos de pouso e de decolagem.
- Alcance visual na pistaRVRRunway visual rangeDistância em que o piloto, sobre o eixo da pista, enxerga a sinalização ou as luzes dela. No METAR, grupo com R, número da pista, barra e metros.
- Alerta de altitudeAltitude alerterAviso sonoro ao se aproximar da altitude selecionada ou ao sair dela. É uma barreira de reserva, não o meio principal de acompanhar a altitude.
- Alerta de altitude mínima de segurançaMSAWMinimum safe altitude warningFunção do radar de controle que avisa o controlador quando uma aeronave IFR identificada desce, ou vai descer, abaixo de uma altitude de segurança predeterminada.
- Alerta de cortante do ventoWind shear alertInformação gerada por equipamento de detecção sobre cortante observada com variação de 15 kt ou mais no vento de proa ou de cauda, atualizada pelo menos a cada minuto.
- Alerta de descida prematuraPDAPremature descent alertFunção do TAWS que alerta quando o avião está perigosamente abaixo da trajetória normal de aproximação, de cerca de 3°.
- AletasCooling finsLâminas finas em volta do cilindro e do cabeçote que aumentam a área exposta ao ar e melhoram a troca de calor.
- Alfabeto fonéticoPhonetic alphabetLista de 26 palavras, de Alfa a Zulu, que substituem as letras quando é preciso soletrar no rádio. A grafia de pronúncia oficial é a do Anexo 10 da OACI.
- Alijamento de combustívelFuel jettisoningDescarga de combustível em voo para baixar o peso. Exigido quando o avião, logo depois da decolagem, não cumpre os gradientes de subida de pouso e de aproximação.
- Alimentação cruzadaCrossfeedSistema que permite a um motor puxar combustível de um tanque da outra asa. Na maioria dos bimotores, é procedimento de emergência para voo prolongado com um motor inoperante.
- AlmaSpar webParte vertical da longarina em viga em I, que une as mesas e dá a altura da peça.
- AlongamentoAspect ratioTambém chamado razão de aspecto. Envergadura ao quadrado dividida pela área da asa; na asa retangular, envergadura dividida pela corda.
- AlternadorAlternatorMáquina movida pelo motor que alimenta o sistema elétrico e recarrega a bateria. Produz corrente suficiente mesmo em rotação baixa; gera corrente alternada, convertida em contínua.
- Alternativa de decolagemTake-off alternateAeródromo indicado no plano de voo para pousar logo depois da decolagem quando o aeródromo de partida não pode receber a aeronave. Exigida no multimotor quando a visibilidade está abaixo do mínimo da IAC.
- Alternativa de destinoDestination alternateAeródromo onde pousar quando não é possível ou não é aconselhável pousar no destino. É a alternativa do segundo trecho de combustível do RBAC 91.167(a).
- Alternativa em rotaEn-route alternateAeródromo onde pousar se for preciso desviar durante o cruzeiro.
- Alternativa pós-decolagemTake-off alternateAeródromo onde pousar logo depois da decolagem, quando não é possível voltar ao aeródromo de partida.
- AltitudeMSLAltitudeDistância vertical contada a partir do nível médio do mar.
- Altitude absolutaAGLAbsolute altitudeAltura do avião sobre o terreno que está embaixo dele naquele momento.
- Altitude corrigidaCorrected altitudeAltitude indicada corrigida pela temperatura média da coluna de ar abaixo do avião. Aproxima a altitude verdadeira quando o altímetro está com o QNH de uma estação próxima.
- Altitude críticaCritical altitudeMaior altitude em que o motor turboalimentado ainda consegue manter a potência especificada. Acima dela, a potência cai.
- Altitude de cabineCabin altitudeAltitude da atmosfera padrão em que a pressão é igual à do ar da cabine. No jato em operação normal, no máximo 8.000 ft.
- Altitude de chegada em terminalTAATerminal arrival altitudeAltitude mínima publicada para cada área de chegada de um procedimento RNAV, centrada no IAF da área; o ícone traz a distância do limite ao IAF. Pelos PANS-OPS, ao menos 300 m (1.000 pés) sobre os obstáculos.
- Altitude de chegada em terminal (TAA)TAATerminal arrival altitudeAltitude que garante 300 m (1.000 ft) acima de todos os objetos num arco de 25 NM centrado no IAF ou, sem IAF, no IF (ICA 96-1).
- Altitude de decisãoDADecision altitudeAltitude da aproximação de precisão ou com guia vertical (3D) em que a aproximação perdida tem de ser iniciada se a referência visual exigida não estiver estabelecida.
- Altitude de interceptação da rampaGlide slope intercept altitudeAltitude publicada em que o avião, nivelado, intercepta a rampa do ILS por baixo. Ali começa o segmento de aproximação final.
- Altitude de pressãoPressure altitudeAltitude medida com o ajuste padrão de 1013,2 hPa (29,92 inHg). É a referência dos níveis de voo e a que o modo C transmite.
- Altitude de transiçãoTATransition altitudeAltitude na qual ou abaixo da qual a posição vertical do avião é dada em altitudes, com QNH. Na subida, é onde se passa para 1013,2.
- Altitude densidadeDensity altitudeAltitude, na atmosfera padrão, em que o ar teria a mesma densidade do ar real. Quanto maior, pior a performance do avião.
- Altitude indicadaIndicated altitudeLeitura do altímetro com o ajuste informado para o local, sem correção de temperatura.
- Altitude máxima autorizada (MAA)MAAMaximum authorized altitudeAltitude ou nível mais alto utilizável num segmento de rota ou numa estrutura de espaço aéreo.
- Altitude mínima de cruzamento (MCA)MCAMinimum crossing altitudeMenor altitude em que um fixo deve ser cruzado por quem segue no sentido de uma MEA mais alta. A subida tem de terminar antes do fixo.
- Altitude mínima de descidaMDAMinimum descent altitudeAltitude da aproximação de não precisão (2D) ou para circular abaixo da qual não se desce sem a referência visual adequada.
- Altitude mínima de recepção (MRA)MRAMinimum reception altitudeMenor altitude em que uma interseção pode ser identificada. É publicada para o fixo quando fica acima da MEA do segmento.
- Altitude mínima de setorMSAMinimum sector altitudeMenor altitude que garante 1.000 pés (300 m) de separação acima dos obstáculos num setor de círculo de 25 NM (46 km) de raio centrado num ponto significativo ou no ponto de referência do aeródromo.
- Altitude mínima de setor (MSA)MSAMinimum sector altitudeMenor altitude que garante 300 m (1.000 ft) acima de todos os objetos num setor circular de 25 NM de raio, centrado no auxílio à navegação aérea, no ponto de referência do aeródromo (ARP) ou no ponto de referência do heliporto (HRP) (ICA 96-1).
- Altitude mínima de áreaAMAArea Minimum AltitudeMenor altitude para voo por instrumentos com 1.000 ft de margem, ou 2.000 ft em área montanhosa, sobre os obstáculos de um quadrilátero de paralelos e meridianos.
- Altitude mínima de área (AMA)AMAArea minimum altitudeAltitude mínima para voo em IMC dentro de um quadrilátero de paralelos e meridianos, normalmente de 1°, com margem de 1.000 pés sobre os obstáculos, ou 2.000 pés em área montanhosa.
- Altitude mínima em rotaMinimum en-route altitudeAltitude de um segmento de rota que garante recepção dos auxílios, comunicação com os órgãos ATS, conformidade com a estrutura do espaço aéreo e a margem sobre obstáculos.
- Altitude mínima em rota (MEA)MEAMinimum en route altitudeAltitude publicada para um segmento de rota que garante, ao mesmo tempo, sinal dos auxílios, comunicação com os órgãos ATS, compatibilidade com o espaço aéreo e margem sobre os obstáculos, na largura da aerovia.
- Altitude mínima livre de obstáculosMinimum obstacle clearance altitudeAltitude mínima de um trecho que garante só a margem exigida sobre os obstáculos, sem considerar recepção de sinais nem comunicação.
- Altitude mínima livre de obstáculos (MOCA)MOCAMinimum obstacle clearance altitudeAltitude de um segmento que mantém a margem exigida sobre os obstáculos, sem promessa de sinal de auxílio, comunicação ou compatibilidade com o espaço aéreo. Nos EUA, assegura sinal do VOR só até 22 NM dele.
- Altitude ou altura de decisãoDA/HDecision altitude / decision heightNos procedimentos com guia vertical, o ponto em que começa a aproximação perdida se a referência visual exigida para continuar e pousar não estiver estabelecida.
- Altitude ou altura de liberação de obstáculosOCA/HObstacle clearance altitude / heightMenor altitude, ou menor altura sobre a cabeceira ou o aeródromo, que atende aos critérios de separação de obstáculos do procedimento. Na IAC, a OCH vem entre parênteses ao lado da DA ou da MDA.
- Altitude ou altura livre de obstáculosOCA/HObstacle clearance altitude/heightMenor altitude, ou altura acima da cabeceira ou do aeródromo, em que o procedimento cumpre o critério de separação de obstáculos. Base dos mínimos da carta; um gradiente maior na perdida pode baixá-la.
- Altitude ou altura mínima de descidaMDA/HMinimum descent altitude / heightNos procedimentos sem guia vertical e para circular, a altitude abaixo da qual não se desce sem a referência visual adequada.
- Altitude verdadeiraTrue altitudeDistância vertical real do avião acima do nível do mar. As elevações das cartas são dadas nela.
- Altitude-pressãoPressure altitudeAltitude indicada com 1013,2 hPa (29,92 inHg) na janela de ajuste: a altura acima do nível em que a pressão vale 1013,2 hPa.
- Altitude-pressão de cabineCabin pressure altitudeAltitude da atmosfera padrão que corresponde à pressão do ar dentro da cabine. Sem pressurização, é a altitude-pressão em que o avião voa.
- Altitudes recomendadasRecommended altitudes on finalTabela da IAC com a altitude e a altura da trajetória de descida a cada milha inteira a partir do FAF, nos fixos de descida escalonada e na MDA. Nunca abaixo da MDA; NIL quando não há FAF.
- AltocumulusAcAltocumulusNuvem média em camada ou manchas brancas ou cinzentas de elementos arredondados com sombra. Alguma turbulência e pouco gelo.
- AltostratusAsAltostratusCamada média acinzentada ou azulada através da qual o sol aparece como por vidro fosco, sem halo. Quando engrossa e baixa, passa a nimbostratus.
- AlturaAGLHeightDistância vertical contada a partir de um ponto escolhido, em geral o terreno ou o aeródromo.
- Altura das rodas sobre a cabeceiraWCHWheel crossing heightAltura em que as rodas do trem principal passam sobre a cabeceira seguindo a rampa: TCH menos a distância antena-rodas.
- Altura de aceleraçãoAcceleration heightAltura em que termina o segundo segmento e o avião nivela para acelerar e recolher o flape. Mínimo de 400 ft; maior quando um obstáculo exigir.
- Altura de decisãoDHDecision heightAltura sobre a cabeceira em que o piloto precisa ter a referência visual exigida para continuar a aproximação de precisão; sem ela, começa a aproximação perdida.
- Altura de referência sobre a cabeceiraRDHReference datum heightAltura em que a rampa publicada passa sobre a cabeceira. Na ILS Z RWY 34 de Confins, 52 ft.
- Altura de verificaçãoMinimum stabilization heightAltura em que a tripulação confere os critérios de estabilização e decide entre continuar e arremeter: 1.000 ft em IMC e 500 ft em VMC nas referências da FAA.
- Altura livre de obstáculosOCHObstacle clearance heightAltura sobre a cabeceira que atende ao critério de separação de obstáculos do procedimento. Na IAC, aparece entre parênteses ao lado da DA ou da MDA.
- AltímetroAltimeterBarômetro graduado em pés que transforma a pressão estática em altitude. No modelo de três ponteiros, o longo marca centenas, o curto milhares e o fino com triângulo dezenas de milhares.
- Altímetro barométricoPressure altimeterInstrumento que mede a pressão estática e mostra a altitude em que essa pressão existiria na atmosfera padrão, contada a partir da pressão colocada na janela de ajuste.
- AmeaçaThreatCondição que pode tornar o voo mais difícil que o previsto, como tempo, NOTAM, terreno ou cansaço, identificada no planejamento para receber uma resposta decidida no solo.
- Amortecedor de guinadaYaw damperSistema estabilizado por giroscópio usado nos aviões com tendência persistente ao dutch roll.
- Amortecedor de shimmyShimmy damperAmortecedor hidráulico ou de elastômero na perna do nariz que segura a oscilação rápida da roda.
- Amortecedor óleo-pneumáticoOleo strut (air/oil shock strut)Amortecedor de dois tubos telescópicos com fluido hidráulico e ar ou nitrogênio. O fluido passa por um orifício e transforma a energia do impacto em calor.
- AmortecimentoDampingEfeito que tira energia de uma oscilação a cada ciclo, até ela parar. No avião, vem das superfícies aerodinâmicas e pode ser reforçado por sistemas como o yaw damper.
- Ampere-horaAhAmpere-hourUnidade da capacidade da bateria: corrente vezes tempo. Quanto maior a corrente puxada, menos da capacidade nominal se consegue usar.
- AmperímetroAmmeterInstrumento que mede a corrente que entra na bateria ou sai dela. Com zero central: positivo é carga, negativo é descarga.
- Anexo à ConvençãoAnnexConjunto de normas internacionais adotado pelo Conselho da ICAO sobre um assunto. São 19.
- AnjosAngelsEcos de radar que não são tempo, produzidos por pássaros, morcegos ou insetos, em geral fracos e muitas vezes em forma de anel.
- Antecipar, agir e verificarAnticipate, act, verifyTrês passos para cada interação com a automação: saber o que deve acontecer, fazer a entrada e confirmar o resultado.
- AntecipaçãoLeadInício da curva um pouco antes de atingir a linha desejada, proporcional à rapidez com que a agulha se move, para não passar da linha.
- Antecipação da curvaLead turnDistância lateral até o curso em que a curva de interceptação precisa começar para o avião terminar alinhado, sem passar do curso. Vale raio × (1 − cos do ângulo).
- Antena loopLoop antennaAntena do ADF que recebe melhor em duas direções opostas. Encontra a linha da estação, mas sozinha não sabe de que lado dela a estação está.
- Antena senseSense antennaAntena não direcional do ADF. Combinada com a antena loop, desfaz a ambiguidade e permite que a agulha aponte para a estação.
- Anti-histamínicoAntihistamineGrupo ao qual pertence a maioria dos antialérgicos. Os sedativos causam sonolência e raciocínio lento e aumentam a suscetibilidade à hipóxia; alguns não sedativos são aceitos pela FAA.
- AntiderrapanteAntiskidAnti-skid systemSistema que detecta a derrapagem real ou iminente de cada roda freada e alivia a pressão do freio daquela roda, para frear sem travar.
- AntigeloAnti-ice, anti-icingProteção que impede a formação de gelo numa superfície durante todo o encontro. Precisa ser ligada antes de o avião entrar na condição de gelo.
- AntídotoAntidoteFrase curta, decorada, que o piloto usa para responder a um pensamento perigoso logo depois de reconhecê-lo.
- Anunciador de modosFlight mode annunciatorIndicação, na unidade do piloto automático ou no PFD, dos modos ativos e armados.
- Anunciações de modoFMAFlight mode annunciatorFaixa do PFD que mostra os modos ativos e armados do piloto automático e do diretor de voo.
- Approach gateApproach gatePonto imaginário no curso final, 1 NM antes do FAF e a não menos de 5 NM da cabeceira, usado pelo controle nos EUA como referência para a interceptação.
- Aproximação com guia verticalAPVApproach with vertical guidancePelo Glossário ATM do DECEA, procedimento PBN com guia lateral e vertical, criado para operações 3D Tipo A (mínimo de 250 ft ou mais), com DA. Nos EUA, a FAA chama de APV a aproximação com guia vertical que não atende aos requisitos de precisão do Anexo 10 da OACI.
- Aproximação de não precisãoNon-precision approachAproximação por instrumentos sem guia vertical eletrônica até a pista. O piloto desce em degraus, ou numa rampa que ele mesmo controla, até a MDA.
- Aproximação diretaStraight-in approachAproximação cuja final é alinhada com o eixo da pista ou, na não precisão, forma 30° ou menos com ele.
- Aproximação estabilizadaStabilized approachAproximação em que o piloto mantém uma rampa de aproximação com ângulo constante até um ponto escolhido da pista. O critério do Airplane Flying Handbook é arremeter se ela não estiver estabilizada a 500 ft em condições visuais ou a 1.000 ft por instrumentos.
- Aproximação finalFinal approachParte do procedimento que começa no fixo ou ponto de aproximação final ou, sem eles, no fim da última curva de reversão, e termina onde se pode pousar ou iniciar a aproximação perdida.
- Aproximação para circularCircling approachComplemento do procedimento em que o avião manobra com referências visuais em volta do aeródromo para pousar.
- Aproximação perdidaMissed approachProcedimento publicado na carta de aproximação por instrumentos, executado quando a aproximação não pode prosseguir até o pouso, por exemplo sem referência visual no ponto de aproximação perdida ou por instrução do controle.
- Aproximações paralelas dependentesDependent parallel approachesAproximações por instrumentos simultâneas em pistas paralelas com separação mínima de vigilância, medida em diagonal, entre aviões em finais adjacentes.
- Aproximações paralelas independentesIndependent parallel approachesAproximações por instrumentos simultâneas em pistas paralelas sem separação mínima prescrita entre aviões em finais adjacentes. A separação vem da NTZ, vigiada pelo controle.
- Apêndice C do 14 CFR Part 2514 CFR Part 25, Appendix CConjunto de condições de gelo em nuvem usado como referência na certificação para voo em gelo, inclusive de aviões de categoria normal.
- AquaplanagemHydroplaningPerda de contato do pneu com a pista por causa de água à frente dele, com perda de direção e de frenagem.
- Aquaplanagem dinâmicaDynamic hydroplaningCondição em que o pneu desliza sobre uma lâmina d'água sem tocar o piso. Freio e controle direcional ficam quase nulos; começa a 9 vezes a raiz da pressão do pneu em psi, em nós.
- Aquaplanagem por borracha revertidaReverted rubber hydroplaningCom a roda travada por tempo prolongado, o calor gera vapor que sustenta o pneu. Pode continuar até 20 kt ou menos.
- Aquaplanagem viscosaViscous hydroplaningDeslizamento do pneu sobre película de água de até 0,025 mm em superfície lisa ou emborrachada, em velocidade menor que a da dinâmica.
- Aquecimento do carburadorCarburetor heatSistema antigelo que manda ao carburador ar aquecido em volta do escapamento. Reduz a potência em até 15% e enriquece a mistura.
- Aquecimento do pitotPitot heatResistência elétrica dentro do tubo de pitot, ligada por um interruptor no painel, que evita gelo na boca e no dreno em voo com umidade visível.
- Aquecimento eletrotérmicoElectrothermal ice protectionProteção por resistências elétricas na superfície. Contínua, funciona como antigelo; por ciclos, como degelo. Comum nas hélices.
- Ar alternadoAlternate airFonte de ar, em geral de dentro da carenagem, que contorna o filtro quando ele ou a tomada de ar ficam obstruídos.
- Ar de sangriaBleed airAr quente e comprimido retirado do compressor de um motor a turbina e usado, entre outras coisas, no antigelo do bordo de ataque e da entrada de ar.
- Ar estávelStable airAr em que uma porção empurrada para cima tende a voltar ao nível de origem. Freia o movimento vertical e favorece nuvens em camada.
- Ar instávelUnstable airAr em que uma porção empurrada para cima continua subindo sozinha. Reforça o movimento vertical e favorece nuvens cumuliformes.
- Ar sangradoBleed airAr tirado do compressor para antigelo, pressurização e outros sistemas pneumáticos. Custa parte da potência do motor.
- Ar secoDry airMistura de gases do ar descontado o vapor d'água: 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio, menos de 1% de argônio e frações mínimas de outros gases, como o dióxido de carbono.
- Arco DMEDME arcTrajetória sobre o solo a uma distância constante de um VOR/DME, mantida pela leitura do DME. A estação fica sempre a 90° da trajetória.
- Arco brancoWhite arc, flap operating rangeFaixa de operação com flapes no velocímetro, da VS0 à VFE.
- ArfagemPitchRotação em torno do eixo lateral: o nariz sobe ou desce. Comandada pelo profundor ou pelo estabilizador móvel.
- ArrastoDragParte da força aerodinâmica alinhada com o vento relativo, sempre contra o movimento. Soma a resistência do atrito e da forma com a parte que surge junto com a sustentação.
- Arrasto de atritoSkin friction dragComponente do arrasto parasita causado pelo contato do ar com a superfície do avião, na camada limite. Diminui com superfícies lisas e limpas.
- Arrasto de compensaçãoTrim dragArrasto a mais causado pela força na cauda: mais ângulo de ataque na asa e mais deflexão no estabilizador. Cresce com o CG à frente.
- Arrasto de deslocamentoDisplacement dragResistência do contaminante solto empurrado para os lados pelos pneus. Atrasa a aceleração na decolagem.
- Arrasto de formaForm dragComponente do arrasto parasita que depende do formato e do tamanho das peças expostas ao vento relativo e do descolamento do escoamento atrás delas.
- Arrasto de impactoSpray impingement dragForça do borrifo levantado pelas rodas batendo na estrutura do avião, contra o movimento.
- Arrasto de interferênciaInterference dragComponente do arrasto parasita que nasce no encontro de escoamentos, como na junção da asa com a fuselagem, onde se formam redemoinhos.
- Arrasto de ondaWave dragArrasto criado pela formação da onda de choque e pela separação do escoamento atrás dela, na faixa transônica.
- Arrasto induzidoInduced dragArrasto que nasce da produção de sustentação: o downwash inclina a sustentação para trás, e essa parte inclinada age contra o movimento.
- Arrasto parasitaParasite dragParcela do arrasto que não tem relação com a produção de sustentação. Soma os arrastos de forma, de interferência e de atrito e cresce com o quadrado da velocidade.
- ArredondamentoRound out, flarePassagem gradual da atitude de aproximação para a atitude de pouso, levantando o nariz para reduzir a razão de descida antes do toque.
- Arrefecimento a arAir coolingRetirada do calor do lado de fora dos cilindros pelo ar que entra no capô, passa pelas aletas e sai por baixo e por trás.
- ArremetidaGo-aroundAbandono da aproximação para o pouso, com o avião subindo de novo. Pelas definições CICTT, é uma subfase da aproximação.
- AsaWingAerofólio preso a cada lado da fuselagem; é a principal superfície de sustentação. Leva no bordo de fuga os ailerons e os flapes.
- Asa altaHigh wingAsa presa no alto da fuselagem, acima da cabine.
- Asa baixaLow wingAsa presa na parte de baixo da fuselagem, abaixo do piso da cabine.
- Asa enflechadaSwept wingAsa inclinada para trás em relação à fuselagem. Ganha sustentação aos poucos com o ângulo de ataque e tende a estolar primeiro nas pontas.
- Asa molhadaWet wingAsa cuja própria estrutura, vedada, forma o tanque de combustível. Vazamentos costumam aparecer nas linhas de rebites.
- Asa médiaMid wingAsa presa à meia altura da fuselagem.
- Asa retaStraight wingAsa com o bordo de ataque quase perpendicular à fuselagem, própria dos aviões lentos.
- AtenuaçãoAttenuationPerda de energia do feixe no caminho, pela precipitação e pela distância. Faz o que está atrás de chuva forte aparecer mais fraco ou não aparecer.
- AtitudeAttitudePosição do avião em relação ao horizonte: nariz acima ou abaixo e asas niveladas ou inclinadas.
- Atitude anormalUnusual attitudeAtitude fora do que o voo normal pede. Pode ficar dentro dos limites de upset e pode ser montada de propósito no treinamento.
- Atitudes perigosasHazardous attitudesCinco padrões de pensamento que prejudicam o julgamento do piloto: antiautoridade, impulsividade, invulnerabilidade, excesso de confiança (macho, na FAA) e resignação.
- Ativar procedimentoActivateTornar o procedimento a navegação em uso, com orientação imediata para o primeiro trecho.
- Atmosfera padrãoISAInternational Standard AtmosphereModelo de referência da ICAO para pressão, temperatura e densidade do ar em cada altitude. Ao nível do mar: 1013,25 hPa e 15 °C.
- Atraso do climbLagTempo entre a mudança real da razão de subida ou descida e a indicação correta do novo valor: de 6 a 9 segundos, maior com comandos bruscos e turbulência.
- Atrás da curva de potênciaBack side of the power curveVoo na região de comando reverso, à esquerda do mínimo da curva de potência necessária.
- AtuadorActuator, servoCilindro com pistão que transforma a pressão do fluido em trabalho. De simples ação, faz força num sentido; de dupla ação, recebe fluido dos dois lados.
- Atuador da wastegateWaste gate actuatorPistão com mola, comandado pela pressão do óleo do motor, que move a wastegate por uma articulação mecânica.
- Atuador de dupla açãoDouble-acting cylinderAtuador que recebe fluido dos dois lados do pistão e é empurrado nos dois sentidos. Com as duas linhas fechadas, o fluido preso segura a carga.
- Auto-briefingSelf-briefingConsulta feita pela própria tripulação ou pelo operador na REDEMET, com a possibilidade de falar com o CMI por telefone pelo HelpMet.
- AutobrakeAutobrakeSistema que aplica os freios sem o piloto pisar no pedal, na intensidade escolhida num seletor, e depende do antiderrapante.
- AutocineseAutokinesisMovimento aparente de uma luz parada encarada fixamente contra o fundo escuro.
- AutofeatherAutofeatherSistema de turboélice que embandeira sozinho a hélice do motor que perde potência, armado para a decolagem, a aproximação e o pouso.
- AutonomiaEnduranceTempo que o avião consegue voar com o combustível a bordo: combustível utilizável dividido pelo consumo horário.
- AutorizaçãoATC clearancePermissão do controle de tráfego aéreo para o avião seguir de determinada forma, como decolar, subir, voar uma proa ou pousar.
- Autorização complementarAutorização que estende a anterior do ponto limite até o aeródromo de destino; o controle a expede antes que a aeronave chegue ao ponto.
- Autorização condicionalConditional clearanceAutorização que só vale depois de uma condição, como a passagem de outra aeronave; ordem: identificação, condição, autorização e reiteração da condição.
- Autorização de controle de tráfego aéreoAir traffic control clearancePermissão para a aeronave prosseguir nas condições especificadas por um órgão de controle.
- Autorização de tráfegoATC clearancePermissão do controle para o avião seguir em condições especificadas. No voo por instrumentos traz limite, rota, altitude inicial, frequência e código do transponder.
- Autorização de tráfego (autorização ATC)ATC clearancePermissão do controle para a aeronave voar nas condições descritas: identificação, limite, rota, nível ou níveis e instruções como saída, código transponder e frequência, nessa ordem.
- Autorização requeridaARAuthorization requiredAutorização específica da autoridade exigida para o operador conduzir certas operações, como as aproximações e saídas RNP AR.
- AutorrotaçãoAutorotationRotação que se mantém sozinha porque a asa que desce está mais estolada, com menos sustentação e mais arrasto, que a asa que sobe.
- AutothrottleA/TAutothrottleSistema que comanda a tração automaticamente. No modo HOLD do 777, deixa as manetes paradas e não controla a velocidade.
- Auxílio barométricoBaro-aidingUso da altitude do altímetro como medida adicional no RAIM. Depende do ajuste de altímetro correto no equipamento.
- Auxílio ou fixo balizador da MSA/TAAMSA/TAA reference fixPonto da carta de aproximação em torno do qual a MSA ou a TAA está desenhada; é o ponto ao qual a aeronave se dirige antes de descer em órbita e iniciar o procedimento.
- Avaliação de pouso na chegadaTOATime of arrival landing performance assessmentCálculo da distância de pouso com a condição informada na hora da chegada, feito antes do pouso e somado a uma margem de pelo menos 15%, conforme a AC 91-79B.
- Aviação geralGeneral aviationOperação de aeronave que não envolve serviço de transporte aéreo nem serviço aéreo especializado (RBAC 01). Inclui o voo particular e o executivo em avião próprio.
- Aviação regionalRegional aviationTransporte aéreo em trechos curtos, entre cidades menores ou delas para as capitais.
- Aviso de aeródromoAD WRNGAerodrome warningAlerta sobre condições meteorológicas adversas que possam afetar aeronaves no solo, inclusive estacionadas, e as instalações e serviços do aeródromo. Até cinco aeródromos por aviso e até 4 horas de validade.
- Aviso de cortante do ventoWS WRNGWind shear warningMensagem do CMI sobre cortante do vento observada ou esperada entre o nível da pista e 500 m (1.600 ft), na aproximação, na decolagem e na pista. Um aeródromo por aviso, até 4 horas.
- Aviso de estolStall warningAlerta sonoro, luminoso ou de vibração do manche que dispara quando o avião se aproxima do ângulo de ataque crítico, em qualquer velocidade.
- Aviso de possível esteira de turbulênciaCaution wake turbulenceAlerta do controle de que pode haver esteira à frente, com a expressão "atenção, esteira de turbulência". É emitido nos casos em que o espaçamento fica por conta do piloto e sempre que o controle julgar necessário.
- Aviso de resoluçãoRAResolution advisoryInstrução do TCAS II para subir ou descer, no plano vertical, a fim de evitar uma colisão.
- Aviso de tráfegoTATraffic advisoryAlerta do TCAS sobre uma aeronave próxima, para que o piloto a procure visualmente, sem indicar manobra.
- Aviso para evitar tráfegoTraffic avoidance adviceSugestão de manobra feita pelo órgão ATS para ajudar o piloto a evitar uma colisão. Nas classes C e D, é dado quando o piloto pede.
- Aviso sonoro de sobrevelocidadeOverspeed warningAviso sonoro obrigatório nos aviões de transporte com motor a turbina, que soa quando a velocidade passa da VMO mais 6 kt ou do MMO mais 0,01.
- Avião complexoComplex airplaneAvião com trem retrátil, flapes e hélice de passo controlável, segundo o Airplane Flying Handbook.
- Avião miniaturaMiniature aircraftSímbolo de avião preso à caixa do instrumento. No horizonte artificial, é lido contra a barra do horizonte.
- Ação de frenagemBraking actionAvaliação da desaceleração e do controle direcional obtidos na pista com o esforço de frenagem aplicado nas rodas. No AIREP especial, de BOA a INSATISFATÓRIA.
- Ação inicialInitial actionMedidas preliminares no local da ocorrência para coletar dados, preservar indícios e levantar danos, feitas por pessoal credenciado.
- Água empoçadaStanding waterÁgua com mais de 3 mm de profundidade sobre a pista. Chamada também de água parada ou acúmulo de água. Recebe RWYCC 2.
- Água super-resfriadaSupercooled waterÁgua em estado líquido abaixo de 0 °C. Comum em gotículas de nuvem pequenas e puras, congela quando é perturbada, como no impacto com o avião.
- Área anterior à cabeceiraPre-threshold areaPavimento antes da cabeceira, com mais de 60 m, que não serve para o uso normal dos aviões. Recebe chevrons amarelos.
- Área crítica do ILSILS critical areaÁrea de dimensões definidas em volta das antenas do localizador e da trajetória de planeio onde veículos e aeronaves interferem no sinal e comprometem a aproximação.
- Área crítica e sensível do ILSILSILS critical and sensitive areaÁrea em volta das antenas do ILS onde um avião ou veículo pode interferir no sinal. O tamanho depende do equipamento instalado.
- Área de circularCircling approach areaÁrea em volta das pistas em que a MDA de circular dá margem sobre os obstáculos. Construída com arcos a partir das cabeceiras, cresce com a categoria da aeronave.
- Área de controleCTAControl areaEspaço controlado que começa num limite publicado acima do terreno. Não toca o solo.
- Área de controle superiorUTAUpper control areaÁrea de controle do espaço aéreo superior, onde ficam as aerovias superiores. No Brasil, classe A.
- Área de controle terminalTMATerminal control areaÁrea de controle localizada, em geral, onde várias rotas se encontram, nas imediações de um ou mais aeródromos. Atendida pelo controle de aproximação.
- Área de manobrasManoeuvring areaParte do aeródromo para pouso, decolagem e táxi, sem os pátios: a pista e as pistas de táxi fora do pátio.
- Área de movimentoMovement areaParte do aeródromo para pouso, decolagem e táxi, formada pela área de manobras e pelos pátios.
- Área de obstáculosOAAObstacle accountability areaFaixa centrada na trajetória pretendida dentro da qual os obstáculos entram na análise, segundo a AC 120-91A. Na saída reta, meia largura de 0,0625 D, entre 200 ou 300 ft e 2.000 ft.
- Área de pousoLanding areaParte da área de movimento destinada ao pouso ou à decolagem. É dela que sai a elevação do aeródromo.
- Área de segurança de fim de pistaRESARunway end safety areaÁrea no prolongamento do eixo da pista, simétrica a ele, que começa no fim da faixa de pista e reduz o dano num toque antes da cabeceira ou numa ultrapassagem do fim da pista. Não entra em nenhuma distância declarada.
- Área de sinalizaçãoSignal areaTrecho do aeródromo reservado para exibir sinais terrestres.
- Área montanhosaMountainous areaNo Brasil, área em que as elevações do terreno variam mais de 3.000 ft num raio de 10 NM (ICA 96-1).
- Área montanhosa designadaDesignated mountainous areaNos EUA, área listada como montanhosa no 14 CFR part 95, por região, onde a margem IFR passa a 2.000 ft.
- Área perigosaDDanger areaVolume de espaço aéreo em que pode haver, em horários determinados, atividade perigosa para o voo.
- Área proibidaPProhibited areaVolume de espaço aéreo, sobre o território brasileiro ou o mar territorial, em que o voo é proibido.
- Área restritaRRestricted areaVolume de espaço aéreo, sobre o território brasileiro ou o mar territorial, em que só se voa cumprindo as condições estabelecidas.
- Área sensível do ILSILS sensitive areaÁrea de proteção do ILS distinta da área crítica, citada pelo MCA 100-27 e pela ICA 100-37; protegida nas operações de Categoria II e III em baixa visibilidade. Definição e dimensões em AER-4.04.
- Ângulo críticoCritical angle of attackMaior ângulo de ataque em que a asa ainda produz sustentação crescente. Acima dele, o escoamento se descola do dorso e a asa entra em estol.
- Ângulo da páBlade angleÂngulo entre a corda do perfil da pá e o plano de rotação, numa estação de referência. Na hélice de velocidade constante, o governador o muda em voo.
- Ângulo de ajusteElevation setting angleÂngulo acima da horizontal do plano que separa o setor branco do vermelho numa unidade de luz. Olho acima desse plano vê branco; abaixo, vermelho.
- Ângulo de ataqueAngle of attackÂngulo entre a corda da asa e o vento relativo, o fluxo de ar que encontra o avião.
- Ângulo de ataque críticoCritical angle of attackMaior ângulo de ataque em que a sustentação da asa ainda aumenta. É sempre o mesmo para a mesma asa na mesma configuração, qualquer que seja o peso, a inclinação, a temperatura ou o CG.
- Ângulo de ataque da páBlade angle of attackÂngulo entre a corda da pá e o ar que ela encontra, resultado da rotação somada ao avanço do avião. Com a mesma rotação, diminui quando o avião acelera.
- Ângulo de ataque induzidoInduced angle of attackÂngulo entre o vento relativo e o escoamento local que a asa recebe, inclinado para baixo pelo downwash. Quanto maior, mais a sustentação inclina para trás e maior o arrasto induzido.
- Ângulo de convergênciaClosing angleÂngulo somado à correção do erro de rumo para o avião chegar a um ponto da rota. Pela regra de 1 em 60, afastamento × 60 ÷ distância que falta.
- Ângulo de correção de derivaWCAWind correction angleÂngulo entre o rumo e a proa necessário para a trajetória ficar sobre o rumo. Sempre para o lado de onde vem o vento.
- Ângulo de derivaDrift angleÂngulo entre a proa e o rumo, causado pelo vento lateral. Na órbita, a correção da perna de afastamento é maior que a da perna de aproximação.
- Ângulo de incidênciaAngle of incidenceÂngulo entre a corda da asa e uma linha paralela ao eixo longitudinal. Fixo, definido no projeto.
- Ângulo de interceptaçãoIntercept angleÂngulo entre a proa usada para chegar a uma QDM ou QDR e a própria linha. Pela regra prática do IFH, o dobro do desvio da agulha com a proa paralela.
- Ângulo de máscaraMask angleMenor ângulo sobre o horizonte em que o receptor usa um satélite.
- Ângulo de subidaAOCAngle of climbInclinação da trajetória em relação à horizontal. Seu seno é a sobra de tração dividida pelo peso.
- Ângulo de trajetóriaFlight path angleÂngulo entre a trajetória do avião e o horizonte, representado por γ: positivo na subida, negativo na descida.
- Ângulo do vento relativoφHelix angleÂngulo entre o vento relativo da pá e o plano de rotação. Cresce com a velocidade de avanço e diminui com a rotação.
- Ângulo primário da páPBAPrimary blade angleMenor ângulo da pá para o voo. Abaixo dele a hélice está na faixa beta.
B
- BECMGBECMGBecomingGrupo de mudança com intervalo, normalmente de até 2 horas e nunca maior que 4, dentro do qual as condições citadas mudam em hora incerta. Depois do intervalo, as novas condições valem até o fim da validade ou até outro grupo.
- BKNBKNBrokenCéu nublado: camada que cobre 5 a 7 oitavos do céu. Forma teto.
- Back courseBCBack courseCurso traseiro do localizador, do lado oposto ao curso dianteiro. Só serve para aproximação com procedimento publicado; sem correção automática do sentido (reverse sensing), a correção é contra o ponteiro.
- Baixado e travadoDown and lockedCondição em que todas as pernas chegaram embaixo e todas as travas de baixo encaixaram. No indicador de três luzes, as três verdes acesas.
- Baliza lateralBracketsFeição linear que corre ao lado da rota, como um rio ou uma rodovia. Com uma de cada lado, o avião que não cruza nenhuma continua no corredor entre elas.
- BalãoBalloonAeróstato sem propulsão própria. Segue o vento; o piloto controla a subida e a descida.
- Banda brilhanteBright bandFaixa de refletividade aumentada no nível de fusão, onde o gelo que cai fica coberto de água. Não é convecção.
- Bandeira de falhaFailure flag, OFF flagIndicação mecânica ou desenhada no mostrador, como OFF, que aparece quando o instrumento perde a alimentação ou deixa de funcionar direito.
- Barbatana dorsalDorsal finExtensão da deriva que avança sobre a fuselagem, à frente da base. Presente no 737 e ausente no A320.
- BarbelaBarbTraço na ponta da haste que vale 10 kt.
- Barber poleBarber poleFaixa listrada do velocímetro do jato que se move sozinha para mostrar o limite de velocidade aplicável no momento, VMO ou MMO.
- BarlaventoWindwardLado de uma serra, de um obstáculo ou de um avião de onde vem o vento.
- BarotraumaBarotraumaLesão causada pela diferença de pressão entre um gás preso no corpo e o ambiente, como no ouvido médio ou nos seios da face.
- Barra de demarcaçãoDemarcation barFaixa amarela de 3 ft (1 m) do padrão FAA que separa a pista com cabeceira deslocada do pavimento antes dela. Não existe no RBAC 154.
- Barra de longeFar barBarra do VASIS mais adiante ao longo da pista. Na rampa, aparece vermelha.
- Barra de paradaStop barFileira de luzes vermelhas atravessada na pista de táxi, comandada pelo controle: acesa, todo tráfego para; apagada, pode prosseguir.
- Barra de pertoNear barBarra do VASIS mais próxima da cabeceira, a primeira que o avião sobrevoa. Na rampa, aparece branca.
- Barra de velocidade máximaBarber poleMarca do indicador de velocidade do jato que se move para mostrar o limite VMO/MMO que vale no momento. Fica na VMO em altitude baixa e desce na escala de nós acima da crossover altitude do limite.
- Barra lateral de cabeceiraWBARWing barGrupos de luzes verdes de cada lado da cabeceira, que saem das fileiras de borda para fora da pista e deixam a cabeceira mais visível.
- Barra transversalXBARCrossbarFileira de luzes atravessada na linha central do sistema de luzes de aproximação. Todos os sistemas do RBAC 154 têm uma a 300 m da cabeceira.
- BarramentoBus barTerminal comum que recebe as fontes de energia e distribui a tensão do sistema para todos os circuitos.
- Barramento de aviônicosAvionics busBarramento separado que alimenta rádios e transponder, ligado e desligado pela chave de aviônicos.
- Barramento essencialEssential busParte do sistema elétrico que reúne os equipamentos mantidos numa pane de carga, em geral AHRS, ADC, PFD, um rádio de navegação e um de comunicação.
- Barras de comandoCommand barsSímbolo do diretor de voo no indicador de atitude, em V invertido ou em cruz, que mostra a atitude a voar.
- BarretaBarretteGrupo de três ou mais luzes próximas, alinhadas na transversal, que de longe parecem uma pequena barra de luz.
- BarômetroBarometerInstrumento que mede a pressão atmosférica. O altímetro do avião é um barômetro graduado em pés.
- Base de dados de navegaçãoNavigation databaseArquivo do navegador com aeródromos, auxílios, fixos, aerovias e procedimentos, atualizado a cada 28 dias.
- BastonetesRodsCélulas da retina muito sensíveis à pouca luz e ao movimento, sem visão de cores. Formam a visão periférica e a visão noturna.
- Batente de passo máximoHigh pitch stopLimite do maior ângulo da pá. Encostada nele, a rotação passa a acompanhar a manete de potência.
- Batente de passo mínimoLow pitch stopLimite do menor ângulo da pá. Encostada nele, a hélice perde rotação quando o avião desacelera.
- BateriaBatteryFonte que guarda energia e a devolve em corrente contínua. Fornece a energia da partida e serve de reserva limitada quando o alternador ou o gerador falha.
- Bateria reservaStandby batteryBateria mantida carregada no avião com telas, que entra quando a principal se esgota, desde que armada antes da decolagem, e alimenta o barramento essencial.
- BendsBendsForma mais comum da doença descompressiva: dor profunda nas grandes articulações, que piora com o movimento.
- BequilhaTailwheelRoda pequena na cauda do avião de trem convencional.
- Berço do motorEngine mountArmação que segura o motor e é fixada à estrutura do avião. Nos motores a pistão, costuma ser de tubos de aço soldados.
- Bico de descargaDischarge nozzleSaída do combustível na garganta do venturi, por onde a diferença de pressão empurra o combustível da cuba.
- BielaConnecting rodHaste que liga o pistão a uma manivela do virabrequim.
- BigornaAnvilTopo achatado e fibroso do cumulonimbus, espalhado na horizontal perto da tropopausa. Pode haver granizo sob ele.
- BimotorTwin-engineAvião com dois motores. Para a licença, entra na classe multimotor.
- BiplanoBiplaneAvião com dois pares de asas, um acima do outro.
- Blast padBlast padSuperfície junto às pontas da pista que reduz a erosão causada pelo jato dos motores e pelo sopro das hélices. Não é zona de parada e não entra em nenhuma distância declarada.
- BloqueioStation passagePassagem do avião sobre a estação. Com o ADF, a agulha vai para uma das pontas de asa ou se acomoda em 180 ou perto disso.
- Bloqueio do feixeBeam blockageInterrupção do feixe pelo terreno. Deixa atrás do obstáculo um setor em forma de fatia sem eco na elevação mais baixa.
- Bloqueio do ouvidoEar blockFalha em igualar a pressão do ouvido médio, em geral na descida. Dá dor forte e perda de audição e pode romper o tímpano.
- Bloqueio dos seios da faceSinus blockFechamento das aberturas dos seios da face, em geral na descida, com dor forte sobre o seio afetado.
- Bomba acionada pelo motorEngine-driven fuel pumpBomba principal do sistema com bomba, movida pelo próprio motor. Funciona enquanto o motor gira e trabalha puxando o combustível.
- Bomba de aceleraçãoAccelerating pumpPequena bomba de pistão ligada ao acelerador que lança combustível no venturi no avanço rápido da manete.
- Bomba de recalqueScavenge pumpNo cárter seco, bomba que recolhe o óleo acumulado nos pontos baixos do motor e o devolve ao tanque.
- Bomba de vácuoVacuum pumpBomba acionada pelo motor que move os giroscópios do horizonte artificial e do indicador de proa nos aviões com sistema de vácuo. Não depende do sistema elétrico.
- Bomba de óleoOil pumpBomba acionada pelo motor que puxa o óleo do reservatório e o envia sob pressão às partes móveis.
- Bomba elétrica auxiliarAuxiliary (boost) pumpBomba elétrica comandada por interruptor na cabine. Serve para a partida, substitui a bomba do motor se ela falhar e empurra o combustível sob pressão, reduzindo a formação de vapor.
- Bomba hidráulicaHydraulic pumpComponente que tira fluido do reservatório e o manda sob pressão para o sistema. Pode ser manual, elétrica ou acionada pelo motor.
- BorboletaThrottle valveDisco que gira num eixo, depois do venturi, e regula a passagem da mistura. É comandada pela manete de potência.
- Bordo de ataqueLeading edgeBorda dianteira e arredondada da asa ou de outra superfície aerodinâmica, a primeira a encontrar o ar.
- Bordo de fugaTrailing edgeBorda traseira e fina da asa ou de outra superfície aerodinâmica. Na asa, é onde ficam os ailerons e os flapes.
- Bota pneumáticaPneumatic deicing bootManta de borracha com tubos, colada no bordo de ataque, que fica murcha pelo vácuo e infla por ciclos para trincar o gelo.
- BraçoArmDistância horizontal da referência até o ponto onde um peso age.
- Braço de momentoMoment armDistância entre o ponto de referência e a linha de ação da força. Quanto maior o braço, maior o momento da mesma força.
- Braço de referênciaReference armPosição escolhida pelo operador a partir da qual os índices são medidos. Item nesse braço não muda o índice; no gráfico em leque, a sua reta é vertical.
- BriefingBriefingVerbalização, antes de uma fase do voo, dos procedimentos planejados e do que se espera de cada tripulante.
- Briefing de aproximaçãoApproach briefingRevisão do procedimento de aproximação antes de voá-lo: condições, auxílios e frequências, altitudes, mínimos, aproximação perdida e plano B.
- Briefing de decolagemPre-takeoff briefingRevisão em voz alta, antes de alinhar, das ações de emergência combinadas para cada fase da decolagem. Com tripulação, define o que cada um faz.
- Brisa de montanhaMountain breezeVento que desce as encostas à noite, quando o ar junto a elas esfria, fica mais denso e escorre para o fundo do vale.
- Brisa de valeValley breezeVento que sobe o vale e as encostas durante o dia, quando o ar junto às encostas aquecidas fica mais quente que o ar sobre o vale.
- Brisa marítimaSea breezeVento local que sopra do mar para a terra durante o dia, quando a terra está mais quente que a água.
- Brisa terrestreLand breezeVento local que sopra da terra para o mar à noite e no começo da manhã, quando a terra está mais fria que a água. Mais fraca que a brisa marítima.
- BuffetBuffetTrepidação da estrutura provocada por escoamento descolado batendo na asa e na cauda. Aparece perto do estol e acima do Mach de início da separação por choque.
- Buffet de alta velocidadeHigh-speed buffet, Mach buffetVibração do avião causada pelo escoamento separado atrás de uma onda de choque. Aparece em Mach menor com mais altitude, peso ou fator de carga.
- Buffet de baixa velocidadeLow-speed buffet, pre-stall buffetBuffet de pré-estol, causado por ângulo de ataque alto. Sua velocidade sobe com o peso, com o fator de carga e com a altitude.
- Buraco negroBlack hole approachAproximação noturna para uma pista iluminada cercada de escuridão, sem horizonte visível. Dá a impressão de avião mais alto e leva a aproximação baixa.
- Busca preliminar por comunicaçõesPRECOMPreliminary communications searchConsulta feita pelo ACC, na fase de incerteza, ao destino e às alternativas, ao aeródromo de saída e às estações da rota, para achar a aeronave ou notícia dela.
- Bússola de leitura verticalVertical card magnetic compassBússola em que o ímã gira um mostrador redondo por engrenagens, com leitura igual à do giro direcional.
- Bússola magnéticaMagnetic compassInstrumento com ímãs sobre uma boia em líquido, que se alinha com o campo magnético da Terra. Não depende de energia; tem erros em curvas e acelerações.
C
- CANACCANACANAC codeCódigo ANAC. Número único de seis dígitos que identifica, na ANAC, o candidato ou titular de licença ou certificado.
- CAPECAPEConvective available potential energyEnergia potencial disponível para convecção (convective available potential energy): energia disponível para a parcela que sobe, em J/kg. Acima de zero indica instabilidade e possibilidade de trovoadas.
- CAVECAVEExperimental flight authorization certificateCertificado de autorização de voo experimental. Documento que a aeronave experimental leva a bordo no lugar do certificado de aeronavegabilidade padrão.
- CAVOKCAVOKCeiling and visibility OKPalavra que substitui visibilidade, RVR, tempo presente e nuvens quando há, juntos, visibilidade de 10 km ou mais sem mínima a informar, nenhuma nuvem de significado operacional e nenhum fenômeno significativo.
- CBCBCumulonimbusCumulonimbus. Um dos dois únicos tipos de nuvem escritos no METAR, com o sufixo colado ao grupo de nuvens, em qualquer altura.
- CDFACDFAContinuous descent final approachDescida contínua na aproximação final. Técnica de voar a final de não precisão numa descida única, sem nivelar, do FAF ou acima até aproximadamente 50 ft sobre a cabeceira ou o início do arredondamento.
- CDICDICourse deviation indicatorIndicador de desvio de curso: barra que mostra para que lado e quanto o avião está fora do curso ou da rota desejada.
- CENIPACENIPAAeronautical Accidents Investigation and Prevention CenterSigla do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, centro do Comando da Aeronáutica que é o órgão central do SIPAER e a autoridade de investigação.
- CFITCFITControlled flight into terrainVoo controlado contra o terreno. Situação em que um avião funcionando normalmente é levado sem intenção contra o solo, a água ou um obstáculo, em geral por falta de consciência da posição vertical ou horizontal em relação ao terreno.
- CHTCHTCylinder head temperatureTemperatura do cabeçote. Mostra de forma direta e imediata as mudanças de temperatura do cilindro.
- CIV DigitalCIV DigitalDigital pilot logbookCaderneta individual de voo em meio eletrônico, mantida pela ANAC no sistema SACI, onde o piloto registra as horas de voo e os endossos.
- CL máximoCLmáxMaximum coefficient of liftMaior coeficiente de sustentação que a asa consegue numa configuração, alcançado no ângulo crítico. Os flapes o aumentam.
- CMACMAAeronautical medical certificateCertificado médico aeronáutico. Certificado que atesta a aptidão física e mental do tripulante, regulado pela ANAC no RBAC 67.
- CMICMIIntegrated Meteorological CentreCentro Meteorológico Integrado, órgão operacional do CIMAER no Rio de Janeiro. Divulga as cartas dos WAFC e elabora a carta SIGWX da superfície ao FL250 para a sua área.
- COACOAAir operator certificateCertificado de operador aéreo. Emitido pela ANAC segundo o RBAC 119, autoriza a empresa a prestar serviço de transporte aéreo dentro das suas EO. Vale até ser devolvido ou suspenso, revogado ou cassado.
- CORCORCorrectionAbreviatura que marca um boletim corrigido. Vem logo depois do nome do código.
- CRMCRMCrew resource managementGerenciamento de recursos de equipe: uso eficaz de todas as pessoas, equipamentos e informações disponíveis.
- CTACTAControl areaNome que reúne as aerovias inferiores e as outras partes do espaço aéreo inferior definidas na AIP.
- CTAFCTAFCommon traffic advisory frequencyFrequência comum em que os pilotos se anunciam nos aeroportos americanos sem torre em funcionamento. Equivale, na função, à FCA brasileira.
- CVACVAAirworthiness review certificateCertificado de verificação de aeronavegabilidade. Apresentado à ANAC pelo operador a cada 12 meses para a aeronave do RBAC 91; uma vistoria técnica inicial ou especial o substitui.
- CabeceiraTHRThresholdInício do trecho da pista utilizável para pouso. Quando fica adiante do começo físico da pista, é cabeceira deslocada.
- Cabeceira deslocadaDisplaced thresholdCabeceira fora da extremidade da pista. O trecho antes dela é pista, e o seu uso em cada operação aparece nas distâncias declaradas.
- Cabeceira recuadaDisplaced thresholdCabeceira que não fica na ponta da pista, também chamada deslocada. O trecho antes dela não serve para o toque de quem chega por esse lado.
- CabeçoteCylinder headParte de cima do cilindro, onde ficam as válvulas e as velas. Sua temperatura é a medida pelo CHT.
- Cabine estérilSterile cockpitDisciplina de manter na cabine só conversa e tarefas ligadas ao voo, independentemente da altitude.
- Cadeia de eventosChain of eventsSérie de eventos e de decisões tomadas diante deles que, juntos, levam a um resultado. Quebrar um elo interrompe a sequência.
- Cadernetas de célula, motor e héliceAirframe, engine and propeller logbooksLivros dos registros de manutenção de cada um desses itens. Ficam com o operador de forma permanente, acompanham a aeronave na venda e não precisam ir a bordo.
- Caixa de acessóriosAccessory gearboxCaixa acionada pelo eixo do compressor que gira bombas de combustível e de óleo, controle de combustível, motor de partida e gerador e tacômetro.
- Caixa de reduçãoReduction gearEngrenagens que baixam a rotação entre o motor e a hélice, para a hélice girar na rotação em que rende melhor.
- CaixãoBox beamConstrução de asa com duas longarinas principais ligadas por nervuras e fechadas pelo revestimento em cima e embaixo.
- CalloutCalloutChamada padronizada em voz alta de um evento ou de um valor, como um modo que armou ou um desvio da trajetória.
- CalmariaCalmVento abaixo de 1 kt, informado no METAR como 00000KT.
- CalorHeatEnergia que passa de um corpo mais quente para outro mais frio por causa da diferença de temperatura.
- Calor específico a pressão constantecpSpecific heat at constant pressureEnergia necessária para aquecer 1 kg de ar em 1 K a pressão constante: 1.004,7 J/(kg·K) com as constantes da atmosfera padrão.
- Calor latenteLatent heatCalor absorvido pela água ao evaporar e devolvido ao ar quando o vapor se condensa. Aquece o ar dentro das nuvens e alimenta o crescimento delas.
- Camada de atritoFriction layerFaixa de alguns milhares de pés junto ao chão em que o atrito com o terreno freia o vento e o faz cruzar as isóbaras rumo à pressão baixa.
- Camada de transiçãoTransition layerFaixa que vai da altitude de transição até o nível de transição. O avião que sobe por ela já está em nível de voo; o que desce, em altitude.
- Camada isotérmicaIsothermal layerCamada de ar em que a temperatura não muda com a altura.
- Camada limiteBoundary layerFaixa fina de ar junto à superfície, freada pela viscosidade, onde a velocidade vai de zero na superfície até a do escoamento livre.
- Camada limite laminarLaminar boundary layerEscoamento em lâminas paralelas, sem mistura. Menos atrito, menos estável.
- Camada limite turbulentaTurbulent boundary layerEscoamento com pequenos redemoinhos que misturam as camadas. Mais atrito e mais estável que a laminar.
- Camada porosa de atritoPFCPorous friction courseRevestimento fino de asfalto de granulometria aberta, pelo qual a água drena por dentro até a lateral da pista.
- Campo balanceadoBalanced fieldCondição em que a distância de aceleração e parada exigida é igual à distância de decolagem exigida. Dá o maior peso de pista quando ASDA e TODA são iguais.
- Campo não balanceadoUnbalanced fieldCondição em que a V1 é deslocada para que cada distância exigida caiba na sua própria distância disponível, e as duas distâncias exigidas ficam diferentes. Aproveita a pista não balanceada, com ASDA diferente da TODA.
- Canais semicircularesSemicircular canalsTrês tubos curvos em cada ouvido interno, em planos quase perpendiculares, que percebem a rotação da cabeça pelo atraso do líquido em relação ao tubo.
- Canal de vapor d'águaWVWater vapor imageryImagem de satélite que representa a umidade da camada entre 700 e 200 hPa. Azul e verde, úmido ou nublado; cinza escuro, laranja e vermelho, seco. Não mostra nuvem baixa.
- Canal infravermelhoIRInfrared imageryImagem de satélite que representa a temperatura da superfície e do topo das nuvens, de dia e de noite. Topo frio é topo alto; na escala de cinza, mais frio é mais claro.
- Canal visívelVISVisible imageryImagem de satélite feita com a luz do Sol refletida. Mostra nuvens em branco e terra e água em cinza ou preto. Só de dia; o brilho não informa a altura.
- CanardCanardSuperfície pequena à frente da asa, como no F-39 Gripen.
- CantiléverCantilever wingAsa sem escora externa, que leva toda a carga pela estrutura interna.
- Capacidade do pilotoPilot capabilitiesQuanto o piloto consegue atender ao mesmo tempo, com qualidade. Cresce com treino e familiaridade e cai com cansaço, estresse e falta de prática.
- Capacidade máxima de carga pagaMaximum payload capacityPara avião com peso máximo zero combustível definido, esse peso menos o peso vazio, o equipamento da aeronave e os itens operacionais, sem combustível e óleo.
- Captura de altitudeAltitude capturePassagem do modo VS ativo para o modo ALT ativo ao chegar à altitude selecionada, com o ALT armado.
- CapôCowlingCarenagem removível do motor. Dá forma aerodinâmica e conduz o ar de resfriamento em volta dos cilindros.
- CaranguejoCrabTécnica de vento cruzado em que o nariz aponta para o lado do vento o suficiente para a trajetória seguir o prolongamento do eixo da pista.
- CarburadorCarburetorComponente que mistura ar e combustível antes do coletor de admissão.
- Carburador de pressãoPressure-type carburetorCarburador que recebe combustível de uma bomba e o entrega acima da pressão atmosférica, depois da borboleta. Quase não forma gelo de vaporização.
- CardãGimbalAnel articulado que sustenta o rotor e deixa a caixa e o avião girarem em volta dele. A montagem livre usa dois; a semirrígida prende um dos movimentos à base.
- Carga alarW/SWing loadingPeso do avião dividido pela área da asa. Quanto menor, maior o acréscimo de fator de carga causado por uma mesma rajada.
- Carga de roda simples derivadaDSWLDerived single wheel loadCarga numa roda única, com pneu a 1,50 MPa, que exige a mesma espessura de pavimento que o trem real da aeronave, para 36.500 passagens. O ACR é o dobro dela.
- Carga de trabalhoWorkloadRelação entre o que a tarefa exige e a capacidade de quem a executa. A mesma tarefa pesa diferente para pilotos diferentes e para o mesmo piloto em momentos diferentes.
- Carga limiteLimit loadMaior carga esperada em serviço. A estrutura precisa suportá-la sem deformação permanente prejudicial.
- Carga pagaPayloadParte da carga útil formada por ocupantes, carga e bagagem, sem o combustível.
- Carga últimaUltimate loadCarga limite multiplicada pelo fator de segurança de 1,5. A estrutura precisa suportá-la sem se romper, ainda que se deforme.
- Carga útilUseful loadDiferença entre o peso máximo e o peso vazio básico: o que sobra para ocupantes, bagagem e combustível utilizável (e o óleo drenável, em aviões antigos cujo peso vazio não inclui o óleo).
- CargueiroFreighter, cargo aircraftAvião que faz operação cargueira, transporte aéreo sem pessoas. Muitas vezes é versão derivada de um modelo de passageiros.
- Carregar procedimentoLoadAcrescentar ao plano de voo os pontos de um procedimento da base de dados, sem mudar o que o avião está seguindo.
- Carta SIGWXSIGWXSignificant weather chartCarta de previsão dos fenômenos de tempo significativo para o voo em rota, válida para um horário fixo e para uma camada de níveis.
- Carta aeronáuticaAeronautical chartRepresentação em escala de parte da superfície da Terra com a informação aeronáutica desenhada sobre o mapa. No Brasil, publicada pelo DECEA e orientada pelo norte verdadeiro.
- Carta de aeródromoADCAerodrome chartCarta com o desenho do aeródromo e as informações para o movimento no solo: elevações, pistas, pistas de táxi, pátios, posições de estacionamento, pontos de espera e hot spots.
- Carta de aproximação por instrumentosIACInstrument approach chartCarta que publica um procedimento de aproximação por instrumentos para uma ou mais pistas, com a aproximação perdida e as esperas ligadas a ele. No Brasil, publicada pelo DECEA.
- Carta de corredores visuaisCCVVisual corridor chartCarta que mostra os corredores das rotas especiais, com altitudes, rumos magnéticos, pontos de notificação e limites de espaço aéreo.
- Carta de vento e temperatura em altitudeWind and temperature aloft chartPrevisão para um nível de voo e um horário, com o vento e a temperatura do ar em cada ponto de uma grade regular sobre o mapa. Conhecida também como wind aloft.
- Cartão de decolagemTakeoff data cardRegistro das velocidades e da potência calculadas para a decolagem, usado sem FMS ou para conferir os dados inseridos nele.
- Cartão de desvioCompass correction cardCartão preso ao lado da bússola com a indicação a voar para cada proa magnética, depois da compensação.
- Cartão de desviosCompass correction cardCartão junto da bússola com a proa magnética desejada (Para) e o número a voar na bússola (Voe), normalmente a cada 30°.
- Cata-ventoWeathervaningTendência do avião no solo de girar o nariz para o lado do vento, por ter mais área lateral atrás do trem principal do que à frente.
- CatapultaCatapultDispositivo que acelera o avião na decolagem com uma força externa. A dos Wright, de 1904, usava um peso que caía de uma torre e puxava o avião ao longo do trilho.
- Categoria da operaçãoILS operation categoryClassificação da aproximação de precisão pela altura de decisão e pela visibilidade ou RVR mínimas, de CAT I a CAT IIIC.
- Categoria de aeronaveAircraft approach categoryClassificação de A a E pela velocidade da aeronave na aproximação. Os mínimos da IAC são dados por categoria.
- Categoria de aeronave (de aproximação)Aircraft approach categoryFaixa de velocidade, identificada pelas letras A a E, para a qual os procedimentos de aproximação são projetados. Define a coluna de mínimos da IAC que o avião usa.
- Categoria de aproximaçãoAircraft approach categoryGrupo de A a E definido pela VREF, ou 1,3 VSO, na massa máxima certificada de pouso. Define os mínimos que o avião pode usar.
- Categoria de esteira de turbulênciaWake turbulence categoryClassificação da aeronave pelo peso máximo de decolagem certificado, usada no item 9: L, M, H ou J.
- Categoria de performance do ILSILS facility performance categoryClassificação da instalação pelo ponto até onde orienta o avião: CAT I até 60 m (200 ft), CAT II até 15 m (50 ft), CAT III até a superfície da pista e ao longo dela.
- Categoria normalNormal categoryCategoria de certificação em que o ensaio de parafuso é de uma volta ou 3 segundos e o parafuso intencional é proibido por placa.
- Cauda convencionalConventional tailEmpenagem com o estabilizador horizontal na base da deriva, preso à fuselagem.
- Cauda duplaTwin tailEmpenagem com uma deriva em cada ponta do estabilizador horizontal.
- Cauda em TT-tailEmpenagem com o estabilizador horizontal no alto da deriva.
- Cauda em VV-tailEmpenagem com duas superfícies inclinadas que fazem o papel do estabilizador horizontal e da deriva.
- CavadoTroughFaixa alongada de pressão relativamente baixa numa carta de superfície.
- Cavalo de pauGround loopCurva descontrolada no táxi, na decolagem ou na corrida após o pouso, que pode encostar a ponta da asa no chão e quebrar o trem.
- CavernaFormer, frame; bulkhead (anteparo)Peça transversal em anel que dá a forma ao corte da fuselagem. A mais reforçada, que fecha a fuselagem como uma parede, é o anteparo.
- CaçaFighterAvião militar de combate.
- Cb embutidoEMBDEmbedded thunderstormCumulonimbus dentro de camadas de outras nuvens, que não pode ser prontamente reconhecido de fora. No SIGMET, EMBD TS.
- Cb obscurecidoOBSCObscured thunderstormTrovoada encoberta por névoa seca ou fumaça, ou que a escuridão não deixa ver. No SIGMET, OBSC TS.
- Centro Meteorológico Integrado (CMI)CMIIntegrated Meteorological CenterÓrgão operacional do CIMAER, no Rio de Janeiro, que faz a vigilância e a previsão meteorológica para as FIR brasileiras e emite SIGMET, AIRMET, GAMET e os dois tipos de aviso, o de aeródromo e o de cortante.
- Centro aerodinâmicoAerodynamic centerPonto da corda, perto de 25% dela, em que o momento de arfagem da asa quase não varia com o ângulo de ataque.
- Centro de alta pressãoHHigh-pressure centerRegião de pressão máxima cercada por isóbaras fechadas. Ar descendente e tempo em geral firme. Também chamado de anticiclone.
- Centro de baixa pressãoLLow-pressure centerRegião de pressão mínima cercada por isóbaras fechadas. Ar ascendente, nuvens e precipitação. Também chamado de ciclone.
- Centro de controle de áreaACCArea control centreÓrgão que controla os voos nas áreas de controle sob sua jurisdição, como as aerovias, e presta informação de voo e alerta na FIR. Na fonia, Centro.
- Centro de coordenação de salvamentoRCCRescue coordination centreÓrgão que organiza e coordena a busca e salvamento numa região. O aeronáutico é o ARCC; o marítimo, o MRCC.
- Centro de gravidadeCGCenter of gravityPonto onde se considera concentrado todo o peso do avião. É em torno dele que o avião gira para levantar ou baixar o nariz, inclinar as asas e guinar.
- Centro de operações de emergênciaCOEEmergency operations centreLocal do aeródromo de onde se aciona e coordena a resposta a uma emergência aeroportuária.
- Centro de pressãoCPCenter of pressurePonto da corda onde se considera aplicada a resultante das pressões sobre o perfil. No perfil assimétrico, anda para a frente quando o ângulo de ataque aumenta.
- Centro de sustentaçãoCenter of liftPonto onde se considera aplicada a sustentação total da asa.
- Centro de traçãoCenter of thrustPonto do disco da hélice onde se pode considerar aplicada toda a tração. Com o fator P, sai do eixo do motor e vai para o lado da pá que desce.
- CentroideCentroidPonto médio de uma distribuição de carga, usado como braço da zona, do porão ou do tanque.
- Cerca de asaWing fencePlaca fina em pé no dorso da asa, alinhada com a corda, que barra o escoamento da camada limite em direção à ponta.
- Certificado Médico AeronáuticoCMAAeronautical medical certificateCertificado emitido conforme o RBAC 67 depois do exame de saúde pericial. Atesta que o piloto cumpria os requisitos médicos da sua classe no dia do exame.
- Certificado de aeronavegabilidadeCACertificate of airworthinessCertificado que permite autorizar a aeronave a voar. Vale pelo prazo estipulado e enquanto a aeronave for mantida conforme as normas e a matrícula for válida, salvo devolução, suspensão ou cassação.
- Certificado de matrículaCMCertificate of registrationDocumento emitido pelo RAB que registra a aeronave e lhe confere nacionalidade brasileira. Vai a bordo, válido e em nome do operador.
- Certificado para voo em condição de geloFIKIApproved for flight in icing conditions, flight into known icingAvião que demonstrou na certificação cumprir os requisitos de desempenho e qualidades de voo nas condições de gelo definidas, com a proteção funcionando. Está nas limitações do manual de voo.
- Chamada inicialInitial callPrimeira transmissão para estabelecer contato: indicativo do órgão chamado e, depois, indicativo completo da aeronave. A resposta do órgão, com o indicativo da aeronave seguido do nome do órgão, é o convite para a mensagem.
- Chave de aviônicosAvionics master switchChave que liga e desliga o barramento de aviônicos. Nos checklists do AFH, fica desligada quando a master é ligada no pré-voo e é desligada antes da master no corte.
- Chave de igniçãoIgnition switchComando dos magnetos na cabine, com as posições OFF, R, L, BOTH e START.
- Chave de segurança no solo (squat switch)Squat switch, safety switchInterruptor na perna do trem principal que interrompe o circuito de recolhimento enquanto o amortecedor está comprimido pelo peso do avião.
- Chave do alternadorALTAlternator switchChave, ou metade da master dividida, que põe o alternador no sistema ou o tira dele. Desligada, deixa a bateria sustentando toda a carga.
- Chave masterMaster switchChave que liga a energia de todos os circuitos elétricos, menos a ignição. Pode ser dividida em BAT e ALT.
- ChecklistChecklistLista de verificação que garante as ações de cada fase em ordem e sem omissão; ajuda a reduzir erros e a manter a consciência situacional.
- Chegada padrão por instrumentosSTARStandard instrument arrivalRota publicada que liga um ponto da rota ATS ao ponto onde começa o procedimento de aproximação.
- Cheque cruzadoInstrument cross-check, scanObservação contínua e lógica dos instrumentos para saber a atitude e o desempenho do avião. Também chamado de varredura.
- Cheque cruzado radialSelected radial cross-checkVarredura em que o piloto fica de 80% a 90% do tempo no horizonte artificial e sai dele para um instrumento de cada vez, sempre voltando ao centro.
- ChevronChevron markingMarca amarela em V, com o vértice apontando para a pista, que indica pavimento impróprio para os aviões.
- ChokesChokesForma pulmonar da doença descompressiva: dor em queimação atrás do esterno, falta de ar e tosse seca. Grave e potencialmente fatal sem tratamento.
- ChopChopSacolejo rápido e ritmado, sem mudança perceptível de altitude ou atitude. É relatado como leve ou moderado.
- Choque térmicoShock coolingResfriamento brusco do motor, causado por ar em excesso sobre um motor que produz pouco calor, como na descida rápida com potência reduzida.
- Chuva congelanteFZRAFreezing rainGotas maiores que 0,5 mm abaixo de 0 °C que congelam no contato. Forma-se quando a chuva de uma camada quente cai em ar abaixo de zero.
- Chuva contínuaRAContinuous rainChuva extensa e de intensidade quase constante, fraca a moderada, própria das nuvens em camada: nimbostratus e altostratus espesso.
- ChuviscoDZDrizzlePrecipitação de gotas muito finas e próximas umas das outras, que cai do stratus.
- Chuvisco congelanteFZDZFreezing drizzleGotas de 0,05 a 0,5 mm de diâmetro abaixo de 0 °C que congelam no contato. Pode se formar sem camada quente acima.
- CianoseCyanosisColoração azulada de lábios e unhas causada pela falta de oxigênio no sangue.
- Ciclo AIRACAIRACAeronautical Information Regulation and ControlCalendário de datas fixas, a cada 28 dias, em que as emendas da informação aeronáutica entram em vigor.
- Ciclo de BraytonBrayton cycleCiclo de trabalho da turbina a gás: compressão, combustão contínua a pressão constante, expansão nas turbinas e escape, todos ao mesmo tempo em seções diferentes do motor.
- Ciente, recebido (roger)RogerRecebi toda a sua última transmissão. Não responde pergunta de sim ou não e não substitui o cotejamento.
- CilindradaDisplacementVolume varrido pelos pistões num curso, somado em todos os cilindros: área do pistão vezes o curso vezes o número de cilindros.
- CilindroCylinderTubo onde o pistão corre e onde a mistura é admitida, comprimida e queimada. É fechado em cima pelo cabeçote.
- Cilindro mestreMaster cylinderCilindro com fluido e pistão, ligado ao pedal, que transforma a força do pé em pressão de fluido para o freio.
- Circuito de espera (órbita)Holding patternManobra em forma de pista de corrida em volta de um fixo, que mantém a aeronave num espaço aéreo definido enquanto aguarda nova autorização.
- Circuito de tráfegoTraffic pattern; aerodrome traffic circuitTrajetórias definidas que as aeronaves seguem nas imediações do aeródromo, com as pernas nomeadas em relação à pista em uso.
- Circuito de tráfego de aeródromoAerodrome traffic circuitDesenho padronizado das trajetórias que as aeronaves seguem ao voar perto de um aeródromo.
- Circulação anticiclônicaAnticyclonic circulationGiro do vento em volta de uma alta: anti-horário no hemisfério sul, horário no norte.
- Circulação ciclônicaCyclonic circulationGiro do vento em volta de uma baixa: horário no hemisfério sul, anti-horário no norte.
- CirriformeCirriformForma de nuvem fina, branca e fibrosa, feita de cristais de gelo, própria do estágio alto.
- CirrocumulusCcCirrocumulusNuvem alta em camada fina e branca de elementos muito pequenos, sem sombra. Pode ter água super-resfriada.
- CirrostratusCsCirrostratusVéu alto, transparente e esbranquiçado, que produz halo em volta do sol ou da lua e deixa ver o contorno do sol.
- CirrusCiCirrusNuvem alta em fios, faixas ou tufos brancos e separados, de gelo. Pouco efeito sobre o voo.
- CisalhamentoShearEsforço que resiste à força que tenta fazer uma camada do material escorregar sobre a vizinha. Típico de rebites e parafusos.
- Classe de espaço aéreoAirspace classLetra de A a G que define quais voos são permitidos num espaço aéreo e que serviço cada um recebe. A a E: espaço controlado; F e G: não controlado.
- ClimbVSIVertical speed indicatorIndicador de velocidade vertical: mostra a razão de subida ou descida em pés por minuto, a partir da variação da pressão estática, com atraso de alguns segundos.
- CoberturaCoverage, service volumeRegião em que o sinal de um auxílio pode ser usado para navegação. No Brasil, publicada para cada estação na coluna de observações do ENR 4.1 e no AD 2.19 do AIP.
- Codificador de altitudeAltitude encoderEquipamento de bordo que converte a altitude de pressão em dado digital para o transponder, em degraus de 100 pés.
- Coeficiente de arrastoCDCoefficient of dragNúmero sem unidade que faz no arrasto o papel que o CL faz na sustentação: D = ½ · ρ · V² · S · CD.
- Coeficiente de atritoFriction coefficientNúmero que representa o atrito entre pneu e pavimento, medido por equipamento. Abaixo do nível mínimo, a pista é divulgada como escorregadia quando molhada.
- Coeficiente de sustentaçãoCLCoefficient of liftNúmero sem unidade que resume o efeito do perfil, dos flapes e do ângulo de ataque na sustentação. Numa dada configuração, varia quase só com o ângulo de ataque.
- Coeficiente de sustentação máximoCLmáxMaximum lift coefficientO máximo de sustentação que a asa consegue produzir, alcançado no ângulo de estol. Com gelo, cai e é alcançado num ângulo menor.
- Coffin cornerCoffin corner, Q cornerFaixa estreita logo abaixo do teto aerodinâmico, em que voar mais devagar leva ao buffet de baixa e voar mais rápido passa do MMO e leva ao buffet de alta.
- Coletor de admissãoIntake manifoldTubulação que leva a mistura do carburador, ou o ar da injeção, até os cilindros.
- Colisão com o solo em voo controladoCFITControlled flight into terrainAcidente em que um avião sem pane, sob controle do piloto, voa contra o terreno.
- Comando de misturaMixture controlComando da cabine que ajusta o fluxo de combustível para um mesmo fluxo de ar, da posição toda rica até o corte.
- Comando de válvulasCamshaftEixo com ressaltos (cames), acionado pelo virabrequim, que abre cada válvula no momento certo do ciclo. Gira na metade da rotação do virabrequim.
- Comandos cruzadosCross-controlledLeme aplicado para um lado e aileron para o outro. Numa curva derrapada perto do estol, pode levar ao parafuso.
- Combustível de alternativaAlternate fuelCombustível para ir do destino ao aeródromo de alternativa, somado no planejamento para que a reserva final continue intacta se o destino fechar.
- Combustível de contingênciaContingency fuelParcela para fatores imprevistos até o destino: 10% (ou 5%, nas condições do RBAC 121), nunca menos que 5 minutos de espera a 1.500 ft sobre o destino.
- Combustível de etapaTrip fuelCombustível queimado entre a decolagem e o pouso no destino.
- Combustível de reserva finalFinal reserve fuelQuantidade de combustível que precisa restar no pouso em qualquer aeródromo, definida no Brasil pelas regras da ANAC.
- Combustível de rotaTrip fuelSoma do combustível dos trechos do log, da decolagem ao pouso no destino, calculada com a velocidade no solo.
- Combustível de subidaClimb fuelParcela que a subida consome além do consumo de cruzeiro no mesmo tempo, tirada do manual de voo do avião.
- Combustível de táxiTaxi fuelCombustível gasto na partida, no táxi, no aquecimento e nos cheques antes da decolagem, que não fica disponível para o voo.
- Combustível discricionárioDiscretionary fuelCombustível extra, além dos mínimos do regulamento, levado por decisão do comandante.
- Combustível mínimoMinimum fuelDeclaração de que o combustível só permite pousar num aeródromo específico e nenhum atraso adicional pode ser aceito. Não é emergência.
- Combustível mínimo (minimum fuel)Minimum fuelAviso ao controle de que as opções de aeródromo se reduziram a uma e de que qualquer atraso pode levar a pouso abaixo do combustível de reserva final planejado. Não é emergência e não dá prioridade.
- Combustível não utilizávelUnusable fuelParte do combustível que o motor não consegue consumir. É contada no peso vazio do avião.
- Combustível utilizávelUsable fuelQuantidade que o motor consegue consumir, informada no manual. É a base de toda conta de autonomia.
- CompensadorTrim tabPequena superfície móvel no bordo de fuga de uma superfície primária, ajustada pelo piloto para aliviar a pressão nos comandos.
- Compensador antisservoAntiservo tabPequena superfície no bordo de fuga do estabilizador móvel que se move no mesmo sentido dele e deixa o comando mais firme.
- Compensador do lemeRudder trimComando que mantém o leme defletido sem força no pedal. Com um motor inoperante, compensa a guinada da tração assimétrica e precisa ser reajustado quando a potência muda.
- Compensação da bússolaCompass swingingAjuste dos ímãs compensadores da bússola, feito na manutenção com o avião alinhado em proas conhecidas, para reduzir o desvio.
- ComplacênciaComplacencySatisfação com o próprio desempenho acompanhada de queda da atenção ao perigo. Favorecida pela carga leve e pela automação confiável.
- Componente de caudaTailwind componentParte do vento ao longo da pista vinda de trás, com ângulo maior que 90°. Alonga a corrida de decolagem e a distância de pouso.
- Componente de proaHeadwind componentParte do vento ao longo da pista vinda da frente: vento × cosseno do ângulo, com ângulo menor que 90°.
- Componente de travésCrosswind componentParte do vento perpendicular à pista: vento × seno do ângulo entre o vento e a pista.
- Componente de través máxima demonstradaMaximum demonstrated crosswind componentMaior componente de través com que o avião foi ensaiado na certificação, publicada no manual. Não é limite estrutural.
- Componente de ventoWind componentParte do vento ao longo da pista: velocidade do vento vezes o cosseno do ângulo entre o vento e a pista. Entra nos dados com no máximo 50% se for de proa e no mínimo 150% se for de cauda.
- Componente horizontal da sustentaçãoHorizontal component of liftParte da sustentação inclinada que aponta para o centro da curva: sustentação vezes o seno da inclinação. É a força que curva a trajetória.
- Componente normalNormal componentParte do escoamento perpendicular ao bordo de ataque. Vale a velocidade vezes o cosseno do enflechamento e é a que comanda a pressão sobre o perfil.
- Componente vertical da sustentaçãoVertical component of liftParte da sustentação inclinada que aponta para cima: sustentação vezes o cosseno da inclinação. Na curva nivelada, é igual ao peso.
- CompreensãoComprehensionSegundo nível da consciência situacional: juntar os elementos percebidos e entender o que eles significam para o voo.
- CompressibilidadeCompressibilityPropriedade do ar de mudar de densidade quando comprimido. No pitot, faz a pressão de impacto passar da pressão dinâmica, tanto mais quanto maior o Mach.
- CompressorCompressor, impellerParte do turbocompressor que fica entre a tomada de ar e o coletor de admissão. Um rotor de palhetas acelera o ar, e o difusor converte essa velocidade em pressão.
- Compressor axialAxial-flow compressorCompressor de estágios em série que empurra o ar ao longo do eixo do motor.
- Compressor centrífugoCentrifugal compressorCompressor que acelera o ar para fora, pela borda de uma roda, e o entrega a difusores.
- Compressor mecânicoSuperchargerCompressor de ar acionado pelo eixo do motor através de engrenagens. Consome parte da potência que o motor produz.
- CompressãoCompressionEsforço que resiste a uma força que tenta esmagar ou encurtar a peça.
- Comprimento básico de pistaAeroplane reference field lengthComprimento mínimo para a decolagem com peso máximo certificado, ao nível do mar, em condições atmosféricas normais, ar parado e declividade nula. Define o número de código do aeródromo.
- Comprimento de pista balanceadoBalanced field lengthComprimento em que a distância de decolagem exigida é igual à distância de aceleração e parada exigida, obtido pela escolha da V1.
- Comprimento efetivoEffective runway lengthDistância entre o ponto em que o plano de liberação de obstáculos de 1:20 encontra o eixo da pista e o fim da pista. Base da regra dos 60% no despacho.
- Comprimento efetivo da pistaEffective runway lengthNo RBAC 121, para o pouso: distância entre o ponto em que o plano de liberação de obstáculos cruza o eixo da pista e o fim da pista.
- Comprimento físico da pistaRunway lengthMedida da pista de uma extremidade à outra, no sentido do eixo. Inclui o trecho antes de uma cabeceira deslocada e exclui zona de parada e zona desimpedida.
- Comprometido com o pousoCommitted to landSituação do bimotor com um motor inoperante na final com trem e flape baixados, em que a arremetida pode não ser possível e o avião pousa na pista prevista, em outra pista, numa pista de táxi ou no gramado.
- Computador de dados do arADCAir data computerComputador que recebe as pressões do sistema pitot-estático e a temperatura da sonda e calcula, entre outros dados, o Mach, a SAT e a TAS.
- Computador de vooE6BFlight computerCalculadora de navegação e performance. A versão mecânica junta uma régua de cálculo circular e um esquema do triângulo do vento; a eletrônica faz as mesmas contas com teclado e visor.
- Computer navigation fixCNFComputer navigation fixPonto de coordenadas criado para a base de dados nas cartas americanas, com nome entre parênteses. Não é usado pelo controle nem no plano de voo, e não foi adotado pela OACI.
- CompósitoCompositeMaterial de fibras, como as de vidro e de carbono, mergulhadas numa matriz. O grosso da carga fica com as fibras.
- Comunicação bilateralTwo-way communicationComunicação pelo rádio nos dois sentidos: o piloto fala com o órgão e ouve o órgão.
- CondensaçãoCondensationPassagem do vapor d'água para o estado líquido, quando o ar satura. Forma nuvens, nevoeiro e orvalho, e libera calor latente.
- Condição compensadaTrimmed conditionVoo com forças e momentos em equilíbrio, mantido sem força no manche depois do ajuste do compensador.
- Condição latenteLatent conditionFraqueza do sistema que pode passar despercebida por muito tempo, como um procedimento ambíguo ou um treinamento incompleto.
- Condição prevalecentePrevailing conditionsCondição prevista para um horário depois de aplicar à previsão base os FM e os BECMG já vencidos, sem contar as flutuações de TEMPO e PROB.
- Condições meteorológicas de voo por instrumentosIMCInstrument meteorological conditionsVisibilidade, distância de nuvens e teto abaixo dos mínimos do voo visual.
- Condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC)IMCInstrument meteorological conditionsVisibilidade, distância de nuvens e teto abaixo dos mínimos especificados para o voo visual.
- Condições meteorológicas de voo visualVMCVisual meteorological conditionsVisibilidade, distância de nuvens e teto iguais ou acima dos mínimos fixados para o voo visual na ICA 100-12.
- Cone de confusãoZone (cone) of confusionRegião em forma de cone acima da estação em que o sinal não serve para navegar: a agulha balança e o TO/FROM oscila. Fica mais largo quanto mais alto o avião.
- Cone de silêncioCone of silenceRegião sem dados logo acima da antena do radar, acima da elevação mais alta da varredura.
- ConesConesCélulas da retina responsáveis pela visão de cores e de detalhes. Precisam de bastante luz e se concentram na fóvea.
- Configuração de rotaEn route configurationFlape e trem recolhidos: a configuração de voo em rota, alcançada no fim do segmento de aceleração.
- Configuração divididaSplit power configurationArranjo em que os instrumentos giroscópicos recebem energia de fontes diferentes, em geral horizonte e giro direcional a vácuo e coordenador de curva elétrico, para que uma falha de fonte não tire todos ao mesmo tempo.
- Configuração máxima certificada de assentos para passageirosMaximum certificated passenger seating configurationMaior número de assentos de passageiros certificado para o modelo, sem os de tripulantes, registrado nas especificações de tipo da aeronave.
- Confirme (confirm)ConfirmPedido de confirmação de que uma mensagem foi recebida corretamente. O piloto diz o que entendeu e espera "afirmo" ou "negativo".
- Conforme, compreendido (wilco)WilcoEntendi a mensagem e vou cumpri-la. Usado para instruções que não exigem cotejamento.
- Consciência de modoMode awarenessSaber a todo momento quais modos do piloto automático estão engajados e quais estão armados, e conferir que entram na hora certa.
- Consciência situacionalCSSituational awarenessRetrato mental correto do voo: os elementos que importam, o que eles significam e o que vai acontecer em seguida. Em inglês, situational awareness (SA).
- Consciência situacional compartilhadaShared situational awarenessSituação em que os membros da tripulação mantêm o mesmo modelo mental do voo, dividindo a informação entre si.
- ConsultaConsultationPedido de parecer a um previsor sobre as condições meteorológicas do voo, presencial ou por telefone.
- Consumo horárioFuel flow, fuel burnQuantidade de combustível queimada por hora na potência e na mistura usadas. Vem das tabelas do manual e se confirma com o consumo real.
- ContaminanteContaminantDepósito sobre o pavimento que pode piorar o atrito entre pneu e pista: água acima de 3 mm, neve semiderretida, neve, geada, gelo e suas camadas, além de borracha, areia, óleo, lama, limo e fluido.
- Contaminante soltoLoose contaminantContaminante com profundidade, empurrado pelos pneus: água, neve semiderretida, neve seca e neve úmida. Gelo e neve compactada são sólidos.
- Contaminação das velasSpark plug foulingAcúmulo de carvão nas velas, causado pela queima incompleta da mistura rica demais. A vela contaminada falha a faísca.
- Contato radarRadar contactSituação em que a posição de uma aeronave aparece na tela de vigilância e está identificada.
- Conteúdo de água líquida super-resfriadaSLWCSupercooled liquid water contentQuantidade de água líquida super-resfriada em cada volume de ar. É o fator mais importante do gelo; maior nas nuvens cumuliformes e menor nas em camada.
- ContinuidadeContinuityManutenção do serviço de navegação durante toda a operação.
- ContrapesoCounterweightPeso preso à base da pá que, pela força centrífuga, tende a levar a pá para passo máximo e bandeira, contra a pressão de óleo do governador.
- ContrapesosCounterweightsMassas presas à raiz das pás. A força centrífuga sobre elas leva as pás ao passo máximo, contra o óleo do governador.
- ControlabilidadeControllabilityO quanto o avião obedece aos comandos do piloto, sobretudo na trajetória e na atitude.
- ControladorPressure controllerDispositivo que mede a pressão na saída do compressor e regula o óleo enviado ao atuador, para que a wastegate mantenha a pressão de admissão pedida pela manete.
- Controlador de densidadeDensity controllerControlador que posiciona a wastegate para manter constante a densidade do ar entregue ao motor, e não a pressão.
- Controle convencionalProcedural controlControle de tráfego aéreo prestado sem precisar de informação de um sistema de vigilância, com base em reportes e estimados.
- Controle de aproximaçãoAPPApproach control unitÓrgão que controla os voos que chegam a um ou mais aeródromos ou saem deles, na TMA.
- Controle de soloGround controlPosição da torre de controle, com frequência própria, para falar com as aeronaves no solo e com os veículos autorizados na área de manobras.
- Controle nos três eixosThree-axis controlCapacidade de comandar o avião em arfagem, rolagem e guinada. A NASA o aponta como a invenção decisiva dos irmãos Wright.
- Controle operacionalOperational controlAutoridade sobre o início, a continuação, o desvio para alternativa e o término de um voo. No táxi aéreo, é da empresa.
- ContínuaContinuousTermo de duração do relato de turbulência: ocorreu em mais de dois terços do tempo no trecho voado.
- Convecção diurnaPopcorn convectionPancadas e trovoadas espalhadas no fim da tarde, causadas só pelo aquecimento diurno. Pequenas e de curta duração.
- Convecção pipocaPopcorn convectionPancadas e trovoadas espalhadas que se formam à tarde só pelo aquecimento do dia. Pequenas, raramente severas, desfeitas perto do pôr do sol.
- Convenção de ChicagoConvention on International Civil AviationTratado assinado em Chicago em 7 de dezembro de 1944 que criou a ICAO. No Brasil, promulgado pelo Decreto 21.713/1946.
- Convergência dos meridianosConvergence of meridiansAproximação dos meridianos entre si conforme a latitude aumenta, até se encontrarem nos polos. Por causa dela, o minuto de longitude vale cos(latitude) × 1 NM.
- Coordenada geográficaGeographic coordinatesPar de latitude e longitude que localiza um único ponto da superfície da Terra.
- Coordenador de curvaTCTurn coordinatorInstrumento giroscópico que mostra a razão de rolamento e depois a razão de curva, com um avião miniatura. Não indica o ângulo de inclinação.
- CordaChord lineReta traçada no perfil da asa entre a extremidade dianteira e a traseira; serve de referência para medir ângulos.
- Corda médiaMean chordÁrea da asa dividida pela envergadura.
- Corda média aerodinâmicaMACMean aerodynamic chordCorda de referência de uma asa que não é retangular, usada para exprimir a posição do CG. O projetista procura o CG perto de 20% dela.
- Cores hipsométricasHypsometric tintsCores que pintam as faixas de elevação do terreno entre curvas de nível. A correspondência entre cor e faixa está na legenda de cada folha.
- CoroaCoronaAnel colorido junto do sol ou da lua, visto através de uma camada fina de nuvem, como o altocumulus.
- Corredor únicoNarrowbody, single aisleAvião de linha aérea com um só corredor entre as fileiras de poltronas.
- Correio Aéreo NacionalCANBrazilian National Air MailServiço de correio aéreo da aviação militar brasileira, formado em 1941 pela união do Correio Aéreo Militar com o Correio Aéreo Naval.
- Correio aéreoAirmailTransporte de correspondência por avião. Nos Estados Unidos e no Brasil, foi uma das primeiras atividades regulares da aviação.
- Corrente ascendenteUpdraftColuna de ar subindo dentro da nuvem convectiva. Na formação da célula pode passar de 3.000 pés por minuto; na supercélula, chegar a 9.000.
- Corrente contínuaDCDirect currentCorrente elétrica que circula sempre no mesmo sentido. É a do sistema elétrico do monomotor e a que a bateria fornece.
- Corrente de jatoJet streamFaixa estreita de vento forte nos níveis altos, entre o FL200 e o FL450, que acompanha a fronteira entre ar quente e frio.
- Corrente descendenteDowndraftColuna de ar descendo com rapidez, em geral junto com a precipitação, a partir do estágio maduro.
- Corrente elétricaElectric currentQuantidade de eletricidade que passa por um condutor a cada segundo, medida em amperes (A). Multiplicada pela tensão, dá a potência.
- Correção (TAF COR)CORCorrected TAFReemissão de um TAF que saiu com erro gráfico. Não serve para mudar condições meteorológicas.
- Correção de derivaWCAWind correction angleÂngulo entre a proa e o rumo, aplicado para o lado de onde vem o vento, que mantém o avião sobre o traço da rota.
- Correção máximaMaximum drift correctionCorreção de deriva com o vento todo de través. De cabeça: 60 × vento ÷ TAS, em graus.
- Correção por tentativasBracketingBusca da proa que compensa o vento: correção inicial de 20° para o lado da agulha e, a cada volta ao curso, correções menores, até a agulha parar no centro.
- Corrida de decolagemTORTakeoff runParte da decolagem que precisa ficar sobre a pista. Com zona desimpedida no cálculo, vai até o meio do caminho entre a saída do solo e os 35 pés; só a segunda metade desse trecho pode ficar sobre a zona desimpedida. Não pode passar da TORA.
- Corrida no soloGround rollNa decolagem, trecho entre o início da aceleração e a saída das rodas da pista. No pouso, trecho entre o toque e a parada.
- Cortante de ventoWind shearMudança de velocidade ou de direção do vento numa distância curta, na vertical ou na horizontal. Também chamada de tesoura de vento.
- Cortante do ventoWind shearMudança da velocidade ou da direção do vento de um ponto para outro, na vertical ou na horizontal. Também chamada tesoura de vento.
- Corte (idle cutoff)Idle cutoffPosição do fim de curso do comando de mistura, que interrompe o combustível e para o motor.
- CotejamentoRead backRepetição de toda a mensagem recebida, ou de parte dela, exatamente como foi recebida, para o órgão ATS confirmar o entendimento. Em inglês, "read back".
- Cowl flapCowl flapAleta móvel do capô que regula a saída do ar de refrigeração do motor. Faz parte da lista de corte do motor inoperante.
- Cowl flapsCowl flapsTampas articuladas sobre a saída do ar quente do capô, comandadas da cabine. Abertas, aumentam o fluxo de ar e baixam a temperatura do motor.
- CoximVibration isolator (mount)Apoio de borracha e metal entre o motor e o berço, que absorve a vibração.
- CristaRidgeFaixa alongada de pressão relativamente alta numa carta de superfície.
- CristalinoLensLente do olho, atrás da pupila. Muda de forma para focalizar objetos perto ou longe.
- Critério de construçãoProcedure design criteriaConjunto de regras usado para projetar um procedimento: áreas protegidas, margens sobre obstáculos e velocidades, inclinações e gradientes que a aeronave deve respeitar.
- Crossover altitudeCrossover altitudeAltitude pressão em que uma velocidade indicada e um número de Mach escolhidos correspondem à mesma velocidade verdadeira. No perfil do jato, é onde a referência de velocidade passa da IAS para o Mach, na subida, e do Mach para a IAS, na descida.
- Cruzamento de válvulasValve overlapIntervalo, perto do PMA entre o escape e a admissão, em que as válvulas de admissão e de escape ficam abertas ao mesmo tempo.
- CubaFloat chamberReservatório do carburador de boia onde o combustível fica sob pressão atmosférica, com o nível mantido pela boia.
- CuboHubPeça central da hélice, onde as pás se prendem e que se fixa no eixo. Costuma ficar coberta pelo spinner.
- Cuff de bordo de ataqueLeading edge cuffExtensão fixa do bordo de ataque para baixo e para a frente que mantém o escoamento colado em ângulo de ataque maior. Custa velocidade de cruzeiro.
- Cultura justaJust culturePrincípio pelo qual quem relata não é punido pelo relato, com exceção da conduta dolosa e da falta de cuidado grave e manifesta.
- CumuliformeCumuliformForma de nuvem em monte ou torre, com contornos nítidos, que revela correntes de ar subindo e, em geral, ar instável.
- CumulonimbusCbCumulonimbusNuvem de trovoada: torre densa de grande extensão vertical, com topo em bigorna, pancadas fortes, relâmpago, trovão, às vezes granizo e turbulência extrema.
- CumulusCuCumulusNuvem separada, densa, de contornos nítidos e base plana, que cresce para cima em montes. Turbulência dentro dela; pancadas quando precipita.
- Cumulus congestusCumulus congestusEspécie de cumulus de grande crescimento vertical, com topo em couve-flor bem marcado.
- Cumulus humilisCumulus humilisEspécie de cumulus pequeno e achatado, mais largo que alto. Nuvem de tempo bom.
- Cumulus mediocrisCumulus mediocrisEspécie de cumulus de altura moderada, entre o humilis e o congestus.
- CursoStrokeDistância do PMA ao PMB percorrida pelo pistão, meia volta do virabrequim.
- Curso de aproximaçãoInbound courseCurso magnético que leva o avião à estação por uma radial. É a recíproca dela: radial mais ou menos 180°.
- Curso do localizadorLocalizer courseLinha em que o receptor indica o avião centrado no localizador. O curso dianteiro leva à cabeceira da aproximação ILS.
- Curva baseBase turnCurva entre o fim do afastamento e o início da aproximação intermediária ou final, com rumos de afastamento e aproximação não recíprocos.
- Curva coordenadaCoordinated turnCurva em que o nariz acompanha a trajetória, sem escorregar para dentro nem para fora. A bola do inclinômetro fica no centro.
- Curva cronometradaTimed turnMudança de proa em curva padrão pelo relógio: graus a mudar divididos por 3 dão os segundos de curva.
- Curva de estolStall line (maximum lift line)Fronteira esquerda do diagrama V-n: o maior fator de carga que a asa produz em cada velocidade, igual a (V ÷ VS)².
- Curva de nívelContour lineLinha que liga pontos do terreno de mesma elevação. Na WAC, a cada 1.000 ft, com intermediárias de 330 ft quando necessário.
- Curva de procedimentoPTProcedure turnReversão com uma curva a partir do afastamento e outra em sentido contrário, até interceptar o rumo de aproximação.
- Curva de reversão180-degree turnCurva de 180° para a proa recíproca, que leva o avião de volta ao trecho percorrido em condições visuais.
- Curva de sustentaçãoLift curveGráfico do coeficiente de sustentação em função do ângulo de ataque, para uma asa numa dada configuração: quase reta na faixa normal, achatada perto do topo e em queda depois do ângulo crítico.
- Curva derrapadaSkidCurva com leme demais para dentro em relação à inclinação. Na base para final, leva ao estol cruzado.
- Curva padrãoStandard-rate turnCurva com razão de 3° por segundo: 180° em um minuto e 360° em dois.
- CurvaturaCamberQuanto a linha de curvatura média se afasta da corda. Perfil sem curvatura é simétrico.
- Cápsula aneroideAneroid capsule, aneroid waferCaixa de metal corrugado, lacrada e esvaziada, que se expande quando a pressão em volta cai e se comprime quando ela sobe. Uma pilha delas é o elemento sensível do altímetro.
- CárterCrankcaseCarcaça do motor que abriga o virabrequim e as bielas e onde os cilindros são presos.
- Cárter secoDry-sump systemSistema de lubrificação em que o óleo fica num tanque fora do motor e volta a ele pelas bombas de recalque. Comporta mais óleo e é usado em motores a pistão muito grandes.
- Cárter úmidoWet-sump systemSistema de lubrificação em que o óleo fica num reservatório do próprio cárter do motor. É o dos aviões leves.
- Câmara hiperbáricaHyperbaric chamberCâmara em que a pressão é elevada acima da do ambiente, usada no tratamento definitivo da doença descompressiva.
- Câmara hipobáricaAltitude chamberCâmara fechada onde a pressão é reduzida para simular a altitude, usada para o piloto conhecer os próprios sintomas de hipóxia com segurança.
- CélulaAirframeEstrutura do avião sem o motor e sem a hélice: fuselagem, vigas de cauda, naceles, carenagens, superfícies aerodinâmicas e trem de pouso.
- Círculo menorSmall circleCírculo formado na superfície por um plano que não passa pelo centro da Terra. Os paralelos, com exceção do equador, são círculos menores.
- Círculo máximoGreat circleCírculo formado na superfície por um plano que passa pelo centro da Terra. Tem o raio da própria Terra, e o seu arco menor entre dois pontos é o caminho mais curto entre eles.
- Código 7500Unlawful interference codeCódigo de interferência ilícita, como o sequestro da aeronave.
- Código 7600Radio failure codeCódigo de falha de comunicações, selecionado no modo A quando o rádio deixa de funcionar.
- Código 7700Emergency codeCódigo de emergência: a aeronave enfrenta perigo grave e iminente e precisa de ajuda imediata.
- Código Brasileiro de AeronáuticaCBABrazilian Aeronautical CodeLei 7.565/1986, lei geral da aviação no Brasil.
- Código NOTAMNOTAM codeGrupo de cinco letras: Q, duas de assunto e duas de condição, da TCA 53-1. Define a linguagem clara padronizada do campo E.
- Código SSRSSR codeNúmero de quatro dígitos, cada um de 0 a 7, transmitido na resposta do transponder. São 4.096 combinações.
- Código de condição da pistaRWYCCRunway Condition CodeNúmero de 6 (seca) a 0 (menos do que ruim) atribuído a cada terço pelo operador do aeródromo, usado no cálculo de performance. A FAA escreve RwyCC.
- Código de conspicuidadeConspicuity codeCódigo selecionado pela aeronave que voa sem receber serviço de tráfego, para facilitar a detecção. Na Europa é o 7000. O 2000 brasileiro é o código antes de instruções do controle.
- Código de localidade IATAIATA location identifierCódigo de três caracteres que a IATA atribui a localidades. Aparece ao lado do indicador ICAO no Doc 7910, mas não é o usado no AISWEB, no ROTAER e na AIP.
- Código discretoDiscrete codeCódigo SSR que não termina em 00, atribuído a um voo para identificá-lo individualmente.
- CórneaCorneaParte transparente da frente do olho, por onde a luz entra.
- CúmuloCuCumulusNuvem em forma de monte, de base plana, formada por ar úmido que sobe. Há turbulência embaixo e dentro dela.
- CúpulaCupulaEstrutura gelatinosa na ampola de cada canal, apoiada sobre células com pelos sensíveis. Dobra quando a endolinfa se move em relação ao canal.
D
- D-AMDTD-AMDTROTAER amendmentEmenda Digital do ROTAER no AISWEB, identificada por número e ano, com data de entrada em vigor. O ROTAER é atualizado em ciclo de 7 dias (AIP Brasil, AD 2, Outros aeródromos, item 1.2).
- D-ATISD-ATISData link ATISA ATIS enviada por enlace de dados, com conteúdo e formato iguais aos da ATIS falada. Pronuncia-se "DEE-ATIS".
- D-VOLMETD-VOLMETData link VOLMETVOLMET por enlace de dados: METAR, SPECI, TAF e SIGMET entregues em texto, a pedido da tripulação, pelo ACARS.
- DADADecision altitudeAltitude de decisão: nos procedimentos com guia vertical, a altitude em que a aproximação perdida começa se as referências visuais exigidas não estiverem à vista.
- DACDACCivil Aeronautics DepartmentDepartamento de Aeronáutica Civil, criado pelo Decreto nº 19.902, de 22 de abril de 1931, no Ministério da Viação e Obras Públicas; mais tarde chamado Departamento de Aviação Civil. Foi a autoridade de aviação civil brasileira até 2005, quando a Lei nº 11.182 o extinguiu e criou a ANAC.
- DDADDADerived decision altitudeAltitude de decisão derivada. Altitude acima da MDA em que se inicia a arremetida na CDFA, para que o avião não desça abaixo da MDA durante a manobra.
- DECEADECEADepartment of Airspace ControlDepartamento de Controle do Espaço Aéreo. Organização do Comando da Aeronáutica responsável pelo controle do espaço aéreo brasileiro e gestora do SISCEAB.
- DERDERDeparture end of the runwayPonto de partida da pista: a ponta da pista do lado para onde o avião decola, referência a partir da qual a saída é planejada.
- DMEDMEDistance measuring equipmentEquipamento medidor de distância. Mede o tempo de ida e volta de pulsos entre o avião e a estação no solo e o converte em distância.
- Dano acumuladoCDFCumulative damage factorParte da vida útil prevista do pavimento consumida pela fadiga das cargas repetidas. Na avaliação técnica, o PCR sai da aeronave mais exigente com o CDF ajustado em 1,00.
- DatumDatumPlano vertical de referência, definido pelo fabricante, de onde se medem todas as distâncias horizontais. É a estação zero.
- DecalagemStaggerDeslocamento, ao longo do eixo, da cabeceira de uma pista paralela em relação à outra. Nas operações segregadas, altera a distância mínima entre eixos em 30 m a cada 150 m.
- DecantadorSumpPonto mais baixo do sistema ou do tanque, onde se acumulam a água e a sujeira, mais pesadas que a gasolina.
- DecibeldBDecibelUnidade em que se mede a intensidade do som. A audição normal começa entre −10 e +25 dB.
- Decisão antecipada de retornoPre-planned decision pointPonto ou condição, fixados antes da decolagem, que fazem o voo voltar ou desviar.
- Decisão automáticaAutomatic or naturalistic decision-makingDecisão rápida baseada no reconhecimento de padrões da experiência, usada quando não há tempo para percorrer um modelo. Melhora com treinamento.
- Declinação magnéticaVARMagnetic variationÂngulo entre o norte verdadeiro e o norte magnético num lugar, informado como leste ou oeste. Também chamada de variação magnética. Muda com o lugar e com o tempo.
- Decolagem de interseçãoIntersection take-offDecolagem iniciada de uma parte intermediária da pista, com acesso por uma pista de táxi do meio. Atrás de aeronave mais pesada, pede um minuto a mais que a decolagem do início da pista.
- Decolagem interrompidaRTORejected takeoffDecolagem abandonada durante a corrida, com o avião parando na pista que resta. Até 80 nós, por qualquer anormalidade; a partir de 100 nós, só por pane catastrófica ou risco à vida.
- Decolagem periódica com tração de decolagemPeriodic takeoff demonstrationDecolagem feita de tempos em tempos com a tração máxima e registrada nos documentos do avião, para confirmar que o motor ainda entrega essa tração.
- Decolagem rejeitadaRTORejected takeoffInterrupção da decolagem durante a corrida, com o avião parando na pista que resta.
- Decolagens paralelas independentesIndependent parallel departuresDecolagens IFR simultâneas de pistas paralelas, com eixos a pelo menos 760 m e saídas que divergem logo após a decolagem.
- DefletoresBafflesChapas dentro do capô que conduzem o ar de refrigeração até as partes mais quentes do motor, principalmente os cilindros.
- Deflexão totalFull-scale deflectionBarra do CDI encostada no fim da escala, de um lado ou do outro.
- DeformaçãoStrainQuanto uma peça muda de forma sob uma força.
- DegeloDeice, deicingProteção que remove o gelo depois de formado, por ciclos. Admite algum acúmulo e sempre deixa gelo residual.
- DelaminaçãoDelaminationDescolamento entre as camadas de um compósito, que pode acontecer por dentro sem deixar marca na superfície.
- Densidade do arAir densityMassa de ar contida em cada metro cúbico. Diminui com a altitude, com o calor e, em menor grau, com a umidade.
- Densidade do combustívelFuel densityPeso por unidade de volume. Converte litros ou galões em quilos ou libras; muda com o tipo de combustível e com a temperatura.
- Densidade relativaσRelative density, density ratioRazão entre a densidade do ar em que o avião voa e a densidade do nível do mar padrão, 1,225 kg/m³. Vale 1 ao nível do mar padrão e 0,310 no FL350 padrão.
- Dente de serraSawtooth, dog toothDegrau no bordo de ataque formado por uma extensão de corda na parte externa da asa.
- Depressor do sistema nervoso centralCentral nervous system depressantSubstância que reduz a atividade do cérebro e dos nervos. O álcool é o mais comum; sedativos, tranquilizantes e anti-histamínicos têm efeito parecido.
- DerateDerated takeoff thrustTração de decolagem menor que a máxima, com tabelas de ajuste, limites de EGT e rotação e dados de performance próprios no AFM. Reduz VMCG e VMCA.
- DerivaDriftÂngulo entre a proa e a trajetória, causado pelo vento que desloca a massa de ar com o avião dentro dela. Compensada aproando para o lado de onde vem o vento.
- DerrapagemSkidVoo descoordenado em que a razão de curva é grande para a inclinação; a bola do inclinômetro vai para fora da curva.
- Derrapagem zeroZero sideslipVoo com o vento relativo alinhado ao eixo longitudinal. Com um motor parado, obtido com cerca de 2° de inclinação para o motor bom e a bola deslocada de um terço a metade para o mesmo lado.
- Desafio e respostaChallenge and responseMétodo de leitura da lista em que um piloto lê o item e o outro confere e responde com o estado em que ele está.
- DesbalanceamentoFuel imbalanceDiferença de combustível entre os tanques das asas, criada por voar muito tempo num tanque só. Deixa uma asa mais pesada.
- Descanso controlado na cabineControlled rest on the flight deckCochilo de um piloto no assento, em voo, com o outro no comando. Permitido em alguns Estados, sempre conforme as regras do Estado e os procedimentos da empresa.
- Descida com um motor (drift down)Drift downPerda lenta de altitude do bimotor quando o motor falha acima do teto absoluto monomotor. A razão de descida é maior logo depois da pane e diminui perto do teto.
- Descida de emergênciaEmergency descentDescida feita pelo procedimento de emergência do manual de voo para tirar o avião de uma altitude perigosa o mais rápido que as limitações permitem.
- DescontinuidadeRoute discontinuityLacuna no plano de voo entre dois pontos que o navegador não liga. A orientação termina no ponto anterior a ela.
- Descontinuidade significativaMarked discontinuityMudança brusca e sustentada de vento, visibilidade ou RVR dentro dos 10 minutos de média. Só os valores posteriores a ela entram no boletim.
- DesempenhoPerformanceO que o avião faz como resultado da atitude e da potência escolhidas: velocidade, altitude, razão vertical e proa.
- DesidrataçãoDehydrationPerda importante de água do corpo. Pode prejudicar o julgamento e causar alterações emocionais.
- Designador da ATISATIS designatorLetra que identifica cada versão da mensagem ATIS, falada com o alfabeto fonético. Segue a ordem alfabética e recomeça às 0000 UTC. É a letra que o piloto informa no contato inicial.
- Designador de pistaRunway designation markingNúmero de dois dígitos igual ao rumo magnético da pista, visto da aproximação, dividido por 10 e arredondado; nas paralelas, seguido de L, C ou R.
- Designador de rotaRoute designatorCódigo de letras e números que identifica uma rota ATS no plano de voo, na autorização, na AIP e na carta.
- Designador telefônicoRadiotelephony designatorNome que uma empresa aérea usa no rádio, seguido dos últimos caracteres da matrícula ou do número do voo.
- Designação da pistaRunway designationNúmero de dois algarismos de cada cabeceira: o inteiro mais próximo do décimo do azimute magnético visto da aproximação, com L, C ou R nas paralelas.
- Designação de pistaRunway designationNúmero de dois algarismos pintado na cabeceira: o décimo do azimute magnético da pista, visto da aproximação, arredondado ao inteiro mais próximo.
- Deslocamento lateral estratégico (SLOP)SLOPStrategic lateral offset proceduresProcedimento em que a aeronave voa paralela ao eixo da rota, à direita dele e dentro de limites publicados, nos espaços aéreos autorizados pelo DECEA. Também serve para evitar a esteira da aeronave da frente.
- Desobstrução das rodasWheel clearance over thresholdAltura das rodas sobre a cabeceira que o RBAC 154 exige na posição da barra do PAPI ou do APAPI, conforme a distância olho-rodas (Tabela D-5).
- DesorientaçãoLost; disorientationSituação em que o piloto não consegue mais dizer com segurança onde o avião está, porque terreno, carta, instrumentos e tempo de voo deixaram de concordar.
- Desorientação espacialSpatial disorientationPerda da noção correta da posição, da altitude ou do movimento do avião no espaço.
- Despachante operacional de vooDOVAircraft dispatcherProfissional licenciado pela ANAC que planeja o voo com o comandante, assina o despacho de voo e acompanha o voo depois da decolagem.
- Despacho de vooDispatch releaseDocumento das operações regulares, assinado pelo comandante e pelo despachante operacional de voo (no despacho por computador, com os dois identificados), que autoriza a saída, com aeródromos, tipo de operação, combustível mínimo e meteorologia.
- DespressurizaçãoDecompressionIncapacidade do sistema de pressurização de manter a pressão diferencial de projeto, por pane do sistema ou dano estrutural. A altitude de cabine sobe em direção à altitude de voo.
- Despressurização explosivaExplosive decompressionPerda de pressão da cabine mais rápida que o esvaziamento do pulmão, em menos de 0,5 segundo. Pode lesionar o pulmão.
- Despressurização lentaSlow decompressionPerda gradual de pressão da cabine, que pode passar despercebida e produzir hipóxia sem que a tripulação a reconheça. Também chamada gradual.
- Despressurização rápidaRapid decompressionPerda de pressão da cabine em que o pulmão esvazia mais depressa que a cabine. Reduz o tempo útil de consciência.
- DesvioCompass deviationErro da bússola causado pelos campos magnéticos do próprio avião. Muda com a proa e de um avião para outro, mas não com o lugar.
- Desvio da ISAISA deviationDiferença entre a temperatura real e a temperatura padrão na mesma altitude, escrita como ISA+15 ou ISA−10.
- Desvio de rota (deviation)DeviationAfastamento da autorização em vigor, como sair da rota para contornar tempo, com volta prevista à rota.
- Desça via STARDescend via STARAutorização para descer até o nível dito seguindo o perfil lateral da STAR e cumprindo as restrições de nível e de velocidade publicadas, salvo as que o controle cancelar.
- Detector de monóxido de carbonoCarbon monoxide detectorDispositivo que avisa a presença de CO na cabine. Os modelos descartáveis mudam de cor quando expostos ao gás.
- DetonaçãoDetonationInflamação descontrolada e explosiva da mistura na câmara de combustão, com temperaturas e pressões excessivas. Pode destruir pistão, cilindro ou válvulas.
- DiafragmaDiaphragmCápsula de metal fino e corrugado que se deforma com a diferença de pressão entre o lado de dentro e o de fora. É o elemento sensível do velocímetro e do climb.
- Diagrama V-nV-n diagram (V-g diagram)Gráfico com a velocidade no eixo horizontal e o fator de carga no vertical, com as curvas de estol, os fatores de carga limite e a VNE que fecham a região de voo permitido.
- Diagrama de rajadaGust envelopeGráfico das cargas causadas por rajadas verticais de projeto, com retas que partem de 1 G e se inclinam com a intensidade da rajada.
- DiedroDihedralÂngulo entre a asa e o eixo lateral, visto de frente. Positivo, com as pontas acima das raízes, aumenta a estabilidade lateral.
- Diedro efetivoEffective dihedralSoma dos efeitos da configuração que levantam a asa baixa na glissada: diedro geométrico, posição da asa, enflechamento e outros.
- Diedro negativoAnhedralTambém chamado anedro. Pontas das asas abaixo das raízes; diminui a estabilidade lateral.
- Diferencial de pressãoDifferential pressureDiferença entre a pressão da cabine e a pressão de fora. Multiplicada pela área, dá a força sobre portas, janelas e paredes.
- Diminuição de aptidão psicofísicaDecrease in medical fitnessDegradação ou limitação que deixa a pessoa sem condições de cumprir os requisitos médicos do CMA. Obriga o piloto a comunicá-la e a parar de voar até novo julgamento, e pode levar à suspensão do CMA.
- Direct-toDirect-toFunção que torna ativo um waypoint e traça uma rota desejada em linha reta da posição atual até ele.
- Diretor de vooFDFlight directorComputador que calcula a atitude necessária para atingir o alvo escolhido e a mostra nas barras de comando. Com o piloto automático acoplado, comanda os servos.
- DirigívelAirshipAeróstato com motor, que pode ser conduzido na direção escolhida.
- Disco ópticoOptic diskÁrea do fundo do olho por onde sai o nervo óptico. Não tem cones nem bastonetes.
- DisjuntorCBCircuit breakerProteção de circuito que se abre quando a corrente passa do limite e pode ser rearmada com a mão, conforme o manual do avião.
- Disparo de servoRunaway servoPane em que um servo do piloto automático ou do compensador passa a mover a superfície sem comando.
- DispersânciaDispersancyCapacidade do óleo de manter em suspensão as partículas de desgaste e os resíduos da queima, para que não se depositem no motor e sejam retidos pelo filtro.
- DisponibilidadeAvailabilityExistência do serviço de navegação onde e quando o voo precisa dele.
- Dispositivo eletrônico portátilPEDPortable electronic deviceAparelho eletrônico levado a bordo pelo passageiro ou pela tripulação, como celular, tablet e notebook. O uso depende da avaliação de interferência feita pelo operador.
- Dispositivo hipersustentadorHigh lift deviceSuperfície da asa, móvel ou fixa, que aumenta o CL máximo, a área da asa ou os dois, para reduzir a velocidade de estol.
- Dispositivos de bordo de ataqueLeading edge devicesFendas fixas, slats móveis e flapes de bordo de ataque: permitem à asa chegar a um ângulo de ataque maior antes de o escoamento se descolar.
- DistraçãoDistractionQualquer coisa que tire a atenção do piloto do monitoramento da trajetória, dos instrumentos ou do ambiente externo.
- Distância antena-rodasGlidepath-to-wheel heightDistância vertical entre a antena de rampa e as rodas do trem principal, na configuração de pouso. Base da escolha do TCH nos critérios da FAA.
- Distância de aceleração e continuaçãoAccelerate-go distanceDistância horizontal para acelerar até uma velocidade definida, ter a pane, continuar a decolagem com um motor e subir até 50 ft.
- Distância de aceleração e paradaASDASD, accelerate-stop distanceEspaço que o avião precisa para acelerar e parar numa decolagem interrompida na V1, com e sem falha de motor, mais 2 segundos na V1. Não pode passar da ASDA.
- Distância de aceleração e parada exigidaASDAccelerate-stop distanceDistância para acelerar, interromper com a primeira ação na V1 e parar, com e sem falha de motor, mais a distância de 2 segundos na V1. Precisa caber na ASDA.
- Distância de decolagemTakeoff distance (total to clear 50 ft obstacle)Trecho entre o início da aceleração e a passagem do avião 50 pés acima da pista. Inclui a corrida no solo e o trecho aéreo.
- Distância de decolagem com falha de motorAccelerate-go distanceDistância do início da corrida até 35 pés de altura (15 pés em pista molhada), com o motor crítico parado na VEF. Também chamada de aceleração e continuação. Precisa caber na TODA.
- Distância de pousoLanding distance (total over 50 ft obstacle)Trecho entre a passagem a 50 pés sobre a cabeceira e a parada completa do avião.
- Distância de pouso de certificaçãoCertified landing distanceDistância horizontal dos 50 pés sobre a pista até a parada total, medida em ensaio na VREF, em pista seca, lisa e nivelada. É o número do manual de voo e representa a capacidade máxima do avião.
- Distância de pouso fatoradaFactored landing distanceDistância do manual de voo com os fatores do regulamento: dividida por 0,6 e, com pista molhada prevista, multiplicada por 1,15. Usada no despacho.
- Distância de pouso operacionalOperational landing distanceDistância calculada com as condições reais da chegada, normalmente com os dados de orientação do fabricante. Usada na avaliação antes do pouso.
- Distância fatoradaFactored distanceDistância do manual de voo multiplicada pelo fator que a regra manda aplicar antes de compará-la com a pista. "Pista fatorada" é o comprimento exigido depois do fator.
- Distância inclinadaSlant rangeDistância em linha reta entre o avião e a antena do DME. É maior que a distância horizontal, com diferença que cresce perto da estação e em altitude.
- Distância no arAir distanceTrecho entre a cabeceira, cruzada a 50 ft, e o toque. Os dados operacionais de pouso costumam considerar 1.500 ft ou 7 s.
- Distância não fatoradaUnfactored distanceDistância de decolagem ou de pouso como o avião a percorre nos dados do manual de voo, sem margem multiplicativa.
- Distância olho-rodasEye-to-wheel heightDistância vertical entre o olho do piloto e as rodas do trem principal, na aproximação. Base da desobstrução das rodas do PAPI no RBAC 154.
- Distâncias declaradasDeclared distancesTORA, TODA, ASDA e LDA de cada cabeceira: os comprimentos disponíveis para corrida de decolagem, decolagem, aceleração e parada, e pouso.
- Divergência de arrastoDrag divergenceAumento brusco do arrasto acima do Mach crítico, a partir do qual cada ganho de velocidade custa muito mais tração.
- Divergência do arrastoMDDDrag divergenceSubida brusca do arrasto pouco acima do Mach crítico, que exige muito mais tração. O PHAK a coloca com cerca de 10% acima do Mach crítico.
- Diário de bordoAircraft journey logRegistro dos voos de cada aeronave. É o registro primário: o lançamento na CIV Digital precisa corresponder a ele.
- Doc 4444Doc 4444PANS-ATMPANS-ATM, documento de procedimentos da ICAO que complementa os Anexos 2 e 11 com o modo de prestar os serviços de tráfego aéreo.
- Doc 8168Doc 8168PANS-OPSPANS-OPS, documento de procedimentos da ICAO sobre operação de aeronaves: procedimentos de voo e construção dos procedimentos por instrumentos.
- Doc 8643Doc 8643Aircraft Type DesignatorsPublicação da OACI com os designadores de tipo de aeronave, onde se consulta a categoria e o grupo de esteira de cada tipo. Os tipos da categoria super são os indicados nela.
- Documentação de vooFlight documentationConjunto de informações meteorológicas atualizadas para o voo: cartas de vento e SIGWX, boletins e avisos dos aeródromos, SIGMET, AIRMET, GAMET e imagens.
- Doença descompressivaDCSDecompression sicknessFormação de bolhas do gás dissolvido no sangue e nos tecidos quando a pressão cai. O risco cresce depois de mergulho com cilindro.
- Dorso da páBlade backLado curvo da pá, voltado para a frente.
- DownburstDownburstCorrente descendente intensa que produz vento forte e destrutivo e tesoura de vento perto do chão.
- DownwashDownwashDesvio para baixo do ar que passa pela asa. A reação a esse desvio é a sustentação.
- DrenoFuel drainVálvula nos pontos baixos do filtro e dos tanques por onde se retira uma amostra de combustível para conferir água, sujeira, cor e cheiro.
- Dreno de transbordoOverflow drainSaída que deixa escapar o excesso de combustível quando ele dilata com o calor, protegendo o tanque.
- Dreno do pitotPitot drain holeFuro pequeno na parte de trás da câmara do pitot, por onde sai a água. Aberto ou obstruído, decide o comportamento do velocímetro quando a boca entope.
- Drift-downDrift-downDescida lenta do bimotor depois de uma pane acima do teto absoluto monomotor, na VYSE e com potência máxima no motor bom, até as proximidades desse teto.
- Duração total prevista de vooEETTotal estimated elapsed timeTempo previsto de voo, em quatro algarismos, escrito no item 16 depois do indicador do destino. Encerra o plano para destino sem órgão ATS.
- Dutch rollDutch rollOscilação acoplada de rolagem e guinada, fora de fase, quando o efeito do diedro é forte em relação à estabilidade direcional.
- Dívida de sonoSleep debtFalta de sono acumulada quando se dorme menos que o necessário noite após noite. Se não é paga com descanso, leva à fadiga crônica.
- dBZdBZDecibels of reflectivityUnidade logarítmica da refletividade. Abaixo de 15 dBZ, gotículas de nuvem; a partir de 15, precipitação fraca. As faixas e cores variam conforme o provedor.
E
- EDREDREddy dissipation rateTaxa de dissipação dos redemoinhos. Medida automática da turbulência enviada por aviões em voo, padrão ICAO, que descreve a atmosfera e não a reação de um avião específico.
- EFBEFBElectronic flight bagElectronic flight bag. Conjunto de equipamento e programa que permite guardar e consultar documentos aeronáuticos em formato digital e usar aplicativos de operação e planejamento.
- EGTEGTExhaust gas temperatureTemperatura dos gases no coletor de escape. Varia com a proporção de combustível e ar e serve de referência para o ajuste da mistura.
- EMASEMASEngineered materials arresting systemSistema de desaceleração formado por um leito de material esmagável, de resistência controlada, no prolongamento da pista. O EMAS padrão da FAA deve parar a aeronave de projeto que sai do fim da pista a 70 kt.
- EMBDEMBDEmbeddedCB embutidos em camadas de outras nuvens ou encobertos por névoa seca, que não se veem de fora. Acompanha ISOL, OCNL ou FRQ.
- ENRCENRCEnroute ChartCarta de rota. Mostra as rotas ATS, os níveis mínimos, os pontos de notificação, os auxílios e os limites de espaço aéreo; no Brasil, em folhas L (espaço inferior) e H (superior).
- EOBTEOBTEstimated off-block timeHora estimada de calços fora, quando o avião deve começar a se mover para o voo. O plano de voo vale até 45 minutos depois dela.
- EOSIDEOSIDEngine out standard instrument departureTrajetória de saída definida pelo operador para ser voada depois de uma falha de motor na decolagem, quando a saída normal não livra os obstáculos com um motor. A FAA a chama de special OEI departure routing.
- ETOETOEstimated time overHora estimada de passagem sobre um ponto, obtida somando à hora de decolagem os tempos do log.
- EcoRadar returnParte da energia de um pulso de radar que volta à antena depois de atingir um objeto.
- Eco de terrenoGround clutterRetorno do radar vindo de objetos no chão, numa área de refletividade alta perto da antena, parada de uma imagem para a outra. A maior parte é filtrada automaticamente.
- Efeito de florescerBlossom effectCrescimento do tamanho aparente de um tráfego em rota de colisão, que quase não aparece no início e só fica evidente no fim da aproximação.
- Efeito diedroDihedral effectSoma de tudo no projeto que levanta a asa baixa quando o avião glissa: diedro geométrico, posição da asa e enflechamento, entre outros.
- Efeito noturnoNight effectInterferência, à noite, de estações distantes cujo sinal chega pela onda celeste. Deixa a agulha instável ou com marcação falsa.
- Efeito quilhaKeel effectTendência de nivelar as asas na glissada pela pressão do ar sobre a área lateral acima do CG, típica do avião de asa alta.
- Efeito soloGround effectMudança no escoamento em volta da asa causada pela proximidade do solo ou da água. Enfraquece upwash, downwash e vórtices e reduz o ângulo de ataque induzido e o arrasto induzido. Aparece até uma envergadura de altura e fica grande com a asa bem perto da superfície.
- Efeito surpresaStartle effectSobressalto diante de um evento inesperado, que afeta a capacidade de manter a consciência situacional e de gerenciar os recursos da tripulação.
- EfeméridesEphemerisDados da órbita transmitidos por cada satélite, com os quais o receptor sabe onde o satélite está no espaço.
- Eficiência da héliceηPropeller efficiencyRazão entre a potência de tração e a potência no eixo. Varia de 50% a 87%, conforme o recuo, e é zero com o avião parado.
- Eficiência de frenagemBraking effectivenessQuanto freio se consegue aplicar sem travar as rodas. Cai com água, lama, neve e gelo na pista.
- Eixo de pista de táxi melhoradoEnhanced taxiway centre line markingTracejados amarelos dos dois lados do eixo do táxi que anunciam a proximidade de uma posição de espera de pista.
- Eixo de rotaçãoAxis of rotationLinha imaginária que passa pelo centro da Terra e em torno da qual ela gira, de oeste para leste, uma volta por dia.
- Eixo lateralLateral axisLinha imaginária de uma ponta de asa à outra, passando pelo centro de gravidade. O giro em torno dela é a arfagem.
- Eixo longitudinalLongitudinal axisLinha imaginária do nariz à cauda, passando pelo centro de gravidade. O giro em torno dela é a rolagem.
- Eixo verticalVertical axisLinha imaginária perpendicular aos eixos longitudinal e lateral, passando pelo centro de gravidade. O giro em torno dela é a guinada.
- Eixo únicoFixed-shaft turbopropArquitetura em que compressor, turbina e caixa de redução da hélice estão no mesmo eixo. Exemplo: TPE331.
- Eletro-hidráulicoElectrohydraulic systemSistema em que uma bomba elétrica gera a pressão hidráulica que move o trem.
- EletroimpulsoElectroimpulse deicingDegelo que usa pulsos elétricos para flexionar o revestimento e soltar o gelo. É o sistema menos usado.
- ElevaçãoElevationDistância vertical de um ponto do terreno, ou do topo de um obstáculo, até o nível médio do mar.
- Elevação do aeródromoAerodrome elevationAltitude do ponto mais alto da área de pouso, medida a partir do nível médio do mar.
- Elo-SIPAERSIPAER linkÓrgão, organização ou pessoa que integra o SIPAER, como operadores de aeronaves, oficinas, operadores de aeródromo, fabricantes, ANAC e DECEA.
- ElásticoBungee cordFeixe de borracha elástica entre a estrutura e as partes móveis do trem, que recebe a carga do toque e a devolve aos poucos.
- EmbandeiramentoFeatheringGiro das pás até perto de 90°, alinhadas com o vento relativo, com a hélice parada, para reduzir ao mínimo o arrasto da hélice de um motor inoperante.
- Emenda (TAF AMD)AMDAmended TAFTAF reemitido porque a previsão anterior deixou de representar o tempo esperado. Cobre o restante da validade do TAF original e o substitui.
- Emenda do AIP (AMDT)AMDTAIP AmendmentPublicação de mudança permanente no AIP. A AMDT AIP vale na data de publicação; a AMDT AIRAC AIP, na data AIRAC indicada.
- Emparelhamento de frequênciasFrequency pairingAssociação fixa entre cada canal do localizador e um canal da trajetória de planeio. Selecionada a frequência do localizador, o receptor sintoniza a rampa correspondente.
- EmpenagemEmpennageConjunto da cauda: estabilizadores horizontal e vertical, que são fixos, e profundor, leme e compensadores, que são móveis.
- Empenagem convencionalConventional tailArranjo em que o estabilizador horizontal fica na base da deriva, preso à fuselagem.
- Empenagem em TT-tailArranjo com o estabilizador horizontal no topo da deriva, fora da maior parte do ar que vem da hélice e da asa.
- Empenagem em VV-tailArranjo com duas superfícies inclinadas que fazem o trabalho dos estabilizadores horizontal e vertical; as partes móveis respondem ao manche e aos pedais.
- EmpobrecerLeaningReduzir o fluxo de combustível com o comando de mistura para ajustar a proporção ao ar menos denso.
- Endereço de 24 bits24-bit aircraft addressNúmero único de cada aeronave, definido na instalação do equipamento e escrito como seis caracteres hexadecimais. Usado pelo modo S e pelo ADS-B.
- EndolinfaEndolymphLíquido que enche os canais semicirculares. Por inércia, atrasa no início e continua no fim de uma rotação.
- EnflechamentoSweepInclinação da asa para trás ou para a frente em relação a uma linha perpendicular à fuselagem.
- Enlace de dadosData linkTroca de mensagens digitais entre a aeronave e o órgão de solo, sem uso de voz.
- Entrada deslocadaOffset entry, teardrop entryEntrada do setor 2: ao chegar ao fixo, seguir rumo a 30° ou menos do recíproco da perna de aproximação, para dentro do lado da espera, e curvar no sentido do circuito para interceptá-la.
- Entrada diretaDirect entryEntrada do setor 3: ao chegar ao fixo, curvar no sentido do circuito e segui-lo.
- Entrada inadvertida em IMCInadvertent VFR flight into IMCVoo VFR que entra em nuvem, chuva forte ou névoa e perde as referências externas sem ter planejado. Nos casos PT-KLO e N72EX, veio depois de várias decisões de continuar.
- Entrada paralelaParallel entryEntrada do setor 1: ao chegar ao fixo, afastar-se paralelo à perna de aproximação pelo lado de fora do circuito e voltar curvando para o lado da espera.
- Envelope de CGCG envelopeGráfico dos limites do CG em função do peso; o carregamento precisa cair dentro dele.
- Envelope de manobraManeuvering envelopeConjunto das combinações de velocidade e fator de carga para as quais a estrutura foi projetada, cercado pelas curvas de estol, pelos limites positivo e negativo e pela velocidade máxima.
- Envelope operacionalOperational envelope; curtailmentEnvelope de CG do fabricante reduzido pelo operador por margens que cobrem desvios da conta, como assentos, movimento em voo e combustível.
- EnvergaduraWingspanDistância em linha reta entre as duas pontas da asa.
- EquadorEquatorCírculo máximo perpendicular ao eixo de rotação, a meio caminho entre os polos. Latitude 0°.
- Equador magnéticoMagnetic equatorLinha a meio caminho entre os polos magnéticos, onde as linhas do campo são paralelas à superfície e a inclinação é zero. Não coincide com o equador geográfico.
- Equação da sustentaçãoLift equationL = ½ · ρ · V² · S · CL: a sustentação é o produto da pressão dinâmica pela área da asa e pelo coeficiente de sustentação.
- Erro de aceleraçãoAcceleration errorCurva falsa indicada pela bússola quando a velocidade muda em proa leste ou oeste. No hemisfério magnético norte, acelerando indica norte e desacelerando indica sul; no sul, ao contrário.
- Erro de curvaTurning errorIndicação falsa da bússola durante a curva, causada pela inclinação da rosa e pela parte vertical do campo. Maior nas proas norte e sul.
- Erro de distribuiçãoEnergy distribution errorAltitude e velocidade afastadas do alvo em sentidos opostos (alto e lento, baixo e rápido). Correção principal no profundor.
- Erro de energia totalTotal energy errorAltitude e velocidade afastadas do alvo no mesmo sentido (alto e rápido, baixo e lento). Correção principal na manete.
- Erro de instrumentoInstrument errorErro que vem do próprio mecanismo do instrumento.
- Erro de oscilaçãoOscillation errorBalanço da rosa em volta da proa real, somando os outros erros. A leitura é a média do balanço.
- Erro de posiçãoPosition error, installation errorTambém chamado de erro de instalação. Vem do lugar das tomadas: em certas condições, como ângulo de ataque alto com trem e flapes baixados, a pressão captada deixa de ser a estática verdadeira. Afeta velocímetro e altímetro.
- Erro de rumoTETrack errorÂngulo entre a rota planejada e o caminho feito desde o último fixo. Pela regra de 1 em 60, afastamento × 60 ÷ distância voada.
- Erro total do sistemaTSETotal system errorTodo o afastamento entre o avião e a trajetória desejada, somando o erro da posição calculada e o erro de pilotagem. É ele que precisa ficar dentro do valor da especificação em 95% do tempo.
- Erro técnico de vooFTEFlight technical errorDiferença entre a trajetória calculada pelo sistema de navegação e a posição do avião em relação a ela. É o desvio mostrado no indicador de desvio lateral.
- EscalaScaleRazão entre uma distância na carta e a mesma distância no terreno. Na escala 1:1.000.000, 1 cm da carta vale 10 km.
- Escala de latitudeLatitude scaleGraduação em minutos de latitude ao longo dos meridianos da carta. Um minuto de latitude vale uma milha náutica, por isso ela serve para medir distância.
- Escala gráficaGraphic scaleRégua desenhada na margem da carta, graduada em distâncias do terreno. Continua certa quando a carta é ampliada ou reduzida.
- Escala logarítmicaLogarithmic scaleEscala em que a distância entre dois números é proporcional ao logaritmo da razão entre eles. Pares com a mesma razão ficam à mesma distância, o que permite resolver proporções alinhando duas escalas.
- Escoamento ao longo da envergaduraSpanwise flowDeriva do ar, sobretudo da camada limite, da raiz para a ponta da asa enflechada.
- Escoamento incompressívelIncompressible flowEscoamento tratado com densidade constante. Para o PHAK, vale para o ar até cerca de 260 nós.
- Escuta permanenteContinuous listening watchManter-se o tempo todo ouvindo a frequência do órgão ATS indicado.
- EsforçoStressResistência interna de uma peça que se opõe à deformação causada por uma força.
- Espaço aéreo ATSATS airspaceVolume de espaço aéreo de dimensões definidas, identificado por uma letra de A a G, em que podem operar tipos específicos de voo e para o qual estão estabelecidos os serviços de tráfego aéreo e as regras de operação.
- Espaço aéreo condicionadoEACRestricted, prohibited and danger areasNome genérico das áreas proibidas (P), restritas (R) e perigosas (D).
- Espaço aéreo controladoControlled airspaceVolume de espaço aéreo, com limites publicados, em que há serviço de controle de tráfego aéreo na forma prevista para a classe. Corresponde às classes A a E.
- Espaço aéreo inferiorLower airspaceParte do espaço aéreo brasileiro que vai do solo ou da água até o FL245, inclusive. Nele ficam as CTA, as TMA e as aerovias inferiores.
- Espaço aéreo não controladoUncontrolled airspaceEspaço sem serviço de controle, onde cada piloto cuida da própria separação. Há informação de voo e alerta. Corresponde às classes F e G.
- Espaço aéreo superiorUpper airspaceParte do espaço aéreo brasileiro acima do FL245, sem limite vertical superior. Nele ficam as UTA e as aerovias superiores.
- Especificação RNAVRNAV specificationEspecificação de navegação de área que não inclui monitoramento e alerta de performance a bordo. Leva o prefixo RNAV, como RNAV 5 e RNAV 1.
- Especificação RNPRNPRNP specificationEspecificação de navegação de área que inclui monitoramento e alerta de performance a bordo. Leva o prefixo RNP, como RNP 4 e RNP APCH.
- Especificação de navegaçãoNavSpecNavigation specificationConjunto de requisitos para a aeronave e a tripulação necessários para uma operação PBN num espaço aéreo definido, expressos em precisão, integridade, continuidade, disponibilidade e funcionalidade.
- Especificações operativasEOOperations specificationsDocumento vinculado ao COA com as autorizações, limitações e procedimentos de cada operação da empresa: áreas, aeronaves, tipos de operação e outras condições.
- EsperaHoldingManobra predeterminada que mantém a aeronave dentro de um espaço aéreo especificado enquanto ela aguarda nova autorização. Tem velocidades indicadas máximas por faixa de altitude.
- Espera (órbita)HoldingManobra predeterminada que mantém a aeronave num espaço aéreo especificado. Na descida para aeródromo não controlado, a aeronave perde altitude nela até a altitude de início do procedimento.
- Espera padrãoStandard holding patternCircuito com curvas à direita. A espera não padrão faz as curvas à esquerda e só é voada quando publicada ou determinada pelo controle.
- Espera, órbita (holding)HoldingProcedimento que mantém a aeronave num circuito sobre um fixo. A instrução traz fixo, nível, perna de aproximação, sentido das curvas e hora de nova autorização.
- Espiral da morteGraveyard spiralCurva constante sentida como voo reto; ao ver a altitude cair, o piloto puxa o manche e aperta a espiral.
- EstabilidadeStabilityTendência própria do avião, definida no projeto, de voltar ao equilíbrio ou à trajetória original depois de uma perturbação.
- Estabilidade absolutaAbsolute stabilityCamada com gradiente do ambiente menor que o adiabático saturado. Estável para parcelas secas e saturadas.
- Estabilidade dinâmicaDynamic stabilityResposta do avião ao longo do tempo depois da perturbação: a oscilação diminui, se mantém ou cresce.
- Estabilidade dinâmica negativaNegative dynamic stabilityOscilação divergente: a amplitude cresce a cada ciclo.
- Estabilidade dinâmica neutraNeutral dynamic stabilityOscilação de amplitude constante: o avião oscila em torno do equilíbrio sem chegar a ele.
- Estabilidade dinâmica positivaPositive dynamic stabilityOscilação amortecida: a amplitude diminui a cada ciclo, até o avião voltar ao equilíbrio.
- Estabilidade direcionalDirectional stabilityEstabilidade em guinada, em torno do eixo vertical. Vem da área lateral atrás do CG, sobretudo da deriva.
- Estabilidade direcional no soloDirectional stability on the groundTendência do avião, depois de começar a desviar da reta no solo, a voltar para ela ou a desviar cada vez mais. Depende da posição das rodas principais em relação ao CG.
- Estabilidade estáticaStatic stabilityTendência inicial do avião depois de tirado do equilíbrio em arfagem, guinada ou rolagem: voltar, ficar ou se afastar.
- Estabilidade estática negativaNegative static stabilityInstabilidade estática. Tendência inicial de continuar se afastando do equilíbrio.
- Estabilidade estática neutraNeutral static stabilityTambém chamada indiferente. Tendência inicial de permanecer na nova condição depois da perturbação.
- Estabilidade estática positivaPositive static stabilityTendência inicial de voltar ao equilíbrio original depois da perturbação.
- Estabilidade lateralLateral stabilityEstabilidade em rolagem, em torno do eixo longitudinal. Vem do diedro, do enflechamento, do efeito quilha e da distribuição de peso.
- Estabilidade longitudinalLongitudinal stabilityEstabilidade em arfagem, em torno do eixo lateral. Depende da posição da asa e da cauda em relação ao CG e da área da cauda.
- Estabilidade neutraNeutral stabilitySituação em que a parcela deslocada mantém a mesma temperatura do ambiente e fica onde foi deixada.
- Estabilizador ajustávelAdjustable stabilizerEstabilizador horizontal que muda de ângulo, acionado por cabo ou por motor, para compensar o avião em arfagem.
- Estabilizador de incidência variávelVariable-incidence horizontal stabilizerEstabilizador horizontal que muda de ângulo inteiro para compensar o avião em arfagem, deixando o curso do profundor livre para o piloto. Usado nos jatos de transporte.
- Estabilizador horizontalHorizontal stabilizerSuperfície fixa e deitada da cauda. Dá estabilidade em arfagem e leva o profundor articulado no bordo de fuga.
- Estabilizador monoblocoStabilatorEstabilizador horizontal que gira inteiro em torno de um eixo e faz o papel do profundor.
- Estabilizador móvelStabilatorSuperfície horizontal da cauda que gira inteira em torno de uma articulação central, fazendo ao mesmo tempo o papel de estabilizador e de profundor.
- Estabilizador verticalVertical stabilizer (fin)Superfície fixa e em pé da cauda, também chamada de deriva. Dá estabilidade em guinada e leva o leme de direção.
- Estado de energiaEnergy stateQuantidade total de energia do avião e sua divisão entre altura e velocidade. A manete muda o total; o profundor muda a divisão.
- EstaçãoStationPosição de um ponto ao longo da fuselagem, medida em distância a partir da referência.
- Estação da páBlade stationPosição de um ponto da pá, dada pela distância até o centro do cubo. A de 75% do raio é a referência para o passo geométrico.
- Esteira de turbulênciaWake turbulencePar de vórtices que o avião deixa atrás de si enquanto produz sustentação, da rotação ao toque. Desce, deriva com o vento e pode fazer rolar o avião que entra nela.
- Esteira helicoidalCorkscrew effect, spiraling slipstreamAr que sai da hélice girando em espiral em volta da fuselagem e bate na deriva, guinando o avião. Mais forte com rotação alta e velocidade baixa.
- EstereopsiaStereopsisPercepção de profundidade que vem da diferença entre as imagens dos dois olhos. Perde muito da importância além de uns 30 m.
- EstimadoEstimate, estimated time overHora prevista de chegada da aeronave a um ponto. Na mensagem de posição, vai junto com a próxima posição.
- EstolStallPerda de sustentação que acontece quando a asa passa do ângulo crítico de ataque, em qualquer velocidade e em qualquer atitude.
- Estol aceleradoAccelerated stallEstol que acontece com fator de carga maior que 1 G, como numa curva apertada ou numa puxada, numa velocidade maior que a de estol em voo nivelado.
- Estol completoFull stallEstol com o ângulo crítico ultrapassado. O nariz baixa sozinho sem que o piloto consiga segurá-lo, às vezes com rolagem não comandada.
- Estol cruzadoCross-control stallEstol com aileron para um lado e leme para o outro, em voo descoordenado. O cenário mais comum é a curva derrapada na base para final.
- Estol de baixa velocidadeLow-speed stallEstol por excesso de ângulo de ataque, na ponta lenta do envelope. Em grande altitude acontece numa velocidade indicada mais alta que a do estol com flape baixado.
- Estol de cauda com geloICTSIce-contaminated tailplane stallEstol do estabilizador horizontal contaminado por gelo, que faz o nariz do avião cair. Raro antes de os flapes estarem totalmente baixados.
- Estol de compensadorElevator trim stallEstol na arremetida, quando a potência máxima e o compensador ajustado para a aproximação levantam o nariz e o piloto não segura nem compensa.
- Estol de pontaTip stallEstol que começa na parte externa da asa. Tira eficiência dos ailerons e, na asa enflechada, provoca o pitch up.
- Estol de ponta de asaTip stallEstol que começa pelas pontas. Na asa enflechada leva o centro de sustentação para a frente e tende a levantar o nariz.
- Estol iminenteImpending stallCondição em que o ângulo de ataque já disparou o aviso de estol, mas ainda não chegou ao crítico.
- Estol profundoDeep stallEstol em ângulo de ataque muito alto em que a cauda, na esteira da asa, perde eficiência e não consegue baixar o nariz. Pode ser irrecuperável.
- Estol secundárioSecondary stallNovo estol logo depois da recuperação de um estol, causado por comando brusco, volta apressada à trajetória ou redução insuficiente do ângulo de ataque.
- EstratiformeStratiformForma de nuvem em camada, de base uniforme, ligada a ar estável que sobe devagar sobre uma área extensa.
- EstratopausaStratopauseTopo da estratosfera, a cerca de 50 km, com temperatura perto de −3 °C.
- EstratosferaStratosphereCamada entre a tropopausa e cerca de 50 km. Temperatura constante no começo e depois subindo, pouco vapor d'água e ar estável.
- EstresseStressResposta do corpo às exigências físicas e psicológicas, com liberação de hormônios como a adrenalina e aumento de frequência cardíaca, respiração, pressão arterial e transpiração.
- Estresse agudoAcute stressEstresse de curta duração, provocado por uma ameaça imediata, real ou imaginada. Dispara a reação de luta ou fuga e se desfaz quando a ameaça passa.
- Estresse crônicoChronic stressEstresse contínuo que excede a capacidade de lidar com ele e derruba o desempenho. O piloto nessa condição não deve voar e deve procurar um médico.
- EstressorStressorAquilo que provoca a resposta de estresse. Na cabine, os estressores podem ser ambientais (calor, ruído, vibração), fisiológicos (fadiga, fome, doença) ou psicológicos (problemas pessoais, carga mental).
- EstágioCloud level (étage)Cada uma das três faixas de altura em que a troposfera é dividida para classificar as nuvens: alto, médio e baixo. Os limites se sobrepõem e mudam com a latitude.
- Estática de precipitaçãoP-staticPrecipitation staticCarga elétrica acumulada no avião em voo dentro de chuva, neve, granizo, poeira ou outras partículas, descarregada pelas extremidades. O AIM a cita entre as causas de marcação errada no NDB. Pode provocar ruído no áudio, perda de comunicações e leituras erradas de instrumentos.
- EtilômetroBreathalyzerAparelho que verifica a concentração de álcool no organismo, conhecido como bafômetro. A ANAC pode exigir o exame com etilômetro de quem atuou ou tentou atuar em atividade regulada.
- EuforiaEuphoriaFalsa sensação de bem-estar e despreocupação. Um dos primeiros sintomas da hipóxia, e provavelmente o mais perigoso.
- Exame de proficiênciaSkill test, proficiency checkAvaliação prática em voo ou simulador, feita por servidor da ANAC (INSPAC) ou examinador credenciado, para conceder ou revalidar licença ou habilitação. Também chamado de cheque.
- Exame em rotaLine checkExame anual do comandante num segmento de rota real, com pousos e decolagens em aeródromos representativos, para avaliar o desempenho das funções de comandante.
- Excursão de pistaRunway excursionSaída do avião dos limites da pista no pouso ou na decolagem: lateral, pelo lado, ou de fim de pista, pela ponta.
- ExosferaExosphereCamada mais externa, até cerca de 10.000 km, de onde átomos e moléculas escapam para o espaço.
- Experiência operacionalOperating experienceHoras que o futuro comandante voa no assento de comandante, sob supervisão de piloto instrutor, antes de ser designado comandante em operação regular: de 10 h a 25 h conforme a aeronave.
- Experiência recenteRecent experienceMínimo de decolagens e pousos nos 90 dias anteriores para atuar como piloto em comando; no voo por instrumentos, também 6 aproximações IFR nos 6 meses anteriores ou cheque IFR.
- ExploradorOperatorPessoa ou empresa que opera a aeronave. É avisado pelo ARCC quando a aeronave é classificada numa fase de emergência.
- Exposição verbalBriefingApresentação oral das condições meteorológicas existentes e previstas para o voo, feita pelo centro meteorológico a pedido da tripulação. Também chamada apronto ou briefing.
- Extensão alternativaAlternate (emergency) gear extensionMeio de baixar o trem sem o sistema normal: travas soltas para a queda pelo próprio peso, ou manivela, bomba manual, acumulador ou bomba elétrica. Depois dela, o recolhimento pode não ser possível.
- ExtradorsoUpper surface (upper camber)Face de cima da asa, também chamada de dorso. É a mais curva, e nela a pressão do ar cai em voo.
- eAIPeAIPElectronic AIPVersão eletrônica do AIP Brasil, no AISWEB, com a edição em vigor, as próximas e o arquivo das anteriores.
- ÊnfaseEmphasisErro de cheque cruzado em que todos os instrumentos entram na varredura, mas um recebe peso demais em vez da combinação que a informação exige.
F
- FAAFAAFederal Aviation AdministrationFederal Aviation Administration. Autoridade de aviação dos Estados Unidos, ligada ao Departamento de Transportes. Regula a aviação civil e opera o controle de tráfego aéreo de lá.
- FADECFADECFull Authority Digital Engine ControlControle eletrônico do motor que gerencia ignição e combustível. Nos motores a pistão com FADEC não há magnetos nem comando de mistura.
- FAFFAFFinal approach fixFixo de aproximação final: onde começa o segmento de aproximação final. No perfil, marcado com a cruz de Malta.
- FCAFCAAir-to-air coordination frequencyFrequência de coordenação entre aeronaves, usada em aeródromo sem órgão ATS local ou fora do horário de funcionamento desse órgão. Sem frequência própria publicada, 123,45 MHz.
- FDEFDEFault Detection and ExclusionDetecção e exclusão de falha: identifica o satélite com erro e o retira da solução. Exige seis satélites, ou cinco e o altímetro.
- FEWFEWFewPoucas nuvens: camada que cobre 1 a 2 oitavos do céu.
- FMFMFromGrupo de mudança seguido de dia, hora e minutos UTC. A partir desse horário, todas as condições anteriores são substituídas pelas que vêm depois dele.
- FMSFMSFlight management systemSistema de gerenciamento de voo. Conjunto integrado de sensores, receptores e computadores com base de dados de navegação, que combina GPS, DME, VOR, localizador e inercial.
- FODFODForeign object damageDano causado por objeto aspirado pelo motor, como detrito, pássaro ou gelo. Atinge principalmente o compressor e a turbina.
- Face da páBlade faceLado mais plano da pá, voltado para trás, para o motor.
- FadigaFatigueQueda da capacidade física e mental por falta de sono, esforço ou estresse. Aguda, quando passa com descanso; crônica, quando falta tempo de recuperação.
- Fadiga agudaAcute fatigueCansaço de curta duração depois de esforço, emoção forte ou falta de sono. Costuma passar com descanso e 8 horas de sono bom.
- Fadiga crônicaChronic fatigueFadiga que aparece quando não há tempo de recuperação entre episódios de fadiga aguda. Pede repouso prolongado e, em geral, acompanhamento médico.
- Fadiga cumulativaCumulative fatigueFadiga formada por restrições de sono leves e repetidas ou por vigílias longas ao longo de vários dias. Produz o débito de sono acumulado.
- Fadiga do metalMetal fatigueEnfraquecimento de uma peça metálica submetida a esforços repetidos, com rachaduras que crescem a cada ciclo. Causou os acidentes do Comet em 1954.
- Fail-operationalFail-operationalSistema que, depois da falha de qualquer componente isolado, ainda completa a aproximação, o arredondamento e o toque.
- Fail-passiveFail-passiveSistema em que uma falha não desvia o avião de forma significativa da trajetória ou da atitude, embora a aproximação possa ter de ser interrompida.
- Faixa alfaAlpha rangeFaixa de operação da hélice em voo, em que o governador escolhe o ângulo da pá para manter a rotação.
- Faixa betaBeta rangeFaixa atrás da marcha lenta de voo em que a manete de potência comanda diretamente o ângulo da pá, até o reverso. Usada no solo.
- Faixa de economiaBest economy rangeFaixa de mistura em que o motor produz cada unidade de potência com o menor consumo de combustível. O pico de EGT fica na borda rica dessa faixa.
- Faixa de estolStall stripPeça pequena no bordo de ataque que força a separação naquele trecho antes do resto da asa, para a raiz estolar primeiro.
- Faixa de governoGoverning rangeConjunto de ângulos da pá entre os dois batentes. Só dentro dela o governador mantém a rotação constante.
- Faixa de pistaRunway stripÁrea que contém a pista e as zonas de parada, quando existem, para reduzir o dano a quem sai da pista e proteger quem passa sobre ela no pouso e na decolagem.
- Faixa lateral de pista de táxiTaxi side stripe markingPar de linhas amarelas contínuas de 15 cm, separadas por 15 cm, no limite entre o pavimento resistente e uma superfície que não suporta o avião.
- Faixa preparadaGraded portion of the runway stripParte nivelada da faixa de pista, junto à pista, que protege o avião numa saída acidental. Em pista instrumento de código 3 ou 4, vai até 75 m de cada lado do eixo.
- Faixa transversalTransverse stripeFaixa branca de 1,80 m ou mais que atravessa a pista na cabeceira deslocada, ou na cabeceira não perpendicular ao eixo.
- Falha ativaActive failureAto inseguro com efeito imediato, em geral um dos últimos antes do acidente.
- Falha catastróficaCatastrophic engine failureFalha mecânica grave que danifica o motor e impede que ele continue funcionando. Vibração forte, fumaça, pintura empolando ou rastro grande de óleo indicam esse tipo de falha.
- Falha de comunicaçãoCommunication failureSituação em que a aeronave não consegue estabelecer ou manter a comunicação por voz com o órgão ATS. Pode ser total, de transmissão ou de recepção.
- Falta de alimentaçãoFuel starvationParada ou perda de potência do motor com combustível a bordo que não chega até ele, por seletora errada, tanque selecionado seco, respiro entupido ou bloqueio da linha.
- FantasmaGhostÁrea difusa de eco fraco em ar claro, causada por insetos ou por refração do feixe, muitas vezes ao pôr do sol.
- Farol de aeródromoABNAerodrome beaconLuz que emite lampejos em todas as direções para mostrar a posição do aeródromo à noite: brancos alternados com verdes em terra ou amarelos sobre a água, ou só brancos, de 20 a 30 por minuto.
- Farol de identificaçãoIBNIdentification beaconFarol de lampejos verdes, ou amarelos sobre a água, que transmite em código Morse as letras de identificação de um aeródromo difícil de reconhecer do ar.
- Fase crítica do vooCritical phase of flightTáxi, decolagem, pouso e toda operação abaixo de 10.000 pés, exceto o cruzeiro. Nelas, só são permitidas tarefas necessárias à operação segura.
- Fase de alertaALERFAAlert phaseFase em que há apreensão sobre a segurança da aeronave e dos ocupantes, por exemplo quando a busca por comunicações não traz notícia.
- Fase de emergênciaEmergency phaseNome genérico das fases de incerteza, de alerta e de perigo, em que o órgão de tráfego aéreo classifica uma aeronave.
- Fase de incertezaINCERFAUncertainty phasePrimeira das fases de emergência do serviço de busca e salvamento, iniciada quando a aeronave deixa de se comunicar além do prazo previsto ou não chega na hora estimada.
- Fase de perigoDETRESFADistress phaseFase em que há razoável certeza de que a aeronave e os ocupantes estão ameaçados de perigo grave e iminente e precisam de assistência.
- Fase incipienteIncipient spinFase do parafuso entre o estol com início da rotação e o parafuso desenvolvido. A recuperação deve começar nela, antes de 360°.
- Fases críticasCritical phases of flightTáxi, decolagem, pouso e todo voo abaixo de 10.000 pés, exceto o cruzeiro. Nelas a tripulação técnica só executa o que for necessário à operação segura.
- Fases críticas do vooCritical phases of flightNo RBAC 135, as operações no solo com rolagem, a decolagem, o pouso e toda operação abaixo de 10.000 ft que não seja cruzeiro. Nelas, só tarefas necessárias à segurança.
- Fator PP-factor, asymmetric loadingAssimetria de tração com o eixo da hélice inclinado em relação ao vento relativo: a pá que desce encontra o ar mais rápido e puxa mais que a que sobe.
- Fator contribuinteContributing factorAção, omissão, evento, condição ou combinação deles cuja ausência teria tornado a ocorrência menos provável ou menos grave. Não presume culpa.
- Fator de carganLoad factorRazão entre a sustentação e o peso. Vale 1 no voo nivelado e cresce na curva nivelada: cerca de 1,15 a 30° de inclinação e 2 a 60°.
- Fator de carga limiteLimit load factorMaior fator de carga esperado na operação para a qual o avião foi projetado; a estrutura o suporta sem dano.
- Fator de recuperaçãoKRecovery factorFração do ram rise que entra na leitura da sonda de temperatura. Com fator 1, a leitura é a própria TAT. Nas sondas de TAT dos jatos fica muito perto de 1.
- Fator de segurançaFactor of safetyMultiplicador de 1,5 aplicado à carga limite para obter a carga última.
- Fator limitanteLimiting factorExigência da decolagem que fica mais perto de não ser cumprida: comprimento de pista, obstáculo ou subida. Orienta a escolha do flape.
- Ficar atrás do aviãoGetting behind the aircraftDeixar que os eventos comandem as ações do piloto, em vez do contrário; aparece como surpresa constante com o que acontece em seguida.
- Ficha de peso e balanceamentoWeight and balance reportDocumento com o peso vazio e a posição do centro de gravidade da aeronave e a planta baixa da configuração aprovada, referente à última pesagem requerida.
- Fileiras lateraisSide rowDuas fileiras de barretas vermelhas, uma de cada lado da linha central, nos primeiros 270 m do sistema de categorias II e III, alinhadas com as luzes de zona de toque.
- Filtro de combustívelFuel strainerComponente entre o tanque e o carburador que retém água e sedimentos do combustível.
- Filtro de óleoOil filterElemento que retém as partículas carregadas pelo óleo. Se entupir, uma válvula de desvio deixa o óleo passar sem filtrar.
- Filtro hidráulicoHydraulic filterElemento que retém as impurezas do fluido.
- Fio de guinadaYaw stringFio colado por fora, na base do para-brisa ou no nariz, que se alinha com o vento relativo e mostra a derrapagem.
- FixaçãoFixationAtenção presa num único item, com abandono do resto do voo. A FAA aponta fadiga, estresse e sobrecarga como causas.
- FixoFixPosição determinada do avião, obtida pelo sobrevoo de um ponto inconfundível ou pelo cruzamento de duas linhas de posição.
- Fixo DMEDME fixPonto definido por uma distância em milhas náuticas e um radial, uma marcação ou um curso, como o do localizador, tomados do mesmo auxílio.
- Fixo de aproximação finalFAFFinal approach fixFixo onde começa a aproximação final. No ILS, o ponto equivalente é o FAP.
- Fixo de aproximação inicialIAFInitial approach fixFixo onde começa o procedimento de aproximação. É a referência de cada TAA.
- Fixo de aproximação intermediáriaIFIntermediate approach fixFixo que marca o início do segmento intermediário da aproximação.
- Fixo de descida escalonadaStepdown fixFixo que libera mais descida dentro de um segmento da aproximação, por marcar o ponto em que o obstáculo que controlava a altitude já foi ultrapassado. Na final, a restrição vale para mínimos com MDA.
- Fixo de esperaHolding fixPonto de referência da órbita: auxílio-rádio, interseção de radiais, ponto VOR/DME ou waypoint RNAV.
- Fixo de espera da aproximação perdidaMAHFMissed approach holding fixFixo da espera ao fim da aproximação perdida.
- Fixo de posiçãoPosition fixPonto da carta onde o avião está, dado pelo cruzamento de duas linhas de posição ou por um radial e uma distância da mesma estação.
- Fixo intermediárioIFIntermediate fixFixo onde termina o segmento inicial e começa o intermediário.
- FlapeFlapSuperfície no bordo de fuga, entre a fuselagem e o aileron. Baixado, aumenta a sustentação e o arrasto no mesmo ângulo de ataque.
- Flape FowlerFowler flapFlape com fenda que corre para trás sobre trilhos antes de baixar, aumentando a área e a curvatura da asa.
- Flape KruegerKrueger flapPainel da face de baixo do bordo de ataque que gira para a frente e para baixo e forma um bordo de ataque mais curvo; usado na parte interna da asa de jatos de transporte.
- Flape com fendaSlotted flapFlape que, ao baixar, deixa uma fenda entre ele e a asa, por onde ar com energia chega ao seu extradorso. Ganho de CL máximo bem maior que o do simples e do ventral.
- Flape de arrefecimentoCowl flapAbertura regulável na carenagem do motor que controla a saída do ar de arrefecimento. Fora da posição fechada, aumenta o arrasto; no motor parado, fica fechado.
- Flape de bordo de ataqueLeading edge flapParte da frente da asa que baixa para aumentar a curvatura e o CL máximo.
- Flape de decolagemTakeoff flap settingPosição de flape, entre as aprovadas pelo fabricante para decolar, usada desde o início da corrida até a altura prevista para o recolhimento.
- Flape simplesPlain flapParte traseira do perfil que gira para baixo numa dobradiça. Muito arrasto e momento que baixa o nariz.
- Flape ventralSplit flapPainel da face de baixo do bordo de fuga que baixa sozinho, com o extradorso fixo. Pouco mais de sustentação que o simples e mais arrasto.
- Flape ótimoOptimum takeoff flapPosição de flape de decolagem que permite o maior peso numa pista e num dia, perto do ponto em que o limite de pista e o de subida se encontram.
- FlaperonFlaperonSuperfície que trabalha como aileron, em sentidos opostos, e também baixa junto com a do outro lado, como flape.
- Flat ratingFlat ratingArranjo em que o motor entrega a mesma tração de decolagem desde o ar frio até uma temperatura de quebra. Acima dela, a EGT limita e a tração disponível cai com o calor.
- FlexãoBendingCombinação de compressão, no lado de dentro da curva, e tração, no lado de fora, quando a peça dobra.
- FlutuaçãoFloatingTrecho em que o avião segue paralelo à pista, a poucos pés dela, sem tocar. Fica mais longa com velocidade sobrando no arredondamento, porque o efeito solo aumenta a sustentação e reduz o arrasto induzido.
- FlâmulaPennant, flagTriângulo cheio na ponta da haste que vale 50 kt.
- Fogo de santelmoSt. Elmo's fireBrilho fraco de descarga estática nas pontas e bordas do avião, visível à noite. É inofensivo.
- Folha de balanceamentoTrim sheet; balance chartFolha, em papel ou computador, em que o índice é somado item a item e os pontos de zero combustível, decolagem e pouso são marcados no gráfico do envelope.
- Fonte de navegaçãoNavigation sourceEquipamento cujo sinal o CDI está mostrando, como o GPS ou um receptor VOR/LOC. É também o que o piloto automático segue em NAV.
- Fonte estática alternadaAlternate static sourceEntrada reserva de pressão estática, presente em alguns aviões, para quando a tomada principal fica obstruída. Introduz erros descritos no manual do avião.
- Fonte externaGPUGround power unitUnidade de energia de solo ligada a uma tomada do avião para a partida sem gastar a bateria, útil principalmente no frio.
- Fora do loopOut of the loopSituação do piloto que deixou de acompanhar o que o avião e a automação estão fazendo e por quê.
- Formato global de reporteGRFGlobal Reporting FormatMetodologia da OACI para avaliar e informar de forma padronizada a condição da superfície da pista, aplicável desde 4 de novembro de 2021.
- Força centrífugaCentrifugal forceEfeito da inércia sentido a bordo durante a curva, descrito como uma força para fora, do tamanho da componente horizontal da sustentação. Somada ao peso, dá a carga que a asa sustenta.
- Força centrípetaCentripetal forceForça dirigida para o centro de um círculo, necessária para manter um corpo em trajetória curva. No avião em curva, é a componente horizontal da sustentação.
- Força de CoriolisCoriolis forceForça aparente causada pela rotação da Terra. Desvia o ar em movimento para a esquerda no hemisfério sul e para a direita no norte; zero no equador, máxima nos polos, proporcional à velocidade do vento.
- Força do gradiente de pressãoPGFPressure gradient forceForça por unidade de massa que empurra o ar da pressão alta para a baixa, perpendicular às isóbaras. Cresce quando as isóbaras ficam próximas.
- Força na caudaTail-down forceForça para baixo produzida pelo estabilizador horizontal para equilibrar o avião pesado de nariz. Cresce com o CG à frente e soma-se à carga da asa.
- FraseologiaPhraseologyConjunto de palavras e frases padronizadas da fonia, feito para manter as mensagens uniformes, curtas e sem ambiguidade. No Brasil, está no MCA 100-16.
- Freio a discoDisc brakeFreio em que pistões numa pinça apertam pastilhas contra um disco que gira com a roda.
- Freio arrastandoDragging brakeFreio que continua encostando no disco depois de solto; gasta a pastilha, esquenta e pode empenar o disco.
- Freio automáticoAutobrakeSistema que aplica o freio sozinho depois do toque, na desaceleração escolhida pela tripulação.
- Freio de estacionamentoParking brakeTrava que mantém os freios aplicados com o avião parado. A forma de aplicar e soltar está no manual do avião.
- Freio de ponta de péToe brakeFreio acionado pela parte de cima do pedal do leme; cada pedal freia a roda principal do seu lado.
- Freio diferencialDifferential brakingFrear mais uma roda principal que a outra para girar o avião no solo para o lado da roda mais freada.
- FrenteFrontFronteira ou zona de transição entre duas massas de ar com propriedades diferentes. Recebe o nome da massa que avança.
- Frente de brisaSea breeze frontBorda da brisa marítima que avança sobre a terra, com mudança na direção do vento e, muitas vezes, uma linha de cúmulos.
- Frente de rajadaGust frontBorda do vento em rajadas que sai da corrente descendente e se espalha junto ao chão. Pode avançar até 15 milhas adiante da chuva.
- Frente estacionáriaStationary frontFrente parada ou muito lenta, porque as duas massas têm forças parecidas. Tempo misto por dias.
- Frente friaCold frontFrente em que o ar frio avança e substitui o quente, entrando por baixo dele. Inclinação forte e faixa estreita de tempo.
- Frente oclusaOccluded frontFrente formada quando a frente fria alcança a quente; o ar quente fica inteiro em altitude.
- Frente quenteWarm frontFrente em que o ar quente avança e substitui o frio, subindo por cima dele. Inclinação suave e faixa larga de tempo.
- Frequência de coordenação entre aeronavesFCAFrequency for coordination between aircraftFrequência em que os pilotos anunciam posição e intenção onde não há órgão ATS ou com ele fechado. Sem FCA publicada para o aeródromo, 123,45 MHz.
- Frequência de emergênciaEmergency frequency121,5 MHz, que a mensagem de socorro ou de urgência pode usar no lugar da frequência em uso quando for necessário.
- FrontogêneseFrontogenesisFormação inicial de uma frente ou de uma zona frontal.
- FrontóliseFrontolysisEnfraquecimento ou dissipação de uma frente.
- Função de terreno à frenteFLTAForward looking terrain avoidanceFunção do TAWS que protege contra terreno e obstáculos à frente e abaixo da trajetória lateral e vertical do avião.
- FuselagemFuselageCorpo central do avião. Abriga tripulação, passageiros e carga e serve de ponto de fixação para a asa, a empenagem, o trem e, nos monomotores, o motor.
- Fuselagem largaWidebody, twin aisleAvião de linha aérea com dois corredores na cabine.
- Fuso horárioTime zoneFaixa de 15° de longitude que usa uma mesma hora, a do seu meridiano central. Os limites reais seguem fronteiras.
- FusívelFuseProteção de circuito com um filamento que queima quando a corrente passa do limite. Precisa ser trocado por outro de mesma amperagem.
- FóveaFoveaPequena depressão no centro da retina, formada quase só de cones. É onde a visão tem mais detalhe e cor.
G
- GGGUnidade do fator de carga, com a força da gravidade sobre um corpo em repouso como referência. A 3 G, a estrutura carrega três vezes o peso do avião.
- GAGEFGAGEFFatigue management action groupGrupo de Ação de Gerenciamento da Fadiga: grupo com representantes de todos os envolvidos que coordena o gerenciamento da fadiga no operador.
- GAMETGAMETGeneral aviation meteorological informationPrevisão de área em linguagem clara abreviada, para voos em níveis baixos numa região de informação de voo ou parte dela.
- GAMET AMDGAMET AMDAmended GAMETEmenda ao GAMET que altera somente o elemento que deixou de ocorrer ou de ser previsto, sem prazo limite para ser emitida.
- GBASGBASGround-Based Augmentation SystemSistema de aumentação local: estação no aeródromo que calcula correções e integridade e as transmite por VHF. Antigo LAAS, na FAA.
- GLSGLSGBAS Landing SystemAproximação apoiada no GBAS, com guia lateral e vertical semelhante à de um ILS.
- GNSSGNSSGlobal Navigation Satellite SystemNome genérico da navegação por satélite, incluindo os sistemas que aumentam a precisão e a confiabilidade do sinal.
- GPSGPSGlobal Positioning SystemSistema de navegação por satélite operado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Constelação básica de 24 satélites em seis planos orbitais.
- GPWSGPWSGround Proximity Warning SystemSistema de alerta de proximidade do solo. Exigido nos aviões das empresas aéreas americanas a partir de dezembro de 1975, depois do acidente do voo TWA 514.
- Gasolina de aviaçãoAVGASAviation gasolineCombustível dos motores a pistão de avião, identificado pelo grau e por um corante: 80 vermelha, 100 verde e 100LL azul.
- GeadaFrostCamada de cristais de gelo formada pela passagem direta do vapor para gelo sobre uma superfície abaixo de 0 °C, comum no avião estacionado depois de noite clara.
- Gelo azulBlue iceGelo formado na fuselagem pelo líquido que vaza do sistema do lavatório. Pode se soltar, danificar motores e atingir o solo.
- Gelo claroClear iceGelo liso e transparente, formado quando a água super-resfriada se espalha sobre a superfície antes de congelar.
- Gelo de escorrimentoRunback iceGelo formado pela água que um sistema de proteção derrete ou mantém líquida e que escorre e congela atrás da área protegida.
- Gelo de impactoImpact iceGelo formado por neve, granizo miúdo ou gotas que congelam ao bater em superfícies abaixo de 0 °C, como a tomada de ar e o filtro.
- Gelo de retornoRunback iceGelo formado pela água que sai da área protegida e congela mais atrás, numa superfície sem proteção.
- Gelo de vaporizaçãoFuel evaporation iceGelo causado pelo resfriamento do ar na vaporização do combustível. O tipo mais comum no carburador de boia.
- Gelo entre ciclosIntercycle iceGelo que cresce no bordo de ataque entre um ciclo da bota e o seguinte. Aumenta com velocidade e temperatura menores.
- Gelo estruturalStructural icingGelo que se forma na superfície externa do avião, como asa, cauda, hélice, antenas, para-brisa e tomadas de pitot e estática.
- Gelo mistoMixed iceCombinação de gelo opaco e gelo claro, resultado da variação de temperatura, água líquida e tamanho de gota dentro da nuvem.
- Gelo na borboletaThrottle iceGelo formado na face da borboleta voltada para o motor, com a borboleta parcialmente fechada.
- Gelo no carburadorCarburetor iceGelo formado dentro do carburador, no venturi e em volta da borboleta, pelo resfriamento do ar úmido que passa por ele.
- Gelo opaco (escarcha)Rime iceGelo áspero, branco e opaco, poroso e quebradiço, formado por gotas pequenas que congelam no impacto. Cresce para a frente a partir do bordo de ataque.
- Gelo residualResidual iceGelo que continua preso depois de um ciclo de degelo. Junto com o gelo que cresce entre os ciclos, aumenta com velocidade e temperatura menores.
- GeradorGeneratorMáquina de corrente contínua movida pelo motor, usada nos aviões mais antigos. Em rotação baixa, em geral não produz corrente suficiente, e a bateria cobre a diferença.
- Gerador de gásGas generatorConjunto de compressor, câmara de combustão e turbina do compressor. Produz o fluxo de gás quente que move a turbina de potência.
- Gerador de vórticeVGVortex generatorAleta pequena presa na asa com 12° a 15° de ângulo de ataque, que mistura ar de alta energia na camada limite.
- Geradores de vórticeVGVortex generatorsAletas de baixo alongamento, a 12° a 15° do escoamento, que misturam ar de alta energia na camada limite e atrasam a separação.
- Gerenciamento da carga de trabalhoWorkload managementPlanejar, priorizar e pôr em sequência as tarefas do voo para que as essenciais sejam cumpridas sem sobrecarga, adiantando para as fases calmas o que puder ser adiantado.
- Gerenciamento de energiaEnergy managementPlanejar, monitorar e controlar os alvos de altitude e velocidade em relação ao estado de energia do avião.
- Gerenciamento de risco da fadigaGRFFatigue risk managementConjunto de limitações e procedimentos aceitos pela ANAC (RBAC 117, seções 117.61 e 117.65 e Apêndices B a E) que permite limites menos restritivos que os do nível básico.
- Get-there-itisGet-there-itisFixação no destino ou no objetivo original do voo, que faz o piloto deixar de considerar as alternativas.
- GiclêMain metering jetOrifício calibrado na passagem de combustível que limita a vazão até o bico de descarga.
- Giro direcionalHeading indicatorIndicador de proa giroscópico, sem os erros de curva e de aceleração da bússola. Nos modelos sem busca automática do norte, precisa ser alinhado com a bússola periodicamente.
- GiroscópioGyroscopeRotor de alta rotação que mantém o eixo apontado para a mesma direção no espaço. Base do horizonte artificial, do indicador de proa e do coordenador de curva.
- Glass cockpitEFDGlass cockpit, electronic flight displayPainel em que os instrumentos aparecem em telas eletrônicas no lugar de mostradores com ponteiros.
- GlissadaSlipVoo descoordenado em que a razão de curva é pequena para a inclinação; a bola do inclinômetro vai para dentro da curva.
- Gotas grandes super-resfriadasSLDSupercooled large dropletsGotas maiores que as do apêndice C, presentes na garoa e na chuva congelantes. Formam gelo atrás das áreas protegidas e ficam fora da certificação, salvo nos aviões de transporte novos.
- GovernadorPropeller governorRegulador de rotação acionado pelo motor. Compara a força dos pesos centrífugos com a da mola e manda óleo para o cubo, ou o tira de lá, para mudar o ângulo da pá.
- Gradiente adiabático saturadoMoist adiabatic lapse rateResfriamento do ar saturado que sobe, entre 1,2 e 3 °C por 1.000 pés, menor que o seco por causa do calor liberado na condensação.
- Gradiente adiabático secoDry adiabatic lapse rateResfriamento do ar não saturado que sobe: 3 °C por 1.000 pés (9,8 °C por quilômetro). Na descida, o ar esquenta no mesmo ritmo.
- Gradiente da pistaRunway gradient (slope)Variação de altura ao longo da pista, em porcentagem do comprimento. Aclive alonga a decolagem e encurta o pouso.
- Gradiente de descidaDescent gradientAltura perdida por distância percorrida, em pés por milha náutica ou em porcentagem. Igual à tangente do ângulo vezes 6.076 ft; a 3°, 318 ft/NM.
- Gradiente de forçaStick force gradientQuanto a força no manche muda para cada nó de variação da velocidade em relação à velocidade compensada. Estável quando voar mais rápido pede mais força de empurrar.
- Gradiente de pressãoPressure gradientVariação da pressão por unidade de distância. Na carta, isóbaras próximas indicam gradiente forte.
- Gradiente de subidaClimb gradientAltura ganha por distância horizontal percorrida, em porcentagem ou em pés por milha náutica. Sobre o terreno, depende do vento.
- Gradiente do ambienteEnvironmental lapse rateVariação real da temperatura do ar com a altura num lugar e numa hora, medida por sondagem.
- Gradiente efetivoEffective runway gradientDiferença entre a maior e a menor elevação do eixo da pista dividida pelo comprimento, em porcentagem. Correção obrigatória no cálculo de decolagem do RBAC 121.
- Gradiente mínimo de subidaPDGMinimum climb gradient (procedure design gradient)Inclinação mínima, em porcentagem, que garante a margem sobre os obstáculos de uma saída. No Brasil, publicado no RMK da SID quando passa de 3,3%; sem publicação, vale 3,3%.
- Gradiente mínimo de subida da SIDPDGProcedure design gradientInclinação que o avião mantém na saída por instrumentos para ter a altitude mínima de segurança sobre os obstáculos. No Brasil, 3,3% quando a carta não publica outro valor.
- Gradiente padrãoStandard lapse rateGradiente da atmosfera padrão da ICAO: 6,5 °C por quilômetro, cerca de 2 °C por 1.000 pés, até 11 km.
- Gradiente superadiabáticoSuperadiabatic lapse rateGradiente do ambiente maior que o adiabático seco, mais de 3 °C por 1.000 pés. Aparece numa camada rasa junto à superfície aquecida.
- Gradiente térmicoLapse rateVariação da temperatura com a altitude. Na atmosfera padrão, a troposfera perde 6,5 °C por quilômetro, cerca de 2 °C a cada 1.000 ft.
- Gradiente térmico verticalLapse rateTaxa com que a temperatura do ar muda com a altura, medida por sondagem. Varia de dia para dia e de camada para camada.
- GranizoGRHailPedras de gelo formadas no cumulonimbus. A partir de três quartos de polegada (cerca de 19 mm) causam dano significativo ao avião. Podem cair sob a bigorna e em ar claro.
- GrauFuel gradeNúmero que expressa a resistência da gasolina de aviação à detonação. Grau maior aguenta mais pressão no cilindro sem detonar.
- GroovingRunway groovingRanhuras transversais feitas no pavimento da pista para escoar a água e melhorar o atrito com pista molhada.
- Gross flight pathGross flight pathTrajetória bruta: a trajetória real de decolagem com o motor crítico inoperante. Define onde cada segmento termina.
- Grupo de alturaHGAircraft height groupClasse de aeronaves da Order 8260.3G pela distância antena-rodas: 10, 15, 20 e 25 ft nos grupos 1 a 4. O TCH da pista atende o maior grupo que a usa normalmente.
- Grupo motopropulsorPowerplantMotor e hélice, com o capô, o berço do motor e os acessórios. Produz a tração.
- Grupos de esteiraWake turbulence groupsOs sete grupos, de A a G, do Anexo IV da ICA 100-37, definidos pelo peso máximo de decolagem certificado e pela envergadura. Só valem com aprovação do DECEA.
- Grupos de mudançaChange groupsGrupos do TAF que indicam mudanças previstas nas condições: FM, BECMG e TEMPO.
- Gráfico de carregamentoLoading graphGráfico com uma reta por estação que dá o momento de cada peso. Cada reta corresponde a um braço: quanto mais atrás a estação, mais deitada a reta.
- Gráfico em lequeFan gridGráfico de peso por índice em que cada porcentagem da CMA é uma reta; as retas se abrem a partir do peso zero e ficam mais afastadas nos pesos altos.
- Guia vertical consultivaAdvisory vertical guidanceTrajetória vertical mostrada por alguns equipamentos em aproximações com mínimos LNAV ou LP. Não é guia aprovada: o mínimo continua MDA e o altímetro barométrico é a referência primária.
- GuinadaYawRotação em torno do eixo vertical: o nariz vai para a esquerda ou para a direita. Comandada pelo leme de direção.
- Guinada adversaAdverse yawGuinada para o lado da asa que sobe, contrária à curva, causada pelo arrasto maior dessa asa quando os ailerons são acionados.
- Gás carbônicoCO2Carbon dioxideDióxido de carbono, gás produzido pelas células e eliminado pela respiração. O nível dele no sangue é o principal regulador do ritmo da respiração.
- GêneroCloud genusTipo básico de nuvem na classificação da OMM. São dez: Ci, Cc, Cs, Ac, As, Ns, Sc, St, Cu e Cb.
H
- HIRLHIRLHigh intensity runway lightsLuzes de borda de pista de alta intensidade. MIRL e LIRL são as de média e de baixa intensidade.
- HSIHSIHorizontal situation indicatorInstrumento que junta o indicador de proa e o CDI, com seta de curso e barra de desvio sobre a rosa giratória.
- HSI (indicador de situação horizontal)HSIHorizontal situation indicatorInstrumento que junta a rosa de rumos, girando com a proa, a uma seta de curso selecionada pelo piloto e ao indicador de desvio. Com a seta no rumo da perna de aproximação, mostra o setor de entrada na própria rosa.
- HabilitaçãoRatingAutorização ligada a uma licença ou a um certificado de piloto, que diz em que aeronaves ou em que funções ele pode atuar.
- Habilitação IFRIFRInstrument ratingHabilitação de voo por instrumentos. Exigida para voar sob regras de voo por instrumentos ou abaixo dos mínimos do voo visual. No avião, IFRA. Vigência de 12 meses.
- Habilitação de classeClass ratingHabilitação que cobre um grupo de aeronaves com características operacionais semelhantes, como avião monomotor terrestre ou multimotor terrestre.
- Habilitação de instrutor de vooINVAFlight instructor ratingHabilitação que permite dar instrução de voo, supervisionar voos solo e endossar registros. No avião, INVA; exige licença de PC ou PLA. Vigência de 12 meses.
- Habilitação de tipoType ratingHabilitação para um modelo básico específico de aeronave. Exigida para dois pilotos, peso máximo de decolagem acima de 5.670 kg, motor a reação, sustentação por potência ou por decisão da ANAC.
- HaloHaloAnel de luz em volta do sol ou da lua formado pela passagem da luz por cristais de gelo. Indica cirrostratus; o altostratus não produz halo.
- HasteShaft, stemLinha do símbolo de vento que sai do ponto da carta e aponta para o lado de onde o vento sopra, em relação ao norte verdadeiro.
- HelicópteroHelicopterAeronave de asa rotativa sustentada pelas pás do rotor principal. Decola e pousa na vertical e paira.
- HelipontoHeliportAeródromo destinado só a helicópteros. Não inclui locais sem homologação ou registro nem as áreas de pouso eventual.
- HemoglobinaHemoglobinProteína dos glóbulos vermelhos que transporta o oxigênio do pulmão até os tecidos.
- HidroaviãoSeaplaneAvião que pousa e decola na água. As primeiras linhas comerciais no Brasil foram abertas com hidroaviões, como o Atlântico.
- HiperventilaçãoHyperventilationRespiração com ritmo e profundidade excessivos, que elimina gás carbônico demais e baixa o nível dele no sangue. Costuma vir de estresse, medo, dor ou ansiedade.
- HipóxiaHypoxiaFalta de oxigênio no corpo em grau suficiente para prejudicar o cérebro e outros órgãos. Em altitude, vem da queda da pressão parcial do oxigênio.
- Hipóxia estagnanteStagnant hypoxiaHipóxia em que o sangue oxigenado não circula até os tecidos, por carga G excessiva, frio, choque ou insuficiência cardíaca. Também chamada isquêmica.
- Hipóxia hipêmicaHypemic hypoxiaHipóxia em que o sangue não consegue transportar oxigênio suficiente, por monóxido de carbono, anemia ou perda de sangue. Também chamada anêmica.
- Hipóxia hipóxicaHypoxic hypoxiaHipóxia em que chega ao pulmão menos oxigênio do que o corpo precisa. Em voo, vem da queda da pressão parcial do oxigênio com a altitude; o Doc 8984 a chama de hipobárica.
- Hipóxia histotóxicaHistotoxic hypoxiaHipóxia em que as células recebem o oxigênio mas não conseguem usá-lo, por efeito de álcool, drogas ou venenos.
- HomingHomingVoo com a proa que mantém a agulha em 000, nariz sempre apontado para a estação. Com vento de través, a trajetória fica curva, deslocada para o lado para onde o vento sopra.
- HopperHopperReservatório do avião agrícola onde vai o produto a ser aplicado.
- Hora certaTime checkHora UTC informada pelo órgão na fonia, normalmente só com os minutos.
- Hora estimada de aproximaçãoEATExpected approach timeHora em que o controle prevê que a aeronave, depois de um atraso, deixará o ponto de espera para completar a aproximação.
- Hora estimada de aproximação (EAT)EATExpected approach timeHora em que o controle prevê que a aeronave, depois de um atraso, deixará o ponto de espera para completar a aproximação. A hora real depende da autorização de aproximação.
- Hora estimada de calços foraEOBTEstimated off-block timeHora, em UTC, em que a aeronave pretende começar a sair do estacionamento. Base de quase todos os prazos do plano de voo.
- Hora estimada de chegadaETAEstimated time of arrivalNo voo IFR, hora prevista sobre o ponto designado de onde se planeja iniciar o procedimento de aproximação por instrumentos.
- Hora estimada sobre o ponto (ETO)ETOEstimated time overHora prevista de passagem sobre um ponto de checagem, calculada com a hora de passagem no ponto anterior, a distância e a velocidade no solo.
- Hora legalStandard timeHora oficial fixada por lei para cada parte de um país. No Brasil, vai de UTC−2 a UTC−5.
- Hora limite da autorizaçãoHora depois da qual a autorização fica automaticamente cancelada se o voo não tiver sido iniciado.
- Horizonte artificialAIAttitude indicatorInstrumento giroscópico que mostra a atitude: posição do nariz em relação ao horizonte e inclinação das asas.
- Horizonte falsoFalse horizonLinha que o piloto toma por horizonte sem ser horizontal: topo de nuvem inclinado, luzes no chão misturadas com estrelas, linhas de luz.
- Hot spotHot spotPonto da área de movimento com risco potencial e histórico de colisão ou incursão em pista, que pede mais atenção de piloto e motorista. Aparece na carta de aeródromo.
- HélicePropellerAerofólio que gira e produz tração.
- Hélice ajustável no soloGround-adjustable propellerHélice cujo ângulo da pá só muda no chão, com o motor parado. Em voo, funciona como passo fixo.
- Hélice de cruzeiroCruise propellerHélice de passo fixo com passo maior: menos rotação, cruzeiro mais eficiente, decolagem e subida piores.
- Hélice de passo controlávelControllable-pitch propellerHélice cujo ângulo da pá pode ser mudado com ela girando. Sem governador, o ângulo fica onde o piloto deixou.
- Hélice de passo fixoFixed-pitch propellerHélice cujo ângulo das pás não muda em voo. O RPM varia com a potência e com a velocidade.
- Hélice de subidaClimb propellerHélice de passo fixo com passo menor: mais rotação e potência, melhor na decolagem e na subida, pior no cruzeiro.
- Hélice de velocidade constanteConstant-speed propellerHélice de passo variável em que um governador ajusta o ângulo das pás para manter o RPM escolhido.
- Hélice em moinhoWindmilling propellerHélice girada pelo vento, sem potência do motor, acionando o motor em vez de ser acionada por ele. Perto do passo mínimo, produz arrasto muito grande.
- Hélice em molineteWindmilling propellerHélice de um motor sem potência girada pelo vento relativo. Com pá em ângulo pequeno e rotação alta, o arrasto pode igualar o arrasto parasita da célula inteira.
- Hélice embandeiradaFeathered propellerHélice com as pás giradas até ficarem de perfil para o vento relativo. Para de girar e tem o menor arrasto possível.
- Hélice-exemploExample propellerHélice imaginária usada nas contas deste tema: 1,90 m de diâmetro, passo geométrico de 1,40 m e ângulo da pá de 17,4° a 75% do raio.
- Hélices contrarrotativasCounter-rotating propellersHélices de um bimotor que giram em sentidos opostos. Com as pás que descem do lado da fuselagem, a assimetria é a mesma com qualquer motor parado e não há motor crítico.
I
- IACIACInstrument Approach ChartCarta de aproximação por instrumentos. Traz o procedimento de aproximação para uma ou mais pistas, a aproximação perdida, as esperas associadas e os mínimos.
- IAFIAFInitial approach fixFixo de aproximação inicial: onde começa o segmento inicial da aproximação. Muitas STAR terminam num IAF.
- IATAIATAInternational Air Transport AssociationAssociação Internacional dos Transportadores Aéreos (International Air Transport Association). Associação sem fins lucrativos de empresas aéreas, constituída segundo as leis do Canadá. Não é autoridade.
- ICAICAAeronautics Command InstructionInstrução do Comando da Aeronáutica. Publicação que estabelece regras e procedimentos, como a ICA 100-12, Regras do Ar.
- ICAFICAFCritical final approach informationQuadro de informações críticas da aproximação final na IAC: auxílio e frequência, curso final, altitude no FAF e DA ou MDA com a OCH.
- ICAOICAOInternational Civil Aviation OrganizationOrganização de Aviação Civil Internacional (International Civil Aviation Organization). Agência das Nações Unidas criada pela Convenção de Chicago, com 193 Estados membros. Adota as normas internacionais como Anexos. Em português, OACI.
- IDENTIdent featureRecurso do transponder que destaca a resposta da aeronave na tela do controlador. Acionado só quando o controlador pede.
- IFIFIntermediate fixFixo intermediário: onde começa o segmento intermediário da aproximação, entre o inicial e o final.
- IFHIFHInstrument Flying HandbookInstrument Flying Handbook, FAA-H-8083-15B. Manual da FAA de voo por instrumentos.
- ILSILSInstrument landing systemSistema de pouso por instrumentos. Dá guia lateral (localizador) e vertical (rampa de planeio) na aproximação final.
- IMCIMCInstrument meteorological conditionsCondições meteorológicas de voo por instrumentos: visibilidade, distância das nuvens e teto abaixo dos mínimos do voo visual.
- IMSAFEIMSAFEIMSAFE checklistLista pessoal de verificação antes do voo: Illness (doença), Medication (medicação), Stress (estresse), Alcohol (álcool), Fatigue (fadiga) e Emotion (emoção).
- INFOTEMPINFOTEMPTemporary aerodrome informationInformação temporária de aeródromo ou heliponto publicada só no ROTAER, com letra de natureza, número, ano, validade e texto.
- INSINSInertial navigation systemSistema de navegação inercial: uma IRU ligada a um computador de navegação que segue uma sequência de pontos programada.
- IRUIRUInertial reference unitUnidade de referência inercial. Giroscópios e acelerômetros que calculam atitude, velocidade e posição sem sinal externo; a precisão da posição cai com o tempo.
- ISISSupplementary instructionInstrução Suplementar. Norma editada pelo superintendente da área na ANAC para esclarecer, detalhar e orientar a aplicação de um requisito do RBAC.
- ITTITTInterstage turbine temperatureTemperatura dos gases medida entre estágios de turbina. No PT6, entre a turbina do compressor e a de potência. TOT é a mesma ideia medida na saída da turbina.
- IVSIIVSIInstantaneous vertical speed indicatorIndicador instantâneo de velocidade vertical: climb com acelerômetros que compensam o atraso.
- IdentificaçãoIdentificationAssociação, feita pelo controle, entre um alvo da tela de vigilância e uma aeronave determinada. É informada ao piloto antes do serviço de vigilância.
- Ignição duplaDual ignitionArranjo com dois magnetos, dois conjuntos de cabos e duas velas por cilindro, cada magneto acendendo uma vela de cada cilindro.
- Ignição por centelhaSpark ignitionForma de acender a mistura em que uma vela produz uma faísca dentro do cilindro. É a do motor a gasolina de aviação.
- Ignição por compressãoCompression ignitionForma de acender o combustível em que o ar é comprimido até esquentar o bastante para inflamar sozinho o combustível injetado. É a do motor diesel e do motor a pistão a querosene.
- Iluminação controlada pelo pilotoPCLPilot-controlled lightingSistema em que o piloto liga as luzes do aeródromo com toques no botão de transmissão do rádio, numa frequência publicada.
- Ilusão de CoriolisCoriolis illusionSensação de rotação num eixo diferente, provocada por movimento brusco de cabeça durante uma curva prolongada.
- Ilusão de inversãoInversion illusionSensação de tombar para trás numa passagem brusca da subida para o voo nivelado.
- Ilusão do elevadorElevator illusionSensação de subida numa ascendente forte, ou de descida numa descendente forte.
- Ilusão somatogravídicaSomatogravic illusionSensação de nariz alto causada por aceleração rápida, como na decolagem, que leva o piloto a baixar o nariz. Na desaceleração, o efeito é o inverso.
- IlusõesIllusionsSensações falsas sobre a posição ou o movimento do avião, produzidas pelos sentidos quando falta referência visual.
- Imagem realçadaEnhanced infrared imageryImagem infravermelha com cores aplicadas a uma faixa de temperaturas. Na REDEMET, colore os topos mais frios que −30 °C, até −90 °C.
- Impossível (unable)UnableNão posso cumprir a solicitação, instrução ou autorização. Normalmente seguido do motivo.
- Improved climbImproved climbDecolagem com V1, VR e V2 maiores que as normais, usando pista que sobra, para melhorar o gradiente quando o peso é limitado pela subida. Os dados vêm do manual de voo.
- Incidente aeronáuticoIncidentOcorrência ligada à operação que não é acidente, mas afeta ou poderia afetar a segurança.
- Incidente aeronáutico graveSerious incidentIncidente cujas circunstâncias indicam alto risco de acidente. Difere do acidente só nas consequências.
- IncidênciaAngle of incidenceÂngulo fixo, definido na fabricação, entre a corda e a linha que vai do nariz à cauda do avião.
- InclinaçãoφBank angleÂngulo entre as asas e o horizonte, medido em torno do eixo longitudinal. Na curva nivelada, define sozinha o fator de carga.
- Inclinação magnéticaMagnetic dipÂngulo entre as linhas do campo magnético da Terra e a superfície. Aponta para baixo ao norte do equador magnético e para cima ao sul dele.
- InclinômetroInclinometerTubo curvo com líquido e uma bola, embaixo do coordenador de curva. Bola no centro indica curva coordenada; para dentro, glissada; para fora, derrapagem.
- Incursão em pistaRunway incursionAeronave, veículo ou pessoa presente sem dever estar na zona protegida de pouso ou decolagem: a pista, a parte nivelada da faixa de pista e as áreas protegidas pelos pontos de espera.
- Indicador TO/FROMTO/FROM indicatorIndica se o curso posto no OBS, voado a partir da posição atual, leva o avião para a estação (TO) ou para longe dela (FROM). Não depende da proa.
- Indicador de curva e derrapagemTurn-and-slip indicatorModelo mais antigo, com ponteiro vertical, que mostra só a razão de curva, além da bola.
- Indicador de desvio de cursoCDICourse deviation indicatorBarra que mostra o afastamento lateral do curso selecionado, ligada a um receptor (GPS, VOR ou localizador) indicado na tela.
- Indicador de localidadeLocation indicatorCódigo de quatro letras atribuído no sistema da ICAO a aeródromos e outras localidades, usado nas publicações aeronáuticas. Ex.: SBGR.
- Indicador de pressão do óleoOil pressure gaugeInstrumento que mostra, em psi, a pressão do óleo que entra no motor. É a indicação direta do funcionamento do sistema de lubrificação.
- Indicador de proaHIHeading indicatorInstrumento giroscópico, também chamado de giro direcional, que mostra a proa numa rosa graduada. Não procura o norte e precisa ser alinhado com a bússola.
- Indicador de sucçãoSuction gaugeMostra quanto a pressão no sistema de vácuo está abaixo da pressão de fora, em polegadas de mercúrio, com a faixa normal marcada.
- Indicador de temperatura do óleoOil temperature gaugeInstrumento que mostra a temperatura do óleo antes de ele entrar nas partes quentes do motor. Reage devagar e indica o aquecimento do motor de forma indireta e atrasada.
- Indicador de ângulo de ataqueAOAAngle of attack indicatorInstrumento que mostra o quanto o ângulo de ataque atual está perto do crítico.
- Indicativo de chamadaCall signNome com que a aeronave se identifica na fonia: a matrícula soletrada, o designador da empresa com parte da matrícula ou com o número do voo, ou o nome da força armada com o número.
- Indicação reversaReverse sensingSituação em que a agulha do CDI aparece do lado oposto ao da correção, porque o OBS está na recíproca do curso voado. Seguir a agulha afasta o avião do curso.
- Informação AIRMETAIRMETAIRMET informationAlerta sobre fenômenos em rota que afetam voos abaixo do FL100 (FL150 em área montanhosa) e que não estão na Seção I do GAMET, como visibilidade abaixo de 5.000 m, nuvens baixas e turbulência moderada. Válida por até 4 horas.
- Informação SIGMETSIGMETSIGMET informationAlerta sobre a ocorrência ou a previsão de fenômenos em rota que afetam a segurança de qualquer voo, como trovoada embutida ou em linha, turbulência e gelo severos e cinzas vulcânicas. Um fenômeno por mensagem, válida em todo o espaço aéreo da FIR, por até 4 horas.
- Informação de tráfegoTraffic informationMensagem em que o órgão diz a uma aeronave onde estão outras que podem interessar a ela, com indicativo, posição, intenção, nível ou altitude e tipo.
- Informação pós-vooPost-flight informationInforme do piloto à Sala AIS sobre falhas de auxílios à navegação e das comunicações terra-avião ou sobre pássaros perto do aeródromo, no formulário IECEA 53-11.
- Informações de partidaDeparture informationResposta do órgão com pista em uso, vento, ajuste de altímetro, temperatura, visibilidade ou RVR e hora certa, pedida no primeiro contato; se o piloto informar a letra da ATIS, o órgão omite o que ele já sabe.
- Informações suplementaresSupplementary informationParte final do METAR e do SPECI, depois do QNH, com tempo recente, windshear nos níveis inferiores e outras informações previstas na ICA 105-16.
- Injetor de partidaFuel primerPequena bomba manual que pulveriza combustível direto nos cilindros antes da partida, útil no frio. Precisa ficar travado depois do uso.
- Injeção de combustívelFuel injectionSistema que injeta o combustível dentro de cada cilindro ou logo antes da válvula de admissão, sem carburador.
- Inspeção anualAnnual inspectionInspeção conforme o RBAC 43, exigida nos 12 meses anteriores à operação e aprovada para retorno ao serviço por pessoa autorizada.
- Inspeção de 100 horas100-hour inspectionInspeção exigida a cada 100 horas de voo da aeronave usada em instrução paga ou no transporte de pessoas com fins lucrativos; a inspeção anual também vale para esse fim.
- Inspeção externaWalk-around inspectionVolta completa em torno do avião, feita por um piloto antes do voo, seguindo a sequência do manual da empresa.
- Instabilidade absolutaAbsolute instabilityCamada com gradiente superadiabático. Instável para parcelas secas e saturadas.
- Instabilidade condicionalConditional instabilityCamada com gradiente do ambiente entre o saturado e o seco. Estável para a parcela não saturada; instável para a saturada.
- Instabilidade convectivaConvective instabilityInstabilidade que aparece quando uma camada úmida embaixo e seca em cima é levantada inteira: a base satura primeiro e o gradiente da camada aumenta. Ligada a trovoadas.
- Instabilidade de velocidadeSpeed instabilityAbaixo da velocidade de L/D máxima, uma queda de velocidade aumenta o arrasto e a velocidade continua caindo sem ação do piloto.
- Instabilidade espiralSpiral instabilityTendência de a inclinação aumentar aos poucos com o nariz baixando, quando a estabilidade direcional é forte em relação ao diedro.
- Instrumento de apoioSupporting instrumentInstrumento que ajuda a manter o primário no valor desejado, mostrando a tendência antes do desvio.
- Instrumento primárioPrimary instrumentO instrumento que dá a informação mais pertinente sobre um eixo de controle numa manobra, em geral o que deve ficar numa indicação constante.
- Instrumentos de controleControl instrumentsHorizonte artificial e instrumentos de potência (pressão de admissão, tacômetro, fluxo de combustível, EPR). Mostram na hora a atitude e a potência e são onde as correções são feitas.
- Instrumentos de desempenhoPerformance instrumentsAltímetro, velocímetro e climb, que mostram o que o avião está fazendo; o giro direcional e o coordenador de curva também mostram resultado, em proa e razão de curva. No PFD, o IFH inclui também a proa e o indicador de derrapagem.
- Instrumentos de navegaçãoNavigation instrumentsIndicadores de curso, de distância, de rampa e ponteiros de marcação, que mostram a posição do avião em relação a uma estação ou a um fixo.
- Instrumentos de reservaStandby instrumentsHorizonte, velocímetro e altímetro convencionais, mais a bússola magnética, que não dependem da energia do avião ou têm bateria própria.
- IntegridadeIntegrityConfiança na posição: capacidade de o sistema avisar quando o erro pode ter passado do limite aceitável para a fase do voo.
- Intensidade do geloIcing intensityClassificação em traço, leve, moderado e severo, pelo efeito no avião, pela taxa de acúmulo e pela ação necessária. Depende do tipo de avião.
- InterceptaçãoCourse interceptionManobra de levar o avião até uma radial ou curso e passar a voar sobre ele, para a estação ou a partir dela.
- IntercoolerIntercooler, aftercoolerTrocador de calor resfriado pelo ar externo, entre o compressor e a borboleta, que esfria o ar comprimido pelo turbo.
- Interferência ilícitaUnlawful interferenceAto ilegal contra a segurança do voo, como o sequestro da aeronave. É indicado pelo código 7500.
- InterfoneCrewmember interphoneSistema de conversa nos dois sentidos entre a cabine de comando e os postos dos comissários.
- IntermaçãoHeatstrokeIncapacidade do corpo de controlar a própria temperatura. Pode começar com os sinais da desidratação ou só ser percebida no colapso.
- IntermitenteIntermittentTermo de duração do relato de turbulência: ocorreu de um terço a dois terços do tempo no trecho voado.
- InterpolaçãoInterpolationEstimativa de um valor entre dois degraus de uma tabela, supondo variação em linha reta entre eles.
- Interpretação dos instrumentosInstrument interpretationHabilidade de traduzir as indicações em atitude e potência, a partir do funcionamento de cada instrumento e do desempenho do avião voado.
- InterrogadorInterrogatorTransmissor e receptor de solo do radar secundário, que envia as interrogações e recebe as respostas dos transponders.
- InterrogaçãoInterrogationSinal em pulsos enviado pelo interrogador para pedir resposta aos transponders. O espaçamento dos pulsos define o modo.
- Interruptor de fim de cursoLimit switchInterruptor acionado quando o trem chega ao fim do movimento, em cima ou embaixo, que desliga o motor elétrico ou a bomba hidráulica.
- InterseçãoIntersectionPonto significativo definido por radiais, marcações ou distâncias em relação a auxílios no solo.
- Intervalo entre dosesDosing intervalTempo indicado na bula ou na receita entre uma dose e a seguinte. Depois de remédio com efeito adverso, a referência é esperar cinco vezes o intervalo máximo antes de voar.
- IntradorsoLower surface (lower camber)Face de baixo da asa, também chamada de ventre. Costuma ser menos curva que o extradorso.
- InversãoTemperature inversionCamada em que a temperatura aumenta com a altura. Muito estável; prende névoa, fumaça e poluição perto do chão.
- Inversão de temperaturaTemperature inversionCamada em que a temperatura aumenta com a altura. Através dela o vento costuma mudar bastante.
- Inversão do momento de articulação do aileronAileron hinge moment reversalMudança súbita do sentido da força aerodinâmica no aileron, causada pelo escoamento separado atrás de uma crista de gelo à frente dele. O aileron se desloca sem comando e o avião rola, mesmo sem estol da asa.
- Inversão térmicaTemperature inversionTrecho em que a temperatura sobe com a altitude. Deixa o ar estável. Ocorre na estratosfera, acima da isotermia da base, e, de forma local, dentro da troposfera.
- Investigador-encarregadoIICInvestigator-in-chargeInvestigador com credencial do SIPAER designado para organizar, conduzir e controlar uma investigação.
- Inércia do sonoSleep inertiaLentidão, confusão e queda de desempenho logo depois de acordar, mais fortes depois de sono longo, de sono profundo ou de despertar na WOCL.
- Início de efetivaçãoStart of activity, item BData e hora do campo B: começo do primeiro período em que o NOTAM produz efeito. Não pode ser anterior à expedição.
- Início de validadeStart of validity (issue)Data e hora de expedição de um NOTAM, ou seja, de sua divulgação.
- IsotermiaIsothermal layerTrecho da atmosfera em que a temperatura não muda com a altitude, como a base da estratosfera na atmosfera padrão.
- IsóbarasIsobarsLinhas que ligam pontos de mesma pressão reduzida ao nível do mar numa carta meteorológica. Próximas indicam vento forte.
- Itens de memóriaMemory itemsAções da lista de emergência feitas sem ler, porque a situação não dá tempo para abrir a lista. Servem para agir ou para confirmar uma condição.
- ÍndiceIndexMomento de um item medido a partir do braço de referência e dividido por uma constante: peso × (braço − braço de referência) ÷ C.
- Índice básicoBasic indexÍndice do peso vazio operacional, somado à constante que fixa o valor do índice no braço de referência e evita números negativos.
- Índice de classificação de aeronaveACRAircraft classification ratingNúmero que mede o efeito de uma aeronave sobre o pavimento, referido a uma categoria padrão de subleito. Vale o dobro da carga de roda simples derivada, em centenas de quilogramas, e muda com o peso, o trem, os pneus, o tipo de pavimento e o subleito.
- Índice de classificação de pavimentoPCRPavement classification ratingNúmero que expressa a capacidade de suporte de um pavimento, publicado num código de cinco campos. A aeronave com ACR menor ou igual opera sem restrição de peso, respeitado o limite de pressão dos pneus.
- Índice de levantamentoLILifted indexTemperatura do ambiente menos a de uma parcela levantada da superfície, em 500 hPa. Positivo indica ar estável; negativo, instável.
- Índice de momentoMoment indexMomento dividido por um fator de redução, em geral 100 ou 1.000, para encurtar os números em libras e polegadas.
- Índice de velocidadeSpeed indexMarca no 60 da escala de tempo do lado de cálculo. Com um valor por hora sobre ele, cada tempo em minutos fica diante do total correspondente.
- Índice de viscosidadeViscosity indexMedida de quanto a viscosidade de um óleo varia com a temperatura. Índice alto, variação pequena.
J
- JammingJammingInterferência, intencional ou acidental, nos sinais GNSS, que impede o receptor de obter posição, navegação e tempo precisos.
- Janela de KollsmanKollsman windowPequena janela do altímetro onde aparece o ajuste, em polegadas de mercúrio, em hectopascais ou nas duas escalas.
- Janela de baixa do alerta no ritmo circadianoWOCLWindow of Circadian LowPeríodo entre 02h00 e 06h00 do relógio biológico, de maior sonolência e menor desempenho. No RBAC 117, é usada nos Apêndices D e E.
- Jato executivoBusiness jetJato pequeno para poucos passageiros, usado no transporte de empresas, em avião próprio ou fretado.
- Jet lagJet lagDescompasso entre o relógio biológico e a hora local, e entre os ritmos do próprio corpo, depois de cruzar fusos horários rapidamente. Some com a adaptação ao novo local.
L
- L/D máximaL/D maxMaximum lift/drag ratioMaior razão entre sustentação e arrasto, no ângulo de ataque de arrasto mínimo. Alcance máximo do avião a hélice e autonomia máxima do jato.
- LDALDALanding distance availableQuanto de pista o aeródromo declara para a corrida no solo depois do toque, da cabeceira ao fim da pista.
- LEMACLEMACLeading edge of MACBordo de ataque da corda média aerodinâmica, dado em estação a partir da referência. O bordo de fuga é o TEMAC.
- LNAVLNAVLateral navigationLinha de mínimos de aproximação RNAV com guia só lateral. O mínimo é uma MDA.
- LNAV/VNAVLNAV/VNAVLateral navigation/vertical navigationLinha de mínimos APV de aproximação RNAV com guia lateral e vertical, por Baro-VNAV aprovado ou SBAS. O mínimo é uma DA.
- LPLPLocalizer performanceLinha de mínimos de aproximação RNAV com guia lateral pelo SBAS, sem guia vertical aprovada. O mínimo é uma MDA.
- LPVLPVLocalizer performance with vertical guidanceLinha de mínimos de aproximação RNAV com guia lateral e vertical pelo SBAS, voada até uma DA, como um ILS. Classificada como APV pela FAA.
- Lado arAirsideÁrea de movimento do aeródromo, com os terrenos e as edificações vizinhos, cujo acesso é controlado (RBAC 107).
- Lado de cálculoComputational sideFace do computador mecânico com duas escalas logarítmicas circulares, uma fixa e uma giratória, e as janelas de velocidade verdadeira e altitude densidade. Resolve proporções e conversões.
- Lado do ventoWind sideFace do computador mecânico com um disco transparente graduado em direções e uma régua deslizante com arcos de velocidade e linhas de deriva. Monta o triângulo do vento em escala.
- Lado pobre do picoLOPLean of peakQualquer ajuste de mistura com menos combustível que o do pico de EGT. Só é usado quando o manual do avião prevê.
- Lado rico do picoROPRich of peakQualquer ajuste de mistura com mais combustível que o do pico de EGT.
- Largura de barraBar widthEspessura da asa do avião miniatura do horizonte artificial, usada como medida das correções de arfagem no painel convencional.
- Largura de cursoCourse widthLargura do setor do localizador entre as duas deflexões totais do ponteiro. Ajustada para 700 ft (213 m) na cabeceira; em graus, depende da distância entre a antena e a cabeceira.
- LastroBallastPeso colocado num ponto escolhido para trazer o CG para dentro dos limites.
- LatitudeLatitudeNa Terra tratada como esfera, ângulo entre o plano do equador e a reta que liga o centro da Terra ao ponto, medido ao longo do meridiano. No WGS-84, medido a partir da perpendicular ao elipsoide. De 0° a 90°, norte (N) ou sul (S).
- LeansThe leansIlusão de inclinação para o lado oposto depois de nivelar rapidamente as asas de uma inclinação lenta que não foi percebida. A ilusão mais comum em voo, segundo o PHAK.
- Lei alternativaAlternate lawModo dos comandos de voo do Airbus em que parte das proteções automáticas de envelope deixa de atuar, depois de certas falhas.
- Lei de BoyleBoyle's lawCom a temperatura constante, o volume de um gás é inversamente proporcional à pressão: metade da pressão, o dobro do volume.
- Lei de DaltonDalton's lawNuma mistura de gases, a pressão total é a soma das pressões parciais de cada gás.
- Leito de desaceleraçãoArrestor bedA parte física do EMAS: o bloco de material em que os pneus afundam e que freia o avião ao se deformar.
- Leme de direçãoRudderSuperfície móvel articulada no estabilizador vertical, comandada pelos pedais. Controla a guinada.
- Lesão graveSerious injuryLesão que caracteriza acidente, como internação por mais de 48 horas iniciada até sete dias após a ocorrência, fratura (salvo as simples de dedos e nariz) ou lesão de órgão interno.
- Letra W do item 10WRVSM approvedIndica aeronave aprovada para operar com separação vertical mínima reduzida (RVSM), no espaço do FL290 ao FL410.
- LicençaPilot licenceDocumento da ANAC que reconhece a pessoa como apta a uma função a bordo, depois de cumpridos os requisitos previstos. A de piloto é permanente, exceto a de aluno piloto.
- Licença de estaçãoAircraft radio station licenceLicença de funcionamento dos transmissores e transceptores de bordo, concedida pela Anatel. Vai a bordo, válida.
- Ligação diretaDirect driveMontagem da hélice no prolongamento do virabrequim. A hélice gira na mesma rotação do motor.
- Ligação por reduçãoReduction gearingMontagem da hélice num eixo ligado ao virabrequim por engrenagens, que fazem a hélice girar numa rotação menor que a do motor, em proporção fixa.
- LimitanteLimiting factorRequisito que produz o menor peso máximo num voo. Indica o que precisaria mudar para decolar mais pesado.
- Limitação do curso do lemeRudder limiting techniqueTécnica de treinamento que limita o curso do leme para mostrar a perda de controle direcional bem acima da velocidade de estol, quando a demonstração real não é possível.
- Limite da autorizaçãoClearance limitPonto até o qual vale a autorização de controle: aeródromo, localidade, ponto de notificação ou ponto significativo.
- Limite de autorizaçãoClearance limitPonto até onde a aeronave está autorizada: aeródromo de destino, localidade, ponto de notificação, ponto significativo ou limite de um espaço aéreo controlado.
- Limite de obstáculoObstacle limitMaior peso em que a trajetória líquida livra os obstáculos da saída por 35 pés na vertical ou pelas distâncias laterais do RBAC 121.
- Limite de operação da decolagemTakeoff operating limitAjuste de tração que não pode ser ultrapassado na decolagem normal. A tração de decolagem e a tração derate são limites; a tração reduzida não é.
- Limite de pisoFloor loading limitMaior peso por unidade de área de apoio, em kg/m² ou lb/ft². Carga no piso = peso total apoiado ÷ área de apoio.
- Limite de pistaField length limitMaior peso em que a aceleração e parada cabe na ASDA, a distância de decolagem na TODA e a corrida na TORA.
- Limite de subidaClimb limitMaior peso em que o avião cumpre os gradientes mínimos de subida com um motor inoperante. Depende da elevação, da temperatura e da configuração.
- Limite de velocidade de classeSpeed limitationVelocidade indicada máxima que a tabela de classificação dos espaços aéreos fixa para cada combinação de classe e tipo de voo. No Brasil, 250 kt IAS abaixo de 10.000 ft AMSL nas classes D a G e, para o VFR, também na C.
- Limite dianteiroForward CG limitPosição mais à frente aprovada para o CG. Pode recuar nos pesos mais altos e é muitas vezes definido pelas características de pouso.
- Limite traseiroAft CG limitPosição mais atrás aprovada para o CG. Além dela caem a estabilidade longitudinal e a capacidade de recuperar estol e parafuso.
- Limites do CGCG limitsPosições mais dianteira e mais traseira em que o CG pode estar em voo, determinadas na certificação.
- Linguagem clara abreviadaAbbreviated plain languageForma de redação das mensagens deste tema: abreviaturas aprovadas pela ICAO e valores numéricos, sem grupos cifrados.
- Linguagem simplesPlain languageMensagem montada pelo piloto ou pelo controlador com palavras comuns, a mais clara e concisa possível, para situações que a fraseologia padronizada não prevê. Completa a fraseologia; não a substitui.
- Linha agônicaAgonic lineLinha que liga os pontos de declinação zero, onde o norte verdadeiro e o norte magnético coincidem.
- Linha azulBlue radial lineMarca radial azul do velocímetro do bimotor leve na VYSE, no valor do peso máximo ao nível do mar.
- Linha de correnteStreamlineLinha que mostra o caminho seguido pelo ar num escoamento permanente, usada para desenhar o fluxo em volta do perfil.
- Linha de curvatura médiaMean camber lineLinha formada pelos pontos a meio caminho entre extradorso e intradorso, do bordo de ataque ao bordo de fuga.
- Linha de féLubber lineLinha vertical fixa no vidro da bússola, contra a qual se lê a proa.
- Linha de instabilidadeSquall lineLinha contínua ou quase contínua de trovoadas ativas, que pode se formar sobre uma frente fria ou adiante dela.
- Linha de posiçãoLOPLine of positionLinha conhecida sobre a qual o avião está, em ponto ainda indefinido, como uma rodovia comprida que passa sob ele.
- Linha de qualificadoresQualifier line, item QLinha Q do NOTAM, com oito campos separados por barras: FIR, código NOTAM, tráfego, propósito, âmbito, limites inferior e superior, coordenadas e raio.
- Linha de traçãoThrust lineReta ao longo da qual a tração atua. Fora do CG, produz momento de arfagem quando a potência muda.
- Linha de vieiraScalloped lineLinha ondulada, de pequenos arcos, que contorna as áreas de tempo significativo na carta.
- Linha de visadaLine of sightCaminho reto entre a antena da estação e a do avião. Os sinais em VHF, como os do VOR e das comunicações, só chegam quando nada no relevo nem a curvatura da Terra cortam esse caminho.
- Linha isogônicaIsogonic lineLinha que liga pontos de mesma declinação magnética, desenhada nas cartas.
- Linha radial vermelhaRed radial lineMarca do velocímetro do bimotor na VMC publicada, ao nível do mar e nas condições de certificação. Não acompanha a VMC do momento.
- LiquidômetroFuel quantity gaugeIndicador de quantidade de combustível na cabine, ligado a um sensor em cada tanque. A certificação só exige que seja exato na marca de vazio.
- Lista de verificaçãoNOTAM checklistNOTAMN publicado pelo NOF no primeiro dia de cada mês, um por série, com os NOTAM válidos, a última emenda do AIP, os suplementos válidos e a última AIC. Não cancela NOTAM.
- Lista de verificação de risco de CFITCFIT ChecklistFerramenta de avaliação de risco criada em 1994 pela Flight Safety Foundation (FSF), reproduzida pela FAA no Apêndice 1 da AC 61-134. Soma fatores do destino multiplicados pelos multiplicadores de risco e os fatores de redução; escore negativo indica ameaça significativa.
- Lista de verificaçõesChecklistChecklist. Versão condensada dos procedimentos da aeronave para uso na cabine, exigida a bordo.
- LitometeoroLithometeorFenômeno formado por partículas sólidas e secas suspensas no ar, como névoa seca, fumaça, poeira e areia.
- LocalizadorLOCLocalizerParte do ILS que cria um curso alinhado com o eixo da pista, de 108,10 a 111,95 MHz.
- Localização de vooFlight locatingProcedimento da empresa para acompanhar cada voo, com pelo menos os dados de um plano de voo visual e meios de avisar a busca e salvamento a tempo.
- Log de navegaçãoNavigation logPlanilha do voo com uma linha por trecho: altitude, rumo, vento, correção de deriva, proas, distância, velocidade no solo, tempo, combustível e horários estimados e reais.
- LongarinaSpar; longeron (na fuselagem)Peça estrutural principal da asa, no sentido da envergadura; suporta as cargas da asa e os pesos concentrados nela. Na fuselagem, o mesmo nome se dá às peças longitudinais principais.
- LongitudeLongitudeÂngulo, no plano do equador, entre o meridiano de Greenwich e o meridiano do ponto. De 0° a 180°, leste (E) ou oeste (W).
- LoxodromiaRhumb lineRota que cruza todos os meridianos com o mesmo ângulo, mantendo o rumo verdadeiro constante. É mais longa que a ortodromia, a não ser sobre o equador ou um meridiano.
- Luz bidirecionalBidirectional lightLuz visível dos dois lados. A borda de pista é bidirecional e branca. Na luminária de cabeceira e fim de pista, cada lado tem uma cor: verde para quem chega à cabeceira e vermelho para quem rola em direção ao fim da pista.
- Luz de baixa tensãoLow-voltage warning lightLuz de alerta que acende quando há descarga no sistema, sinal de pane do alternador ou do gerador.
- Luz ininterruptaSteady-burning lightLuz que fica acesa o tempo todo, sem lampejos. É o caso das luzes de borda, de cabeceira e de fim de pista e das luzes de táxi.
- Luz unidirecionalUnidirectional lightLuz visível só de um lado. As luzes de cabeceira são voltadas para quem se aproxima; as de fim de pista, para dentro da pista.
- Luzes de aproximaçãoALSApproach lighting systemSistema de luzes que começa na cabeceira e se estende pela área de aproximação. No Brasil, vê-lo na DA ou na MDA permite prosseguir para o pouso.
- Luzes de borda de pistaREDLRunway edge lightsDuas fileiras de luzes brancas que desenham as laterais da pista, a até 60 m uma da outra em pista por instrumento e até 100 m em pista não instrumento. No trecho final da pista, podem ser amarelas.
- Luzes de borda de pista de táxiTaxiway edge lightsLuzes azuis nas laterais das pistas de táxi, pátios, baias de espera e áreas de giro.
- Luzes de cabeceiraRunway threshold lightsFileira de luzes verdes atravessada na cabeceira, voltada para quem se aproxima para pousar, com no mínimo seis luzes.
- Luzes de eixo de pistaRCLLRunway centre line lightsLuzes ao longo do eixo da pista, brancas até 900 m do fim, alternando branco e vermelho até 300 m do fim e vermelhas nos últimos 300 m.
- Luzes de eixo de pista de táxiTCLLTaxiway centre line lightsLuzes verdes sobre a pintura do eixo da pista de táxi. Nas saídas de pista, rápidas ou em ângulo reto, alternam verde e amarelo desde perto da pista até o limite da área crítica ou sensível do ILS ou da superfície de transição interna, o que estiver mais longe.
- Luzes de fim de pistaRENLRunway end lightsFileira de luzes vermelhas atravessada na ponta da pista, voltada para dentro dela, com no mínimo seis luzes.
- Luzes de identificação de cabeceiraREILRunway end identifier lightsDuas luzes de lampejos brancos, uma de cada lado da pista, na linha da cabeceira e cerca de 10 m fora das luzes de borda, com 60 a 120 lampejos por minuto.
- Luzes de navegaçãoPosition (navigation) lightsLuzes de posição: vermelha na ponta da asa esquerda, verde na direita e branca na cauda. Mostram a outros pilotos para que lado o avião vai.
- Luzes de zona de toqueRTZLTouchdown zone lightsPares de barretas brancas, um de cada lado do eixo, nos primeiros 900 m das pistas de precisão das categorias II e III.
- Luzes de zona de toque simplesSimple touchdown zone lightsUm par de luzes brancas de cada lado do eixo, logo depois da pintura de zona de toque, que ajuda o piloto a decidir pela arremetida se ainda não tocou ao passar por elas.
- Luzes indicadoras de saída rápidaRETILRapid exit taxiway indicator lightsConjuntos de luzes amarelas embutidas na pista, do lado da saída, que mostram a distância até a próxima saída rápida em operação com RVR abaixo de 300 m.
M
- MAHFMAHFMissed approach holding fixFixo de espera da aproximação perdida: o ponto onde a aproximação perdida termina numa espera.
- MAPMAPMissed approach pointPonto de aproximação perdida. Ponto previsto no procedimento em que a arremetida tem de começar se o piloto não tiver a referência visual necessária para pousar.
- MAPtMAPtMissed approach pointPonto de aproximação perdida. Na não precisão, definido por um auxílio, um fixo, um waypoint ou pelo tempo a partir do FAF; é onde a perdida tem de começar se não houver referência visual.
- MAYDAYMaydaySinal radiotelefônico de socorro, dito de preferência três vezes no início da mensagem. Impõe silêncio na frequência às demais estações.
- MAYDAY COMBUSTÍVELMayday fuelDeclaração de socorro em caso de emergência por combustível.
- MAYDAY FUEL (MAYDAY COMBUSTÍVEL)Mayday fuelDeclaração de emergência por combustível, condição de socorro. O órgão passa a aplicar todos os procedimentos de aeronave em emergência.
- MCAMCAAeronautics Command ManualManual do Comando da Aeronáutica. Publicação em forma de manual de procedimentos, como o MCA 100-16, Fraseologia de Tráfego Aéreo. Fica ao lado da ICA, sem subordinação.
- MDAMDAMinimum descent altitudeAltitude mínima de descida dos procedimentos sem guia vertical e do procedimento para circular.
- MDA de circularMDACircling MDAAltitude mínima de descida da manobra para circular, publicada por categoria no quadro CIRCLING da IAC. Abaixo dela não se desce sem a referência visual adequada.
- MEHTMEHTMinimum eye height over thresholdAltura mínima dos olhos do piloto sobre a cabeceira com indicação de rampa no indicador visual. Publicada em pés na AIP (AD 2.14) e nas notas do ROTAER.
- MELMELMinimum Equipment ListLista de equipamentos mínimos: define com que itens inoperantes o avião pode ser despachado e em que condições.
- MET REPORTMET REPORTLocal routine meteorological reportInforme meteorológico local de rotina, em linguagem clara abreviada, preparado pela estação para os órgãos ATS do aeródromo. O correspondente especial se chama SPECIAL.
- METARMETARAerodrome routine meteorological reportInforme meteorológico regular de aeródromo. Descreve por completo o tempo observado no aeródromo num horário marcado; nos aeródromos com observação horária, sai a cada hora.
- MFDMFDMultifunction displayTela multifunção, com mapa e instrumentos do motor.
- MGOMGOGeneral operations manualManual geral de operações, chamado no RBAC 135 de manual geral da empresa. Reúne políticas e procedimentos da empresa e precisa ser aceito pela ANAC antes do uso e a cada revisão.
- MLWMLWMaximum landing weightPeso máximo estrutural de pouso: maior peso aprovado no toque.
- MMOMMOMaximum operating Mach numberMach máximo de operação, o limite de velocidade do jato em grande altitude.
- MOCMOCMinimum obstacle clearanceMargem mínima sobre obstáculos no PANS-OPS: altura livre que o projeto garante entre a aeronave e o obstáculo mais alto da área protegida.
- MTOWMTOWMaximum takeoff weightPeso máximo estrutural de decolagem: maior peso aprovado no início da corrida.
- MZFWMZFWMaximum zero fuel weightPeso máximo zero combustível: maior peso aprovado do avião carregado, sem combustível.
- Mach buffetMach buffetTrepidação causada pelo escoamento separado atrás da onda de choque, sentida na asa e nas superfícies da cauda.
- Mach buzzMach buzz, aileron buzzNome que o AC 61-107B dá à separação da camada limite induzida por choque à frente dos ailerons.
- Mach críticoMCRCritical Mach numberNúmero de Mach do avião em que o escoamento chega a Mach 1, sem ultrapassá-lo, em algum ponto do avião. Fronteira entre o voo subsônico e o transônico; menor que 1 na asa de avião subsônico.
- Mach trimmerMach trim, Mach tuck compensationSistema que aplica automaticamente uma correção de nariz para cima que cresce com o Mach, para anular o tuck under. Inoperante, leva a um Mach máximo reduzido no AFM.
- Mach tuckMach tuck, tuck underTendência de nariz para baixo em Mach alto, causada pelo recuo do centro de pressão com o choque e a separação. Também chamado tuck under.
- MacrotexturaMacrotextureRugosidade da superfície do pavimento, medida pela profundidade média em milímetros e classificada de muito fechada a muito aberta.
- MadrugadaNight duty periodNo RBAC 117, o período entre 00h00 e 06h00, com a hora de referência definida conforme o apêndice. Base de limites como o de madrugadas consecutivas.
- MagnetoMagnetoGerador acionado pelo motor, com ímã permanente, que produz a alta tensão das velas sem depender da bateria nem do alternador.
- Magneto vivoHot magnetoMagneto que continua capaz de produzir faísca com a chave em OFF, porque a ligação do primário à massa está solta ou partida.
- MagnetômetroMagnetometer, magnetic slaving transmitterSensor do campo magnético da Terra que dá ao giro escravizado, ao HSI ou ao AHRS a referência do norte magnético.
- Maior elevação da cartaHighest elevationPonto mais alto da área representada, destacado na vista em planta com símbolo próprio.
- MancheControl yoke, control stickComando das mãos que move ailerons e profundor. Pode ser volante sobre coluna, bastão central ou bastão lateral.
- Manete de condiçãoCondition leverNo PT6, comanda a válvula de corte de combustível e tem as posições de corte e de marcha lenta baixa e alta. No eixo único, escolhe a faixa de rotação e embandeira a hélice.
- Manete de hélicePropeller controlComando que escolhe a rotação, ajustando a mola do governador. Toda à frente, rotação máxima e passo mínimo. Não comanda a potência.
- Manete de potênciaThrottleComando da potência do motor. Com hélice de velocidade constante, a potência é lida no manifold.
- Manifesto de cargaLoad manifestDocumento exigido pelo RBAC 121 antes de cada decolagem, com os pesos do voo, o peso máximo permitido e a evidência de CG dentro dos limites aprovados.
- ManifoldMAPManifold pressure gaugeIndicador da pressão absoluta no coletor de admissão, em polegadas de mercúrio. É o indicador de potência com hélice de velocidade constante.
- Manobra de ValsalvaValsalva maneuverFechar a boca, apertar o nariz e soprar devagar contra o nariz fechado, para forçar ar pela tuba auditiva até o ouvido médio.
- Manobra evasivaBreakoutInstrução do controlador para o avião de uma final subir e curvar para a altitude e a proa prescritas quando o avião da final adjacente entra na NTZ. Tem parte vertical e parte lateral.
- ManobrabilidadeManeuverabilityQualidade que permite manobrar o avião com facilidade e suportar os esforços das manobras.
- Manual de vooAFMAirplane Flight ManualDocumento aprovado na certificação com as limitações, os procedimentos e os dados de performance do avião, entre eles a distância de pouso.
- Manual de voo aprovadoAFMApproved flight manualManual da aeronave com as limitações operacionais e os procedimentos. Quando o projeto o exige, deve estar a bordo e atualizado.
- Manual de voo do aviãoAFMAirplane Flight ManualDocumento aprovado na certificação com limitações, procedimentos e dados de performance. Traz as velocidades de decolagem em função do peso, da configuração, da altitude pressão e da temperatura.
- Manômetro de combustívelFuel pressure gaugeInstrumento que indica a pressão nas linhas de combustível nos sistemas com bomba. A faixa normal está no manual ou marcada em cores no instrumento.
- Mapa móvelMoving mapPágina do MFD com a posição do avião sobre a rota, o espaço aéreo e o relevo. Informação suplementar, não instrumento primário de navegação.
- Marca de borda de pistaRunway side stripe markingFaixa branca ao longo de cada borda da pista, exigida onde falta contraste com o terreno e sempre em pista de precisão.
- Marca de cabeceira (piano)Threshold markingFaixas brancas longitudinais a partir de 6 m da cabeceira, com 30 m ou mais de comprimento. O número de faixas depende da largura da pista.
- Marca de eixo de pistaRunway centre line markingLinha branca tracejada no centro da pista, com faixa mais intervalo de 50 m a 75 m e largura de 0,30 m a 0,90 m conforme o tipo de operação.
- Marca de eixo de pista de táxiTaxiway centre line markingLinha amarela contínua, com 15 cm ou mais de largura, que orienta o táxi do eixo da pista até o estacionamento.
- Marca de matrículaRegistration markParte da matrícula que identifica a aeronave dentro do país. No Brasil, três letras maiúsculas depois do hífen.
- Marca de nacionalidadeNationality markPrimeira parte da matrícula, que indica o país de registro. As do Brasil são PP, PR, PS, PT e PU.
- Marca de velocidadeSpeed bugIndicação de uma velocidade de referência na fita de velocidade do PFD, como V1, VR e V2.
- Marca de velocidade de geloIcing bugMarca no velocímetro do ATR 72 com a velocidade mínima de manobra com flape recolhido em condição de gelo. O alerta de aumentar velocidade toca abaixo da marca mais 10 kt, mínimo com gelo e flape recolhido; o procedimento de gelo severo pede pelo menos a marca mais 30 kt.
- MarcadorMarker beaconTransmissor de 75 MHz com feixe vertical que indica, por tom e luz, a passagem do avião sobre um ponto da aproximação. Externo: 400 Hz, azul; médio: 1.300 Hz, âmbar; interno: 3.000 Hz, branca.
- MarcaçãoBearingDireção de um ponto em relação à aeronave ou à estação, em graus. Na fonia, sempre com três algarismos.
- Marcação magnéticaMM (MB)Magnetic bearingDireção da linha entre o avião e a estação, medida a partir do norte magnético, para a estação ou a partir dela. Para a estação, é a soma da proa magnética com a marcação relativa.
- Marcação magnética para a estaçãoQDMMagnetic bearingDireção magnética da aeronave até a estação: o rumo que a leva direto até ela, sem vento. A recíproca é a marcação a partir da estação.
- Marcação relativaRelative bearingÂngulo entre o nariz do avião e a direção da estação, lido no ponteiro do ADF. Somado à proa magnética, dá a marcação magnética para a estação.
- MargemMarginDiferença entre a capacidade do piloto e a carga do momento; é o que sobra para um imprevisto.
- Margem de buffetBuffet marginFator de carga que ainda cabe entre o voo atual e o início do buffet, lido nos gráficos de buffet do manual de voo.
- Massa de arAir massVolume muito grande de ar com temperatura e umidade quase uniformes na horizontal, adquiridas na região de origem.
- Mastro de drenagemDrain mastSaída aquecida por onde alguns aviões descartam em voo a água das pias, projetada para não acumular gelo.
- MatrizMatrixResina que une as fibras de um compósito e dá forma à peça depois da cura. Em avião, a epóxi é a mais usada.
- Matriz de avaliação da condição da pistaRCAMRunway Condition Assessment MatrixTabela que associa a descrição da superfície de cada terço a um código de 6 a 0 e descreve a desaceleração, o controle direcional e a frenagem esperados.
- Matriz de riscoRisk matrixQuadro que cruza probabilidade e severidade para classificar o risco em alto, sério, médio ou baixo e orientar a decisão de ir ou não ir.
- MatrículaRegistration marksIdentificação da aeronave no registro, formada pela marca de nacionalidade e pelas letras de registro, pintada na fuselagem.
- Medidor de cargaLoadmeterInstrumento com escala a partir de zero que mostra quanto da capacidade do alternador ou do gerador está sendo usada.
- Meia barbelaHalf barbTraço com metade do comprimento da barbela, na haste do símbolo de vento, que vale 5 kt.
- Meia-vidaHalf-lifeTempo que o organismo leva para eliminar metade de um medicamento. Meia-vida longa significa remédio que fica mais tempo no corpo e efeito colateral que dura mais.
- Melhor potênciaBest power mixtureFaixa de mistura, de 0,0725 a 0,080 kg de combustível por quilo de ar, em que o motor entrega praticamente a potência máxima. Fica do lado rico do pico de EGT.
- Menor razão de descidaMinimum sinkCondição de planeio com a menor perda de altura por segundo, na velocidade de potência mínima. Dá mais tempo no ar e menos distância que o melhor planeio.
- Mensagem de atrasoDLADelay messageMensagem que informa nova EOBT quando a partida vai atrasar.
- Mensagem de cancelamentoCNLCancellation messageMensagem que cancela o plano apresentado.
- Mensagem de modificaçãoCHGModification messageMensagem que altera dados do plano apresentado, como nível, rota, equipamento ou alternativa.
- Mensagem de posiçãoPosition reportNotificação padronizada que a aeronave em voo transmite ao órgão ATS responsável pelo espaço aéreo, com identificação, posição, hora, nível, próxima posição com estimado e próximo ponto significativo.
- Mentalidade fixaMindsetIncapacidade de reconhecer as mudanças de uma situação e de lidar com elas; o plano continua o mesmo quando a situação já mudou.
- MercatorMercator projectionProjeção cilíndrica conforme em que a reta é uma linha de rumo constante e a escala cresce com a latitude.
- Mergulho em espiralSpiral diveCurva descendente cada vez mais fechada, com a velocidade subindo e sem estol. Não confundir com o parafuso, que é um estol em autorrotação.
- MeridianoMeridianSemicírculo que vai de um polo ao outro. Todos os seus pontos têm a mesma longitude.
- Meridiano de GreenwichPrime meridianMeridiano que passa por Greenwich, na Inglaterra, adotado como origem da longitude (0°) e referência do UTC.
- MesaSpar capParte de cima ou de baixo de uma longarina em viga em I.
- MesopausaMesopauseTopo da mesosfera, a cerca de 85 km. Região mais fria da atmosfera, com temperatura que chega perto de −100 °C.
- MesosferaMesosphereCamada acima da estratopausa, até cerca de 85 km, em que a temperatura cai com a altitude.
- MetalizaçãoBondingLigação elétrica entre as peças metálicas e a estrutura do avião, que cria um caminho contínuo para correntes como a de um raio.
- MicroburstMicroburstDownburst pequeno e curto, com menos de 2,5 milhas de diâmetro e de 5 a 15 minutos de vida. A forma mais severa de tesoura de vento.
- Microburst (microrrajada)MBSTMicroburstDownburst pequeno e curto que se espalha em todas as direções ao chegar ao chão. É o tipo mais severo de windshear; o DECEA o chama de microrrajada.
- Microburst secoDry microburstMicroburst em que a precipitação evapora no ar seco abaixo da base, de modo que os únicos sinais podem ser a virga e um anel de poeira no chão.
- MicrossonoMicrosleepLapso involuntário de sono, de alguns segundos a alguns minutos, em que o cérebro deixa de processar o que vê e ouve. Aparece com fadiga avançada.
- Milha náuticaNMNautical mileUnidade de distância da navegação, fixada pela ICAO em 1.852 m. Corresponde a um minuto de latitude.
- Miopia de campo vazioEmpty-field myopiaRelaxamento do foco do olho a 3 a 9 m quando não há nada para fixar no céu, como acima de nuvens ou na névoa. O piloto olha sem enxergar o que está longe.
- MisturaFuel-air mixtureCombinação de combustível e ar queimada no cilindro, expressa como a proporção entre o peso do combustível e o peso do ar.
- Mistura pobreLean mixtureMistura sem combustível suficiente para consumir todo o oxigênio presente.
- Mistura quimicamente corretaStoichiometric mixtureRazão em que todo o combustível encontra o oxigênio exato para queimar: 0,067 kg de gasolina por quilo de ar, ou 1 para 15.
- Mistura ricaRich mixtureMistura com mais combustível do que o oxigênio presente consegue queimar.
- Modelo 3P3PPerceive, Process, PerformCiclo contínuo de três passos: perceber os perigos, processar se eles constituem risco e executar a ação para eliminá-los ou reduzi-los.
- Modelo DECIDEDECIDEDetect, Estimate, Choose, Identify, Do, EvaluateSequência de seis passos para decidir diante de uma mudança: detectar, estimar, escolher, identificar, fazer e avaliar.
- Modelo mentalMental modelRepresentação da situação que o piloto monta na cabeça a partir dos três níveis da consciência situacional.
- ModoAutoflight modeO que o piloto automático deve manter ou buscar num eixo: uma proa, uma altitude, a rota programada, a trajetória de aproximação.
- Modo AMode AModo em que o transponder responde só com o código.
- Modo ALTALTAltitude hold modeModo vertical que mantém a altitude barométrica do instante em que foi acionado, ou a altitude capturada.
- Modo APRAPRApproach modeModo do piloto automático que segue o curso com a precisão de aproximação e permite acompanhar a rampa de planeio.
- Modo CMode CModo em que o transponder responde com a altitude de pressão, em degraus de 100 pés. Funciona junto com o modo A.
- Modo HDGHDGHeading modeModo lateral em que o piloto automático voa a proa marcada no cursor de proa e ignora a rota programada.
- Modo NAVNAVNavigation modeModo lateral em que o piloto automático mantém centrada a barra do CDI, seguindo a fonte de navegação selecionada. Não controla a altitude.
- Modo OBSNonsequencing mode (OBS, SUSP, HOLD)Modo do navegador sem sequenciamento, também chamado SUSP ou HOLD, em que o waypoint ativo permanece ativo e o piloto escolhe o curso para ele ou a partir dele.
- Modo SMode SModo que acrescenta ao código e à altitude a identificação da aeronave e um endereço único de 24 bits, e serve de enlace de dados.
- Modo VSVSVertical speed modeModo vertical que mantém uma razão de subida ou de descida escolhida, sem parar sozinho em nenhuma altitude.
- Modo armadoArmed modeModo preparado para entrar sozinho quando uma condição for atingida, como chegar ao curso, à rampa ou à altitude selecionada. Enquanto isso não comanda nada.
- Modo ativoEngaged modeModo do piloto automático que está comandando o avião naquele momento.
- Modo do transponderSSR modeLetra que designa o tipo de interrogação, pelo espaçamento dos pulsos, e com ele o conteúdo da resposta. No controle civil: A, C e S.
- Modo lateralLateral modeModo do piloto automático que define o que ele segue na horizontal, comandando a inclinação.
- Modo reversionárioReversionary mode, faildownCapacidade de mostrar numa tela o que normalmente aparece na outra; se o PFD falha, o MFD passa a mostrar os instrumentos de voo.
- Modo verticalVertical modeModo do piloto automático que define o que ele segue na vertical, comandando a arfagem.
- Modos do transponderTransponder modes (A, C, S)Formas de resposta do transponder. No modo A vai só o código; no modo C, o código e a altitude de pressão, em degraus de 100 pés; o modo S também transmite a altitude de pressão.
- Mola do governadorSpeeder springMola que empurra contra os pesos centrífugos. A manete de hélice muda a força dela e, com isso, a rotação selecionada.
- MomentoMomentTendência de uma força fazer o avião girar em torno do CG. É a força multiplicada pelo braço.
- Momento de torção aerodinâmicoAerodynamic twisting momentTendência da pá em giro de girar para um ângulo maior; menor que o momento de torção centrífugo.
- Momento de torção centrífugoCentrifugal twisting momentTendência da pá em giro de girar em torno do próprio eixo para um ângulo menor. Leva a pá ao passo mínimo quando nada se opõe.
- MonitoramentoPMMonitoringAcompanhamento ativo da trajetória, dos sistemas e dos modos da automação, com verificação cruzada das ações do outro piloto.
- Monitoramento e alerta de performance a bordoOBPMAOn-board performance monitoring and alertingCapacidade do sistema de navegação de acompanhar a performance que está conseguindo e de indicar ao piloto se o requisito da operação está sendo atendido.
- MonocoqueMonocoqueConstrução em que o próprio revestimento carrega quase todos os esforços; por dentro há só cavernas e anteparos que dão a forma, sem longarinas.
- MonomotorSingle-engineAvião com um motor só. No RBAC 61, classe avião monomotor terrestre, ou hidroavião ou anfíbio monomotor.
- Monomotor a pistãoSingle-engine piston airplaneAvião de um só motor, com cilindros e pistões que giram o virabrequim e a hélice. É o avião leve da instrução e do voo particular.
- MonoplanoMonoplaneAvião com um só par de asas.
- MontanteWing strutEscora externa que liga a asa à parte de baixo da fuselagem e leva até ela parte das cargas de voo e de pouso. Asa com montante é semicantiléver.
- Monóxido de carbonoCOCarbon monoxideGás sem cor e sem cheiro produzido pela combustão, presente nos gases do escapamento e no cigarro. Reduz a capacidade do sangue de levar oxigênio.
- MotorEngineGira a hélice e também aciona o alternador ou gerador; em alguns aviões aciona a bomba de vácuo dos instrumentos e, na maioria dos monomotores, é a fonte de aquecimento da cabine.
- Motor a jatoTurbojet, jet engineMotor que comprime o ar, queima combustível e lança os gases para trás em alta velocidade, obtendo tração da reação.
- Motor a pistãoReciprocating engineMotor em que a queima da mistura dentro de cilindros empurra pistões ligados ao virabrequim, que gira a hélice. Na maioria dos aviões leves, trabalha em quatro tempos e queima gasolina de aviação.
- Motor a turbinaTurbine engineMotor com compressor, câmara de combustão, turbina e escapamento, em funcionamento contínuo. Pode ser turbojato, turbofan, turboélice ou turboeixo.
- Motor aspiradoNormally aspirated engineMotor sem compressor nem turbocompressor, que admite o ar só pela pressão atmosférica. A pressão de admissão não passa da ambiente, e a potência cai com a altitude.
- Motor críticoCritical engineMotor cuja falha mais compromete o controle direcional do multimotor. No bimotor com as duas hélices girando no sentido horário vistas da cabine, o esquerdo.
- Motor de partidaStarterMotor elétrico que gira o motor do avião até ele pegar. Funciona só com a chave mantida em START.
- Motor horizontal opostoHorizontally opposed engineMotor com os cilindros dos dois lados do cárter, cada um oposto a outro, sempre em número par. É o mais usado nos aviões pequenos.
- Motor inoperanteOEIInoperative engineMotor que parou ou deixou de produzir potência num voo. OEI (one engine inoperative) indica o voo de um multimotor com um motor nessa condição.
- Motor turboalimentadoTurbocharged engineMotor a pistão com compressor acionado pelos gases do escapamento, que comprime o ar antes da admissão.
- Movimento relativoRelative motionDeslocamento aparente de um tráfego no para-brisa. Tráfego sem movimento relativo e crescendo está em rota de colisão.
- Mudança de destino (diversion)DiversionPouso em aeródromo diferente do destino original, por motivo fora do controle do piloto ou da empresa.
- MulticaminhoMultipathErro causado pelo sinal do satélite que chega ao receptor depois de refletido em alguma superfície.
- MultilateraçãoMLATMultilaterationSistema que calcula a posição da aeronave pela diferença no tempo de chegada do sinal do transponder a várias antenas no solo.
- MultimotorMultiengineAvião com mais de um motor, como o bimotor e o quadrimotor. No RBAC 61, classe avião multimotor terrestre, ou hidroavião ou anfíbio multimotor.
- Multiplicador de riscoRisk multiplierNa lista de verificação de risco de CFIT, valor ligado ao tipo de operação, à região, à noite e ao IMC e à tripulação. Os escolhidos são somados, e a soma multiplica os fatores do destino.
- Máscara de colocação rápidaQuick-donning oxygen maskMáscara de oxigênio de tripulante que pode ser tirada do receptáculo e posta no rosto, ajustada e fornecendo oxigênio, em 5 segundos e com uma só mão.
- Médico examinadorAMEAviation medical examinerMédico ou clínica credenciados pela ANAC (ou médico cadastrado, para a 4ª classe) que fazem o exame de saúde pericial do CMA. É quem o piloto consulta na dúvida sobre doença ou remédio.
- Método de controle e desempenhoControl and performance methodMétodo de voo por atitude em que o piloto estabelece atitude e potência nos instrumentos de controle e confere o resultado nos de desempenho. Resumido em atitude mais potência igual a desempenho.
- Mês baseBase monthMês de vencimento de referência da habilitação. É mantido quando o exame de revalidação é feito dentro da janela de 30 dias antes do início a 30 dias depois do fim desse mês.
- Mínimo de aeródromoAerodrome take-off minimumMínimo de decolagem definido por critério único no AD 1.1, só em visibilidade ou RVR e sem teto. No monomotor é a visibilidade da IAC; no multimotor sai das tabelas, conforme as marcas, as luzes e os sensores de RVR da pista. Vale para toda SID sem mínimos próprios.
- Mínimo de separaçãoSeparation minimumMenor separação aceita para uma situação. Nenhuma autorização pode reduzir a distância entre duas aeronaves abaixo dele.
- Mínimos de SIDSID minimaTeto e visibilidade publicados numa SID quando um obstáculo perto da pista precisa ser visto e evitado. Podem incluir altitude ou fixo até onde manter VMC ou referências visuais. Prevalecem sobre os mínimos de aeródromo para quem voa essa SID.
- Mínimos de decolagemTake-off minimaMenores valores de visibilidade ou RVR, e em algumas saídas também de teto, com que uma decolagem IFR pode começar. No Brasil, publicados no AIP Brasil (AD 1.1) e nas cartas SID.
- Mínimos de planejamentoPlanning minimaValores que a previsão para a alternativa precisa atender no planejamento do RBAC 135, com margem sobre os mínimos operacionais quando a ANAC exigir.
- Mínimos de pousoLanding minimaDA ou MDA e visibilidade ou RVR mínima de um procedimento de aproximação, publicados na IAC por categoria de aeronave. Desde a revisão de 2018, sem exigência de teto.
- Mínimos operacionais de aeródromoAerodrome operating minimaLimites de uso de um aeródromo para decolagem e pouso, expressos em visibilidade ou RVR e, no pouso por instrumentos, em DA/H ou MDA/H.
- Mínimos pessoaisPersonal minimumsLimites que cada piloto fixa para si, mais restritivos que os do regulamento, conforme a experiência e a proficiência atuais.
N
- N1N1Low pressure rotor speedRotação do compressor de baixa pressão, em porcentagem da rotação de projeto. Um dos parâmetros usados para ajustar a tração.
- NACANACANational Advisory Committee for AeronauticsComitê Consultivo Nacional de Aeronáutica dos Estados Unidos, criado em 1915 para pesquisa aeronáutica. Passou suas operações à NASA em 1º de outubro de 1958.
- NCDNCDNo cloud detectedNenhuma nuvem detectada. Usada no boletim automático quando o sensor não encontra nuvem.
- NDBNDBNon-directional beaconRadiofarol não direcional. Estação em baixa e média frequência que transmite o mesmo sinal em todas as direções; usada com o ADF de bordo.
- NOTAMNOTAMNotice to AirmenAviso distribuído por telecomunicações sobre criação, condição ou modificação de instalação, serviço, procedimento ou perigo, cujo conhecimento a tempo é essencial para o voo.
- NOTAM iniciadorTrigger NOTAMNOTAM que avisa a entrada em vigor de uma emenda AIRAC ou de um Suplemento AIP, com número, data de efetivação e resumo. No AIRAC, é expedido com pelo menos 28 dias de antecedência, de preferência na data de publicação; o campo B é a data de entrada em vigor e, em regra, o campo C fica 14 dias depois. Usa TT como quarta e quinta letras do código.
- NSCNSCNil significant cloudNenhuma nuvem de significado operacional, sem restrição de visibilidade vertical, quando o CAVOK não pode ser usado.
- NSWNSWNil significant weatherAbreviatura que substitui o grupo de tempo significativo para indicar o fim de um fenômeno previsto antes. Usada no TAF e na tendência.
- NaceleNacelleCarenagem que envolve um motor montado fora da fuselagem, como na asa.
- Navegador GPS de painelPanel-mounted GPS navigatorEquipamento fixo no painel que junta um receptor GPS, uma base de dados de navegação e um computador para planejar e seguir a rota de um ponto a outro.
- Navegação aéreaAir navigationCondução da aeronave de um ponto a outro acompanhando a posição durante o voo. Inclui o planejamento no solo: rota, pontos de referência, distâncias, meteorologia, tempo, proa e combustível.
- Navegação baseada em performancePBNPerformance-based navigationNavegação de área com requisitos de performance definidos para uma rota ATS, um procedimento de aproximação ou um espaço aéreo. A ANAC usa o nome navegação baseada em desempenho.
- Navegação de áreaRNAVArea navigationMétodo que permite voar qualquer trajetória desejada dentro da cobertura dos auxílios no solo ou no espaço, ou dentro dos limites dos equipamentos autônomos de bordo, ou com uma combinação dos dois.
- Navegação de área (RNAV)RNAVArea navigationMétodo de navegação que permite voar qualquer trajetória desejada dentro da cobertura dos auxílios ou dos limites dos equipamentos autônomos de bordo, ou com os dois combinados.
- Navegação estimadaDRDead reckoningCálculo da posição a partir de um ponto conhecido, com proa, velocidade, tempo decorrido e vento. O erro se acumula até a próxima confirmação da posição.
- Navegação inercialInertial navigationNavegação com a posição calculada a bordo por giroscópios e acelerômetros que medem os movimentos do próprio avião, sem sinal externo. A precisão cai com o tempo.
- Navegação por contatoPilotageMétodo em que a posição sai da comparação entre o terreno visto e a carta. Depende de visibilidade e de referências marcantes no chão.
- Navegação por satéliteSatellite navigationNavegação com a posição calculada por um receptor a bordo a partir dos sinais de uma constelação de satélites.
- Navegação vertical barométricaBaro-VNAVBarometric vertical navigationFunção de sistemas RNAV que mostra ao piloto uma trajetória vertical calculada a partir da altitude barométrica, normalmente num ângulo de 3°. Na aproximação, dá um procedimento APV, com DA/H.
- Negativo (negative)NegativeNão; não autorizado; não está correto. Também é a palavra com que o controlador abre a correção de um cotejamento errado.
- NervuraRibPeça transversal da asa que dá o formato do perfil e passa às longarinas a carga que vem do revestimento e dos reforçadores.
- Net flight pathNet takeoff flight pathTrajetória líquida de decolagem: a gross reduzida em 0,8%, 0,9% ou 1,0% de gradiente, conforme o número de motores. É a usada na análise de obstáculos.
- NevoeiroFGFogNuvem em contato com o solo; na prática, um stratus que chega até o chão.
- Nevoeiro congelanteFZFGFreezing fogNevoeiro formado principalmente por gotas d'água abaixo de 0 °C, depositando escarcha ou não.
- Nevoeiro de advecçãoAdvection fogNevoeiro formado quando o vento leva ar úmido sobre uma superfície mais fria. Típico do litoral, extenso, persistente e independente do horário.
- Nevoeiro de evaporaçãoSteam fogNevoeiro de vapor: ar muito frio sobre água bem mais quente recebe vapor até saturar. Raso, em ar instável.
- Nevoeiro de radiaçãoRadiation fogNevoeiro formado sobre terra, à noite, pelo resfriamento do chão sob céu limpo e vento fraco. Dissipa depois do nascer do sol.
- Nevoeiro frontalFrontal fogNevoeiro formado quando a precipitação que cai do ar quente evapora no ar frio de baixo e o satura.
- Nevoeiro orográficoUpslope fogNevoeiro de encosta, formado pelo ar úmido e estável que esfria ao ser empurrado pelo vento terreno acima.
- NgNgGas generator speedRotação do gerador de gás, em porcentagem da rotação de referência. No PT6 também chamada de N1.
- NimbostratusNsNimbostratusCamada cinza escura e espessa que esconde o sol e dá chuva ou neve contínua. Sem relâmpago, trovão ou granizo; gelo sério perto de 0 °C.
- Nome-códigoName-code designatorNome de cinco letras dado ao ponto significativo que não está na posição de um auxílio. A lista brasileira está na AIP, ENR 4.4.
- Norte magnéticoNMMagnetic northDireção para onde aponta um ímã livre para girar no plano horizontal, seguindo o campo magnético da Terra no lugar.
- Norte verdadeiroTrue northDireção do Polo Norte geográfico, ao longo do meridiano do lugar. Referência dos rumos verdadeiros e das cartas aeronáuticas.
- Nova autorização (hora de)EFCExpect further clearanceHora, dada na autorização de espera, em que o controle prevê emitir a próxima autorização. Não autoriza a saída do fixo.
- NpNpPropeller speedRotação da hélice, em rpm, mantida pelo governador na faixa alfa.
- Nuvem de desenvolvimento verticalVertical developmentNuvem com base no estágio baixo e topo que sobe pelos estágios médio e alto. Na prática, cumulus e cumulonimbus.
- Nuvem de significado operacionalCloud of operational significanceNuvem com base abaixo de 5.000 pés (1.500 m) ou abaixo da maior altitude mínima de setor, o que for maior, e qualquer CB ou TCU.
- Nuvem lenticularACSLAltocumulus standing lenticularNuvem lisa, em forma de lente, parada na crista de uma onda de montanha enquanto o vento passa através dela.
- Nuvem prateleiraShelf cloudNuvem baixa, horizontal e em forma de cunha, presa à base da trovoada na frente de rajada. Marca o topo da zona de turbulência extrema.
- Nuvem roloRoll cloudNuvem baixa e horizontal em forma de tubo, solta da base da trovoada, na frente de rajada. Marca o topo da zona de turbulência extrema.
- Névoa secaHZHazePartículas secas suspensas no ar que reduzem a visibilidade e os contrastes. Faz a pista parecer mais distante.
- Névoa úmidaBRMistGotículas ou cristais de gelo reduzindo a visibilidade para 1.000 a 5.000 m, com o ar perto da saturação.
- Nível de automaçãoLevel of automationQuanto do voo está entregue aos sistemas automáticos, do voo totalmente manual ao totalmente automatizado. É escolhido conforme a situação e a carga do momento.
- Nível de condensação por levantamentoLCLLifted condensation levelAltura em que o ar da superfície, ao subir, chega à saturação. Estimado pelo spread: cerca de 1.000 pés para cada 2,5 °C.
- Nível de congelamentoFZLVLFreezing levelAltitude em que a temperatura do ar chega a 0 °C. Com inversão de temperatura, pode haver mais de um.
- Nível de convecção livreLFCLevel of free convectionNível em que a parcela saturada, levantada a partir da superfície, fica mais quente que o ambiente e passa a subir sozinha.
- Nível de transiçãoTLTransition levelO nível de voo mais baixo que pode ser usado acima da altitude de transição. Muda com o QNH e sai da tabela da AIP Brasil, ENR 1.7: é definido pelo controle ou, quando só há serviço de informação de voo, pelo piloto. Na descida, é onde se passa para o QNH.
- Nível de vooFLFlight levelSuperfície de pressão constante, referida a 1013,2 hPa (29,92 inHg), expressa em centenas de pés. Escrito com três algarismos, como FL350.
- Nível mínimo IFR da rotaMinimum IFR levelNível mais baixo em que o voo IFR pode seguir fora de aerovia; é calculado pelo piloto em comando, de acordo com os procedimentos previstos.
- Nível mínimo de aeroviaMEAMinimum enroute altitudeNível de voo fixado para cada trecho de aerovia e publicado na ENRC; é a MEA do trecho.
- Nível mínimo de esperaMinimum holding levelNível da tabela de níveis IFR imediatamente acima do nível de transição.
- Nível mínimo de vooMinimum flight levelNome com que a ENRC do DECEA mostra, sobre cada segmento, o menor nível utilizável na rota. Corresponde à coluna MEA das tabelas da AIP ENR 3.
- NóktKnotUnidade de velocidade igual a uma milha náutica por hora.
- Núcleo supraquiasmáticoSuprachiasmatic nucleusRegião do hipotálamo, acima do cruzamento dos nervos ópticos, onde fica o relógio biológico. Recebe da retina a informação de luz.
- Núcleos de condensaçãoCondensation nucleiPartículas minúsculas suspensas no ar, como poeira, sal marinho e fumaça, sobre as quais o vapor condensa e onde se formam as gotículas.
- Número MachMach numberVelocidade verdadeira da aeronave dividida pela velocidade do som no ar em volta dela. Na fonia, a vírgula do número Mach é falada "ponto" (point).
- Número de MachMMach numberRazão entre a velocidade verdadeira e a velocidade do som no ar em volta do avião. Detalhado na TV-3.01.
- Número de classificação de aeronaveACNAircraft classification numberÍndice da aeronave no método ACN-PCN, anterior ao ACR-PCR. Compara-se só com o PCN.
- Número de classificação do pavimentoPCNPavement classification numberÍndice do pavimento no método ACN-PCN. Não tem conversão para o PCR e se compara só com o ACN.
- Número de códigoAerodrome reference code numberPrimeiro elemento do código de referência do aeródromo, de 1 a 4, tirado do comprimento básico de pista do avião mais exigente que a pista atende.
O
- OACIOACI (ICAO)International Civil Aviation OrganizationOrganização de Aviação Civil Internacional, agência que existe desde 4 de abril de 1947 e reúne 193 Estados. Publica os Anexos com as normas e práticas recomendadas.
- OBSOBSOmnibearing selectorBotão do indicador de VOR que seleciona o curso, mostrado sob o índice ou numa janela.
- OCA e OCHOCA/OCHObstacle clearance altitude/heightMenor altitude, ou altura acima da cabeceira ou do aeródromo, que cumpre os critérios de liberação de obstáculos do procedimento.
- OCA/HOCA/HObstacle clearance altitude/heightMenor altitude, ou menor altura acima da cabeceira ou do aeródromo, que cumpre o critério de separação de obstáculos. No Brasil, a MDA publicada é a OCA arredondada para o múltiplo de 10 superior.
- OCHOCHObstacle clearance heightAltura de liberação de obstáculo: a menor altura sobre a elevação da cabeceira ou do aeródromo que atende ao critério de separação de obstáculos. Em altitude, OCA; a MDA é a OCA arredondada para o múltiplo superior de 10 ft.
- OEIOEIOne engine inoperativeCondição de voo de um multimotor com um motor parado ou sem potência.
- OPMETOPMETOperational meteorological informationConjunto das mensagens meteorológicas operacionais de observação e de previsão, confeccionadas, transmitidas e armazenadas pelo sistema OPMET e guardadas no banco OPMET.
- OROCAOROCAOff-route obstruction clearance altitudeAltitude fora de rota das cartas da FAA: margem de 1.000 pés, 2.000 pés em área montanhosa designada e 3.000 pés fora da ADIZ dos EUA, sem avaliação de sinal, vigilância ou comunicação.
- OVCOVCOvercastCéu encoberto: camada que cobre os 8 oitavos do céu. Forma teto.
- Objeto frangívelFrangible objectObjeto de pouca massa projetado para quebrar, deformar ou ceder com o impacto, para ser menos perigoso para a aeronave.
- Obstáculo de controleControlling obstacleObstáculo que determina uma altitude mínima ou a OCA/H de um segmento. Sempre aparece na vista em planta.
- OcasionalOccasionalTermo de duração do relato de turbulência: ocorreu em menos de um terço do tempo no trecho voado.
- Ocorrência aeronáuticaAeronautical occurrenceEvento com aeronave que pode ser classificado como acidente, incidente grave, incidente ou ocorrência de solo.
- Ocorrência anormalAbnormal occurrenceFalha de sistema ou componente que não afeta a segurança e só exige correção técnica. Não é ocorrência aeronáutica e não é investigada pelo SIPAER.
- Ocorrência de soloGround occurrenceDano à aeronave ou lesão causados pelos serviços de rampa, com a aeronave no chão e sem participação da operação dela.
- OfuscamentoGlarePerda de visão por excesso de luz, direta ou refletida. Causa olhos apertados, lacrimejamento e cegueira temporária.
- OitavoOktaCada uma das oito partes em que se divide o céu para medir a quantidade de nuvens de uma camada.
- OmissãoOmissionErro de cheque cruzado em que um instrumento fica fora da varredura, em geral por não antecipar o que ele deve mostrar depois de uma mudança de atitude.
- Onda celesteSky waveParte da onda de rádio desviada pela ionosfera de volta ao chão, longe da antena. Muda com o dia e a noite e com a atividade solar; não serve para navegar.
- Onda de choqueShock waveCamada muito fina em que pressão, temperatura e densidade do ar mudam quase instantaneamente. Sobre a asa, marca a volta do ar supersônico para subsônico.
- Onda de choque normalNormal shock waveOnda de choque perpendicular ao escoamento. Atrás dela o ar é subsônico, com pressão estática e densidade maiores, pressão total menor e a mesma direção.
- Onda de montanhaMountain waveOscilação do ar que passa sobre uma serra com vento forte e ar estável, com correntes de subida e de descida a sotavento.
- Onda frontalWave cycloneBaixa pressão que se forma sobre uma frente e anda ao longo dela. Principal produtora de tempo nas latitudes médias.
- Onda terrestreGround waveParte da onda de rádio que acompanha a superfície da Terra. Vai mais longe quanto mais baixa a frequência e tem caminho estável, por isso é a parte usada para navegar com o NDB.
- Ondas aprisionadasTrapped lee wavesOndas de montanha que ficam nos níveis baixos e se repetem a sotavento, sem subir muito. Favorecidas por vento que aumenta com a altura, ar muito estável e serra estreita.
- Operação 2D2DTwo-dimensional (2D) instrument approach operationOperação de aproximação por instrumentos com uso apenas de guia de navegação lateral. O mínimo é uma MDA/H.
- Operação 3D3DThree-dimensional (3D) instrument approach operationOperação de aproximação por instrumentos com uso de guia de navegação lateral e vertical. O mínimo é uma DA/H.
- Operação Tipo AType A instrument approach operationOperação de aproximação por instrumentos com MDH ou DH de 75 m (250 ft) ou mais.
- Operação Tipo BType B instrument approach operationOperação de aproximação por instrumentos com DH abaixo de 75 m (250 ft). Só procedimento de precisão a atende.
- Operação aeroagrícolaAgricultural aircraft operationOperação aérea para proteger ou estimular a agricultura, como a aplicação de fertilizantes, sementes e defensivos. Regida pelo RBAC 137.
- Operação de aproximação 2D2D instrument approach operationAproximação por instrumentos com guia de navegação só lateral. Seu limite vertical é a MDA/H.
- Operação de aproximação 3D3D instrument approach operationAproximação por instrumentos com guia de navegação lateral e vertical. Seu limite vertical é a DA/H.
- Operação de aproximação por instrumentosInstrument approach operationAproximação e pouso usando instrumentos para a orientação de navegação, com base num procedimento de aproximação. Classificada pela guia (2D ou 3D) e pelo mínimo (Tipo A ou Tipo B).
- Operação de aviação geralGeneral aviation operationOperação de aeronave que não é serviço de transporte aéreo nem serviço aéreo especializado. Segue o RBAC 91.
- Operação mistaMixed operationsArranjo de pistas paralelas em que as duas recebem chegadas e saídas misturadas.
- Operação não regularNon-scheduled operationOperação de serviço de transporte aéreo que não se encaixa na definição de operação regular. Também chamada de não agendada.
- Operação regularScheduled operationOperação de serviço de transporte aéreo com horário, local de partida e destino definidos e ofertados antes pela empresa, por um representante ou por quem vende as passagens. Também chamada de agendada.
- Operação semimistaSemi-mixed operationsArranjo de pistas paralelas em que uma pista é usada só para decolagens e a outra recebe chegadas e saídas misturadas.
- Operação simultâneaSimultaneous operationsUso de duas pistas paralelas ou quase paralelas ao mesmo tempo, com pousos ou decolagens em paralelo, nas condições do capítulo VII da ICA 100-37.
- Operações paralelas segregadasSegregated parallel operationsOperação simultânea em que uma pista é usada só para aproximações e a outra só para decolagens. Exige 760 m entre eixos e saída divergindo pelo menos 30° da arremetida vizinha.
- Ordem de igniçãoFiring orderSequência em que os cilindros recebem a centelha, escolhida para que os tempos motores se alternem ao longo das duas voltas do virabrequim.
- Orifício calibradoCalibrated leak, restricted orificePassagem estreita que liga a caixa do climb à linha estática e deixa a pressão da caixa mudar devagar. É o que cria a diferença medida pelo instrumento.
- OrtodromiaGreat circle routeRota que segue o círculo máximo entre dois pontos. É a mais curta, e o rumo verdadeiro muda ao longo dela.
- OscilaçãoOscillation errorVaivém da rosa da bússola que soma os demais erros em ar turbulento ou com correções de voo. Para ajustar o giro, vale a média.
- Oscilação induzida pelo pilotoPIOPilot induced oscillationOscilação mantida ou aumentada pelas correções do próprio piloto, quando o atraso entre perceber e comandar faz o comando acompanhar o movimento em vez de freá-lo.
- OtólitosOtolith organsUtrículo e sáculo, órgãos do ouvido interno com uma membrana carregada de cristais. Percebem gravidade e aceleração linear, sem distinguir uma da outra.
- Ouvido médioMiddle earCavidade cheia de ar atrás do tímpano, ligada à garganta pela tuba auditiva.
- OverboostOverboostPressão de admissão acima do limite estabelecido para o motor. Pode causar dano sério e detonação.
- OverrunOverrunPassagem acidental do avião pelo fim da pista, num pouso ou numa decolagem interrompida.
- Overshooting topOvershooting topParte do topo de um cumulonimbus que passa da tropopausa e entra na baixa estratosfera.
- OzônioO₃OzoneMolécula de três átomos de oxigênio, formada na estratosfera pela absorção de radiação ultravioleta. Essa absorção aquece a camada.
- Órbita DMEDME holdingEspera com fixo definido por radial e distância DME e pernas medidas em milhas; o fim da perna de afastamento é a distância publicada ou dada pelo controle.
- Órbita RNAVRNAV holdingEspera sobre um waypoint, com guia lateral do sistema de navegação de área. Mantém o projeto, os setores, as velocidades e os tempos da espera convencional.
- Órgão ATSATSAir traffic services unitUnidade que presta serviço de tráfego aéreo: torre de controle, controle de aproximação, centro de controle de área, estação de rádio e outras.
- Órgão de controle de tráfego aéreoAir traffic control unitNome genérico da torre de controle de aeródromo, do controle de aproximação e do centro de controle de área.
P
- PAN PANPan-panSinal radiotelefônico de urgência, escrito "PAN, PAN" no MCA 100-16, dito de preferência três vezes e seguido da natureza da urgência.
- PANS-OPSPANS-OPSICAO PANS-OPSProcedimentos para os Serviços de Navegação Aérea, Operação de Aeronaves, Doc 8168 da OACI, em três volumes. O critério de construção está no Volume II. É o critério adotado no Brasil, com as diferenças da GEN 1.7.
- PAPIPAPIPrecision approach path indicatorPrecision approach path indicator. Barra de quatro unidades de luz transversal à pista, do lado esquerdo. Na rampa, duas brancas (de fora) e duas vermelhas (junto à pista); cinco leituras ao todo.
- PAVEPAVEPilot, Aircraft, enVironment, External pressuresLista dos quatro grupos de perigo: piloto, avião, ambiente e pressões externas.
- PDCPDCAircraft Parking/Docking ChartCarta de estacionamento. Detalha o trajeto do táxi até cada posição do pátio e dá as coordenadas das principais posições, usadas para iniciar os equipamentos de navegação.
- PF e PMPF, PMPilot flying, pilot monitoringPiloto que voa e piloto que monitora. O PM acompanha a trajetória e os parâmetros e faz os anúncios padronizados.
- PFDPFDPrimary flight displayTela principal de voo, que reúne os seis instrumentos básicos numa só tela.
- PHAKPHAKPilot's Handbook of Aeronautical KnowledgePilot's Handbook of Aeronautical Knowledge, FAA-H-8083-25C. Manual da FAA de conhecimentos teóricos do piloto.
- PIBPIBPre-flight Information BulletinBoletim de informação prévia ao voo: resumo dos NOTAM em vigor e de outras informações urgentes para a tripulação.
- PIREPPIREPPilot weather reportInforme meteorológico do piloto no sistema da FAA, regulado pelo AIM 7-1-18, nos tipos UA (rotina) e UUA (urgente). No Brasil, o informe equivalente é a aeronotificação.
- PROB30 e PROB40PROB30, PROB40ProbabilityGrupos com a probabilidade, de 30% ou 40%, de uma condição alternativa num intervalo. Seguidos de um intervalo ou de TEMPO e um intervalo.
- Padrão ARunway-holding position marking, pattern AMarca de posição de espera com duas linhas amarelas contínuas, do lado da espera, e duas tracejadas, do lado da pista.
- Padrão BRunway-holding position marking, pattern BMarca de posição de espera com duas linhas contínuas ligadas por traços transversais, usada nas posições mais afastadas de uma pista de precisão.
- Painel de serviçoLavatory service panelTampa na fuselagem com a válvula de dreno e a linha de enxágue e abastecimento do sistema do lavatório, onde fica o punho da válvula de despejo do tanque.
- Painel parcialPartial panelVoo por instrumentos sem parte deles, em geral sem o horizonte e o giro direcional depois de uma pane de vácuo.
- PancadaSHShowerPrecipitação que começa e para de repente e muda de intensidade depressa. Vem de nuvens cumuliformes.
- Pane secaFuel exhaustionParada do motor por não haver mais combustível utilizável a bordo.
- ParafrasearParaphraseDizer a mesma coisa com outras palavras, mais comuns ou mais curtas, quando a primeira forma não foi entendida ou quando falta a palavra exata.
- ParafusoSpinEstol agravado em autorrotação, com o avião descendo em trajetória de saca-rolhas. Exige ângulo crítico excedido em pelo menos uma asa e guinada ou glissada.
- Parafuso chatoFlat spinParafuso com atitude quase nivelada e eixo de giro perto do CG. Recuperação muito difícil ou impossível.
- Parafuso da morteGraveyard spinSensação de girar no sentido contrário logo após a recuperação de um parafuso, que leva o piloto de volta ao parafuso original.
- Parafuso desenvolvidoDeveloped spinParafuso com rotação, velocidade e razão de descida estabilizadas, em trajetória quase vertical.
- ParaleloParallel of latitudeCírculo da superfície com plano paralelo ao do equador. Todos os seus pontos têm a mesma latitude.
- Paralelo padrãoStandard parallelParalelo em que o cone da projeção de Lambert corta a esfera. Sobre ele, a escala da carta é exata.
- Parcela de arAir parcelPorção de ar imaginada como um bloco que sobe ou desce sem se misturar com o ar em volta. Usada para estudar o movimento vertical.
- Pareamento de frequênciasFrequency pairingCorrespondência fixa entre cada frequência de VOR ou de localizador e um canal de DME. Sintonizar o VOR ou o ILS seleciona o DME pareado.
- Parede de fogoFirewallDivisória de material resistente ao fogo entre o compartimento do motor e a cabine.
- Partida penduradaHung start, false startPartida em que o motor acende mas não acelera até a marcha lenta. Causas comuns: energia de partida insuficiente ou defeito no controle de combustível.
- Partida quenteHot startPartida em que a temperatura dos gases passa do limite. Causas comuns: excesso de combustível ou rotação insuficiente da turbina.
- Passageiro-quilômetro pagoRPKRevenue passenger kilometresMedida de demanda do transporte aéreo: um passageiro pagante transportado por um quilômetro. Serve para comparar o tamanho das empresas.
- Passeio do CGCG rangeFaixa entre o limite dianteiro e o traseiro do CG.
- Passo chatoFlat pitchÂngulo da pá em que a hélice não produz tração líquida.
- Passo efetivoEffective pitchAvanço real da hélice em uma volta: velocidade verdadeira dividida pelas rotações por segundo.
- Passo geométricoGeometric pitchAvanço teórico da hélice em uma volta, sem escorregar no ar: 2π × raio a 75% × tangente do ângulo da pá nessa estação.
- Passo máximoHigh pitchÂngulo da pá grande: mais resistência ao giro e rotação mais baixa para a mesma potência.
- Passo mínimoLow pitchÂngulo da pá pequeno: pouca resistência ao giro e rotação alta. Posição de partida e de decolagem.
- Passo reversoReverse pitchÂngulo da pá negativo, além do passo chato, que faz a hélice empurrar o ar para a frente e frear o avião. O motor continua girando no mesmo sentido.
- Pavimento flexívelFFlexible pavementPavimento com revestimento asfáltico na superfície. Letra F no segundo campo do código.
- Pavimento rígidoRRigid pavementPavimento com placa de concreto na superfície. Letra R no segundo campo do código.
- PedaisRudder pedalsComandos acionados pelos pés, interligados e de movimento oposto, que movem o leme de direção.
- Pelotas de geloPLIce pelletsPrecipitação de neve que derreteu em parte numa camada quente rasa e congelou de novo na camada fria de baixo. Sozinha, não é risco de gelo estrutural; informada no solo, pode indicar chuva congelante mais acima.
- PercepçãoPerceptionPrimeiro nível da consciência situacional: notar os elementos relevantes do voo e do ambiente.
- Perda auditiva induzida por ruídoNoise-induced hearing lossPerda permanente causada por anos de exposição a ruído forte. Começa por volta de 4.000 Hz, fora da faixa da conversa.
- Perda auditiva temporáriaTemporary threshold shiftRedução passageira da audição depois de ruído forte sem proteção. Costuma passar em algumas horas.
- Perda de controle em vooLOC-ILoss of control in flightSituação em que o avião sai da atitude e da velocidade pretendidas pelo piloto e ele não consegue recuperar.
- PerfilAirfoilForma da asa vista em corte, da frente para trás. Também chamado de aerofólio.
- Perfil aerodinâmicoAirfoilForma da seção de uma asa, pá de hélice ou estabilizador, vista num corte do bordo de ataque ao bordo de fuga. Também chamado aerofólio.
- Perfil assimétricoCambered airfoilPerfil curvado, com o extradorso mais curvo que o intradorso. Produz sustentação mesmo com ângulo de ataque zero.
- Perfil simétricoSymmetrical airfoilPerfil com extradorso e intradorso espelhados em relação à corda. Não produz sustentação com ângulo de ataque zero.
- Perfil supercríticoSupercritical airfoilPerfil de extradorso quase plano e bordo de fuga curvado para baixo, desenvolvido na NASA. Enfraquece a onda de choque e, em muitos casos, a desloca para trás, o que reduz o arrasto de onda.
- PerigoHazardCondição, evento ou circunstância, real ou percebida, capaz de levar a um acidente. Existe no presente, independentemente de quem voa.
- Perna (path terminator)Path terminatorTrecho de um procedimento descrito na base de dados por um código de duas letras: o tipo de trajetória e a forma como ela termina, como TF, DF, CF e RF.
- Perna RFRFRadius to fix legArco de raio constante em torno de um centro, terminando num fixo. Centro, raio e sentido ficam na base de dados, e voar a perna exige capacidade específica do sistema.
- Perna baseBase legTrecho perpendicular à pista, do lado da aproximação, entre a perna do vento e a reta final.
- Perna contra o ventoUpwind legTrajetória paralela à pista em uso, no sentido do pouso. Não confundir com a perna de saída, a reta depois da decolagem no prolongamento do eixo da pista.
- Perna de afastamentoOutbound legTrajetória paralela à perna de aproximação e no sentido contrário, do lado da espera. No Brasil, dura 1 minuto até o FL140 inclusive e 1 minuto e 30 segundos acima.
- Perna de aproximaçãoInbound legTrajetória retilínea do circuito que termina no fixo de espera, definida na carta ou na autorização por um rumo, uma radial ou uma marcação.
- Perna de travésCrosswind legTrecho perpendicular à pista, além do fim dela, no sentido da decolagem.
- Perna do ventoDownwind legTrecho paralelo à pista em uso, no sentido contrário ao do pouso.
- Período de ativaçãoActivity period, item DTempo em que o NOTAM produz efeito, contínuo ou dividido em janelas dentro do período de vigência, de B a C. As janelas vão no campo D.
- Período de validadePeriod of validityIntervalo coberto pelo TAF, escrito como dia e hora de início, barra, dia e hora de fim, em UTC. Pela ICAO, de 6 a 30 horas.
- PesoWeightForça com que a gravidade puxa o avião e tudo o que ele leva. Aponta sempre para o centro da Terra e diminui durante o voo, conforme o combustível é consumido.
- Peso aparenteApparent weightForça com que cada objeto a bordo pressiona o que o segura durante uma manobra: o peso multiplicado pelo fator de carga. A massa não muda.
- Peso de projeto para pousoDesign landing weightMaior peso considerado no cálculo estrutural do pouso com razão de descida limite de 10 pés por segundo.
- Peso de zero combustívelZFWZero fuel weightPeso do avião carregado sem o combustível utilizável.
- Peso limite de pistaRunway limit weight, field length limit weightMaior peso com que a decolagem cabe na pista disponível, numa dada posição de flape. Cresce com o flape.
- Peso limite de subida e de obstáculoClimb and obstacle limit weightMaior peso com que o avião cumpre a subida exigida e livra os obstáculos da trajetória. Diminui com o flape.
- Peso máximo de decolagemMTOWMaximum takeoff weightMaior peso permitido quando começa a corrida.
- Peso máximo de decolagem certificadoMTOMMaximum certificated take-off massLimite de peso de decolagem do tipo de aeronave, fixado na certificação. É o único critério das categorias de esteira; o peso real de cada decolagem não muda a categoria.
- Peso máximo de decolagem do vooMaximum allowable takeoff weightMenor peso entre todos os limites de performance e estruturais de um voo, numa pista e num dia determinados.
- Peso máximo de pousoMLWMaximum landing weightMaior peso permitido no toque. Quando é menor que o de decolagem, a diferença precisa ser consumida antes do pouso.
- Peso máximo de rampaMaximum ramp weightMaior peso permitido no pátio, contando o combustível que será gasto até o início da decolagem.
- Peso máximo de zero combustívelMZFWMaximum zero fuel weightMaior peso do avião carregado sem o combustível utilizável. Limita a carga paga.
- Peso máximo do porãoMaximum compartment weightMaior peso total aceito num compartimento de carga.
- Peso vazio básicoBEWBasic empty weightPeso vazio padrão somado aos opcionais e equipamentos especiais daquele avião. É a primeira linha de todo cálculo de peso e balanceamento.
- Peso vazio operacionalOEWOperational empty weightPeso vazio básico, ou peso vazio da frota, mais os itens operacionais. É a primeira linha da folha de balanceamento de um avião de linha.
- Peso vazio padrãoStandard empty weightPeso da estrutura, do motor e do equipamento operacional fixo, com lastro fixo, fluido hidráulico, óleo completo e combustível não utilizável.
- Pesos centrífugosFlyweightsMassas que giram dentro do governador e tendem a se abrir com força que cresce com a rotação. Posicionam a válvula piloto.
- Pico de EGTPeak EGTMáximo de temperatura dos gases de escapamento ao empobrecer a mistura. Fica na borda rica da faixa de economia.
- PilonarNose overTombar o avião para a frente sobre o nariz, em geral por frenagem forte ou terreno que segura as rodas.
- PilonePylonEstrutura que prende o motor à asa, deixando-o pendurado embaixo dela.
- Piloto automáticoAPAutopilotSistema que move os comandos do avião para seguir a proa, o curso, a altitude ou a razão vertical escolhidos. Na aviação geral, em geral nos eixos de rolagem e arfagem.
- Piloto em comandoPICPilot in commandO comandante. Responde pela operação da aeronave e tem a autoridade final sobre ela.
- Piloto em comando sob supervisãoPICUSPilot in command under supervisionSegundo em comando que, em avião de dois pilotos, cumpre as funções de comandante sob a supervisão de um comandante qualificado como instrutor de voo.
- Piloto examinador credenciadoCheck airmanPiloto da empresa aprovado pela ANAC para aplicar os exames descritos no seu documento de credenciamento.
- Piloto que monitoraPMPilot monitoringO piloto que acompanha trajetória, energia e sistemas, avisa desvios e intervém se preciso. Também acompanha as instruções do controle.
- Piloto que voaPFPilot flyingO piloto que controla a trajetória do avião num dado momento, no ar ou no solo, manualmente ou pelo piloto automático.
- PistaRWYRunwayÁrea retangular do aeródromo preparada para pousos e decolagens. Numerada pela direção magnética do eixo, em dezenas de graus.
- Pista contaminadaContaminated runwayPista com porção significativa da superfície em uso coberta por contaminante. Para a ANAC, 25% da faixa central de um terço com mais de 3 mm de água, ou com geada, gelo ou neve.
- Pista de aproximação de não precisãoNon-precision approach runwayPista habilitada para aproximação por instrumento de não precisão, com visibilidade de 1.000 m ou mais.
- Pista de aproximação de precisãoCAT I, II, IIIPrecision approach runwayPista habilitada para aproximação por instrumento de precisão. Divide-se nas Categorias I, II e III conforme a altura de decisão do procedimento.
- Pista de pouso e decolagemRWYRunwayÁrea retangular, definida num aeródromo em terra, preparada para pousos e decolagens.
- Pista de táxiTWYTaxiwayVia que liga as partes do aeródromo para o táxi das aeronaves.
- Pista de táxi de acesso ao estacionamentoAircraft stand taxilaneParte do pátio designada como pista de táxi só para chegar às posições de estacionamento.
- Pista de táxi de pátioApron taxiwayParte do sistema de pistas de táxi situada no pátio, para atravessá-lo de ponta a ponta. Pertence à área de movimento.
- Pista de táxi de saída rápidaRapid exit taxiwayPista de táxi ligada à pista em ângulo agudo, para o avião que pousou sair com velocidade maior e ocupar a pista por menos tempo.
- Pista instrumentoInstrument runwayPista de pouso e decolagem com procedimento de aproximação por instrumento. Quando tem zona desimpedida, ela precisa de pelo menos 75 m para cada lado do eixo.
- Pista molhadaWet runwayNa IS 153.133-001A, chuva na pista acima de 5,0 mm/h ou razão equivalente; na matriz de avaliação, superfície com umidade ou água de até 3 mm, inclusive.
- Pista não instrumentoNon-instrument runwayPista usada em aproximação visual, ou em aproximação por instrumento só até um ponto a partir do qual o voo segue em condições visuais.
- Pista por instrumentoInstrument runwayPista habilitada para procedimento de aproximação por instrumentos, de não precisão ou de precisão das categorias I, II ou III.
- Pista secaDry runwayPista sem precipitação, livre de umidade visível e de contaminante no comprimento e na largura em uso. Recebe RWYCC 6.
- Pistas quase paralelasNear-parallel runwaysPistas que não se cruzam e cujos eixos prolongados formam até 15° entre si. Seguem as mesmas regras de operação simultânea das pistas paralelas.
- Pistola de sinais luminososLight signal gunEquipamento da torre que lança feixe verde, vermelho ou branco, contínuo ou intermitente. Alcance normal de 2,7 NM de dia e 8 NM à noite.
- PistãoPistonPeça que sobe e desce dentro do cilindro e recebe a pressão dos gases da queima. Anéis em volta dele vedam a folga com a parede do cilindro.
- Pitch upPitch-upTendência de cabrar no estol da asa enflechada: as pontas estolam, o centro de sustentação avança e o nariz sobe, aumentando o ângulo de ataque.
- Placa de informaçãoInformation signPlaca de direção, destino, saída de pista, pista livre ou interseção de decolagem, com letras pretas em fundo amarelo.
- Placa de instrução obrigatóriaMandatory instruction signPlaca de letras brancas em fundo vermelho que marca um ponto além do qual só se segue com autorização.
- Placa de localizaçãoLocation signPlaca de letras amarelas em fundo preto, sem seta, que identifica a pista de táxi ou o pavimento em que o avião está.
- Placa de pista livreRunway vacated signPlaca amarela com o desenho do padrão A que mostra, na saída da pista, onde termina a área crítica e sensível do ILS ou a superfície de transição interna.
- PlacarPlacardPlaqueta afixada no avião com uma limitação ou instrução de operação, como restrições de uso de um tanque. Cumprir os placares é exigência do RBAC 91.
- PlanadorGliderAeronave de asa fixa cujo voo livre não depende principalmente de motor. Decola rebocado por avião, puxado por guincho no solo ou, no motoplanador, com motor próprio, e ganha altura em ar ascendente.
- PlaneioGlideVoo descendente sem tração, em que a parte do peso ao longo da trajetória equilibra o arrasto e mantém a velocidade.
- Planejamento de navegaçãoFlight planningTrabalho feito no solo, antes da partida, para definir rota, altitude, proas, horários e combustível de um voo entre aeródromos, a partir das informações meteorológicas e aeronáuticas vigentes.
- Planejamento de vooFlight planningTrabalho feito no solo, antes da partida, para conferir se o voo pode ser feito como foi pensado e decidir o que fazer se não puder: rota, nível, meteorologia, publicações, alternativa, combustível e plano de voo.
- Plano de liberação de obstáculosObstruction clearance planePlano que sobe a partir da pista com gradiente de 1:20 e passa tangente ou acima de todos os obstáculos de uma área definida no RBAC 121.
- Plano de referência padrãoStandard datum planeNível teórico em que a pressão é 1013,2 hPa. Fica abaixo do nível do mar com QNH menor que 1013,2 e acima com QNH maior.
- Plano de rotaçãoPlane of rotationPlano varrido pelas pás ao girar, perpendicular ao eixo da hélice. Referência para medir o ângulo da pá.
- Plano de vooFPLFlight planInformação sobre o voo projetado apresentada aos órgãos de tráfego aéreo, com rota, nível, velocidade, duração, alternativa, autonomia e pessoas a bordo.
- Plano de voo apresentadoFPLFiled flight planPlano do jeito que o piloto entregou, sem nenhuma alteração posterior, transmitido na mensagem FPL.
- Plano de voo completoPVCFull flight planFormulário com todos os itens, de 7 a 19, usado em voos IFR e VFR.
- Plano de voo em vigorCPLCurrent flight planVersão do plano que já inclui as modificações vindas de autorizações posteriores do controle.
- Plano de voo repetitivoRPLRepetitive flight planPlano de uma série de voos IFR regulares, com características iguais, operados no mesmo dia ou nos mesmos dias de semanas seguidas, com pelo menos dez ocorrências, ou todos os dias por pelo menos dez dias seguidos, apresentado ao CGNA por empresa sujeita ao registro dos serviços de transporte aéreo.
- Plano de voo simplificadoPVSAbbreviated flight planFormulário reduzido para o voo VFR feito inteiramente dentro de ATZ, CTR, TMA ou FIZ ou, sem esses espaços, num raio de 27 NM (50 km) da partida. Só no mesmo dia do voo.
- PlatinadoBreaker pointsContato mecânico do magneto que abre o circuito primário no instante da faísca, provocando a alta tensão na bobina secundária.
- PlotterPlotterInstrumento de planejamento com régua e transferidor, com escalas para cada tipo de carta, usado para medir distância e rumo.
- Plugue fusívelFuse plugDispositivo da roda que esvazia o pneu quando a temperatura se aproxima de um valor perigoso, para evitar o estouro.
- Plugue térmicoFusible (thermal) plugPeça da roda que derrete quando ela esquenta demais e esvazia o pneu antes que ele estoure.
- Polos geográficosGeographic polesPontos em que o eixo de rotação cruza a superfície, Norte e Sul. Também chamados polos verdadeiros; não coincidem com os polos magnéticos.
- Ponta da asaWingtipExtremidade de fora da asa. Leva a luz de navegação: vermelha na esquerda, verde na direita.
- Ponta da páBlade tipExtremidade da pá, a parte mais distante do cubo e a que gira mais rápido.
- Ponte de geloIce bridgingGelo que se moldaria em volta da bota inflada sem se soltar. Segundo a FAA, os casos conhecidos se limitam a botas de projeto antigo.
- Ponteiro de marcaçãoBearing pointerPonteiro do RMI, do HSI ou da tela de navegação que aponta para a estação sintonizada. A cabeça mostra a direção da estação; a cauda, o radial em que o avião está.
- Ponto cegoBlind spotRegião do campo visual de cada olho que corresponde ao disco óptico e onde nada é visto. Tem cerca de 6° de largura, entre 12° e 18° do ponto de fixação.
- Ponto cego noturnoNight blind spotRegião central do campo visual, de 5° a 10°, que fica praticamente cega com pouca luz porque a fóvea quase não tem bastonetes.
- Ponto compulsórioCompulsory reporting pointPonto de notificação em que o piloto informa a posição obrigatoriamente. Na carta, o símbolo é cheio; o ponto a pedido tem símbolo vazado.
- Ponto cotadoSpot elevationPonto do terreno com a elevação escrita ao lado. Com um ponto, a elevação é exata; com um x, duvidosa; sem marca, a posição é incerta.
- Ponto de abandono da decolagemTakeoff abort pointPonto da pista, escolhido antes da decolagem, até o qual o avião precisa estar no ar. Chegando a ele no chão, a decolagem é abandonada.
- Ponto de aproximação finalFAPFinal approach pointNa aproximação de precisão, ponto publicado da trajetória de planeio na altitude de interceptação, onde começa a final. Interceptando mais alto, o avião entra na rampa antes e desce por ela até o FAP. Na FAA, o termo designa outra coisa: o começo da final de não precisão sem FAF publicado.
- Ponto de aproximação perdidaMAPMissed approach pointPonto do procedimento em que começa a aproximação perdida. Na aproximação GPS o navegador interrompe o sequenciamento nele e espera uma ação do piloto.
- Ponto de checagemCheckpointReferência do terreno escolhida no planejamento, a uma distância conhecida na rota, para confirmar a posição e a velocidade no solo em voo.
- Ponto de decisãoDecision pointLugar ou momento da decolagem, escolhido antes dela, que separa o pouso em frente da continuação em caso de pane.
- Ponto de divergênciaDivergence pointPonto em que a trajetória com motor inoperante se separa da saída normal.
- Ponto de esperaRunway-holding positionNome usado na fraseologia para a posição de espera de pista: o limite antes da pista onde aeronave e veículo param até a torre autorizar. Sem torre, só se passa depois das transmissões devidas e com a pista livre.
- Ponto de estagnaçãoStagnation pointPonto perto do bordo de ataque onde o ar fica parado em relação à asa e a pressão atinge o maior valor do perfil. Desce para o intradorso quando o ângulo de ataque aumenta.
- Ponto de igual tempoETPEqui-time pointPonto da rota em que o tempo de voo, considerando o vento, até dois aeródromos escolhidos é o mesmo.
- Ponto de interceptação da trajetória de planeioGPIPGlide path intercept pointPonto em que a rampa prolongada encontra a pista, depois da cabeceira. Fica à distância TCH ÷ tan(ângulo) da cabeceira.
- Ponto de início de decolagemTake-off from intersection, start pointPonto da pista, normalmente uma interseção com pista de táxi, de onde começa uma decolagem que não usa a pista inteira. Tem TORA, TODA e ASDA próprias na AD 2.13.
- Ponto de mudançaCOPChangeover pointPonto de uma aerovia ou rota em que a referência de navegação passa de um auxílio para o seguinte.
- Ponto de notificaçãoReporting pointPonto em que o piloto informa a posição ao órgão de controle: sempre, se for compulsório; só quando solicitado, se for a pedido.
- Ponto de notificação ATS/METMRPATS/MET reporting pointPonto de notificação em que a aeronave transmite também informação meteorológica; MRP na AIP Brasil. Na carta, o símbolo do ponto aparece dentro de um quadrado.
- Ponto de notificação compulsóriaCompulsory reporting pointPonto previsto nas cartas de rota e de área sobre o qual, ou logo depois do qual, a aeronave transmite a mensagem de posição sem precisar de pedido do órgão ATS.
- Ponto de não retornoPoint of no returnÚltimo ponto da rota em que a aeronave ainda pode seguir tanto para o destino quanto para uma alternativa em rota disponível.
- Ponto de orvalhoDewpointTemperatura até a qual o ar precisa ser resfriado, sem mudar a pressão nem a quantidade de vapor, para saturar. Abaixo de 0 °C, chamado de ponto de geada.
- Ponto de redespacho em vooIn-flight redispatch pointNo RBAC 121, ponto da rota a partir do qual se contam o combustível para o destino final e a contingência, e além do qual o voo só segue para esse destino com o combustível exigido.
- Ponto de referênciaCheckpointAcidente do terreno ou construção fácil de reconhecer do ar, marcado na carta antes do voo para confirmar a posição: rodovia, rio, ferrovia, lago, represa, linha de transmissão.
- Ponto de reporte compulsórioCompulsory reporting pointPonto onde a notificação de posição é exigida.
- Ponto de separaçãoSeparation pointLugar da superfície onde a camada limite se descola. Na asa de bordo de ataque arredondado, começa no bordo de fuga e avança para a frente com o ângulo de ataque.
- Ponto de transiçãoTransition pointRegião da asa onde a camada limite laminar passa a turbulenta.
- Ponto de trocaCOPChange-over pointPonto de uma rota definida por VOR em que se espera que a aeronave troque a sintonia do auxílio que ficou para trás pelo que está à frente.
- Ponto de visadaAiming point markingDuas faixas largas, uma de cada lado do eixo, que servem de alvo visual para o pouso. Não começa antes de 150 m a 400 m da cabeceira, conforme a LDA, ou na origem da rampa do PAPI.
- Ponto limite de autorizaçãoPonto que não é o aeródromo de destino, usado como limite por necessidade operacional.
- Ponto morto altoPMATop dead centerPosição mais alta do pistão, mais perto do cabeçote, onde ele para por um instante e inverte o sentido.
- Ponto morto baixoPMBBottom dead centerPosição mais baixa do pistão, mais longe do cabeçote.
- Ponto neutroNeutral pointPosição do CG em que a estabilidade longitudinal fica neutra; a distância do CG até ele é a margem estática.
- Ponto planoFlat spotÁrea gasta da banda de rodagem criada quando o pneu escorrega sem girar, em geral por freio travado.
- Ponto significativoSignificant pointLugar geográfico usado para definir uma rota ATS ou a trajetória de uma aeronave. Pode ser um auxílio no solo, uma interseção ou um waypoint.
- Porcentagem da CMA% MACPercent MACPosição do CG medida a partir do LEMAC, em porcentagem do comprimento da CMA: (CG − LEMAC) × 100 ÷ CMA.
- PortãoEntry or exit gateEspaço aéreo definido para entrar numa REA ou sair dela; em algumas AIC, também para entrar ou sair de uma CTR ou ATZ.
- Posição de esperaRunway-holding positionPonto marcado na pista de táxi onde a aeronave para e aguarda a autorização da torre para entrar na pista.
- Posição de espera de pistaRunway-holding positionPonto que protege a pista, a área crítica de um auxílio de precisão ou uma superfície limitadora de obstáculos. O avião para ali até ser autorizado.
- Posição de estacionamentoAircraft standÁrea designada no pátio para estacionar uma aeronave.
- Posição estimadaDRDead reckoning positionPonto da rota onde o avião deve estar, calculado com a velocidade no solo multiplicada pelo tempo desde o último fixo.
- Posição intermediária de esperaIntermediate holding positionPonto designado no sistema de pistas de táxi onde aeronave e veículo param quando a torre determina e esperam autorização para seguir.
- Posições críticasCritical positionsSeis pontos do táxi e do circuito em que a aeronave normalmente recebe as autorizações da torre.
- PotênciaPowerTrabalho realizado por unidade de tempo. No motor a pistão, é dada em hp: 1 hp vale 550 libras-pé por segundo, cerca de 745,7 W.
- Potência de traçãoTHPThrust horsepowerTrabalho útil da hélice por unidade de tempo: tração vezes velocidade verdadeira.
- Potência disponívelPower availablePotência que o motor e a hélice conseguem entregar numa velocidade, altitude e posição de manete.
- Potência equivalente no eixoESHPEquivalent shaft horsepowerPotência total do turboélice: a potência no eixo somada ao equivalente da pequena tração do jato de escape.
- Potência necessáriaPower requiredPotência para manter o voo nivelado numa velocidade: o arrasto total vezes a velocidade.
- Potência no eixoBHPBrake horsepowerPotência que o motor de fato entrega no eixo de saída.
- Pouso automáticoAutolandPouso feito pelo piloto automático, em aviões certificados e operações autorizadas; é um dos meios previstos para as aproximações de categoria III.
- Pouso de precauçãoPrecautionary landingPouso planejado, dentro ou fora de aeródromo, quando o voo ainda é possível mas não é recomendável continuá-lo, como no caso do piloto perdido com pouco combustível.
- Pouso forçadoForced landingPouso imediato, dentro ou fora de aeródromo, porque o voo não pode continuar, como na pane de motor.
- Pouso interrompidoBalked landing, rejected landingArremetida feita depois do MAPt ou abaixo da DA ou MDA, já com referência visual. A proteção da perdida publicada não está garantida.
- PreaquecimentoPreheatAquecimento do motor e do óleo antes da partida em tempo frio, para o óleo circular logo e reduzir o desgaste.
- PrecessãoPrecessionDesvio do eixo de um giroscópio quando uma força tenta incliná-lo, que aparece 90° adiante no sentido da rotação. Usada pelo coordenador de curva; causa o desvio do indicador de proa.
- Precessão giroscópicaGyroscopic precessionPropriedade de um rotor em giro: uma força aplicada na borda produz efeito 90° adiante, no sentido da rotação.
- PrecisãoAccuracyQuanto a posição calculada se aproxima da posição real. Nas especificações de navegação, é o valor alcançado em pelo menos 95% do tempo de voo.
- PrerrogativasPrivilegesO que o titular de uma licença ou habilitação está autorizado a fazer. Só podem ser exercidas com CMA válido, habilitações vigentes e experiência recente.
- PressurizaçãoPressurizationSistema que mantém o ar da cabine numa pressão maior que a de fora, com ar comprimido dos motores e uma válvula de saída que controla o escape.
- PressãoPressureForça dividida pela área sobre a qual ela age. No sistema hidráulico, medida em psi ou bar; 1.000 psi equivalem a 68,9 bar.
- Pressão atmosféricaAtmospheric pressurePeso da coluna de ar acima de um ponto, por unidade de área. Na atmosfera padrão vale 1013,25 hPa ao nível do mar e cai à metade por volta de 18.000 ft.
- Pressão autoimpostaSelf-induced pressurePressão para completar o voo que nasce do próprio piloto, sem cobrança de empresa, cliente ou passageiro.
- Pressão de admissãoMAPManifold pressurePressão absoluta da mistura dentro do coletor de admissão, em polegadas de mercúrio.
- Pressão de impactoqcImpact pressureDiferença entre a pressão captada pelo tubo de pitot e a pressão estática. É o que o velocímetro mede. Em baixa velocidade é praticamente igual à pressão dinâmica; em alta velocidade fica maior, pela compressão do ar.
- Pressão diferencialDifferential pressureDiferença entre a pressão da cabine e a pressão de fora. A estrutura da fuselagem é dimensionada para ela.
- Pressão dinâmicaDynamic pressureParcela da pressão que vem do movimento do avião através do ar: pressão total menos pressão estática. É o que o velocímetro converte em velocidade.
- Pressão do óleoOil pressure gaugeIndicador do funcionamento do sistema de lubrificação. Verde para a faixa normal, vermelho para mínimo e máximo.
- Pressão estáticaStatic pressurePressão do ar parado em volta do avião, captada pelas tomadas estáticas.
- Pressão na estaçãoStation pressurePressão medida na elevação da estação meteorológica, antes de qualquer redução ao nível do mar.
- Pressão parcialPartial pressureParte da pressão total de uma mistura que cabe a um dos gases, proporcional à fração que ele ocupa. A do oxigênio é a pressão total vezes 0,2094.
- Pressão totalTotal pressurePressão captada pelo tubo de pitot: a estática mais a parcela que vem do movimento do avião através do ar.
- Pressões externasExternal pressuresInfluências de fora do voo, como quem espera no destino, passageiros e compromissos, que criam a sensação de que o voo precisa ser cumprido.
- Previsão SIGWX para níveis baixosLow-level SIGWX forecastParte de fenômenos da previsão de área em forma de carta para voos baixos, da superfície ao FL100, ou ao FL150 em regiões montanhosas.
- Previsão baseBase forecastParte do TAF logo depois do cabeçalho, com vento, visibilidade, tempo e nuvens esperados desde o início da validade.
- Previsão de aeródromo (TAF)TAFAerodrome forecastBoletim em código com a previsão do tempo num aeródromo ao longo do período de validade, mais as mudanças significativas que o meteorologista espera dentro dele.
- Previsão de tendência (TREND)TRENDTrend forecastDescrição curta das mudanças significativas esperadas no aeródromo nas duas horas seguintes à observação, anexada ao METAR ou SPECI. Não adotada no Brasil.
- Primeiro segmentoFirst segmentDa saída do solo até o trem recolhido, com flape de decolagem e tração de decolagem. Gradiente mínimo positivo no bimotor, 0,3% no trimotor e 0,5% no quadrimotor.
- Princípio de BernoulliBernoulli's principleNum escoamento sem perdas, onde a velocidade do fluido aumenta, a pressão diminui. Explica a pressão mais baixa sobre a asa.
- Princípio de PascalPascal's lawA pressão aplicada a um líquido confinado chega, sem diminuir, a todos os pontos do líquido e às paredes do recipiente. Base da multiplicação de força pela área dos pistões.
- ProaHDGHeadingDireção para onde aponta o nariz do avião, em graus. Na fonia, sempre com três algarismos.
- Proa magnéticaPMMagnetic headingProa verdadeira corrigida pela declinação magnética. É a proa seguida no giro direcional alinhado com a bússola.
- Proa verdadeiraTHTrue headingProa medida a partir do norte verdadeiro, resultado do triângulo com rumo e vento verdadeiros. Com a declinação vira proa magnética, e com o desvio, proa da bússola.
- ProbabilidadeLikelihoodChance de um evento indesejado acontecer. Na matriz da FAA: provável, ocasional, remota ou improvável.
- Procedimento de aproximação com guia verticalAPVApproach procedure with vertical guidanceProcedimento PBN com guia lateral e vertical, criado para operações 3D Tipo A, com mínimo em DA/H. Não é procedimento de precisão.
- Procedimento de aproximação por instrumentosIAPInstrument approach procedureSérie de manobras predeterminadas, voadas com referência nos instrumentos e com proteção específica contra obstáculos, do fixo de aproximação inicial até um ponto de onde o pouso pode ser feito, incluindo o que fazer se ele não acontecer.
- Procedimento de não precisãoNPANon-precision approach procedureProcedimento de aproximação por instrumentos criado para operações 2D Tipo A, sem guia vertical, com mínimo em MDA/H.
- Procedimento de precisãoPAPrecision approach procedureProcedimento baseado em ILS, MLS, GLS ou SBAS Cat I, criado para operações 3D Tipo A ou B, com mínimo em DA/H.
- Procedimento hipódromoRacetrack procedureReversão com formato de circuito de espera, de onde o avião sai direto para a aproximação.
- Procedimentos operacionais pessoaisSOP pessoalPersonal standard operating proceduresMedidas que o piloto define em terra para não depender de um voo específico, como avisar quem espera, ter plano por terra e levar kit de pernoite.
- Processo adiabáticoAdiabatic processMudança de temperatura sem troca de calor com o ambiente, como a do ar que esfria ao se expandir na subida e esquenta ao ser comprimido na descida.
- Proficiência linguísticaLanguage proficiencyCapacidade de falar e entender inglês na comunicação aeronáutica, avaliada pela ANAC em seis itens e averbada na licença como nível 4, 5 ou 6; exigida para operar aeronave civil brasileira fora do espaço aéreo brasileiro.
- ProfundorElevatorSuperfície móvel articulada no estabilizador horizontal, comandada pelo manche para a frente e para trás. Controla a arfagem.
- ProjeçãoMap projectionRegra que leva os pontos da superfície curva da Terra para o plano da carta. Toda projeção deforma distâncias, ângulos ou áreas.
- Projeção conformeConformal projectionProjeção que preserva os ângulos em volta de cada ponto. A escala varia de lugar para lugar, mas num mesmo ponto é igual em todas as direções.
- PropagaçãoPropagationParte do movimento da tempestade que vem da dissipação das células velhas e da formação de células novas num dos lados.
- Propagação (da trovoada)PropagationMudança de lugar da trovoada pela dissipação de células velhas de um lado e pela formação de novas do outro.
- Propagação anômalaAPAnomalous propagationEco falso produzido quando a atmosfera curva o feixe para o chão. Aparece em manchas salpicadas que surgem e somem no lugar, sem o deslocamento contínuo das trovoadas.
- Proteção de roda travadaLocked wheel protectionFunção do antiderrapante que solta totalmente o freio de uma roda que não está girando.
- Proteção de toqueTouchdown protectionFunção do antiderrapante que mantém os freios aliviados até haver peso nas rodas, para o avião não tocar com as rodas travadas.
- Pré-cargaPrechargePressão do gás do acumulador com o sistema despressurizado. O fluido só entra quando a pressão do sistema passa dela.
- Pré-igniçãoPreignitionMistura acesa antes do momento normal da ignição, por um ponto quente na câmara, como um depósito de carvão na vela.
- PseudodistânciaPseudorangeDistância até um satélite calculada pelo tempo de viagem do sinal, com o erro do relógio do receptor embutido na conta.
- Push-backPushbackDeslocamento do avião para trás, da posição de estacionamento para a pista de táxi, empurrado por um trator.
- PáBladeCada braço da hélice. Em corte, é um perfil aerodinâmico, e produz tração do mesmo jeito que a asa produz sustentação.
- PátioApron (FAA: ramp)Área do aeródromo para embarque e desembarque de passageiros e carga, abastecimento, estacionamento e manutenção das aeronaves.
Q
- QDMQDMMagnetic heading (zero wind) to the stationProa magnética que, sem vento, leva o avião à estação; a marcação magnética para a estação. QDM = PM + MR.
- QDRQDRMagnetic bearing from the stationMarcação magnética do avião visto da estação, recíproca da QDM (QDR = QDM ± 180). É a linha de posição, saindo da estação, sobre a qual o avião está.
- QFEQFEField elevation pressurePressão na elevação do aeródromo. Com ela na janela, o altímetro indica zero no solo e altura sobre o aeródromo em voo.
- QNEQNEStandard settingAjuste de 1013,2 hPa (29,92 inHg). Com ele, o altímetro indica altitude pressão e nível de voo.
- QNHQNHAltimeter settingAjuste de altímetro, em hectopascais, com o qual o altímetro indica a altitude em relação ao nível médio do mar. O órgão ATS informa o valor. Transmitido algarismo por algarismo, exceto 1000, "uno mil".
- QuadrimotorFour-engineAvião com quatro motores.
- Qualidade de serviço demonstradaServiceability levelExpressão do RBAC 154 para o caso em que se comprova que as luzes são mantidas em funcionamento no nível fixado como objetivo de manutenção. Com ela, o regulamento admite algumas configurações mais simples.
- Queda livreFree fallExtensão de emergência em que, soltas as travas de cima, o trem baixa pelo próprio peso e pelo vento até as travas de baixo encaixarem.
- Querosene de aviaçãoJET A-1Jet fuelCombustível à base de querosene dos motores a turbina e de motores a diesel de avião, nos tipos JET A, JET A-1 e JET B. Transparente a cor de palha, com cheiro de querosene.
R
- RABRABBrazilian Aeronautical RegistryRegistro Aeronáutico Brasileiro. Registro administrado pela ANAC, onde cada aeronave civil brasileira é registrada.
- RAIMRAIMReceiver autonomous integrity monitoringMonitoramento autônomo de integridade pelo receptor. Usa satélites além dos necessários para detectar um sinal errado (cinco satélites) ou excluí-lo da solução (seis).
- RBACRBACBrazilian Civil Aviation RegulationRegulamento Brasileiro da Aviação Civil. Regulamento da ANAC com os requisitos obrigatórios de um assunto, identificado por número.
- RCRRCRRunway Condition ReportReporte de condição de pista. Divulgado por SNOWTAM quando muda de forma significativa e mostrado em inglês na página do aeródromo no AISWEB.
- RCSVRCSVCENIPA voluntary safety reportRelato ao CENIPA para Segurança de Voo: canal de relato voluntário do CENIPA, protegido pela Lei 12.970/2014, cujas informações só circulam desidentificadas.
- RDHRDHReference datum heightAltura de referência da pista. Nome com que as cartas do DECEA publicam a altura da rampa sobre a cabeceira: "ILS RDH" no ILS e "RDH" na aproximação APV.
- REAREASpecial VFR routeRota Especial de Aeronaves: corredor de voo visual com dimensões definidas e condições de voo preestabelecidas, para ordenar o tráfego visual em áreas de movimento intenso.
- REA, rota especial em voo visualREASpecial aircraft routeRota ATS estabelecida só para voos VFR, em forma de corredor, apoiada em referências visuais, com altitudes máxima e mínima. Regras na AIC de circulação visual da área.
- REDEMETREDEMETBrazilian Air Force meteorology networkRede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica. Portal oficial com METAR, SPECI, TAF e outros produtos meteorológicos.
- RESARESARunway End Safety AreaÁrea de segurança de fim de pista: área preparada além do fim da pista para reduzir os danos quando um avião a ultrapassa.
- RMIRMIRadio magnetic indicatorIndicador com cartão girado por bússola giroscópica remota, que mostra sempre a proa no índice de cima, e uma ou duas agulhas ligadas ao ADF ou ao VOR. A cabeça da agulha do ADF mostra a QDM, e a cauda, a QDR.
- RMI (indicador radiomagnético)RMIRadio magnetic indicatorInstrumento com rosa de rumos acionada pela bússola remota e ponteiros ligados a VOR ou ADF. A ponta do ponteiro marca a marcação magnética para a estação; a cauda, a marcação a partir dela.
- RMKRMKRemarksAbreviatura que abre um grupo incluído por decisão nacional, fora da forma simbólica internacional do código.
- RNAVRNAVArea navigationNavegação de área: método que permite voar qualquer trajetória desejada, sem depender de passar sobre as estações no solo.
- ROCROCRequired obstacle clearanceMargem mínima sobre obstáculos no TERPS, que a FAA considera uma proteção vertical satisfatória. Valores de referência na Order 8260.3G, parágrafo 2-1-3.
- ROTAERROTAERAuxiliary Air Routes ManualManual Auxiliar de Rotas Aéreas. Publicação do DECEA, disponível no AISWEB, com os dados de cada aeródromo, consultada pelo indicador de localidade de quatro letras.
- RTOWRTOWRTOWSigla usada pelas empresas para o peso máximo de decolagem de uma cabeceira, tirado da análise de pista, com o limitante de cada valor. Prática das empresas, sem formato fixado em norma.
- RVRRVRRunway visual rangeAlcance visual na pista, em metros. Na fonia, algarismo por algarismo em português, com "mil" só no milhar exato; em inglês, com "thousand" e "hundred".
- RVSMRVSMReduced Vertical Separation MinimumSigla da separação vertical mínima reduzida, em inglês. É a aplicação de 1.000 ft de separação vertical entre o FL290 e o FL410, inclusive, no espaço aéreo designado, com monitoramento do desempenho de manutenção de altura das aeronaves.
- Radar meteorológicoWeather radarRadar que emite pulsos de ondas de rádio num feixe estreito e mede a energia devolvida pela precipitação. O de solo fica numa estação fixa e varre a área em volta da antena.
- Radar meteorológico de bordoAirborne weather radarRadar no nariz do avião que mostra a precipitação à frente. Serve para desviar de trovoadas; não detecta a turbulência de céu claro.
- Radar primárioPSRPrimary surveillance radarRadar que localiza o alvo pelo eco das ondas que ele reflete. Dá distância e marcação, sem identidade e sem altitude, e não depende de nenhum equipamento a bordo.
- Radar secundárioSSRSecondary surveillance radarRadar que interroga as aeronaves e recebe a resposta do transponder, com o código e, conforme o modo, a altitude de pressão e a identificação.
- Radiador de óleoOil coolerTrocador de calor entre o óleo e o ar. Uma válvula termostática desvia o óleo frio e só manda o óleo pelo radiador quando ele chega à temperatura de operação.
- RadialRadialDireção magnética, contada a partir da estação VOR, da linha que liga a estação ao avião. Descreve a posição, independentemente da proa.
- Radial de antecipaçãoLead radialRadial antes do curso de saída de um arco, publicado para marcar o ponto de começar a curva para o curso.
- RadioaltímetroRadio altimeterInstrumento que mede a altura real do avião sobre o terreno logo abaixo. Referência da DH nas operações CAT II e III.
- Radiofarol de localizaçãoLO, LMCompass locatorNDB de baixa potência associado ao ILS. No AIM, transmite identificação de duas letras; no AIP Brasil, aparece como LO (exterior) e LM (intermediário).
- RadionavegaçãoRadio navigationNavegação com sinais de estações transmissoras instaladas no solo em locais conhecidos, que indicam direção ou distância até elas.
- RadiotelefoniaRTFRadiotelephonyComunicação por voz, pelo rádio, entre o piloto e os órgãos de tráfego aéreo. Também chamada de fonia.
- Raio de circular (CAR)CARCircling approach radiusNo TERPS, raio dos arcos da área de circular, calculado pela velocidade verdadeira da categoria, pela inclinação e por um trecho reto, com mínimo de 1,30 NM.
- Raio de curvaRadius of turnRaio do círculo descrito pelo avião. Cresce com o quadrado da velocidade verdadeira e diminui com a tangente da inclinação; não depende do peso.
- Raiz da asaWing rootTrecho junto à fuselagem, onde a asa é presa e por onde as cargas passam para a estrutura.
- Raiz da páBlade root, blade shankTrecho da pá perto do cubo, grosso e arredondado para resistir aos esforços.
- RajadaGGustPelo critério da ICAO, velocidade máxima do vento (em médias de 3 segundos) 10 kt ou mais acima da média. No METAR, entra como G e o pico, com os 10 minutos anteriores à observação. A FAA define rajada pela diferença de 10 kt entre picos e mínimos.
- Ram riseRam riseAumento de temperatura do ar freado contra o avião, TAT − SAT. Cresce com o quadrado da velocidade verdadeira.
- Rampa de planeioGSGlide slopeParte do ILS que cria a trajetória vertical de descida, normalmente a 3° acima da horizontal, de 329,15 a 335,00 MHz.
- RanhurasGroovingCortes no pavimento perpendiculares ao eixo da pista que dão à água um caminho de fuga sob o pneu.
- Razão de bypassBypass ratioNo turbofan, a massa de ar que passa pela ventoinha dividida pela massa de ar que passa pelo núcleo do motor.
- Razão de compressãoCompression ratioVolume do cilindro com o pistão no PMB dividido pelo volume com o pistão no PMA. Quanto maior, mais alto o grau de combustível exigido.
- Razão de curvaROTRate of turnMudança de proa por unidade de tempo, em graus por segundo. Cresce com a inclinação e diminui com a velocidade verdadeira.
- Razão de descidaRate of descentAltura perdida por minuto. Na rampa, igual ao gradiente vezes a velocidade no solo dividida por 60; a 3° e 120 kt, 637 ft/min.
- Razão de misturaFuel-air ratioProporção, em peso, entre o combustível e o ar que entram nos cilindros.
- Razão de planeioGlide ratioDistância horizontal percorrida dividida pela altura perdida no planeio em ar parado. É igual à L/D.
- Razão de pressões do motorEPREngine pressure ratioPressão na descarga da turbina dividida pela pressão na entrada do compressor. Indica a tração do turbojato ou do turbofan e serve para ajustá-la.
- Razão de subidaROCRate of climbAltura ganha por unidade de tempo, em pés por minuto. É a sobra de potência dividida pelo peso e não muda com vento constante.
- Razão do climbRateSegunda etapa da indicação do climb: o valor estabilizado da velocidade vertical, em pés por minuto, depois que o fluxo pelo orifício calibrado entra em equilíbrio.
- Razão entre sustentação e arrastoL/DLift to drag ratioSustentação dividida pelo arrasto. A máxima acontece num ângulo de ataque definido, não muda com o peso e coincide com o arrasto mínimo em voo nivelado.
- Razão padrãoStandard rate turnCurva de 3° por segundo: 180° em um minuto e 360° em dois minutos.
- Razão sustentação/arrastoL/DLift-to-drag ratioSustentação dividida pelo arrasto, igual a CL/CD. Tem um máximo num ângulo de ataque definido para cada configuração.
- Reautorizado (recleared)ReclearedAviso de que a autorização em vigor mudou e que a nova substitui a anterior ou parte dela.
- Reação ao torqueTorque reactionTendência do avião de girar em torno do eixo longitudinal no sentido contrário ao da hélice. Com a hélice horária vista da cabine, rolar para a esquerda.
- Recategorização da esteira (RECAT)RECATWake turbulence re-categorisationForma alternativa de separar por esteira, com mais grupos que as quatro categorias, incluída no Doc 4444 pela Emenda 9, aplicável desde 05/11/2020.
- Reclearance fixReclearance fixTermo do uso das empresas aéreas, ausente das normas brasileiras, para o ponto de redespacho em voo do RBAC 121.645; as normas de tráfego aéreo não fixam o ponto em que a renovação da autorização é pedida.
- Recomendação de segurançaSafety recommendationProposta dirigida a quem pode agir para eliminar um fator contribuinte ou reduzir suas consequências.
- Reconciliação de bagagemBaggage reconciliationControle que garante que a bagagem despachada só seja transportada se o passageiro dono dela embarcar.
- Reconhecimento aéreoAerial reconnaissanceObservação, a partir de uma aeronave, das posições e dos movimentos do inimigo. Foi o primeiro uso militar do avião na Primeira Guerra.
- Recorde mundial de aviaçãoAviation world recordMarca de desempenho aferida por uma entidade aeronáutica com regras definidas. O primeiro foi o do 14-bis, em 12 de novembro de 1906, homologado pelo Aeroclube da França.
- RecuoSlipDiferença entre o passo geométrico e o passo efetivo. Cresce junto com o ângulo de ataque da pá.
- Recuperação judicialJudicial reorganizationProcesso em que uma empresa em crise negocia com os credores, sob supervisão da Justiça, um plano para continuar funcionando. Regido pela Lei nº 11.101/2005.
- Rede Operacional MínimaMONMinimum Operational NetworkEstrutura mínima de auxílios no solo e de procedimentos que o DECEA mantém para operar em caso de falha do GNSS, com DME/DME, VOR/DME, ILS e vetoração radar.
- Redutor noturnoNight work reductionRegra do Apêndice A do RBAC 117 pela qual a hora de trabalho noturno é computada como de 52 minutos e 30 segundos para efeito de jornada.
- Redução ativa de ruídoANRActive noise reductionCircuito eletrônico do fone que cancela o ruído grave, onde a proteção passiva é mais fraca.
- Redução de cargaLoad sheddingDesligar os equipamentos elétricos não essenciais depois de uma pane do alternador, para a bateria durar mais.
- ReferênciaDatumPlano vertical imaginário escolhido pelo fabricante, a partir do qual se medem as distâncias ao longo do eixo longitudinal. Também chamada datum.
- Referência de barreiraCatching featureFeição linear que cruza a rota pouco depois de um ponto importante. Cruzá-la indica que o ponto ficou para trás.
- Referência visualVisual referenceNa aproximação por instrumentos, a pista ou as luzes de aproximação à vista: o que a AIP Brasil (AD 1.1, item 4.1.4) exige para descer abaixo da MDA ou continuar além da DA.
- RefletividadeReflectivityMedida da energia retroespalhada pelos alvos, em dBZ. Na chuva, depende principalmente do tamanho das gotas.
- Refletividade compostaComposite reflectivityProduto de radar que mostra, em cada ponto, o eco mais intenso encontrado em todas as elevações da coluna de ar.
- ReforçadorStringerPeça longitudinal leve, presa por dentro do revestimento da fuselagem ou da asa, que o enrijece e ajuda a prendê-lo.
- Registro Aeronáutico BrasileiroRABBrazilian Aeronautical RegistryRegistro mantido pela ANAC que concede as marcas das aeronaves brasileiras e guarda os dados de propriedade e de aeronavegabilidade. Consultado pelo RAB-Online.
- Região de comando normalRegion of normal commandFaixa acima da velocidade de potência mínima, em que voar mais rápido mantendo a altitude pede mais potência.
- Região de comando reversoRegion of reversed commandFaixa abaixo da velocidade de potência mínima, em que voar mais devagar mantendo a altitude pede mais potência.
- Região de informação de vooFIRFlight information regionVolume de espaço aéreo em que se prestam informação de voo e alerta. CTA, CTR e ATZ ficam sempre dentro de uma FIR. O Brasil tem cinco: Amazônica, Brasília, Curitiba, Recife e Atlântico.
- Região de origemSource regionÁrea de superfície homogênea onde o ar fica parado por dias ou mais e assume a temperatura e a umidade dela.
- Região superior de informação de vooUIRUpper flight information regionRegião de informação de voo do espaço aéreo superior. No Brasil, a UIR Atlântico, publicada do FL245 ao ilimitado, classe A.
- Regra de 1 em 601 in 60 ruleAproximação pela qual 1° de erro de direção afasta o avião cerca de 1 milha náutica da rota a cada 60 milhas percorridas (60 × tan 1° = 1,05).
- Regra do triploTriple drift correctionTécnica descrita no AIM (EUA): na perna de afastamento, usar o triplo da correção de deriva da perna de aproximação, para o lado oposto. Vem de o vento agir 3 minutos e só o minuto de afastamento poder compensar.
- Regras de voo por instrumentos (IFR)IFRInstrument flight rulesConjunto de regras que o voo segue, declarado no plano de voo. O voo IFR pode estar em VMC ou em IMC.
- Regras de voo visualVFRVisual flight rulesConjunto de regras que um voo pode seguir, por escolha do piloto. O voo VFR acontece em VMC, salvo o VFR especial.
- Regulador de tensãoVoltage regulatorComponente que estabiliza a saída do alternador ou do gerador e controla a carga da bateria, mantendo a tensão do sistema acima da tensão dela.
- Relatório finalFinal reportDocumento que conclui a investigação SIPAER, com os fatores contribuintes e as recomendações de segurança, sem apurar responsabilidade.
- Relatório final simplificadoSimplified final reportModelo de relatório final usado quando o caso não exige detalhar todos os aspectos pesquisados; regra para aeronaves de até 5.700 kg sem interesse de outro Estado.
- Relação L/DL/DLift/drag ratioDivisão da sustentação pelo arrasto. No planeio estabilizado sem vento, tem o mesmo valor da razão de planeio; no L/D máximo, o arrasto total é mínimo.
- Renovação da autorização em vooRIFReclearance in flightNova autorização, pedida em voo, para um destino normalmente mais distante que o do plano; prevista no plano de voo com RIF/ no item 18.
- Repita (say again)Say againPedido para repetir a última transmissão, inteira ou a parte indicada. Não confundir com "repito" (I say again), aviso de quem está repetindo.
- Reporte de ação de frenagemRBAReport of Braking ActionAvaliação do piloto sobre a frenagem e o controle direcional na pista, em termos como boa, média e ruim.
- Reporte de condição de pistaRCRRunway Condition ReportConjunto codificado de informações da superfície da pista, com seção de cálculo de desempenho e seção de consciência situacional.
- Reporte de posiçãoPosition reportMensagem com identificação, posição, hora, nível, próxima posição com a hora de sobrevoo e ponto significativo seguinte, exigida sobre os pontos compulsórios e quando o órgão pede.
- Reserva finalFinal reserve fuelCombustível além do primeiro pouso previsto que o RBAC 91 exige no voo VFR de avião: 30 minutos de cruzeiro de dia e 45 à noite.
- ReservatórioHydraulic reservoirRecipiente de baixa pressão que guarda o fluido do sistema, inclusive o excesso, e alimenta a bomba.
- Resfriamento do turboSpool downEspera prevista pelo fabricante antes do corte, para o turbo esfriar e a turbina perder rotação sem carbonizar o óleo dos rolamentos.
- Resistência do pavimentoPavement bearing strengthCapacidade de suporte de um pavimento. Até 5.700 kg é divulgada como peso máximo e pressão máxima de pneu; acima disso, por um índice do pavimento (PCR, ou PCN no método antigo).
- RespiroFuel tank ventPassagem que liga o interior do tanque ao ar externo e mantém a pressão atmosférica lá dentro. Entupido, impede a saída do combustível para o motor.
- Respiro do cárterCrankcase breatherLigação do cárter com o ar externo que impede a pressão interna de forçar óleo para fora pelas vedações.
- RessacaHangoverEfeitos que continuam depois da bebida, como dor de cabeça, tontura, cansaço e julgamento prejudicado. O piloto de ressaca ainda está sob influência do álcool.
- Restabelecimento de vigênciaReinstatementExame de proficiência que devolve a vigência quando já se passaram mais de 30 dias do fim da vigência da habilitação.
- Resultante aerodinâmicaTotal aerodynamic forceSoma de todas as forças de pressão e atrito do ar sobre o avião. Decomposta em sustentação (perpendicular ao vento relativo) e arrasto (paralela a ele).
- Reta finalFinal approachTrecho no sentido do pouso, alinhado com o prolongamento do eixo da pista, até a pista.
- Reta final longaLong finalReta final iniciada a mais de 4 NM (7 km) do ponto de toque ou, numa aproximação direta, a 8 NM (15 km) dele.
- RetinaRetinaCamada do fundo do olho com as células que transformam luz em impulsos nervosos: cones e bastonetes.
- RetroespalhamentoBackscatterParte da energia do pulso de radar que volta para a antena depois de atingir um alvo.
- ReversoReverse thrustDispositivo que desvia o fluxo do motor para a frente e gera tração contrária ao movimento, usado para desacelerar no solo. Não depende do atrito do pneu com a pista.
- ReversorThrust reverserDispositivo que desvia o fluxo do motor para a frente para ajudar a frear depois do toque.
- Revestimento trabalhanteStressed skinRevestimento que faz parte da estrutura e carrega esforço, e não só dá a forma.
- Rigidez no espaçoRigidity in spaceTendência do rotor de manter o plano de rotação e o eixo na mesma direção no espaço, qualquer que seja a posição da base.
- RiscoRiskAvaliação de um perigo: a combinação da chance de ele levar a um resultado ruim com a gravidade desse resultado, para um voo e um piloto específicos.
- Ritmo circadianoCircadian rhythmCiclo biológico de aproximadamente 24 horas dos processos bioquímicos, fisiológicos e comportamentais, mantido por mecanismos internos e acertado pela luz.
- Roda comandadaSteerable nosewheel or tailwheelRoda do nariz ou de cauda ligada aos pedais do leme, que a viram para dar a direção no solo.
- Roda livreCastering wheelRoda do nariz ou de cauda solta para girar para qualquer lado. A curva sai do freio diferencial, com ajuda do leme.
- RodadaModel runCada execução do modelo de previsão, identificada pelo horário dos dados de partida (00, 06, 12 ou 18 UTC). Na carta, aparece como BASED ON.
- RolagemRollRotação em torno do eixo longitudinal: uma asa sobe e a outra desce. Comandada pelos ailerons.
- RolamentoRollGiro do avião em torno do eixo longitudinal, que baixa uma asa e levanta a outra. Controlado pelo aileron.
- Rolamento induzidoInduced rollGiro em torno do eixo longitudinal provocado pelo vórtice num avião que entra na esteira. Pode passar do que os ailerons conseguem contrariar, sobretudo em aviões de envergadura pequena em relação à do gerador.
- Rosa dos ventosCompass roseConjunto de linhas pintadas no pátio, orientadas pelo norte magnético, usado para alinhar o avião durante a compensação da bússola.
- Rota ATSATS routeRota específica criada para organizar o fluxo do tráfego aéreo segundo o que os serviços de tráfego aéreo precisam. Inclui aerovias, rotas de assessoramento e rotas de chegada e saída.
- Rota alternativa IFRAlternative IFR routeRota obrigatória que substitui a rota preferencial IFR em situações previstas, como restrição técnica ou aeronave que não se ajusta à preferencial. Fica no Playbook de Rotas do AISWEB.
- Rota de assessoramentoADRAdvisory routeRota designada ao longo da qual se presta o serviço de assessoramento de tráfego aéreo. No Brasil, classe F.
- Rota de navegação de áreaArea navigation routeRota ATS estabelecida para aeronaves capazes de navegação de área. No Brasil, as rotas RNAV seguem a especificação RNAV 5.
- Rota desejadaDTKDesired trackLinha entre o último waypoint ultrapassado e o waypoint ativo, calculada pelo navegador como o caminho mais curto sobre a superfície da Terra.
- Rota do plano de vooFlight plan routeExpressão usada na autorização quando a rota autorizada é idêntica à do plano. Não inclui o nível e não serve para renovar autorização em voo.
- Rota preferencial IFRPreferential IFR routeMedida de gerenciamento de fluxo definida pelo CGNA, de caráter obrigatório, que fixa a rota inteira entre dois aeroportos ou parte dela. Fica no Playbook de Rotas do AISWEB.
- Rota preferida do usuárioUPRUser preferred routeRota listada no Playbook de Rotas do AISWEB, ao lado das rotas preferenciais e alternativas IFR, sem caráter obrigatório.
- RotaçãoRotationMomento da decolagem em que o piloto levanta o nariz para tirar o avião do chão. Marca o começo da esteira do avião.
- RotorRotorRedemoinho de eixo horizontal a sotavento, sob a crista de uma onda e embaixo da lenticular, perto ou abaixo da altura das cristas da serra. Turbulência de severa a extrema.
- Rotor de caudaTail rotorRotor pequeno na cauda do helicóptero que empurra a cauda de lado e anula o torque do rotor principal.
- RuddervatorRuddervatorParte móvel de cada superfície da cauda em V. Os dois se movem juntos com o manche, como profundor, e em sentidos opostos com os pedais, como leme.
- RumoCourseDireção da rota sobre o solo, em graus. Na fonia, sempre com três algarismos.
- Rumo da bússolaRBCompass courseRumo medido a partir do norte indicado pela bússola do avião. Sai do rumo magnético com a correção do cartão de desvios.
- Rumo magnéticoRMMagnetic courseRumo medido a partir do norte magnético. Sai do rumo verdadeiro somando a declinação oeste ou subtraindo a leste.
- Rumo verdadeiroTCTrue courseDireção de um trajeto medida a partir do norte verdadeiro, em graus, no sentido horário.
S
- SARPsSARPsStandards and Recommended PracticesNormas e práticas recomendadas da ICAO, contidas nos Anexos.
- SBASSBASSatellite-Based Augmentation SystemSistema de aumentação de cobertura regional: correções e integridade calculadas por estações no solo e transmitidas por satélites geoestacionários.
- SCTSCTScatteredNuvens esparsas: camada que cobre 3 a 4 oitavos do céu. Não forma teto.
- SERIPASERIPARegional aeronautical accident investigation and prevention serviceServiço regional subordinado ao CENIPA que planeja, gerencia e executa a investigação e a prevenção na sua área.
- SGSOSGSOSafety management systemSistema de gerenciamento da segurança operacional. Conjunto de política, metas, responsáveis, gestão de riscos, supervisão e auditorias que a empresa mantém, proporcional ao seu tamanho.
- SIDSIDStandard Instrument DepartureCarta de saída padrão por instrumentos. Leva o avião da decolagem até o ponto onde começa a fase em rota, com trajetória, restrições e requisitos.
- SIGMETSIGMETSignificant meteorological informationAviso de fenômeno meteorológico perigoso em rota, emitido entre outros casos para turbulência severa, inclusive de céu claro, ondas orográficas severas e trovoadas.
- SIGWXSIGWXSignificant weather chartCarta de tempo significativo: mostra os fenômenos meteorológicos previstos numa região e numa faixa de níveis, num horário de validade.
- SIPAERSIPAERAeronautical Accident Investigation and Prevention SystemSigla do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que planeja, orienta, coordena, controla e executa a investigação e a prevenção de acidentes na aviação. O CENIPA é o órgão central.
- SISCEABSISCEABBrazilian Airspace Control SystemSigla do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, que presta os serviços de navegação aérea no Brasil, gerido pelo DECEA.
- SNOWTAMSNOWTAMSNOWTAMSérie especial de NOTAM que leva o reporte de condição de pista quando há neve, gelo, geada ou água na área de movimento. Série S, em português, validade de 8 horas.
- SPECISPECIAerodrome special meteorological reportInforme meteorológico especial de aeródromo. Mesmo código do METAR, emitido entre os horários regulares quando uma ou mais condições mudam de forma significativa. A hora do boletim é a hora da mudança.
- STARSTARStandard Instrument ArrivalCarta de chegada padrão por instrumentos. Liga o fim da fase em rota ao início da aproximação, em geral terminando num IAF.
- Sala AISAIS briefing officeÓrgão que presta informação antes e depois do voo e trata as intenções de voo. Pode ser de aeródromo, de órgão ATC ou de autoatendimento.
- SaturaçãoSaturationEstado do ar que tem todo o vapor d'água que a temperatura dele permite. Umidade relativa de 100%.
- Saturação de tarefasTask saturationEstado em que a carga passa da capacidade: o piloto perde a noção das outras informações, decide com dados incompletos e erra mais.
- Satélite de órbita polarPOESPolar orbiting satelliteSatélite que passa entre 124 e 1.240 milhas de altura, cobrindo uma faixa diferente a cada volta. Dá mais detalhe, mas os dados chegam com horas de atraso.
- Satélite geoestacionárioGOESGeostationary satelliteSatélite a cerca de 22.000 milhas sobre o equador, que gira junto com a Terra e olha sempre a mesma região. Produz as imagens em sequência.
- Satélite meteorológicoWeather satelliteSatélite que mede, de cima, a luz do Sol refletida e a energia emitida pela superfície e pelas nuvens, produzindo imagens em vários canais.
- SaídaSortieCada decolagem de um avião para cumprir uma missão. Uma missão com quatro aviões conta quatro saídas.
- Saída omnidirecionalOMNIOmnidirectional departureSID que não requer auxílios à navegação, em que a aeronave mantém uma proa até uma altitude publicada e, dali, pode curvar para qualquer direção, salvo restrições publicadas.
- Saída padrão por instrumentosSIDStandard instrument departureRota de saída por instrumentos que liga o aeródromo, ou uma pista dele, a um ponto significativo, normalmente numa rota ATS, onde começa a fase em rota.
- Screen heightScreen heightAltura sobre a superfície da pista no fim da distância de decolagem: 35 pés em pista seca; 15 pés no caso com falha de motor em pista molhada.
- SedativoSedativeMedicamento que acalma ou dá sono. Afeta julgamento, memória, alerta e coordenação, e deixa o piloto mais sujeito à hipóxia.
- Segmento de aceleraçãoAcceleration segmentTambém chamado de terceiro segmento. Trecho nivelado em que o avião acelera de V2 até VFTO enquanto o flape recolhe.
- Segmento de aproximação finalFinal approach segmentTrecho em que se fazem o alinhamento com a pista e a descida para pousar, do FAF ou FAP até o pouso ou o MAPt.
- Segmento de aproximação inicialInitial approach segmentTrecho entre o IAF e o IF, ou o FAF, em que o avião desce e se alinha com o rumo de aproximação.
- Segmento de aproximação intermediáriaIntermediate approach segmentTrecho entre o IF, ou o fim de uma reversão, e o FAF ou FAP. Posiciona o avião para a descida final.
- Segmento de decolagemTakeoff segmentTrecho da trajetória de decolagem entre duas mudanças de configuração, tração ou velocidade, com peso, configuração e tração constantes no cálculo.
- Segmento finalFinal segmentSubida em configuração de rota, VFTO e tração máxima contínua, até 1.500 ft ou mais. Gradiente mínimo: 1,2% no bimotor, 1,5% no trimotor e 1,7% no quadrimotor.
- Segmento visualVisual segmentTrecho da aproximação entre a MDA, ou a DA, e a pista. Pelo AIM, não tem proteção de obstáculos implícita e o piloto avista e evita os obstáculos; no Brasil, a AIC N 51/20 avalia esse trecho e publica as medidas quando um obstáculo viola a superfície.
- Seguir a radialTrackingVoar sobre uma radial com a proa corrigida para o vento e o OBS fixo, mantendo a agulha centrada.
- Segundo em comandoSICSecond in commandO copiloto. Integra a tripulação mínima de dois pilotos exigida pelo RBAC 121.
- Segundo segmentoSecond segmentDo trem recolhido até a altura de aceleração, em V2, com flape e tração de decolagem. Gradiente mínimo de 2,4%, 2,7% e 3,0% para dois, três e quatro motores.
- Segundo segmento estendidoExtended second segmentSegundo segmento levado acima do mínimo de 400 ft, até 1.500 ft ou mais, para livrar obstáculos, dentro do limite de tempo da tração de decolagem.
- Seios da faceSinusesCavidades cheias de ar nos ossos do rosto, ligadas ao nariz por pequenas aberturas. Com a mucosa inchada, o ar fica preso e a descida provoca dor.
- Seletor de altitudeAltitude selectorAjuste do piloto automático em que o piloto coloca a altitude a capturar.
- Seletora de combustívelFuel selector valveVálvula comandada da cabine que escolhe de qual tanque o motor recebe combustível. Um modelo comum tem as posições LEFT, RIGHT, BOTH e OFF.
- Self-announceSelf-announceAnúncio que o próprio piloto faz de indicativo, posição, altitude e intenção no CTAF, sem esperar resposta de uma estação.
- SemicantiléverSemicantilever wingAsa sustentada por montante preso mais ou menos na metade de cada asa; o trecho de fora do montante trabalha em balanço, como uma asa cantiléver.
- SemienvergaduraSemispanMetade da envergadura: distância do eixo do avião até a ponta de uma asa. As posições ao longo da asa são dadas em porcentagem dela.
- SemimonocoqueSemimonocoqueConstrução em que o revestimento divide os esforços com uma armação interna de cavernas e longarinas.
- Sensibilidade do CDICDI sensitivityDistância lateral da rota que leva a barra do CDI ao fim da escala. Com o GPS: 5 NM em rota, 1 NM na área terminal e 0,3 NM na aproximação.
- Sensor de torque negativoNTSNegative torque sensingSistema do turboélice de eixo único que leva a hélice para passo maior quando ela passa a girar o motor. Reduz o arrasto, mas não substitui o embandeiramento.
- SeparaçãoSeparationDistância mínima que o órgão de controle mantém entre os voos que controla.
- Separação compostaComposite separationCombinação de separação vertical com uma horizontal, cada uma abaixo do seu mínimo e nunca abaixo da metade dele. Só onde o DECEA autorizar.
- Separação diagonalDiagonal separationDistância em linha reta entre um avião numa final e o avião seguinte na final adjacente. Vale 1, 1,5 ou 2 NM conforme a distância entre os eixos.
- Separação do escoamentoFlow separationDescolamento do ar da superfície da asa, que deixa de acompanhar a curvatura dela e passa a formar redemoinhos. Acima do ângulo crítico, toma boa parte do extradorso e causa o estol.
- Separação horizontalHorizontal separationEspaçamento das aeronaves no plano horizontal, por separação lateral ou longitudinal.
- Separação induzida por choqueShock-induced separationDescolamento da camada limite atrás de uma onda de choque forte, que a deixa sem energia para continuar colada.
- Separação lateralLateral separationAeronaves em rotas diferentes ou sobre pontos geográficos diferentes. Com VOR, radiais divergindo 15° ou mais e uma aeronave a 15 NM ou mais do auxílio.
- Separação longitudinalLongitudinal separationIntervalo de tempo ou de distância entre aeronaves na mesma rota, em rotas opostas ou em rotas que se cruzam.
- Separação por esteira de turbulênciaWake turbulence separation minimaMínimos em tempo ou em distância que o controle mantém entre duas aeronaves por causa da esteira da que vai à frente. Vale quando é maior que o mínimo IFR aplicável.
- Separação por tempo na aproximação final (TBS)TBSTime-based separationMétodo autorizado pelo DECEA em que os mínimos de esteira na final são mantidos em tempo, com um sistema automatizado que converte o tempo em distância conforme o vento, para não alongar os intervalos com vento de proa forte.
- Separação verticalVertical separationSeparação obtida com aeronaves em níveis diferentes. Em rota, com altímetros em 1013,2 hPa: 1.000 ft abaixo do FL290; 2.000 ft do FL290 ao FL410 (1.000 ft com RVSM) e acima do FL410.
- Separação vertical mínima reduzidaRVSMReduced vertical separation minimumSeparação de 1.000 pés entre o FL290 e o FL410, aplicada só a aviões aprovados para ela.
- Separação vertical mínima reduzida (RVSM)RVSMReduced vertical separation minimumSeparação vertical de 1.000 ft entre o FL290 e o FL410, onde aplicada, no lugar dos 2.000 ft. No espaço RVSM, os níveis IFR seguem a Tabela 8 da ICA 100-12.
- SequenciamentoWaypoint sequencingModo normal do navegador, em que ele avisa a chegada ao waypoint ativo, antecipa a curva e passa sozinho ao ponto seguinte do plano.
- Sequência de consumoFuel burn sequenceOrdem em que os tanques são usados. Define o caminho do CG entre a decolagem e o pouso.
- Serviço de alertaAlerting serviceServiço que avisa os órgãos de busca e salvamento quando uma aeronave precisa de socorro e colabora com eles.
- Serviço de assessoramento de tráfego aéreoAir traffic advisory serviceServiço prestado na classe F que procura manter, até onde for possível, a separação entre os voos IFR, sem emitir autorização de controle.
- Serviço de controle de pátioApron management serviceServiço que regula atividades e movimentos de aeronaves e veículos no pátio. Onde existe, as autorizações de pushback, acionamento e início do táxi passam pelo órgão que o presta.
- Serviço de controle de tráfego aéreoATCAir traffic control serviceServiço que previne colisões entre aeronaves, e entre aeronaves e obstáculos na área de manobras, e organiza o fluxo do tráfego por meio de autorizações, instruções e separação.
- Serviço de informação de vooFISFlight information serviceServiço que fornece avisos e informações úteis para o voo seguro e eficiente, sem autorizar nem separar.
- Serviço de informação de voo de aeródromoAFISAerodrome flight information serviceServiço que informa vento, ajuste de altímetro, tráfego conhecido e condições do aeródromo num aeródromo sem controle em funcionamento. Prestado normalmente por um órgão chamado "Rádio"; não emite autorização de controle.
- Serviço de transporte aéreoCommercial air transportTransporte aéreo comercial, com fins lucrativos, de pessoas, bens ou malas postais, regular ou não regular, doméstico ou internacional. Só pode ser prestado por empresa com COA e EO.
- Serviço de vigilância ATSATS surveillance serviceServiço de tráfego aéreo prestado diretamente com base num sistema de vigilância ATS. Começa quando o controlador informa ao piloto que a aeronave está identificada.
- Serviços de tráfego aéreoATSAir traffic servicesNome genérico que reúne os serviços prestados ao tráfego aéreo, entre eles o controle, a informação de voo e o alerta.
- ServoServoAtuador eletromecânico que transforma o comando elétrico do piloto automático em movimento da superfície de comando ou do compensador.
- Setor de transiçãoTransition sectorFaixa estreita entre o branco e o vermelho em que a cor da unidade muda. No PAPI e no APAPI, no máximo 3 minutos de arco para quem observa a 300 m ou mais.
- Setor quenteWarm sectorAr quente entre a frente fria e a frente quente de uma onda frontal.
- SeveridadeSeverityGravidade das consequências de um evento. Na matriz da FAA: catastrófica, crítica, marginal ou desprezível.
- Seção de consciência situacionalSituational awareness sectionParte do RCR com observações que não entram no cálculo, como comprimento reduzido, areia solta, tratamento químico, condição de pista de táxi e pátio e atrito medido.
- Seção de cálculo de desempenhoAircraft performance calculation sectionParte do RCR com aeródromo, data e hora, menor designador, códigos, porcentagens, profundidades, descrições e largura avaliada.
- SharkletSharkletNome dado pela Airbus à aleta de ponta da família A320.
- ShimmyShimmyOscilação rápida da roda do nariz de um lado para o outro, segurada pelo amortecedor de shimmy.
- SidestepSide-step maneuverPelo AIM da FAA, aproximação por instrumentos para uma pista seguida de pouso direto na paralela, a 1.200 ft ou menos, com mínimos próprios voados até uma MDA.
- Sinalização horizontalMarkingsInformação aeronáutica pintada no pavimento da pista, das pistas de táxi e do pátio. Branca na pista de pouso e decolagem, amarela nas pistas de táxi.
- Sinalização horizontal de instrução obrigatóriaMandatory instruction markingA mensagem da placa vermelha pintada no pavimento, em branco sobre vermelho, do lado da espera.
- Sinalização luminosaAerodrome lightingConjunto das luzes de pista de pouso e decolagem, de pista de táxi e de pátio de um aeródromo, com características definidas no RBAC 154.
- Sinalização verticalSignsInformação aeronáutica dada por placas ou painéis na área de movimento. A cor do fundo diz o tipo de mensagem.
- Sistema anticolisão de bordoACASAirborne collision avoidance systemSistema de bordo que usa os sinais dos transponders das outras aeronaves para detectar conflitos e orientar o piloto, sem depender de equipamento no solo.
- Sistema com bombaFuel-pump systemSistema em que os tanques ficam abaixo do carburador e o combustível é levado ao motor por uma bomba acionada pelo motor, com uma bomba elétrica auxiliar de reserva.
- Sistema de alerta de proximidade do soloGPWSGround proximity warning systemSistema que alerta para razão de descida excessiva, aproximação excessiva do terreno, perda de altura depois da decolagem, terreno sem configuração de pouso, desvio do glideslope e alturas de radioaltímetro.
- Sistema de avisos aos passageirosPAPublic address systemAlto-falantes da cabine de passageiros, acessíveis da cabine de comando e dos postos dos comissários.
- Sistema de combustívelFuel systemConjunto de tanques, respiros, válvulas, filtros, drenos, bombas e linhas que leva o combustível limpo e sem interrupção dos tanques até o carburador ou a injeção.
- Sistema de desaceleração de aeronavesAircraft arresting systemSistema projetado para desacelerar uma aeronave que ultrapassa o fim da pista. No AIP, aparece na coluna sistema de barreira da AD 2.12.
- Sistema de enriquecimentoPower enrichment system, economizerVálvula do carburador, também chamada de economizador, que enriquece a mistura perto da potência máxima para resfriar o motor e evitar detonação.
- Sistema de gerenciamento de risco da fadigaSGRFFatigue Risk Management SystemSistema aprovado pela ANAC, baseado em dados, princípios científicos e experiência operacional, que monitora e gerencia continuamente os riscos da fadiga e permite operações com limites específicos.
- Sistema de gerenciamento de vooFMSFlight management systemComputador de bordo que guarda a rota, calcula o desempenho e fornece a navegação seguida pelo piloto automático.
- Sistema de igniçãoIgnition systemConjunto que produz a faísca que acende a mistura nos cilindros: magnetos, velas, cabos de alta tensão e chave de ignição.
- Sistema de induçãoInduction systemConjunto que traz o ar de fora, mistura esse ar com combustível e entrega a mistura aos cilindros.
- Sistema de lubrificaçãoEngine oil systemConjunto que guarda o óleo, faz o óleo circular pelo motor sob pressão e o traz de volta. Lubrifica, arrefece, veda, limpa e protege contra corrosão.
- Sistema de luzes de aproximaçãoALSApproach light systemConjunto de luzes no prolongamento do eixo da pista, antes da cabeceira, com barras transversais a distâncias fixas, que mostra o alinhamento e a distância até a pista na transição para o voo visual.
- Sistema de navegação de longo alcanceLRNSLong-range navigation systemSistema capaz de navegar em áreas sem auxílios no solo, como o sistema inercial ou o GNSS. As especificações oceânicas exigem dois, independentes.
- Sistema de percepção e alarme de proximidade do soloTAWSTerrain awareness and warning systemSistema que alerta a tripulação para terreno perigoso com informação e tempo para evitá-lo. Soma às funções do GPWS a de terreno à frente (FLTA) e a de descida prematura (PDA). Também chamado de EGPWS.
- Sistema de pouso por instrumentosILSInstrument landing systemSistema de aproximação de precisão que dá ao avião guia lateral, pelo localizador, e vertical, pela trajetória de planeio, até a altitude de decisão.
- Sistema de precisão categoria IPrecision approach category I lighting systemSistema com linha central de 900 m, luzes a cada 30 m e barra de 30 m a 300 m da cabeceira, montado com fontes únicas em código de uma, duas e três luzes ou com barretas e luzes de flash sequenciais. Montado com barretas e luzes de flash, aparece no AIP como ALSF-1 (L4 no ROTAER).
- Sistema de precisão categorias II e IIIPrecision approach category II and III lighting systemSistema com linha central de 900 m, fileiras laterais de barretas vermelhas nos primeiros 270 m e barras a 150 m e 300 m da cabeceira; quando o eixo depois dos 300 m usa duas ou três fontes de luz, também barras a 450, 600 e 750 m. Com luzes de flash, aparece no AIP como ALSF-2 (L5 no ROTAER).
- Sistema de vigilância ATSATS surveillance systemRadar primário, radar secundário, ADS-B ou sistema de terra equivalente que permita identificar a aeronave.
- Sistema de vácuoVacuum systemSistema que tira ar da caixa dos instrumentos para que o ar de fora, filtrado, entre e gire os rotores: filtro, giros, válvula reguladora, bomba e saída.
- Sistema elétricoElectrical systemConjunto de fontes, chaves, barramentos, proteções, instrumentos e fiação que gera, guarda e distribui a energia elétrica a bordo. No monomotor, não inclui a ignição por magnetos.
- Sistema hidráulicoHydraulic systemConjunto que guarda um fluido, coloca esse fluido sob pressão e o leva por linhas até atuadores que transformam a pressão em força e movimento.
- Sistema mundial de previsão de área (WAFS)WAFSWorld Area Forecast SystemSistema da ICAO em que dois centros mundiais, Washington e Londres, emitem previsões globais para a navegação em rota, entre elas as de vento e temperatura em altitude.
- Sistema por fluidoTKSFluid ice protection, weeping wingProteção que libera fluido anticongelante por pequenos furos no bordo de ataque, baixando o ponto de congelamento da água. Conhecido pelo nome comercial TKS.
- Sistema por gravidadeGravity-feed systemSistema em que os tanques ficam acima do carburador e o peso da gasolina a leva até o motor, sem bomba. É o arranjo do monomotor de asa alta.
- Sistema simples de luzes de aproximaçãoSALSSimple approach lighting systemLinha de luzes de pelo menos 420 m no prolongamento do eixo, com barra transversal de 18 m ou 30 m a 300 m da cabeceira. Recomendado para pistas não instrumento de uso noturno e de não precisão.
- Sistema somatossensorialSomatosensory systemNervos da pele, dos músculos e das articulações que sentem pressão e peso do corpo. Base do voo "pelo fundo das calças".
- Sistema vestibularVestibular systemÓrgãos do ouvido interno que percebem rotações e acelerações da cabeça: os canais semicirculares e os otólitos.
- Sistema visualVisual systemOs olhos como fonte de orientação: comparam o avião com o horizonte e o terreno. Com referência externa, prevalece sobre os outros sentidos.
- Sistema visual indicador de rampa de aproximaçãoVisual approach slope indicator systemConjunto de unidades de luz ao lado da pista que mostra, por cores, se o olho do piloto está acima, na rampa ou abaixo da rampa de aproximação definida para a cabeceira. Inclui PAPI, APAPI, VASIS, AVASIS, T-VASIS e AT-VASIS.
- Six packSix packApelido do conjunto dos seis instrumentos básicos de voo em mostradores redondos: velocímetro, horizonte artificial, altímetro, coordenador de curva, indicador de proa e climb.
- SlatSlatSegmento móvel do bordo de ataque que avança sobre trilhos e forma uma fenda, permitindo ângulo de ataque maior antes do estol.
- Slot (fenda fixa)Fixed slotPassagem permanente perto do bordo de ataque que leva ar ao extradorso e atrasa a separação em ângulo de ataque alto.
- Sobra de potênciaExcess powerExcesso da potência disponível sobre a necessária. Determina a razão de subida; a sobra de tração determina o ângulo de subida.
- Sobra de traçãoExcess thrustO quanto a tração disponível passa da necessária numa velocidade. A maior sobra de tração define Vx.
- SobrecargaOverload operationOperação com ACR acima do PCR. Pelo RBAC 153, o operador de aeródromo pode permitir até 5% do movimento dos últimos 12 meses (sem contar pequenas aeronaves) com sobrecarga, com sobrecarga individual de até 10% no método ACR-PCR.
- SobrevelocidadePropeller overspeedRotação acima da máxima permitida. Momentânea num avanço brusco de potência; contínua quando a pá fica no passo mínimo.
- Sociedade de economia mistaMixed-capital companyEmpresa com capital do governo e de particulares, sob controle do governo. Foi a forma escolhida para criar a Embraer em 1969.
- SocorroMAYDAYDistressCondição de quem está ameaçado por perigo grave ou iminente e precisa de assistência imediata. A mensagem começa com MAYDAY e tem prioridade absoluta.
- Socorro (distress)DistressCondição da aeronave ameaçada por perigo grave ou iminente, que precisa de assistência imediata; inclui o acidente inevitável ou já consumado. Anunciada com MAYDAY.
- Sopro da héliceSlipstreamEscoamento acelerado para trás pela hélice. Aumenta a sustentação do trecho da asa que fica atrás dela.
- SotaventoLeeward (lee side)Lado para onde vai o vento, abrigado dele. Na serra, é onde se formam a onda e o rotor.
- SpeedbrakeSpeed brakeSuperfície cujo objetivo principal é produzir arrasto. Pode ser painel na fuselagem ou os spoilers levantados nas duas asas.
- SpinnerSpinnerCarenagem arredondada que cobre o cubo da hélice, na frente.
- SpoilerSpoilerPainel no extradorso que se levanta para reduzir a sustentação e aumentar o arrasto.
- Spoilers de soloGround spoilersPainéis que sobem sobre a asa no toque e tiram sustentação, pondo o peso do avião sobre as rodas e melhorando a frenagem.
- SpoofingSpoofingEnvio de sinais de navegação falsos ao receptor GNSS para que calcule posição, velocidade ou hora incorretas, com aparência de sinais legítimos.
- SpottingPlane spottingPrática de observar aeronaves, identificar o modelo e a matrícula de cada uma e registrar o que foi visto, com foto ou anotação.
- SpreadTemperature-dewpoint spreadDiferença entre a temperatura e o ponto de orvalho; também chamado de depressão do ponto de orvalho. Spread pequeno indica ar perto da saturação.
- Stall stripStall stripPeça fixada no bordo de ataque que antecipa a separação do escoamento naquele trecho da asa.
- Stick pusherStick pusherDispositivo que empurra o manche à frente para impedir o estol. O PHAK o descreve atuando a cerca de 1 nó acima da velocidade de estol.
- Stick shakerStick shakerAviso de estol que faz o manche vibrar.
- StratocumulusScStratocumulusCamada baixa de massas arredondadas ou rolos, cinzenta ou esbranquiçada, com partes escuras. Precipita raramente.
- StratusStStratusCamada baixa, cinzenta e de base uniforme, que dá chuvisco. Através dela o contorno do sol fica nítido.
- Suba via SIDClimb via SIDAutorização para subir até o nível dito seguindo o perfil lateral da SID e cumprindo as restrições de nível e de velocidade publicadas, salvo as que o controle cancelar na mesma frase.
- Subida de cruzeiroCruise climbSubida numa velocidade acima de Vy, com atitude mais baixa e razão um pouco menor.
- Subida em cruzeiroCruise climbTécnica de cruzeiro, normalmente com potência constante, em que a altitude aumenta à medida que o peso diminui.
- Subida em degrausStep climbMudança de nível de cruzeiro em etapas, ao longo do voo, para acompanhar a altitude ótima conforme o avião fica mais leve.
- Subida normal (subida de cruzeiro)Normal climb, cruise climbSubida até o nível de cruzeiro na velocidade de subida do manual, maior que Vy, com razão um pouco menor. O AFH registra que também é chamada de subida de cruzeiro.
- Subida ou descida a razão constanteConstant rate climb or descentMudança de altitude numa razão vertical escolhida; na descida, o IFH põe o climb como primário de arfagem e o velocímetro como primário de potência.
- Subida ou descida a velocidade constanteConstant airspeed climb or descentMudança de altitude com potência fixa e velocidade mantida pela arfagem; na descida, o IFH põe o velocímetro como primário de arfagem.
- SubleitoSubgradeTerreno de fundação onde as camadas do pavimento se apoiam. No código do pavimento é classificado de A (alta resistência) a D (ultrabaixa).
- Substância psicoativaPsychoactive substancePelo RBAC 120, o álcool ou qualquer substância no escopo da Portaria SVS/MS nº 344/1998, exceto algumas classes dessa portaria. O RBAC 91.17 proíbe atuar sob seu efeito.
- SubsônicoSubsonicFaixa de voo com todo o escoamento abaixo da velocidade do som. No PHAK, Mach do avião abaixo de 0,75.
- Super-resfriadaSupercooledÁgua ainda líquida abaixo de 0 °C. Ao tocar o avião, pode congelar e formar gelo.
- SuperalimentaçãoForced inductionCompressão do ar antes da entrada nos cilindros, para que o motor admita mais massa de ar por ciclo e produza mais potência, inclusive em altitude.
- SupercélulaSupercellTrovoada de longa duração com uma única corrente ascendente, persistente e girando, de até 9.000 pés por minuto. Quase todas produzem tempo severo.
- Superfície de comandoFlight control surfaceParte móvel, articulada numa superfície fixa, que muda de posição para alterar a força do ar num trecho do avião e, com isso, girá-lo.
- Superfície de proteção contra obstáculosObstacle protection surfaceSuperfície inclinada à frente da cabeceira, exigida pelo RBAC 154 onde há indicador visual de rampa, acima da qual não se admitem objetos novos.
- Superfície de transiçãoTransitional surfaceSuperfície imaginária do plano de zona de proteção do aeródromo que começa nas laterais da faixa de pista, na altitude do eixo ao lado, e sobe para fora, limitando a altura dos objetos.
- Superfície de transição internaInner transitional surfaceUma das superfícies que delimitam a zona livre de obstáculos (OFZ), espaço aéreo junto da pista que nenhum obstáculo fixo pode penetrar, salvo objetos leves e frangíveis necessários à navegação aérea.
- Superfície frontalFrontal surfaceSuperfície inclinada que separa as duas massas, apoiada sobre o ar frio. A linha da carta marca onde ela toca o chão.
- Superfície isobáricaConstant pressure surfaceConjunto dos pontos da atmosfera com a mesma pressão. Sobe sobre centros de alta e sobre ar quente e desce sobre centros de baixa e sobre ar frio.
- Superfícies primáriasPrimary flight controlsAileron, profundor e leme: as superfícies que controlam o avião em rolagem, arfagem e guinada.
- Superfícies secundáriasSecondary flight controlsFlapes, compensadores, spoilers e dispositivos de bordo de ataque: mudam o desempenho da asa ou aliviam o esforço nos comandos.
- SupersônicoSupersonicFaixa de voo com escoamento acima da velocidade do som em quase todo o avião. No PHAK, Mach de 1,20 a 5,00.
- Suplemento AIPSUP AIPAIP SupplementPublicação de modificações temporárias do AIP de três meses ou mais, ou curtas com texto longo ou gráficos, separada por parte (GEN, ENR e AD).
- SurpresaSurpriseReação a um evento inesperado, que contraria a expectativa do piloto e pode atrapalhar o raciocínio.
- SustentaçãoLiftParte da força aerodinâmica que age a 90° do vento relativo. Vem principalmente da asa e depende da velocidade em relação ao ar, da densidade do ar, da área da asa e do ângulo de ataque.
- SustoStartleReflexo automático e incontrolável a um evento súbito e intenso, com aumento da frequência cardíaca e da pressão.
- Série de NOTAMNOTAM seriesLetra que identifica o conjunto de numeração de um NOTAM: A, B, E, F e G nacionais; I, J, K, N e O internacionais, uma por FIR; V do ASHTAM e S do SNOWTAM.
T
- T básicoBasic TArranjo obrigatório dos instrumentos principais: atitude no centro, velocidade à esquerda, altitude à direita e proa abaixo.
- TACATACAIllegal air transportTransporte aéreo clandestino. Serviço de transporte aéreo feito ou oferecido sem COA e EO. Proibido pelo RBAC 119 e tratado pela ANAC como crime.
- TACANTACANTactical Air NavigationSistema de navegação de uso militar que fornece direção e distância. Combinado com um VOR forma o VORTAC, do qual a aeronave civil usa o VOR para a direção e a parte de distância do TACAN como DME.
- TAFTAFAerodrome forecastPrevisão meteorológica para o aeródromo, válida pelo período informado no próprio boletim.
- TALPATALPATakeoff and Landing Performance AssessmentComitê da FAA criado para reduzir as saídas de pista pelo fim. Padronizou a avaliação e o reporte da pista e o uso dessa informação na performance; serviu de base ao formato global de reporte da OACI.
- TAWSTAWSTerrain awareness and warning systemSistema que compara a posição e a trajetória do avião com um banco de dados de terreno e obstáculos e dá alertas de proximidade do terreno.
- TCASTCASTraffic alert and collision avoidance systemSistema anticolisão de bordo, chamado de ACAS pela ICAO, que localiza as aeronaves próximas pelos sinais dos transponders delas, sem equipamento no solo.
- TCHTCHThreshold crossing heightAltura de cruzamento da cabeceira. Altura da rampa sobre a cabeceira, medida na antena de rampa do avião; referência de planejamento publicada na carta, não a altura das rodas.
- TCUTCUTowering cumulusCumulus congestus de grande desenvolvimento vertical, que pode evoluir para cumulonimbus. Turbulência muito forte. Um dos dois tipos identificados no grupo de nuvens do METAR.
- TEMACTEMACTrailing edge of MACBordo de fuga da corda média aerodinâmica, dado em estação a partir da referência.
- TEMPOTEMPOTemporaryGrupo de mudança para flutuações temporárias num intervalo, cada uma com menos de 1 hora e, somadas, menos da metade do intervalo.
- TERPSTERPSUnited States Standard for Terminal Instrument ProceduresPadrão da FAA para projeto e avaliação de procedimentos por instrumentos, publicado como Order 8260.3, hoje na edição G.
- TL e ATTL, ATUntil, atIndicadores de hora da tendência: TL marca até quando vai a mudança; AT, a hora exata em que a condição prevista é esperada. Seguidos de hora e minutos UTC.
- TODATODATake-off distance availableA TORA mais o comprimento da zona desimpedida, quando existe. É o limite da distância de decolagem exigida pelo avião.
- TORATORATake-off run availableComprimento declarado de pista onde o avião pode fazer a corrida no solo até decolar. Não inclui zona de parada nem zona desimpedida.
- TX e TNTX, TNForecast maximum and minimum temperatureGrupos regionais com a temperatura máxima (TX) e a mínima (TN) previstas na validade, seguidas do dia e da hora UTC previstos.
- Tabela de cruzeiroCruise performance tableTabela do manual com velocidade verdadeira, consumo, autonomia e alcance para cada altitude e ajuste de potência, nas condições das notas.
- Tabela de tempo, combustível e distância de subidaFuel, time, and distance to climb chartTabela do manual com o tempo, o combustível e a distância para subir do nível do mar a cada altitude, com vento nulo e nas condições das notas.
- TacômetroTachometerIndicador da rotação do motor e da hélice, em centenas de rpm. É o indicador de potência com hélice de passo fixo.
- Tampão de vaporVapor lockInterrupção do fluxo de combustível por vapor ou ar nas linhas. Aparece com gasolina quente, em grande altitude ou depois que um tanque seca e deixa entrar ar.
- Taxa de aproximaçãoClosure rateQuanto a distância até a estação diminui ou aumenta por unidade de tempo. É dela que saem a velocidade e o tempo mostrados pelo DME, e só coincide com a velocidade no solo voando direto para a estação, aproximando-se ou afastando-se dela.
- Tela de navegaçãoNDNavigation displayMapa visto de cima em volta da posição do avião, com rota, auxílios, aeródromos e, sobrepostos, tráfego, radar meteorológico e terreno.
- Tela multifunçãoMFDMultifunction displayTela que mostra, conforme a página escolhida, mapa, motores e sistemas.
- TemperaturaTemperatureMedida do grau de agitação das moléculas. Na aviação, informada em graus Celsius; em publicações americanas, também em Fahrenheit.
- Temperatura absolutaKAbsolute temperatureTemperatura medida a partir do zero absoluto, em kelvin: graus Celsius mais 273,15. As fórmulas da TAT, da densidade e da velocidade do som usam essa escala.
- Temperatura assumidaATM, FLEXAssumed temperature, flex temperatureTemperatura mais alta que a real usada para calcular tração, velocidades, distâncias e subida de uma decolagem com tração reduzida. Também chamada de temperatura flex.
- Temperatura assumida máximaMaximum assumed temperatureMaior temperatura assumida permitida: a menor entre a temperatura em que o peso real vira o peso limite e a temperatura em que a tração chega ao piso de redução.
- Temperatura de flat ratingFlat rated temperature, corner pointTemperatura de quebra, também chamada de corner point, até a qual a tração de decolagem fica constante. A temperatura assumida só reduz a tração quando passa dela.
- Temperatura do ar externoOATOutside air temperatureTemperatura do ar fora do avião, medida ou indicada, sem correção. No avião lento é praticamente a temperatura estática.
- Temperatura do ar ramRATRam air temperatureTemperatura sentida pela sonda: a temperatura do ar mais o calor ganho na compressão contra a sonda. Normalmente intercambiável com a TAT.
- Temperatura do óleoOil temperature gaugeIndicador da temperatura do óleo do motor. Verde para a faixa normal, linha vermelha para a máxima permitida.
- Temperatura estática do arSATStatic air temperatureTemperatura do ar em volta do avião, sem o aquecimento causado pelo movimento. É a que entra nas contas de densidade, velocidade do som, TAS e performance.
- Temperatura na entrada da turbinaTITTurbine inlet temperatureTemperatura dos gases ao chegar à turbina do turbo. O limite dela protege as peças da parte quente do turbocompressor.
- Temperatura total do arTATTotal air temperatureTemperatura do ar freado até parar em relação ao avião, sem troca de calor: a temperatura estática mais o ram rise.
- Tempo de subidaTime to climbTempo para subir de uma altitude a outra. Cresce cada vez mais depressa perto do teto, porque a razão de subida cai.
- Tempo motorPower strokeTerceiro tempo do ciclo, também chamado de combustão ou expansão: os gases da queima empurram o pistão para baixo. É o único que entrega trabalho ao virabrequim.
- Tempo presentePresent weatherFenômenos que ocorrem no aeródromo ou na vizinhança na hora da observação, como chuva, trovoada, nevoeiro e névoa, codificados pela Tabela 4678.
- Tempo recenteRERecent weatherFenômeno importante observado no aeródromo desde o último METAR. Com observador, sai mesmo que o fenômeno continue na hora da observação; no METAR AUTO, só o que já parou. Aparece com RE antes da abreviatura, como RERA.
- Tempo útil de consciênciaTUCTime of useful consciousnessIntervalo entre o começo da falta de oxigênio e o momento em que a pessoa deixa de conseguir agir com propósito, como colocar a máscara.
- Tendência de sobreinclinaçãoOverbanking tendencyTendência de a inclinação aumentar sozinha acima de cerca de 45°, porque a asa de fora anda mais rápido e produz mais sustentação.
- Tendência do climbTrendPrimeira etapa da indicação do climb: logo depois do comando, o ponteiro mostra só o sentido da mudança, subida ou descida, antes do valor correto.
- TensãoVoltage“Pressão” elétrica que empurra a corrente pelos fios, medida em volts (V). Para a bateria receber carga, a tensão do sistema precisa ficar acima da dela.
- Terceira lei de NewtonNewton's third lawCada ação provoca uma reação igual em intensidade e de sentido contrário. Explica a sustentação (ar desviado para baixo) e a tração (ar lançado para trás).
- TermosferaThermosphereCamada acima da mesopausa, até cerca de 690 km. A temperatura sobe muito, mas o ar é rarefeito demais para aquecer um corpo.
- Terço da pistaRunway thirdCada um dos três trechos em que a pista é dividida para a avaliação da superfície, contados a partir da cabeceira de menor designação.
- TesouraTorque linksPar de hastes articuladas que liga os dois tubos do amortecedor óleo-pneumático e mantém a roda alinhada com a perna.
- Tesoura de ventoWindshearMudança de velocidade ou de direção do vento numa distância curta. Na trovoada, aparece na frente de rajada e no microburst, em baixa altura.
- TetaniaTetanyEspasmo muscular contínuo, um dos sinais da hiperventilação.
- TetoCeilingAltura da base da camada mais baixa abaixo de 20.000 pés informada como BKN ou OVC, ou a visibilidade vertical (VV) quando o céu está obscurecido.
- Teto absolutoAbsolute ceilingAltitude em que a razão de subida máxima é zero. Só uma velocidade mantém o voo nivelado, e nela Vx e Vy coincidem.
- Teto absoluto monomotorSingle-engine absolute ceilingAltitude em que a subida com um motor inoperante deixa de ser possível. Acima dele, o avião desce mesmo com potência máxima no motor bom.
- Teto aerodinâmicoAerodynamic ceilingAltitude em que as fronteiras de buffet de baixa e de alta se encontram, para um peso e um fator de carga. Acima dela não há velocidade de voo nivelado sem buffet.
- Teto de serviçoService ceilingAltitude em que o avião já não consegue subir com razão maior que 100 pés por minuto.
- Teto de serviço monomotorSingle-engine service ceilingAltitude em que o bimotor já não mantém 50 ft/min de subida com um motor inoperante.
- TillerTiller (nosewheel steering wheel)Pequeno volante na cabine dos aviões pesados que comanda a direção hidráulica da roda do nariz.
- Tolerância a danoDamage toleranceFilosofia de projeto de estruturas que combina vida útil calculada com redundância e meios de deter rachaduras antes que fiquem perigosas.
- Tomada de decisão aeronáuticaADMAeronautical decision-makingProcesso sistemático com que o piloto escolhe o melhor curso de ação diante das circunstâncias do voo, com a informação que tem no momento. A ANAC usa a sigla TDA.
- Tomada estáticaStatic portPequeno furo rente à lateral da fuselagem que capta a pressão estática para o altímetro, o variômetro e o velocímetro.
- TombamentoTumblePerda da referência do giro quando o avião passa dos limites de inclinação ou arfagem do instrumento; ele indica errado até ser realinhado.
- Topo dos ecosEcho topsProduto de radar que estima a altura do topo da precipitação pela altura do eco de 18 dBZ. O topo da nuvem fica acima.
- Topo protuberanteOvershooting topCúpula que a corrente ascendente forte empurra acima do nível da bigorna, até a baixa estratosfera.
- Topo sobre baseTop over baseForma de escrever as alturas na carta: o número de cima é o topo, o de baixo é a base. XXX indica valor fora da camada da carta.
- Toque e arremetidaTouch-and-goPouso seguido de nova decolagem, sem parar e sem sair da pista.
- TornadoTornadoColuna de ar girando com violência, ligada à base de uma nuvem cumuliforme e em contato com o chão. Nos mais intensos, ventos estimados acima de 200 nós.
- TorqueTorqueIndicação da potência aplicada ao eixo da hélice, em porcentagem, libras-pé ou psi. Principal referência de potência no turboélice.
- Torque negativoNegative torqueSituação da hélice em moinho: girada pelo vento, ela aciona o motor em vez de ser acionada por ele.
- Torre de controle de aeródromoTWRAerodrome control towerÓrgão que controla o tráfego do aeródromo: as aeronaves na área de manobras e as que voam nas vizinhanças.
- TorçãoTorsionEsforço em que a peça é torcida em torno do próprio comprimento.
- Torção da asaWing twist (washout)Asa construída com a raiz em ângulo de ataque maior que a ponta, para que a raiz estole primeiro e os ailerons continuem eficientes.
- Torção da páBlade twistDiminuição do ângulo da pá do cubo para a ponta, que compensa a velocidade de rotação maior das estações externas e deixa o ângulo de ataque mais uniforme.
- TrajetóriaFlight pathCaminho que o centro de gravidade do avião descreve no ar. Independe de para onde o nariz aponta.
- Trajetória brutaGross takeoff flight pathTrajetória de decolagem com um motor inoperante que o avião faz de acordo com os dados do AFM.
- Trajetória de decolagemTakeoff pathTrajetória do 14 CFR 25.111, do avião parado, no início da corrida, até 1.500 ft acima da superfície ou até o fim da transição para a configuração de rota em VFTO, o que for mais alto, com o motor crítico inoperante a partir de VEF.
- Trajetória de planeioGPGlide path, glide slopeComponente do ILS que dá a rampa de descida, normalmente de 3°. Transmite em UHF, de 329,15 a 335,00 MHz, com a antena ao lado da pista, perto da cabeceira.
- Trajetória de voo de decolagemTakeoff flight pathParte aérea da trajetória de decolagem, do 14 CFR 25.115. Começa a 35 ft acima da superfície, no fim da distância de decolagem.
- Trajetória falsaFalse glide slopeIndicação de rampa centrada em ângulo bem maior que o publicado, acima da rampa verdadeira. Evitada pela interceptação por baixo e pela conferência de altitude com distância.
- Trajetória líquidaNet takeoff flight pathTrajetória bruta reduzida em 0,8% (bimotor), 0,9% (trimotor) ou 1,0% (quadrimotor). É a usada para livrar obstáculos.
- TrancaLockPeça que impede a trava da porta de se soltar.
- Transferência de controleTransfer of controlPassagem da responsabilidade por um voo do órgão transferidor para o órgão aceitante, coordenada entre os dois antes da troca de frequência.
- TransiçãoTransitionIntervalo entre o toque e a atuação dos dispositivos de desaceleração, como freio, spoilers e reverso.
- Transmissão às cegasBlind transmissionMensagem enviada sem possibilidade de ouvir a resposta, na esperança de que o órgão ATS ou outra aeronave esteja recebendo. Vai repetida e com frase de abertura própria.
- Transmissão às cegas (transmitting blind)Transmitting blindTransmissão feita sem confirmação de que é recebida, dita duas vezes e precedida da frase "transmitindo às cegas"; com falha só do receptor, "transmitindo às cegas devido à falha do receptor".
- TransponderXPDRTransponderEquipamento de bordo que responde ao radar do controle com um código de quatro algarismos atribuído pelo órgão ATS. Em inglês, a instrução para selecionar o código é "squawk".
- Transporte aéreo públicoPublic air transportTermo que o RBAC 61 (prerrogativas do piloto comercial) e o RBAC 45 (inscrição TRANSPORTE PÚBLICO) usam para o serviço de transporte aéreo prestado por empresa certificada.
- TransônicoTransonicFaixa de escoamento misto, com regiões abaixo e acima de Mach 1. No PHAK, Mach do avião de 0,75 a 1,20.
- TravaLatchPeça que segura a porta fechada no batente.
- Trava de baixa rotaçãoAnti-feathering lock pin, high-pitch stop latchPino do mecanismo de mudança de passo, no cubo, que se encaixa abaixo de cerca de 800 rpm e impede a hélice de chegar à bandeira, como no corte do motor no solo.
- Trava de baixoDownlockTrava mecânica que se encaixa quando a perna chega embaixo e impede que ela dobre com o peso do avião.
- Trava de cimaUplockTrava que, nos aviões que a têm, segura a perna do trem recolhida dentro do alojamento. Soltá-la inicia a queda livre.
- Trava de soloGround lockPino ou presilha de mola, com fita vermelha, colocado no mecanismo da perna para o trem não dobrar com o avião parado. Sai antes do voo.
- TravésAbeamPosição em que a estação fica a 90° da trajetória, para um dos lados. Com o ADF, agulha a 90° da trajetória.
- Través do fixoAbeamPonto da perna de afastamento em que o fixo fica a 90° da trajetória. Início da contagem do tempo da perna de afastamento.
- TraçãoThrustForça que empurra o avião para a frente, produzida pela hélice ou pelo motor a reação ao acelerar ar ou gases para trás.
- Tração assimétricaAsymmetric thrustTração de um só motor, fora do eixo do avião, que faz o nariz guinar para o lado do motor parado. É segurada com o pedal do lado do motor que funciona.
- Tração disponívelThrust availableTração que o grupo motopropulsor consegue produzir numa velocidade, altitude e posição de manete.
- Tração máxima contínuaMCTMaximum continuous thrustTração aprovada para uso sem limite de tempo, usada no segmento final. A tração de decolagem tem uso limitado ao tempo da especificação do motor.
- Tração necessáriaThrust requiredTração para manter o voo nivelado não acelerado numa velocidade. É igual ao arrasto total.
- Tração nominal de decolagemRated takeoff thrustTração aprovada do motor a reação, medida com o avião parado (estática) em condições padrão ao nível do mar, dentro dos limites de operação e por no máximo 5 minutos na decolagem.
- Tração reduzida de decolagemReduced takeoff thrustTração menor que a de decolagem ou que a de derate, obtida por correções simples sobre os dados aprovados. Não é limite de operação: a tração de decolagem pode ser aplicada a qualquer momento.
- Tração zeroZero thrustAjuste de potência em que o arrasto da hélice girando iguala o de uma hélice parada e embandeirada. Usado no treinamento para simular o embandeiramento.
- TreliçaTruss structureConstrução em que uma armação rígida de tubos carrega os esforços e o revestimento só dá forma.
- Trem convencionalConventional (tailwheel) landing gearTrem com duas rodas principais e uma roda na cauda, a bequilha.
- Trem de molaSpring steel landing gearTrem com pernas flexíveis de aço de mola, alumínio ou compósito, que dobram no impacto e devolvem a energia à célula aos poucos.
- Trem de pousoLanding gearConjunto de rodas, pernas e amortecedores (ou flutuadores e esquis) que apoia o avião estacionado, no táxi, na decolagem e no pouso.
- Trem fixoFixed landing gearTrem de pouso que fica sempre baixado.
- Trem retrátilRetractable landing gearTrem que recolhe depois da decolagem, para reduzir o arrasto, e baixa para o pouso.
- Trem tricicloTricycle landing gearTrem com duas rodas principais e uma roda no nariz.
- Trepidação (buffet)BuffetVibração irregular da estrutura causada por ar turbulento ou por escoamento separado. Perto do ângulo crítico, é um dos sinais de que o estol está próximo.
- Trim de decolagemTakeoff stabilizer trimAjuste do compensador do estabilizador para a decolagem, definido pelo CG de decolagem em % da CMA.
- Tripulação compostaAugmented crewTripulação simples com um piloto a mais, para voos internacionais longos; o RBAC 117 prevê exceções para voo doméstico.
- Tripulação de revezamentoDouble crewTripulação simples com dois pilotos a mais, um em comando e um segundo em comando, só para voos internacionais.
- Triângulo de velocidadesWind triangleSoma de vetores que junta proa e velocidade verdadeira, direção e velocidade do vento, rumo e velocidade no solo. Base da navegação estimada.
- TropopausaTropopauseTransição entre a troposfera e a estratosfera, onde a temperatura para de cair. Fica a cerca de 18 a 20 km sobre o equador, 9 km a 50° e 6 km nos polos, e sobe no verão.
- Tropopausa padrãoStandard tropopauseLimite superior da troposfera na atmosfera padrão: 11 km, ou 36.089 pés, com −56,5 °C.
- TroposferaTroposphereCamada mais baixa da atmosfera, da superfície à tropopausa. Concentra quase todo o vapor d'água, as nuvens e o tempo; a temperatura cai com a altitude.
- TrovoadaTSThunderstormTempestade local produzida sempre por um cumulonimbus e sempre acompanhada de relâmpago e trovão, em geral com rajadas fortes e chuva forte e às vezes com granizo.
- Trovoada severaSevere thunderstormTrovoada com granizo de uma polegada ou mais, vento convectivo de 50 nós ou mais, ou tornado.
- Tráfego de aeródromoAerodrome trafficO que circula na área de manobras do aeródromo e as aeronaves que voam perto dele: no circuito, entrando nele ou saindo dele.
- Tuba auditivaEustachian tubeCanal estreito entre o ouvido médio e a garganta, também chamado trompa de Eustáquio. Abre ao engolir e ao bocejar e iguala a pressão do ouvido médio com a de fora.
- Tubo de pitotPitot tubeTubo com abertura virada para a frente que capta a pressão total do ar. É usado só pelo velocímetro.
- Tubo de torqueTorque tubeTubo que transmite o giro do motor elétrico do trem para as pernas e as portas.
- Tubo de venturiVenturi tubeTubo estreitado montado do lado de fora do avião; o ar acelera na garganta, a pressão cai e essa sucção move os giros. Pode entupir com gelo.
- Tubo piccoloPiccolo tubeTubo com furos ao longo do comprimento, montado dentro do bordo de ataque, que espalha o ar de sangria pela face interna do revestimento.
- Tuck underMach tuck, tuck underTendência de o avião baixar o nariz acima do Mach crítico, causada pelo recuo do centro de pressão da asa e pela perda de downwash sobre a cauda. Também chamado Mach tuck.
- TurbinaTurbine wheelRoda do turbocompressor instalada no escape. Os gases que passam por ela a fazem girar, e ela gira o compressor pelo eixo comum.
- Turbina a gásGas turbine engineMotor em que o ar é comprimido, recebe combustível, queima e se expande através de turbinas num fluxo contínuo. Base do turbojato, do turbofan, do turboeixo e do turboélice.
- Turbina de potênciaPower turbineTurbina do motor de turbina livre que recebe os gases do gerador de gás e aciona a caixa de redução e a hélice.
- Turbina livreFree turbine, split shaftArquitetura em que a turbina que gira a hélice fica num eixo separado do gerador de gás, sem ligação mecânica com ele. Exemplos: PT6 e PW100.
- Turbo com sobrepressãoGround boostingAplicação do turbo em que o motor usa em voo mais que os 29 inHg padrão de pressão de admissão, já desde o nível do mar.
- Turbo normalizadorAltitude turbocharging, normalizingAplicação do turbo que mantém a pressão de admissão máxima de nível do mar, de 29 a 30 inHg, até a altitude crítica.
- TurbocompressorTurbocharger, turbosuperchargerConjunto de turbina e compressor num eixo comum. A turbina é girada pelos gases de escape e o compressor pressuriza o ar da admissão.
- TurbofanTurbofanMotor a jato com um grande ventilador na frente, o fan, que joga uma grande massa de ar para trás por fora da câmara de combustão. Nos jatos de linha aérea, esse ar produz a maior parte da tração.
- TurboéliceTurbopropMotor a turbina que gira uma hélice por meio de uma caixa de redução. A tração vem da hélice.
- TurbulênciaTurbulenceAgitação do ar que muda a altitude e a atitude do avião. Classificada em leve, moderada, severa e extrema.
- Turbulência convectivaConvective turbulenceTurbulência causada pelas correntes ascendentes e descendentes da convecção. Mais forte em dias quentes de vento fraco, extrema nas trovoadas.
- Turbulência de céu claroCATClear air turbulenceTurbulência forte e repentina em ar sem nuvens, em geral acima de 15.000 ft. A ligada à corrente de jato é mais comum perto da tropopausa.
- Turbulência de céu claro (CAT)CATClear air turbulenceTurbulência em altitude, sem nuvens e sem aviso visual, produzida pela cortante do vento, muitas vezes perto da corrente de jato e da tropopausa.
- Turbulência mecânicaMechanical turbulenceRedemoinhos formados quando o vento passa por obstáculos como hangares, prédios, árvores e morros. Cresce com o vento, com a rugosidade e com o tamanho do obstáculo.
- Táxi aéreoAir taxiNome usado pela ANAC para o serviço de transporte aéreo prestado por empresas certificadas pelo RBAC 119 que operam pelo RBAC 135.
- Técnica do número MachMach number techniqueSeparação longitudinal entre aeronaves na mesma rota, cada uma mantendo o número Mach aprovado pelo ATC: 10 minutos, ou de 9 a 5 minutos quando a da frente é mais rápida.
- Técnica stepdownDive and drive, step-down descentDescer com razão alta até cada altitude mínima da final, nivelar e seguir nivelado; na MDA, voar nivelado até ver a pista ou chegar ao MAP. A AC 120-108A aponta os riscos e recomenda a CDFA sempre que possível.
- TérmicaThermalBolha ou coluna de ar aquecido pela superfície que sobe por empuxo. Sem umidade suficiente, não forma nuvem.
- Término de validadeEnd of validity, item CData e hora do campo C, que encerram o último período de ativação e a validade do NOTAM. PERM indica informação permanente que irá para o AIP.
- TímpanoEardrumMembrana no fundo do canal do ouvido que separa o canal do ouvido médio. Fica abaulada quando as pressões dos dois lados são diferentes.
U
- UPUPUnknown precipitationPrecipitação de tipo desconhecido, usada pela estação automática quando o sensor não identifica o tipo. Combina com FZ, SH e TS.
- UPRTUPRTUpset prevention and recovery trainingTreinamento de prevenção e recuperação de upset: teoria, treino em avião e treino em simulador, com foco em reconhecer, evitar e recuperar.
- UTAUTAUpper control areaNome que reúne as aerovias superiores e as outras partes do espaço aéreo superior definidas na AIP.
- UTCUTCCoordinated Universal TimeTempo Universal Coordenado, a hora de referência no meridiano de Greenwich. Também chamada hora Zulu (Z), é a hora usada na aviação.
- UTMUTMUniversal Transverse MercatorUniversal Transversa de Mercator: projeção conforme com o cilindro tangente a um meridiano, em fusos de 6° de longitude. Usada em cartas de áreas pequenas.
- Umidade relativaRelative humidityRazão entre o vapor d'água que o ar contém e o máximo que ele comportaria naquela temperatura.
- UndershootUndershootToque do avião no chão antes de chegar à cabeceira da pista.
- Unidade de luzLight unitCada caixa de luz do indicador. Projeta para a aproximação um feixe com setor branco na parte de cima e setor vermelho na de baixo.
- Unidades ANUANUAirplane nose up unitsEscala do compensador em unidades de nariz para cima; o número para a decolagem sai de uma tabela do manual em função do CG.
- UpsetAirplane upsetSituação não intencional em que o avião passa de 25° de nariz acima, de 10° de nariz abaixo ou de 45° de inclinação, ou voa numa velocidade inadequada para a condição.
- UpwashUpwashSubida do ar logo antes do bordo de ataque de uma asa que produz sustentação.
- UrgênciaPAN PANUrgencyCondição que afeta a segurança da aeronave ou de quem está a bordo, sem exigir assistência imediata. A mensagem começa com PAN PAN.
- Urgência (urgency)UrgencyCondição que envolve a segurança da aeronave ou de alguém a bordo sem necessidade de assistência imediata. Anunciada com PAN PAN.
- Último nível atribuídoLast assigned levelNível da última autorização do controle, mesmo que a aeronave ainda não tenha chegado a ele quando a comunicação falhou.
V
- V1V1Decision speedVelocidade de decisão: a velocidade máxima em que o piloto pode tomar a primeira ação para interromper a decolagem; com falha de motor depois dela, a decolagem continua. Escolhida dentro dos limites do manual de voo.
- V1 balanceadaBalanced V1V1 em que a distância de aceleração e parada fica igual à distância de decolagem com falha de motor, para um peso e condições dados.
- V1 máximaMaximum V1A maior V1 em que a interrupção ainda para o avião na pista, ou na pista mais a zona de parada.
- V1 mínimaMinimum V1A menor V1 permitida para as condições da decolagem.
- V1 reduzidaReduced V1V1 menor que a normal e maior que a mínima, escolhida para ajustar a distância de parada na decolagem interrompida à frenagem pior em pista molhada ou contaminada.
- V1 ótimaOptimum V1V1 que dá o maior peso de decolagem possível numa pista, nas condições do dia. Na pista balanceada, coincide com a V1 balanceada.
- V2V2Takeoff safety speedVelocidade de segurança de decolagem, alcançada depois da saída do solo e usada como referência na subida inicial. Fica menor com flape maior.
- V2MINV2MINMinimum takeoff safety speedPiso da V2: 1,13 VSR (ou 1,08 VSR nos casos previstos) e nunca menos que 1,10 VMCA.
- VAVADesign maneuvering speedVelocidade de manobra de projeto. Diminui quando o peso do avião diminui.
- VACVACVisual Approach ChartCarta de Aproximação Visual: mostra a circulação visual no tráfego de um aeródromo para o pouso.
- VAPPVAPPFinal approach speedVelocidade recomendada sobre a cabeceira, já com os acréscimos de vento e de gelo do procedimento do fabricante.
- VASISVASISVisual approach slope indicator systemIndicador de rampa com as unidades em barras afastadas ao longo da pista. No de duas barras, na rampa a barra de perto aparece branca e a de longe vermelha. Não deve mais ser instalado no Brasil.
- VCVCVicinityQualificador de proximidade do tempo presente: fenômeno na vizinhança, entre 8 e 16 km do ponto de referência do aeródromo, e não sobre ele.
- VDAVDAVertical descent angleÂngulo vertical de descida publicado na aproximação de não precisão, do FAF ou de um fixo de descida escalonada até o TCH. Informativo: não é guia vertical e não protege de obstáculos abaixo da MDA.
- VDBVDBVHF Data BroadcastTransmissão de dados em VHF do GBAS, com correções, parâmetros de integridade e a definição da trajetória de aproximação.
- VDF e MDFVDF/MDFDemonstrated flight diving speedVelocidade de mergulho demonstrada em voo de ensaio, acima de VMO/MMO. O 14 CFR 25.253 exige força de empurrar até ela.
- VDPVDPVisual descent pointPonto de descida visual. Ponto da final de não precisão direta a partir do qual pode começar a descida normal da MDA até o toque, com a cabeceira, as luzes de aproximação ou marcas da cabeceira à vista.
- VEFVEFEngine failure speedVelocidade em que se considera a falha do motor crítico no cálculo de decolagem do avião de transporte.
- VFC e MFCVFC/MFCMaximum speed for stability characteristicsVelocidade máxima em que as características de estabilidade têm de ser demonstradas na certificação. Em geral, não fica abaixo do ponto médio entre VMO/MMO e VDF/MDF.
- VFEVFEMaximum flap extended speedVelocidade máxima com flapes baixados. Fim do arco branco.
- VFTOVFTOFinal takeoff speedVelocidade final de decolagem, com o avião em configuração de rota, nunca menor que 1,18 VSR.
- VGSIVGSIVisual glide slope indicatorIndicador visual de rampa, como o PAPI. Quando a pista tem um, o VDP publicado pela FAA fica sobre o ângulo dele.
- VLEVLEMaximum landing gear extended speedVelocidade máxima com trem baixado: a maior velocidade em que o avião pode voar com o trem já baixado.
- VLOVLOMaximum landing gear operating speedVelocidade máxima de operação do trem: a maior velocidade em que o trem pode ser baixado ou recolhido. Em alguns aviões há dois valores, VLO(EXT) para baixar e VLO(RET) para recolher.
- VLOFVLOFLift-off speedVelocidade calibrada em que o avião fica no ar pela primeira vez. Pelo menos 1,10 VMU com todos os motores e 1,05 VMU com um inoperante.
- VMBEVMBEMaximum brake energy speedMaior velocidade no solo a partir da qual o avião pode parar com segurança dentro da capacidade de energia dos freios. A V1 não pode passar dela.
- VMCVMCVisual meteorological conditionsCondições meteorológicas de voo visual: visibilidade, distância das nuvens e teto iguais ou acima dos mínimos fixados para o voo visual.
- VMC e IMCVMC, IMCVMC / IMCCondições meteorológicas de voo visual (visibilidade, distância de nuvens e teto iguais ou acima dos mínimos do voo visual) e de voo por instrumentos (abaixo desses mínimos).
- VMCAVMCAAir minimum control speedMenor velocidade calibrada em que, com o motor crítico parado de repente, o avião ainda é controlado em voo reto com até 5° de inclinação. O 14 CFR a escreve VMC.
- VMCGVMCGGround minimum control speedMenor velocidade calibrada na corrida em que, com o motor crítico parado de repente, o avião é mantido a até 30 ft do eixo só com o leme, sem direção da roda do nariz.
- VMCLVMCLApproach and landing minimum control speedVelocidade mínima de controle na aproximação e no pouso, com a falha súbita do motor crítico e potência de arremetida no motor que funciona.
- VMO e MMOVMO/MMOMaximum operating speed, maximum operating MachVelocidade máxima de operação do jato, em nós (VMO) e em número de Mach (MMO). Em altitudes baixas vale o VMO; em altitudes altas, o MMO.
- VMO/MMOVMO/MMOMaximum operating limit speedVelocidade limite máxima em operação, expressa em nós (VMO) ou em Mach (MMO), o que for mais restritivo na altitude. Não pode ser excedida deliberadamente em nenhuma fase do voo, salvo ensaio em voo ou treinamento autorizado.
- VMUVMUMinimum unstick speedVelocidade calibrada a partir da qual o avião sai do chão com segurança e continua a decolagem. Determinada em ensaio para a faixa de relações entre tração e peso.
- VNEVNENever-exceed speedVelocidade nunca exceder, marcada pela linha vermelha. Acima dela há risco de dano ou falha estrutural.
- VNOVNOMaximum structural cruising speedVelocidade máxima estrutural de cruzeiro. Fim do arco verde; acima dela, só em ar calmo.
- VOLMETVOLMETMeteorological information for aircraft in flightServiço pelo qual as informações meteorológicas são fornecidas às aeronaves em voo por radiocomunicação. No Brasil, as estações se chamam Meteoro Brasília, Curitiba, Amazônico e Recife.
- VORVORVHF omnidirectional rangeRadiofarol omnidirecional em VHF, de 108,0 a 117,95 MHz. O sinal permite ao receptor de bordo determinar em que radial da estação o avião está. Alcance limitado pela linha de visada.
- VOTVOTVOR test facilityEstação de teste que transmite um sinal para verificar o receptor VOR. Com a agulha centrada, o OBS deve marcar 0° FROM ou 180° TO.
- VRVRRotation speedVelocidade de rotação: velocidade em que se inicia a rotação para a atitude de decolagem. Fica menor com flape maior.
- VRBVRBVariable windVento variável. Substitui a direção quando o vento fraco, abaixo de 3 nós, varia 60° ou mais, quando a variação chega a 180° ou mais, ou quando não há direção única.
- VREFVREFReference landing speedVelocidade de referência para pouso, 1,3 vez a velocidade de estol na configuração de pouso. Com os acréscimos de vento e rajada, vira a velocidade alvo da final.
- VS0VS0Stall speed in landing configurationVelocidade de estol ou mínima de voo estabilizado na configuração de pouso. Início do arco branco.
- VS1VS1Stall speed in a specified configurationVelocidade de estol ou mínima de voo estabilizado numa configuração especificada; na maioria dos aviões, sem potência, no peso máximo de decolagem e com flapes recolhidos. Início do arco verde.
- VS1gVS1g1-g stall speedVelocidade de estol com o avião a 1 G, isto é, com a sustentação igual ao peso.
- VSOVSOStall speed in the landing configurationVelocidade de estol na configuração de pouso. A velocidade de aproximação é a recomendada pelo fabricante ou, sem recomendação, 1,3 VSO.
- VSRVSRReference stall speedVelocidade de referência de estol, calibrada, definida pelo fabricante para cada configuração e nunca menor que a velocidade de estol em 1 G. Base das margens de V2 e VFTO e do limite da VMCA.
- VSR0VSR0Reference stall speed in the landing configurationVelocidade de estol de referência na configuração de pouso. Base de cálculo da VREF mínima.
- VSSEVSSESafe, intentional one-engine-inoperative speedVelocidade mínima para tornar intencionalmente inoperante o motor crítico, usada no treinamento.
- VSWVSWStall warning speedVelocidade em que começa o aviso de estol, natural ou artificial.
- VXSEVXSESingle-engine best angle-of-climb speedVelocidade de melhor ângulo de subida com um motor inoperante: maior ganho de altura por distância percorrida. Fica muitas vezes perto da VMC.
- VYSEVYSESingle-engine best rate of climb speedVelocidade de melhor razão de subida com um motor inoperante.
- Validade da carta de ventoValid timeInstante para o qual a carta prevê o vento e a temperatura, escrito como VALID no quadro de legenda. Não é um período.
- Valor de RNPRNP valuePerformance lateral exigida, associada a uma rota ou a um procedimento. Em procedimentos, o valor de cada perna fica na base de dados de navegação.
- Valor de elevação máximaVEMMaximum Elevation FigureMaior elevação conhecida dentro de um quadrilátero da grade, considerando terreno e obstáculos, escrita com o algarismo dos milhares grande e o das centenas pequeno, em pés acima do nível médio do mar.
- Vapor d'águaWater vaporÁgua em estado de gás, invisível. Ocupa de quase zero a cerca de 4% do volume do ar e é a origem das nuvens, da precipitação, do nevoeiro e da formação de gelo.
- VaretaDipstickHaste graduada, presa à tampa ou junto dela, usada para medir a quantidade de óleo no motor na inspeção antes do voo.
- Variação de direçãoVariable wind directionGrupo dddVddd do METAR com os dois extremos da direção, em sentido horário, quando ela variou 60° ou mais e menos de 180° com vento de 3 kt ou mais.
- VarreduraScanningTécnica de levar a visão central a todo o céu em paradas curtas: de dia, no máximo 10° e pelo menos 1 segundo em cada uma.
- VelaSpark plugPeça que produz a centelha dentro do cilindro. Na maioria dos aviões certificados há duas por cilindro, cada uma ligada a um magneto diferente.
- Vela de igniçãoSpark plugPeça rosqueada no cilindro que recebe o pulso de alta tensão do magneto e solta a faísca dentro da câmara de combustão.
- Velocidade aerodinâmica verdadeiraTASTrue airspeedVelocidade do avião através da massa de ar. Não muda com o vento; para a mesma indicada, cresce quando o ar fica menos denso.
- Velocidade aprovada do pneuTire speed ratingMaior velocidade em relação ao solo para a qual o pneu foi aprovado. A saída do chão não pode passar dela.
- Velocidade calibradaCASCalibrated airspeedVelocidade indicada corrigida dos erros de instrumento e de posição, pela tabela de calibração do manual do avião.
- Velocidade de aproximaçãoClosure rateVelocidade com que dois aviões diminuem a distância entre si. De frente, é a soma das duas velocidades.
- Velocidade de aquaplanagemVPHydroplaning speedMenor velocidade no solo em que a aquaplanagem dinâmica começa: 9 × √P (PHAK, AC 25-31) ou 8,6 × √P (AFH), com P em psi.
- Velocidade de arrasto mínimoMinimum drag speedVelocidade em que o arrasto total em voo nivelado é o menor. Nela, parasita e induzido são iguais e a L/D é máxima.
- Velocidade de estolVSStall speedVelocidade em que o avião chega ao ângulo de ataque crítico numa condição definida. A publicada vale para 1 G, voo coordenado, um peso e um CG; muda com o peso, o fator de carga, o CG e os flapes.
- Velocidade de estol de referênciaVSRReference stall speedVelocidade calibrada definida na certificação de transporte, nunca menor que a velocidade de estol em 1 G. Base da VREF e da V2.
- Velocidade de estol na configuração de pousoVS0Stalling speed in the landing configurationMenor velocidade em que o avião configurado para pouso ainda voa estável e controlável, ou a de estol nessa configuração. Pelo critério da FAA, sem VREF especificada, a categoria sai de 1,3 VS0.
- Velocidade de manobraVaManeuvering speedVelocidade abaixo da qual o avião suporta rajadas e deflexões totais ou bruscas dos comandos sem passar do limite estrutural. Em turbulência, o manual manda reduzir para ela.
- Velocidade de manobra de projetoVADesign maneuvering speedVelocidade abaixo da qual um único comando pode ir ao batente, uma vez, em um eixo e em ar calmo, sem dano ao avião. Muda com o peso.
- Velocidade de melhor planeioBest glide speedVelocidade que dá a maior distância horizontal por pé de altura em ar parado. É a velocidade de L/D máxima e cresce com a raiz quadrada do peso.
- Velocidade de potência mínimaMinimum power speedVelocidade do mínimo da curva de potência necessária. É a da autonomia máxima no avião a hélice e fica abaixo da velocidade de arrasto mínimo; abaixo dela começa a região de comando reverso.
- Velocidade de rajada máxima de projetoVBDesign speed for maximum gust intensityVelocidade de cálculo estrutural do avião de transporte, definida pela velocidade de estol e pela rajada de referência no 14 CFR 25.335(d).
- Velocidade de referência do pousoVREFReference landing speedVelocidade do avião, numa configuração de pouso específica, ao cruzar 50 ft na determinação das distâncias de pouso. Quando especificada, define a categoria pelo critério da FAA.
- Velocidade de saída do soloVLOFLift-off speedVelocidade em que o avião deixa a pista. Fica entre 1,05 e 1,25 vez a velocidade de estol na configuração de decolagem ou a velocidade mínima de controle, conforme o avião.
- Velocidade do somaSpeed of soundVelocidade de propagação de pequenas perturbações de pressão no ar. Depende só da temperatura: 661 nós a 15 °C e 574 nós a −56,5 °C.
- Velocidade em relação ao arAirspeedVelocidade com que o avião se desloca através da massa de ar. Junto com a densidade do ar, determina a sustentação.
- Velocidade em relação ao soloGSGroundspeedVelocidade com que o avião avança sobre o terreno: a velocidade em relação ao ar somada ao efeito do vento meteorológico.
- Velocidade equivalenteEASEquivalent airspeedVelocidade calibrada corrigida da compressibilidade para a altitude de voo. Com a densidade do nível do mar padrão, produziria a mesma pressão dinâmica que o avião recebe.
- Velocidade helicoidal da pontaHelical tip speedVelocidade com que a ponta da pá anda no ar: raiz quadrada da soma dos quadrados da velocidade de rotação da ponta e da velocidade de avanço.
- Velocidade indicadaIASIndicated airspeedLeitura direta do velocímetro, sem correções. As velocidades de operação do manual do avião são dadas nela.
- Velocidade limite dos pneusTire speed limitVelocidade aprovada do pneu, escrita em velocidade em relação ao solo. A velocidade em relação ao solo na saída do chão não pode passar dela.
- Velocidade limite máxima em operaçãoVMO/MMOMaximum operating limit speedVelocidade que não pode ser excedida deliberadamente em nenhuma fase do voo. Expressa como VMO, em velocidade indicada, e MMO, em Mach; vale a mais restritiva em cada altitude.
- Velocidade máxima estrutural de cruzeiroVNOMaximum structural cruising speedFim do arco verde do velocímetro. Acima dela, só em ar calmo e com cautela.
- Velocidade máxima operacionalVMO/MMOMaximum operating limit speedLimite de velocidade dos aviões de transporte, em nós indicados (VMO) e em Mach (MMO), que não pode ser excedido de propósito em nenhuma fase do voo.
- Velocidade mínima limpaMinimum clean speedVelocidade mais baixa que a aeronave consegue manter em configuração limpa, sem dispositivos de aumento de sustentação, sem freios aerodinâmicos e com o trem recolhido.
- Velocidade na cabeceiraVaTThreshold speedVelocidade do avião ao cruzar a cabeceira no pouso. É a base da classificação por categoria e vem dos dados de certificação, na massa máxima de pouso.
- Velocidade no soloGSGroundspeedVelocidade com que o avião avança sobre o terreno: a velocidade verdadeira somada ao efeito do vento. Define o tempo de voo e o combustível de cada trecho.
- Velocidade no solo (GS)GSGroundspeedVelocidade com que o avião percorre a rota sobre o terreno: a velocidade em relação ao ar mais ou menos o efeito do vento.
- Velocidade nunca excederVNENever-exceed speedLinha vermelha do velocímetro e fronteira direita do diagrama V-n. Não pode ser ultrapassada em nenhuma condição.
- Velocidade para ar turbulentoVRARough air speedVelocidade recomendada no manual do avião de transporte para penetrar turbulência, abaixo da VMO menos 35 nós de velocidade verdadeira na ausência de estudo que justifique outro valor.
- Velocidade verdadeiraTASTrue airspeedVelocidade com que o avião se desloca através do ar.
- Velocidades de projetoDesign airspeedsVelocidades escolhidas pelo fabricante para calcular as cargas da estrutura. Nos aviões de categoria transporte, são definidas em velocidade equivalente.
- VelocímetroASIAirspeed indicatorInstrumento que mostra a velocidade indicada a partir da diferença entre a pressão total e a estática.
- Vento catabáticoKatabatic windVento que desce uma encosta porque o ar junto a ela está mais frio e denso que o ar em volta. A brisa de montanha é o caso fraco; a bora, o extremo.
- Vento geostróficoGeostrophic windVento em que a força de Coriolis equilibra a força do gradiente de pressão, soprando paralelo às isóbaras, acima da camada de atrito.
- Vento gradienteGradient windVento paralelo a isóbaras curvas, em que a soma da força do gradiente com a força de Coriolis fornece a força centrípeta da curva. Mais fraco que o geostrófico em volta da baixa e mais forte em volta da alta.
- Vento relativoRelative windEscoamento de ar que o avião encontra por estar em movimento. Paralelo à trajetória, de sentido oposto, com a velocidade do avião em relação ao ar.
- Vento relativo da páBlade relative windAr que a pá encontra, no sentido contrário do caminho dela: resultado da velocidade de rotação somada à velocidade de avanço.
- Vento variávelVRBVariable windVento sem direção média, informado como VRB: direção variando 180° ou mais, ou variando 60° ou mais com velocidade abaixo de 3 kt.
- VenturiVenturiEstreitamento do duto de ar do carburador. O ar acelera e a pressão cai na parte mais estreita, a garganta.
- Ver e evitarSee and avoidPrincípio pelo qual cada piloto é responsável por enxergar os outros aviões e desviar deles. Seus limites foram fator contribuinte em Cerritos.
- VetorVectorSeta que representa uma grandeza com tamanho e direção, como uma velocidade: o comprimento é o valor, e a ponta indica o sentido.
- Vetor de tendênciaTrend vectorLinha magenta na fita de velocidade ou de altitude cuja ponta mostra onde a indicação vai estar em 6 segundos, se nada mudar.
- VetoraçãoRadar vectoringOrientação de navegação dada pelo controlador na forma de proas magnéticas a voar, com base na posição do avião na tela de vigilância.
- Vetores para a finalVTFVectors to finalOpção do navegador que torna ativo o waypoint de aproximação final (FAWP) e traça o curso final estendido, para o avião receber vetores até ele.
- VigênciaCurrency, validity of ratingPeríodo em que a habilitação pode ser usada, contado a partir do mês de aprovação no último exame de proficiência.
- ViolaçãoEntrada de um avião na NTZ. Leva o controlador a dar a manobra evasiva ao avião da final adjacente.
- VirabrequimCrankshaftEixo principal do motor, com manivelas deslocadas do centro em que se prendem as bielas. Transforma o vaivém dos pistões em rotação. Também chamado de eixo de manivelas.
- VirgaVirgaPrecipitação que cai da base da nuvem e evapora antes de chegar ao solo, vista como faixas penduradas.
- ViscosidadeViscosityResistência do óleo a escoar. Aumenta com o frio e diminui com o calor.
- VisibilidadeVisibilityMaior distância em que se vê e reconhece um objeto preto de tamanho adequado, perto do chão, contra fundo claro; à noite, a distância em que se identifica uma luz de cerca de 1.000 candelas. Vale o maior dos dois valores.
- Visibilidade em vooFlight visibilityVisibilidade que o piloto tem para a frente, da cabine, com a aeronave em voo. É ele quem a avalia.
- Visibilidade mínimaMinimum visibilityMenor visibilidade observada, informada com a direção quando é diferente da predominante, fica abaixo de 1.500 m ou abaixo da metade da predominante, e também abaixo de 5.000 m.
- Visibilidade no soloGround visibilityVisibilidade num aeródromo, informada por observador credenciado ou sistema automático.
- Visibilidade predominantePrevailing visibilityMaior valor de visibilidade alcançado ou superado em pelo menos metade do horizonte ou da área do aeródromo, em setores contínuos ou não. É a visibilidade principal do METAR.
- Visibilidade verticalVVVertical visibilityDistância visível para cima através de um fenômeno que obscurece o céu, em centenas de pés. Conta como teto.
- Visão centralCentral vision, foveal visionVisão da faixa estreita do campo visual que cai na fóvea, a única que identifica formas e detalhes.
- Visão em túnelTunnel visionPerda da visão periférica, com a visão central preservada. Um dos sinais de hipóxia acima de 15.000 ft.
- Visão fora do centroOff-center viewingTécnica noturna de olhar cerca de 10° ao lado do objeto, para a imagem cair nos bastonetes, trocando o ponto de fixação a cada 2 ou 3 segundos.
- Visão periféricaPeripheral visionVisão de tudo o que fica fora da faixa central. Percebe movimento e claridade, mas não identifica objetos distantes.
- VizinhançaVicinity of the aerodromeAnel entre 8 e 16 km do ponto de referência do aeródromo, onde os fenômenos são informados com VC.
- Viés de continuação do planoPlan continuation biasTendência inconsciente de manter o plano original mesmo com as condições mudando, mais forte perto do destino.
- Voar, navegar, comunicarANCAviate, navigate, communicateOrdem de prioridade das tarefas quando falta capacidade: manter o avião sob controle, depois saber onde está e para onde vai, por último falar com o controle.
- VoltímetroVoltmeterInstrumento que mede a tensão do barramento. Leitura perto da tensão da bateria indica que o alternador deixou de carregar.
- Volume de serviçoSSVStandard service volumeEspaço, definido por faixa de altura e raio, em que a FAA garante o sinal de cada classe de auxílio. Não considera o bloqueio por terreno.
- Voo VFR especialSpecial VFR flightVoo VFR que o controle autoriza dentro de uma CTR, ou da ATZ de um aeródromo controlado, situada dentro dos limites laterais de uma TMA, com tempo abaixo de VMC.
- Voo controladoControlled flightVoo que depende de autorização de controle de tráfego aéreo. Todo IFR em espaço controlado; VFR conforme a classe.
- Voo controlado contra o terrenoCFITControlled flight into terrainAcidente em que uma aeronave em condições de voo, comandada por piloto habilitado, é levada contra o terreno, a água ou um obstáculo sem que o piloto perceba a tempo a colisão.
- Voo por atitudeAttitude instrument flyingControle da posição do avião no espaço pelos instrumentos, sem referência visual externa.
- Voo reto, nivelado e não aceleradoStraight-and-level, unaccelerated flightVoo com direção, altitude e velocidade constantes. A soma das forças é zero: sustentação igual ao peso e tração igual ao arrasto.
- Voo sob teto baixoScud runningTentativa de manter contato visual com o terreno voando baixo, sob as nuvens, enquanto existem condições de voo por instrumentos.
- VxVxBest angle of climb speedVelocidade de melhor ângulo de subida: a que dá mais altura numa distância horizontal dada. Usada para livrar obstáculos depois da decolagem.
- VyVyBest rate of climb speedVelocidade de melhor razão de subida: a que dá mais altura por unidade de tempo. Usada para ganhar altitude no menor tempo.
- Válvula de agulhaFloat needle valveVálvula movida pela boia que abre e fecha a entrada de combustível na cuba.
- Válvula de alívioRelief valveVálvula do governador que limita a pressão de trabalho do óleo.
- Válvula de alívio de pressãoPressure relief valveVálvula existente em alguns sistemas, regulada um pouco acima da pressão máxima na saída do compressor, para proteger contra o overboost.
- Válvula pilotoPilot valveVálvula do governador movida pelos pesos centrífugos, que dosa o óleo que vai para o pistão da hélice e o que volta dele.
- Válvula reguladora de pressãoOil pressure regulating valveVálvula que limita a pressão do óleo a um valor definido, devolvendo o excesso para a entrada da bomba.
- Válvula seletoraSelector valveVálvula comandada da cabine que liga a linha de pressão e a de retorno aos lados do atuador, definindo o sentido do movimento.
- Válvulas de admissão e de escapeIntake and exhaust valvesVálvulas do cabeçote. A de admissão deixa a mistura entrar no cilindro; a de escape deixa os gases queimados saírem.
- Vórtice de pontaWingtip vortexRedemoinho formado pelo ar de baixo da asa que contorna a ponta e sobe para o dorso.
- Vórtice de ponta de asaWingtip vortexRedemoinho formado atrás de cada ponta quando o ar de baixo da asa, com pressão maior, contorna a ponta e sobe.
W
- WAASWAASWide Area Augmentation SystemSBAS dos Estados Unidos. Melhora a precisão, a integridade e a disponibilidade do GPS e permite aproximações LPV, LP e LNAV/VNAV.
- WACWACWorld Aeronautical ChartCarta Aeronáutica Mundial, na escala 1:1.000.000. É a carta visual de disponibilidade obrigatória no Brasil, em 46 folhas.
- WAFCWAFCWorld Area Forecast CentreCentro mundial de previsão de área. São dois, em Washington e em Londres; preparam as previsões globais, entre elas as de fenômenos SIGWX.
- WAFSWAFSWorld Area Forecast SystemSistema mundial de previsão de área, que entrega às autoridades meteorológicas e aos usuários, em formato digital, previsões de meteorologia aeronáutica para o mundo todo.
- WGS-84WGS-84World Geodetic System 1984Modelo matemático da forma da Terra, um elipsoide com raio de 6.378,137 km no equador e achatamento de 1/298,257223563. Serve de referência para as coordenadas geográficas.
- WastegateWaste gateVálvula de borboleta no escape que desvia parte dos gases da turbina. Fechada, aumenta a pressão de admissão; aberta, reduz.
- WaypointWaypointPonto geográfico usado para definir uma rota de navegação de área.
- Waypoint ativoActive waypointPonto do plano de voo que o navegador está usando agora como destino da perna em curso.
- Waypoint fly-byFly-by waypointWaypoint em que o navegador começa a curva antes do ponto, para o avião sair da curva alinhado com a perna seguinte.
- Waypoint fly-overFly-over waypointWaypoint que o avião precisa sobrevoar antes de iniciar a curva para a perna seguinte. Não há antecipação de curva.
- Waypoint flyoverFlyover waypointWaypoint em que a curva só começa sobre o ponto. O avião passa para fora da perna seguinte e depois a intercepta.
- Windshear (tesoura de vento, cortante do vento)Wind shearMudança brusca da velocidade ou da direção do vento numa distância curta, incluindo correntes ascendentes e descendentes.
- Windshear em baixa alturaLLWSLow-level wind shearWindshear perto do solo, na faixa da decolagem e da aproximação. Para a de origem não convectiva, o AWH usa o critério de 10 kt ou mais a cada 100 pés, numa camada de mais de 200 pés, dentro de 2.000 pés do solo.
- Windshear horizontalHorizontal wind shearMudança do vento ao longo da distância, no mesmo nível, como na borda de uma frente de rajada ou no centro de um microburst.
- Windshear severaSevere wind shearTermo usado por algumas publicações para a windshear que passa da capacidade do avião, que muda a velocidade em mais de 15 kt ou a velocidade vertical em mais de 500 ft/min.
- Windshear verticalVertical wind shearMudança do vento com a altura, de uma camada de ar para a de cima ou a de baixo.
- WingletWingletAleta na ponta da asa, voltada para cima ou para baixo, que dificulta a passagem do ar de baixo para cima e enfraquece o vórtice.
Y
Z
- ZeitgeberZeitgeberEstímulo externo que acerta o relógio biológico, como a luz, o horário das refeições e a atividade social. A luz é o mais forte.
- Zero derrapagemZero sideslipCondição de voo com um motor em que leme e aileron combinados alinham o avião ao vento relativo: cerca de 2° de inclinação para o motor bom, com a bola deslocada de um terço a metade para o mesmo lado. Dá a melhor subida.
- Zona de Convergência do Atlântico SulZCASSouth Atlantic Convergence ZoneFaixa de nebulosidade e chuva persistente sobre o Sudeste e o Centro-Oeste no verão, que pode se organizar com uma frente parada sobre o Sudeste.
- Zona de controleCTRControl zoneEspaço controlado que começa no solo e sobe até um limite superior publicado, em volta de um ou mais aeródromos.
- Zona de flexibilidadeZone of flexibilityFaixa de 5° para cada lado dos limites dos setores de entrada, dentro da qual vale a entrada de qualquer um dos dois setores vizinhos.
- Zona de identificação de defesa aéreaZIDAAir defence identification zoneEspaço aéreo de dimensões definidas em que as aeronaves cumprem procedimentos especiais de identificação e notificação para fins de defesa aérea. Voo em ZIDA exige plano.
- Zona de informação de vooFIZFlight information zoneEspaço publicado na AIP Brasil onde o AFIS é prestado. Sem FIZ publicada, o serviço cobre a classe G abaixo do FL 145, num raio de 27 NM do aeródromo.
- Zona de não transgressãoNTZNo transgression zoneCorredor no meio das duas finais, nas aproximações independentes, com no mínimo 610 m (2.000 ft) de largura. A entrada de um avião nele leva o controlador a tirar do caminho o avião da final adjacente.
- Zona de operação normalNOZNormal operating zoneEspaço em volta de cada final em que se espera que o avião permaneça durante a aproximação. Nas aproximações independentes, conta só a metade voltada para a NTZ.
- Zona de paradaSWYStopwayÁrea no prolongamento da pista, no sentido da decolagem, preparada para o avião parar numa decolagem interrompida. Entra só na ASDA.
- Zona de passageirosCabin zoneParte da cabine tratada como uma estação só, com os passageiros supostos distribuídos por igual dentro dela.
- Zona de toqueTDZTouchdown zoneParte da pista, além da cabeceira, onde se espera o primeiro contato do avião com o solo. Nas pistas de precisão, é marcada por pares de retângulos a cada 150 m.
- Zona de tráfego de aeródromoATZAerodrome traffic zoneVolume de espaço aéreo criado em volta de um aeródromo para proteger o tráfego dele.
- Zona desimpedidaCWYClearwayÁrea retangular, no solo ou na água, depois do fim da TORA, escolhida ou preparada para o avião passar sobre ela na decolagem. Comprimento máximo de metade da TORA. Entra só na TODA.
- Zona livre de obstáculosOFZObstacle free zoneEspaço aéreo sobre as superfícies de aproximação interna, transição interna e pouso interrompido e sobre a parte da faixa ligada por elas, que nenhum obstáculo fixo pode atravessar, salvo auxílio à navegação leve e frangível. Existe nas pistas de precisão.